Do We Have A Baby?
24 Festa!
Notas iniciais
Nico foi em direção ao quarto da Grace, dando duas batidas suaves na porta da morena, tanto para avisa-la que tinha deixado Dylan na casa da irmã, quanto para perguntar o que exatamente ele deveria usar na tal festa.
— Entra — ouviu-a responder de dentro.
Abriu a porta e a primeira coisa que ele viu foi Destiny lambendo seus pelos tranquilamente em cima da cama de sua dona, ou mãe, tanto faz. Logo a Grace saiu do banheiro sorrindo.
— Precisa de algo? — perguntou calma, indo até o espelho.
Nico desceu o olhar pelo corpo da garota descaradamente, ela usava um short curto, que beirava a informalidade, mas mesmo assim elegante e uma blusa decotada, mas estrategicamente colocada para que ela se mantivesse confortável mesmo na pista de dança e claro, um salto alto, todo o conjunto branco.
— Não tenho ideia do que vestir, mas vendo sua roupa, imagino que branco — ele comentou, vendo-a rir.
— Por que não vai tomando banho? Já estou terminando aqui e passo no seu quarto e dou uma olhada no seu guarda-roupa e separo algo.
— Claro, pode ser — ele sorriu, assentindo e saindo.
Thalia arrumou sua maquiagem, dando vida aos últimos detalhes que faltavam, caminhando para o quarto do garoto, chamando sua gata consigo, que a seguiu obediente.
— Vamos escolher uma roupa — comentou em direção ao animal, abrindo a porta e escutando o chuveiro de imediato.
O quarto parecia idêntico de quando tinha estado ali, tirando claro que estava mais bagunçado, ela só havia entrado ali quando o estava decorando, depois disso nunca tinha ido no cômodo novamente. Suspirou e caminhou até o grande guarda roupa que ocupava uma parede quase que inteira, abrindo-o e procurando por pesas de roupa claras.
— Calça jeans azul clara com alguns rasgos, despojado, mas não forçado com a blusa certa — comentou com a gata que miou em resposta. — Que bom que concorda — colocou a peça em cima da cama ao lado de Destiny.
Abriu mais uma das portas vendo uma montoeira de roupas pretas, logo fechando sabendo que não era ali que encontraria uma blusa branca ou algo do tipo. Abriu outra porta e viu que tinham tons mais variados, não em tanta quantidade, mas ainda existiam.
— Cinza, lisa, para ainda manter a pose de não precisei de alguém para selecionar a roupa para mim, mas elegante e despejado do tipo, posso aproveitar essa festa e ainda ir para uma padaria ou colocar um casaco e uma jaqueta e ir para algo mais formal depois — Thalia comentou virando para a gata que tombou a cabeça para o lado. — Acessório — concordou, colocando a blusa ali e abrindo mais uma porta em busca de mais coisas.
— Jaquetas, não, muito bad boy! — ela negou ao puxar uma jaqueta de couro.
Nico parou na porta apenas enrolado na toalha olhando-a analisar e conversar com a gata enquanto selecionava suas roupas e pedia opinião ao animal de qual seria a melhor escolha.
— Hum... casaco? Não, definitivamente não, blusa xadrez cinza e preto, perfeito, amarrado na cintura vai dar um ar de vim preparado, mas vim de skate ou se tipo sai como estava de casa e sou elegante assim mesmo — comentou se virando para a gata, mas seus olhos pararam no Di Ângelo.
Seu coração disparou e ela sentiu suas bochechas corarem, se ela nunca tivesse reparado nele, ela o teria feito agora, ele estava magnifico e muito sexy e ao mesmo tempo tão natural. Ele usava nada mais e nada menos do que apenas uma toalha branca enrolada em seu quadril, seu corpo levemente úmido pelo banho recente, seu cabelo caído de qualquer modo, tanto pelo seu rosto, quanto pelos lados, não longo o suficiente para atrapalhar, mas ainda dava um certo charme em tudo aquilo. Apoiado no arco da porta que dividia o banheiro e o quarto, um sorriso descontraído no rosto, por ele estar vendo todo aquele monologo.
— Desculpa, eu não queria te assustar, é que eu saí do banho e vi você pedindo opinião de moda para a sua gata, então decidi que não iria atrapalhar tal momento — Nico comentou, desencostando-se da porta para ir até ela.
Thalia riu da frase negando e tampando o rosto, o abaixando-o, sentindo a vergonha amenizar aos poucos.
