Do We Have A Baby?

28 Thalia tem medo de altura


Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Mais um capítulo dessa doçura, espero que gostem! Boa leitura!

Thalia sentou em cima de uma das suas malas, arrancando uma risada de Nico que foi até ela ajudá-la a fechar a mala.

— Acho que está levando muita coisa — comentou, analisando o quarto dela.

Roupas espalhadas para tudo que lado, ela tinha uma mochila que ela levaria em suas costas e também tinha duas malas grandes fechadas postas na cama.

— Minhas roupas ocupam espaço, sem falar que eu to levando coisas para o Dylan também — contrapôs, duas malas pareciam um número razoável de malas a se levar, considerando que ela não tinha ideia dos planos de viagem de Nico, ou seja, ela não sabia o que eles iriam fazer.

— O taxi já vai chegar, deveria terminar de se arrumar — comentou, fazendo Thalia ficar em pé em cima da cama e se segurar em Nico para descer.

— Estou quase pronta, falta apenas sapato e casaco e eu to pronta, mas cadê o Jason para pegar a Destiny? — não podia deixar sua filha sozinha, então como de costume a gata ficaria sobre os cuidados do tio enquanto ela viajava.

— Eu não sei, termina aí, que eu vou ligar para ele de novo — Nico sorriu, saindo do quarto e indo até o do Dylan, vendo o bebê brincar no chão com a gata.

Assim que Jason chegou para pegar a filha de Thalia, o taxi chegou junto, fazendo com que a Grace começasse a ficar nervosa com ter que pegar um avião, a cada minuto ela se sentia entrando no estado de pânico que ela normalmente ficava, entretanto desta vez ela não iria tomar os calmantes que a faziam dormir durante toda a viagem, pois tinha noção de que se Nico precisasse de sua ajuda ela precisaria estar consciente para cuidar de Dylan.

— Quanto tempo de voo mesmo? — indagou assim que entraram na sala de espera, chamando a atenção do Di Ângelo.

Sim, o italiano já havia percebido o nervosismo da modelo, principalmente o quanto ela parecia estar pálida naquela situação, mas tinha decidido não comentar nada.

— Quase doze horas — respondeu, sorrindo compreensivo.

— Ai Deus — murmurou, respirando fundo — eu devo ter esquecido de comentar que tenho medo de altura, né?

— Esqueceu sim — Nico puxou Thalia para um abraço, como já tinham despachados as bagagens, apenas tinham a mala de mão com coisas que o Dylan poderia precisar e algumas coisas pessoais. — Vai ficar tudo bem, ok? É completamente seguro viajar de avião, é mais perigoso andar de carro e você não entra em um carro pensando que vai morrer, não é?

Assentiu suspirando e pegando seu filho no colo do Di Ângelo, decidido brincar com o pequeno e se distrair.

— Ma... — o bebê falou, fazendo com que Thalia apertasse o pequeno.

— Você é tão fofo! — usou uma voz estranha para falar com o pequeno.

Desde que ele tinha soltado suas primeiras silabas as vezes ele se esforçava para começar a montar coisas mais complexas, o que ele não tinha tanto sucesso assim, entretanto como o Apolo tinha explicado ele ficaria estagnado em uma parte do crescimento até ele chegar a real idade que ele tinha, de acordo com o médico normalmente é com a idade de um ano de seu surgimento pelos projetos cegonhas.

Mas é claro que a felicidade de Thalia não durou tanto, assim que seu voo foi anunciado pelos alto-falantes do aeroporto o nervosismo a dominou novamente e contra sua vontade pegou sua bolsa e caminhou para onde deveria.

— Se importaria de ir com o Dylan no colo? — perguntou ao Di Ângelo quando finalmente acharam seus acentos.

— Sem nenhum problema — pegou o pequeno, colocando o cinto e tentando ficar confortável.

Thalia tentava respirar fundo, enquanto observava outras pessoas adentrarem o avião e se acomodarem em seus devidos acentos, a cada minuto que se passava ela só conseguia pensar que ela iria passar as próximas doze horas dentro de um avião, a uma altura que ela não tinha nem a mínima noção de quão alto era, completamente consciente de todos os perigos que aquilo significava.

