Do We Have A Baby?
36 Novos membros da família
Notas iniciais
O Di Ângelo estava sentado no seu quarto, respondendo alguns e-mails do trabalho, quando a voz de Thalia meio exaltada cortou seus ouvidos.
— Nico! Vem cá!
— Chegou cedo! — o italiano respondeu, vendo seu filho dormindo junto com Destiny dentro de uma barreira de travesseiros em sua cama, então saiu em direção a sala e assim que seus olhos bateram na Grace ele negou em reprovação.
— Por favor! A gente pode ficar com eles? — ela pediu, em sua mão tinha uma caixa de sapato forrada por um pano e dentro tinham dois filhotes de gato.
O maior que estava sentadinho observando tudo tinha os pelos alaranjados rajados em branco, os olhos eram verdes amarelados e as pupilas estavam dilatadas; já o menorzinho que dormia tranquilamente pouco se importando com os movimentos da humana que o carregava tinha a pelagem em sua maioria branca, apenas com alguns detalhes em um laranja muito claro em suas orelhas e rostinhos, os olhos azuis fechados.
— Thalia... — o garoto tentou, mas ao ver a cara cabisbaixa da ficante ele suspirou. — Tudo bem, a gente pode ficar com eles.
Um sorriso surgiu de uma ponta a outra nos lábios da Grace, que se apressou em colocar a caixinha no chão e correu até Nico, pulando no pescoço dele, envolvendo sua cintura com as pernas com facilidade o que o fez ir para trás ao ser pego de surpresa com o ato.
— Obrigada! Obrigada! Obrigada! — ela repetiu o sentindo rir com seu aperto.
— Só me pergunto como você acabou indo para o hospital ver sua irmã e voltou com dois gatinhos — ele comentou deixando um beijo demorado nos cabelos negros da garota que voltara para o chão.
— Eu estava saindo do carro no estacionamento e eu vi a caixinha com eles dois abandonados ao leu — ela respondeu andando até os filhotes e acariciando a cabeça do que dormia, vendo o outro andar desajeitado até a mão da menina para logo capturar o dedo dela com a boquinha deixando uma mordida suave ali.
— Então você os pegou e veio correndo pra cá — ele complementou, sentando no chão ao lado da ficante, olhando o gatinho acordado começar a tentar explorar a casa nova, saindo da caixa com uma certa dificuldade o que deixava bem fofo.
— Não, antes eu passei no veterinário para ver se eles estavam bem e comprei algumas coisas que você poderia descer e buscar no carro pra mim — ela sugeriu, sorrindo travessa ao confidenciar que sabia que ele acabaria cedendo e ficar com os gatinhos, apenas achou que deveria fazer isso de maneira mais sutil — E eu também entrei no hospital para ver a Mackie, mas ela estava dormindo então fiquei de voltar mais tarde.
— Aí, aí, Grace — Nico negou mesmo que tivesse um sorriso nos lábios — cadê a chave?
— Na minha bolsa — apontou para o objeto em cima da poltrona azul clara, o fazendo assentir e pegar ali dentro e descer em busca das coisas para o gato.
❤❤❤
O di Angelo acariciava os cabelos negros de Thalia, os olhos dela fixos na televisão de seu quarto, o corpo deitado quase que inteiramente em cima de Nico, as pernas entrelaçadas, a respiração calma fazendo-a subir e descer de um modo que a deixava sonolenta, todavia tinha se comprometido em terminar de ver o filme com o italiano e estava se esforçando para tal.
— Você prometeu não dormir — Nico disse alto o que a fez dar um pequeno pulinho no local, piscando desnorteada notando que a cena do filme tinha mudado e não se encaixava bem com a última que ela se lembrava.
— Aí, foi mal! — ela resmungou manhosa se desvencilhando do ficante e sentando normalmente, enquanto se espreguiçava. — Esse clima é tão propicio para dormir.
— Só você mesmo, senhorita Grace! — o italiano negou em reprovação e seus olhos foram a porta quando uma correria passou em frente o que ele supôs ser os dois novos membros da família brincando.
Os olhos negros delinearam com calma toda a menina a sua frente, as feições calmas e delicadas, o sorriso mínimo e manhoso em seus lábios, os olhos azuis elétricos presos no filme a sua frente, as pernas cruzadas a mantendo sentada, a coluna ereta, o moletom largo cobrindo boa parte da pele, inclusive suas mãos, o short curto deixava suas pernas grossas expostas assim como a pele perfeitamente macia e branca, sem muitas manchas, apenas algumas pintas clarinhas espalhadas por ali.