— O que escolheu pra mim? — Ele indagou, envolvendo o ombro dela, sentindo-a primeiramente ficar rígida com o contato, mas depois ela relaxou, recostando o corpo no dele, não se incomodando com a umidade atravessando sua roupa.
— Calça jeans, blusa cinza e blusa xadrez amarrada na cintura, all star e tudo certo.
— Ok, obrigado — ele sorriu, vendo-a sorrir também.
— Vou deixar você se vestir, estarei esperando na sala — comunicou se soltando dele — vem Destiny.
A gata miou em resposta e pulou da cama com agilidade, caminhando com sua dona até a sala, subindo no colo dela assim que a morena se sentou no sofá, deixando que seu pelo fosse acariciado com calma. A Grace respirou fundo, ela tinha que superar isso com o Di Ângelo, essa atração que ela sentia tinha que passar, pois claramente era algo físico, assim que passasse ela poderia o tratar normalmente, sem ter que ficar se policiando.
— Pronto, acho que nunca usei tons tão claros na minha vida — Nico comentou, aparecendo na porta e recebendo um sorriso de aprovação da Grace.
— Vamos, vamos de taxi, ok? — ela indagou, vendo-o assentir. — Destiny, tome conta da casa.
Um miau de confirmação da gata fez tanto Nico quanto Thalia sorrirem. O Di Ângelo já estava se acostumando com o animal e nunca se cansava de ficar surpreso com o quão inteligente ela poderia ser.
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A música alta tomava conta do ambiente, logo a Grace segurou a mão de Nico o puxando para a pista, pegando duas bebidas e entregando uma para ele com uma piscadela suave. O Di Ângelo riu suave e assentiu, pegando a bebida e dando um gole, sentindo o liquido queimar sua garganta, não conseguindo identificar o que era, mas sabia que era alcoólico e forte o suficiente para que talvez no terceiro copo ele deixasse de ser Nico Di Ângelo e virar a Lady Gaga.
Como ele não queria isso, decidiu ir mais devagar, mas a Grace já tinha virado todo o seu copo e começava a rebolar ao som da música eletrônica. Um som alto explodiu e as pessoas começaram a gritar e a pular animados enquanto pós coloridos começavam a cair do teto e Nico já imaginou que a festa seria uma versão mais populosa do que aconteceu na sessão de foto e sua blusa cinza deixava rapidamente de ser cinza a cada explosão.
Ele não sabe em que momento aconteceu, talvez o cálculo de três copos estivesse errado, mas ele pulava gritando ao som da música e a Grace ria também pulando, mais baixo devido ao salto.
— Tira a roupa gato — uma loira gritou para Nico, vendo algumas meninas o reconhecerem como o modelo e começarem a gritar para ele tirar a roupa.
Inclusive a Grace que começou a bater palmas e em um momento um holofote parou em cima dele e as pessoas começaram a gritar tira, então como ótimo convidado ele era, ou a bebida estava muito forte, ele começou a tirar a blusa e a sensualizar enquanto fazia isto, fazendo Thalia rir, mesmo dando uma babada descarada no corpo do moreno.
Ele jogou a blusa longe e soltou a blusa que estava presa em sua cintura, pronto para tirar a calça também, mas Thalia riu, segurando a mão dele no fecho, negado.
— Não, não, você tá muito bêbado — ela riu com o dito, vendo-o assentir.
— Só um pouco — assentiu, estando com seu rosto a centímetros dela.
Thalia entreabriu os lábios, encarando os olhos negros dele e sorriu suave.
— Acho que eu também — ela comentou, ficando na ponta do pé e selando seus lábios com o dele.
Nico hesitou por alguns segundos, mas logo suas mãos saíram de sua calça para a cintura dela, retribuindo o beijo, sentindo seu corpo todo formigar com o contato, a música alta fazendo seu ouvido doer e as pessoas gritando ainda com eles debaixo do holofote, todos só tinham os olhos nele, até que o DJ gritou que todo mundo era pra beijar alguém e foi isso que aconteceu, as pessoas começaram a se beijar e a luz saiu dos dois.
Mas para eles, mesmo que talvez devido a bebida, eles eram os únicos ali, a explosão foi insignificante desta vez, já acostumados com o barulho não estranharam ao ouvir e sentir o pó colorido os sujarem mais ainda de diversas cores diferentes.
Os dois se separaram por falta de ar, se encarando, Thalia sentiu um pouco da sua consciência voltar, pois sentiu suas bochechas corarem com a atitude. Começou a rebolar, deixando que os braços dele envolto do seu corpo, virando de costas para ele, evitando-o olhar, sentindo-o começar a dançar colado a ela.