Sentiu sua mão ser segurada, chamando sua atenção para ela. Nico tinha a segurado, em um simples ato de conforto, sem nada dizer, apenas a segurou porque ela precisava de tal coisa. Um sorriso surgiu nos lábios carnudos da morena, que tentou se acomodar no acento direcionando o olhar para a janela, eles ainda não tinham decolado.

A decolagem foi anunciada e o avião começou a se mover, fazendo com que de imediato a Grace fechasse a janela e os olhos, tentando se manter calma.

— Thalia — chamou, apertando a mão dela com delicadeza — conversa comigo, pode ser?

— Pode — respondeu ainda de olhos fechado.

Seu coração estava acelerado e ela só conseguia apertar mais ainda a mão do Di Ângelo que nada disse com o ato.

— Me conta algo que eu não saiba sobre você — pediu, fazendo-a assentir e abrir os olhos, encarando o negro do olhar do roteirista.

— Ok... — respirou fundo — quando eu tinha cinco anos, sempre que eu não gostava de uma roupa que alguém me dava ou meu pai e minha mãe compravam eu rasgava elas e colocava a culpa no cachorro.

— Qual era o nome do cachorro? — Nico perguntou, tentando ser o mais natural possível no processo de distração.

— Smile — sorriu, lembrava do labrador em muitos detalhes — ele faleceu quando eu tinha dezesseis anos, fizemos um enterro para ele.

— Eu tenho um cachorro também, mas infelizmente eu não consegui traze-lo para New York, ele é um rottweiler lindo e gigante chamado Cérbero — contou, tentando fazer aquilo soar mais como uma conversa do que um interrogatório. — Me conta mais?

— Ok... — suspirou, sentindo o avião subindo e apertando consequentemente mais a mão do Di Ângelo. — Quando eu era pequena meu pai disse que eu tinha a mania de escalar as coisas para jogar tudo no chão para meu irmão poder brincar comigo, em uma dessas vezes eu joguei um grampeador e o Jason tentou come-lo e por isso ele tem uma cicatriz na boca dessa falha tentativa.

— Nossa...— riu — eu nunca fui próximo da Bianca ou da Hazel, quase nunca fazemos nada juntos, o máximo de proximidade que nós tivemos foi quando eu e Bianca nos mudamos para New York e em primeiro momento dividíamos apartamento.

— Eu não sei como me sentir em relação a minha família, ao mesmo tempo que eu sinto que sou próxima deles, eu sinto que eu não sou — confidenciou — todos tem suas prioridades, até o Jason tá criando suas próprias metas de vida, rotinas e tudo mais, eu sei que mesmo que ele não queira ele tá se afastando, me deixando, como todo mundo faz.

— Por isso pediu que eu te prometesse que não te deixaria? — indagou, fazendo-a assentir.

— Eu tive um sonho — lembrou daquela sensação horrível que o sonho tinha lhe passado — você estava nele — contou, respirando fundo para contar o sonho — no início eu me sentia tão bem, tão segura, mas então...você foi embora, tudo mudou...— as lágrimas saíram de seu rosto, que ela se apressou a limpar — sei que é idiotice, mas você já se tornou parte da minha rotina, eu... olha, isso é difícil de dizer, de admitir, mas quando você entrou na minha vida com o Dylan foi tudo tão de surpresa, minhas preocupações foram direto para essa coisinha fofa e tudo simplesmente aconteceu tão rápido, mas era definitivo, não tinha volta, eu tinha uma segurança...

— Thalia...— Nico começou, mas ela negou, queria continuar.

— O Dylan, mesmo que inconscientemente me trouxe a segurança de que você não iria embora, e mesmo que eu não quisesse e não percebesse me apeguei a isso mais do que deveria, mais do que o normal, meus muros não existiam, porque eu sabia que não iria embora e eu não esperava me aproximar de você, agora moramos juntos a cada dia que passa o nosso filho está maior e mais independente, mesmo que ainda seja um bebê, eu não quero perder sua amizade — pôs para fora, suspirando depois do dito, limpando algumas lágrimas.