Ele sorriu mais. Seu corpo foi para a frente e logo foi percebido por Thalia que virou para encara-lo e arregalou os olhos quando ele selou seus lábios sem aviso prévio, ficando vesga de uma forma engraçada que a fez rir e não retribuir o ato.
— Aí, Nico! Eu to com sono, eu não esperava um beijo — ela retorquiu, se jogando nos braços dele que a envolveram com delicadeza na cintura enquanto ela ria.
— Quer que eu comunique quando vá te beijar? — ele questionou achando graça.
— Adoraria sim senhor!
— Eu vou te beijar — ele disse com um sorriso de canto, inclinando para selar os lábios ao dela novamente, agora sendo retribuído sem hesitação.
As mãos do di Angelo acariciaram a cintura fina da menina, o corpo dela logo começou a se arrumar para ficar sentada com uma perna de cada lado do italiano, as mãos foram para o cabelo negro que ela tinha descoberto ser viciante ficar mexendo, os lábios experientes a faziam querer mais, o gosto de café misturado com a menta da pasta de dente.
Nico as vezes não acreditava que aquilo estava acontecendo, ela era perfeita, tão delicada e determinada ao mesmo tempo, o corpo dela se encaixando perfeitamente ao seu, a pele macia e branca que ficava avermelhada sempre que ele usava um pouco mais de precisão para a segurar.
O ar faltou e logo o italiano desceu os beijos pelo pescoço dela, algumas vezes deixando chupões e mordidas que sabia que ficaria marcado, todavia ela pouco se importava com isso, apenas queria aproveitar todas as sensações que aquele homem a sua frente poderia lhe prover.
O seu corpo começou a esquentar e ela entreabriu os lábios, a ideia de ter algo mais do que apenas alguns amassos fez com que uma umidade começasse a surgir no tecido de sua calcinha, as mãos dele agora um pouco mais ousadas descendo deliberadamente por sua cintura, passando para as suas coxas tocando a pele sem nenhum tecido para atrapalhar o contato, apertando ali o que a fez tombar a cabeça para trás, mordendo o lábio inferior, um sorriso maior surgindo ali.
Suas mãos desceram pelos ombros de Nico, passando para o peitoral e arranhando o local de leve por cima da camisa, até que estivesse na barra do tecido cinza com uma caveira negra estampada, a puxando para cima para retirar a roupa, tendo a ajuda do italiano para tal.
Assim que se livrou da peça, selou seus lábios com o dele novamente, começando a rebolar com mais precisão do que velocidade no colo dele não demorando a sentir seu membro ganhar vida debaixo de si, o que aumentou o sorriso malicioso nos lábios rubros da nova-iorquina.
Naquele momento parecia só eles no universo, a troca de caricias se intensificando, as mãos dele explorando de uma maneira indescritível cada pedacinho do corpo dela. Assim como ela o fazia com ele. De fato, ambos já tinham imaginado cenas mais quentes entre eles, mas nenhum dos dois havia pensado que seria tão bom.
Os dedos de Nico prenderam-se nos cabelos dela, bagunçando-os quando a boca dela envolveu seu membro. Thalia se contorceu em sua cama quando os lábios e dedos exploraram sua intimidade, as mãos prendendo o lençol branco, os gemidos aos poucos tomando conta do ambiente que parecia cada vez ficar mais quente.
Aos poucos eles se entregavam um ao outro, a Grace se sentia cada vez mais eufórica, nunca tinha se entregado cem por cento a alguém, mas ali naquele momento ela não se poupava, quando ele a penetrou, os movimentos lentos de início, ele entre suas pernas, os olhos negros fitando o azul elétrico dela, que agora com as pupilas tão dilatadas era quase imperceptível tal cor.
A velocidade e força aumentou, as unhas encravando nas costas dele, os gemidos pedindo por mais, as pernas subindo pela lateral do corpo, uma das mãos dele nos cabelos negros dela, a outra explorando mais as curvas do corpo delgado que ela possui.
A cabeça dela tombou para trás, o corpo tendo espasmos, até que por fim ele relaxou por completo. O Di Ângelo sorriu beijando-a e investindo mais algumas vezes para chegar lá.
Saiu de dentro dela, aconchegando-se em seu lado e ambos adormeceram abraçados.
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