— O que acontecer aqui, fica aqui? — Nico perguntou, também tinha voltado um pouco a realidade, mesmo que ainda estivesse bêbado o suficiente para estar dançando sem blusa em uma festa, todo sujo, abraçado a Grace com coragem de falar algo do tipo.
— Por mim tudo bem — ela fechou os olhos, sentindo-se agradecida por isso.
— Tudo bem então — ele sorriu, meio triste por ela preferir fingir que não tinham se beijado, mas apenas continuou a dançar, pegando mais alguns copos de bebida assim como ela.
Nico encostou o corpo dela contra uma pilastra que um dia tinha sido branca, levando seus lábios ao pescoço dela, deixando alguns beijos, chupões e mordidas ali, o som alto demais para ele escutar um gemido baixo que Thalia havia deixado escapar, seus olhos fechados, sentindo-o descer o beijo. Puxou novamente para que ele selasse seus lábios, pela incontável vez que eles o fizeram naquela festa, mas o cada vez que o beijava ela sentia que queria mais, não era como ela imaginava que seria, afinal se era atração física aqueles pegas que eles estavam dando deveriam bastar.
Mas pareciam insuficiente, cada beijo, cada toque, cada caricia a fazia querer mais, assim como ele, que não sabia em que momento tinha se entregado a bebida e quando seus extintos de evitar fazer algo com a Grace, pois imaginava que ela ficaria irritada depois tinham se rompido, mas estava ele ali entregado ao vício que aquela mulher poderia ser.
— Com licença — uma mulher separou os dois, com um sorriso constrangido.
Thalia estava com a visão turva, mas tinha quase certeza que conhecia a morena, que ela imaginou estar sorrindo.
— Dionísio quer que vocês fiquem à vontade, cortesia para a senhorita Grace — a mulher disse, colocando algo na mão dela e se afastando.
A modelo logo identificou como um cartão, não demorou muito para ela entender o que ele estava sugerindo, não sabia se agradecia ou ficava ofendida com Dionísio, mas não era a primeira vez que ela ia em uma festa dele, sabia que ele conhecia os hábitos de apenas uma noite e nada mais.
— O que é isso? — ele perguntou achando graça.
— É a chave de um quarto — ela respondeu, puxando Nico.
O Di Ângelo demorou um pouco para realmente entender o que estava acontecendo, deixou-se levar até o quarto, não demorou para seus lábios estarem pelo corpo da garota, apenas os dois, ambos não precisavam mais da discrição e de um limite de quão longe era permitido ir em público. Um gemido alto saiu dos lábios da Grace, sua mão estava dentro do short dela, a respiração dela contra seus lábios, ora o beijando, ora apenas deixando se deleitar com o que ele fazia.
Era ela, a mulher que ele simplesmente tinha uma queda desde que a vira pela primeira vez, mãe do seu filho.
Seu filho...
Nico parou o que fazia, tirando a mão de dentro do short dela e se levantando, a morena tampou os olhos e se sentou, sentindo uma leve vertigem e o fazer, mas se forçou em ver o que ele fazia, demorou um pouco, mas logo o viu bebendo água e indo para o banheiro.
— O que está fazendo? — perguntou mais manhosa do que queria.
— Você está bêbada — respondeu como se fosse obvio, se forçando a ficar sóbrio.
— Eu sei — ela usou o mesmo tom, deixando seus braços tombarem.
— Não vou fazer nada com você nesse estado — ele apareceu no quarto, se ajoelhando para fora da cama arrancando os sapatos dela.
A Grace abriu a boca pensando em protestar, mas não tinha nenhum argumento, ou simplesmente seu cérebro não conseguia formar nenhum, então ela apenas assentiu.
— Vem — ele a puxou, fazendo-a deitar na cama — dorme um pouco.
— Mas tá cedo — resmungou fechando os olhos.
— São três e vinte e cinco da manhã — chutou, mas imaginava que deveria ser por aí, já que eles chegaram na festa quase meia noite.
Não demorou muito para que ela apagasse e se aconchegasse nos braços do Di Ângelo, que apenas suspirou aliviado, ele poderia satisfazer o desejo que ele tinha a muito tempo, mas ia estragar algo bem mais importante do que isso se o fizesse e não valia a pena perde-la por completo para ter uma noite de sexo que possivelmente ele não se lembraria de muitas coisas.
Deixou que seus olhos se fechasse, torcendo para que ele pudesse ficar com aquele quarto pelo resto da noite.
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