— Você não vai, Thalia, não apenas por conta do nosso filho, não apenas por causa da promessa que eu fiz de não te deixar, eu não quero ir embora, não quero perder sua amizade também — mas ele também queria mais do que amizade.

A modelo se arrumou na cadeira, encostando a cabeça no ombro de Nico, levando uma das suas mãos até seu filho brincando com ele enquanto conversava com o Di Ângelo, se conhecendo o máximo possível e tentando a manter distraída, pois nos próximos dias ela seria a falsa esposa dele por vinte e quatro horas por dia e nenhum dos dois sabiam o que isso poderia significar.

Enquanto isso na Itália.

Hades e Frank terminavam de montar o quarto para o pequeno Dylan, enquanto Hazel e Perséfone observavam os homens trabalharem.

— Não gosto da ideia dessa garota vir para cá — Perséfone comentou, olhando todo aquele teatro.

— Confesso que ela me assusta — Hazel admitiu, sabendo que era de Thalia que eles falavam.

— Ela é parte da família agora, ela e o Nico tem um filho juntos, se eles querem que nós participemos da vida deles é ótimo — o senhor Di Ângelo contrapôs, batendo as mãos na calça e analisando do que mais eles precisariam por naquele quarto.

— São só alguns dias — Frank se direcionou a namorada, ele lembrava como tinha sido difícil ele ser aceito naquela casa como um novo membro da família, não queria que Thalia passasse pelo mesmo.

— Sejamos sinceros, eles não querem que a gente faça parte da família deles, querem babás para eles poderem sair sem o filho — Perséfone revirou os olhos verdes agora ausentes de maquiagem.

— Eu prefiro acreditar no que meu filho disse e eles vão vir de uma maneira ou de outra, faz tempo que Nico não vem para casa e eu quero que ele identifique que aqui ainda é o lar dele — Hades pronunciou-se querendo encerrar a discursão — então enquanto eles estiverem aqui os trataremos adequadamente, sem mais reclamações, ok?

— Ok, vou fazer o bolo para quando eles chegarem — Hazel resmungou, se levantando determinada a fazer o que disse que faria.

Ela não tinha nada contra Thalia, só que a morena conseguia a deixar completamente assustada, ela parecia ser superior demais e pronta a fazer o que precisasse e derrubar quem precisasse para conseguir o que queria.

Assim que começou a pegar os ingredientes para o bolo, sentiu uma mão em sua cintura, sabendo de imediato que era Frank.

— Amor... — chamou, fazendo-a parar e olha-lo — olha, eu sei que está desconfortável, mas eu lembro como foi difícil para a gente quando você quis me apresentar como seu namorado a sua família, eu lembro como foi complicado poder circular por sua casa tranquilamente, nós começarmos a sair e outras coisas, não faça com esse menina o que sua família fez comigo, você sabe o quão ruim é e ela e nem ninguém precisa passar por essas coisas, ok, tente apenas agir normalmente, quem sabe vocês não viram amigas?

A Levesque assentiu, sabia que o namorado tinha razão e tentaria ao máximo evitar mostrar o desconforto que a chegada dessas pessoas trariam, afinal ela conhecia seu irmão e o amava, poderia conviver com a esposa dele sem entrar em colapso ou declarar uma guerra durante esse tempo, afinal eles mesmo foram para a casa dele sem aviso prévio querendo respostas.

— Vou me esforçar, ok? — concordou, sorrindo para o menino. — Me ajuda com o bolo.

— Claro que sim, só dizer o que eu tenho que fazer — sorriu de volta, depositando um selinho nos lábios da namorada que sorriu e assentiu, pronta para começar a cozinhar.

O nervosismo era inerente a todos que passariam a conviver aqueles dias naquela casa, sem saber ao certo de como seria e do que aconteceria, mas era inevitável que tudo que pudesse vir ocorrer acontecesse, logo apenas tinham que desejar que tudo desse certo e que no final daqueles dias eles pudessem estar se dando bem ou quem sabe, verdadeiros laços sejam criados nessa viagem repentina.

Notas finais
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