Do We Have A Baby?
40 Epílogo
Notas iniciais
Leo adentrou sua casa descrente. Bianca já exibia uma barriga considerável, estando com oito meses era difícil não estar. A mulher organizava algumas coisas recebidas do chá de bebê, quando levantou o olhar franzindo o cenho e confusa perguntou:
— Você parece ter visto um fantasma, tá tudo bem?
O Valdez se sentou no sofá se mexendo para ficar confortável no local, molhando o lábio e fitando a esposa.
— Eu vi Nico e Thalia se beijando na rua, eu estava no taxi e não consegui parar, mas tenho certeza que eram eles — o garoto comentou pasmado.
Naquele momento Nico e Thalia já tinham alguns meses de relacionamento e eles não tinham saído contando para ninguém sobre isso. Era quase que um segredo, eles não queriam apresar nada do relacionamento deles, então decidiram manter isso entre eles por um tempo indeterminado.
— Eles devem estar aqui daqui a pouco, perguntamos para eles — Bianca deu de ombros, mesmo que estivesse estranhando a notícia.
Seu irmão gostava de Thalia a tempo demais, e, não era segredo de que eles tinham muito clima, mas nunca eles tinham ameaçado passar das mentiras que ambos contavam para Hades e o povo que morava na Itália, então era confuso imaginar eles em um relacionamento secreto.
— Sim, sim — Leo balançou a cabeça e caminhou até o sofá, acariciando a barriga da esposa que sorriu e arrumou a postura para que ele tivesse mais acesso e deixasse beijos ali.
Depois de alguns mimos e trocas de caricias, o homem se levantou e foi tomar um banho quente e depois fazer algo para comer e mimar um pouco mais sua esposa, pois parecia nunca ser suficiente, mesmo que ela falasse que não era necessário.
A campainha tocou, e Leo saiu correndo para atender e não ter que fazer Bianca levantar, que revirou os olhos e deixou que ele abrisse a porta.
— Trouxemos mais bebês do que o normal, espero que não tenha problema — Thalia comentou, cumprimentando Leo tendo uma caixa de transporte com os dois filhotes e Destiny no colo, já que os três tinham ido no veterinário.
Nico tinha Dylan no colo e ele estava ansioso para brincar com os gatinhos que ele simplesmente adorava. Logo os quatro estavam no chão brincando enquanto os adultos se sentaram na sala para conversar.
— Então, vão continuar morando aqui mesmo? — Nico que perguntou, vendo o filho beijar Pingo e o soltar o fazendo correr em círculos e voltar para os braços do bebê para outro beijo.
Pulga pulou no filhote e os dois entraram na típica brincadeira de lutinha. Destiny sentou entre o bebê e os gatinhos para proteger seu querido humano e vigiar os filhos adotivos.
— Sim, esse é o plano, pelo menos nesse primeiro ano — Leo concordou acariciando a cabeça do afilhado.
— Se precisarem de ajuda, não se esqueçam que estamos aqui, ok? — Thalia que disse dessa vez, bloqueando o celular já que tinha tirado uma foto dos seus filhos.
— O Dylan nunca tentou comer nenhum desses gatinhos? — Leo perguntou curioso vendo o bebê abraçar Destiny.
— Já, mas logo ele entendeu que são amigos, não comida — Nico deu de ombros, rindo do filho animado com os animais.
— Faz sentido — Leo concordou — a proposito eu vi vocês se beijando na rua.
Thalia levantou uma sobrancelha surpresa com o quão direto ele foi, e Nico simplesmente deu de ombros. Eles já estavam conversando sobre assumir o namoro mesmo, então ele confirmou.
— Estamos namorando — ele disse a tão esperada notícia.
— E vocês não pretendiam contar pra gente!? — Bianca disse indignada tacando uma almofada no irmão.
— Aí, calma, íamos contar, mas estávamos esperando para ver se daria certo antes — Nico resmungou abraçando a almofada que o tinha atingido.
— Estão a quanto tempo? — novamente foi Leo que veio com a frase que poderia fazer Nico querer amaldiçoa-lo, mas respondeu mesmo assim:
— Alguns meses — molhou o lábio nervoso, com medo de ser atingido novamente por alguma outra almofada.
— Estou indignada — Bianca negou, mesmo que agora sorrisse.
Puxou Thalia para um meio abraço desejando um parabéns ao casal, negando em reprovação pro seu irmão não ter-lhe contado nada.
— Que tal jantarmos? — Leo sugeriu ao se lembrar da comida que ele estava fazendo.
— Eu coloco a mesa — Nico se ofereceu, levantando e deixando as garotas com os bebês.
— Estou sendo tão mimada que chega a incomodar — Bia confidenciou baixo com medo do marido ouvir. — Mas ao mesmo tempo eu estou tão feliz, que não tem como ficar incomodada por muito tempo.
Thalia riu, assentindo. Sabia que aquilo era o sonho da morena, ficava feliz por ela estar conseguindo realizar.
A Di Ângelo acariciou a barriga com delicadeza, suspirando com um sorriso nos lábios.
❤❤❤
Nico entrou no quarto sorrindo, batendo uma mão na outra como quem diz trabalho feito, e apagando a luz, deixando que Thalia desce play no filme que eles tinham planejado assistir naquela noite.
O italiano se juntou a modelo debaixo das cobertas tentando aproveitar o quentinho que tanto o corpo dela poderia prover, quanto os tecidos pesados dos dois edredons que os cobriam.
A música da universal a capela começou a tocar dando início A Escolha Perfeita 3, enquanto isso Nico deixou alguns beijos na morena que deixou que seus dedos se entrelaçassem debaixo da coberta, tendo um dos braços dele envolvendo seus ombros.
— Sabe, as vezes eu fico pensando em como nossa vida mudou desde que o Dylan chegou, em como ele virou ela de cabeça para baixo — Thalia comentou baixo, ficando mais confortável e se aninhando mais contra o corpo do namorado.
— Sim, ele fez uma zona, mas pra melhor, pelo menos eu acho isso... — ele colocou a última parte meio hesitante, a olhando e relaxando ao vê-la assentir.
— Sim, ele mudou nossa vida para melhor, fico me perguntando o que aconteceria se tivéssemos mais um — ela comentou o fazendo franzir o cenho.
— É, seria muita bagunça — Nico concordou, nunca tinha parado pra pensar no assunto.
— Bom — ela deu de ombros fazendo pouco — não vamos precisar esperar muito para descobrir, então...
O Di Ângelo piscou desnorteado com a notícia, encarando a menina e parando o filme de automático. Os olhos negros passaram pelas feições delicadas dela procurando qualquer sinal de que aquilo era uma piada, ou ele tinha entendido errado, mas só conseguia ver um sorriso insistente surgir nos lábios dela.
— Ah, meu deus! — ele se boquiabriu-se a puxando para um beijo e se sentando direito.
O beijo não durou muito, ele se afastou se livrando das cobertas quentinhas e descendo o olhar para a barriga ainda inexistente dela, sorrindo descrente e a puxando para um beijo.
Mal podia esperar para descobrir o que aconteceria dessa vez.
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