Do We Have A Baby?
21 Academia
Notas iniciais
Thalia estava animada, sua mão apoiada em sua cintura enquanto sua garrafinha d’água e seu celular estavam na outra mão, seus olhos em Nico que colocava o tênis de ginastica em Dylan.
— Por que vamos na academia? — o moreno perguntou, nunca foi de fazer academia, ele era mais do tipo que as vezes saia para correr e fazia alguns exercícios ao ar livre.
— Porque eu me recuso ao ser o tipo de mulher que depois que tem marido e filho se descuida completamente, eu nem posso me dar ao luxo disto, então vamos para a academia — a Grace respondeu como se fosse óbvio.
— Você não tem marido, pode esperar achar um para arrasta-lo para a academia — ele ponderou a ideia, vendo que o pequeno estava vestido adequadamente, mesmo que não fosse fazer exercício nenhum.
Dylan vestia uma bermuda azul sem bolsos, uma blusa branca e um casaco igualmente azul, usava um tênis de corrida preto e azul e seus óculos de sempre, acompanhado de um sorriso.
— Você e eu somos quase casados Nico, só não fazemos nada — Thalia deu de ombros — bom, não que isso seja muito diferente de vários casamentos por aí, mas desde que o Dylan chegou temos feito tanta coisa e tá na hora de normalizarmos nossas vidas e uma atividade física vai ajudar nisso, além de nossa saúde também.
— Mas como pretende levar o Dylan junto? Ele não pode malhar, sabia? — o Di Ângelo tentou arrumar alguma desculpa para ela desistir, mas a cara da garota deixava claro que ela não desistiria.
— Por isso eu vou mudar de academia, faremos junto com a Annabeth e o Percy, ela tem uma ala só para crianças de até cinco anos de idade, podemos deixar ele lá e qualquer coisa vão nos chamar, agora vamos logo Nico — ela o apressou, fazendo-o se levantar e assentir.
A academia não era tão longe assim, logo eles estavam no prédio, a academia ficava na cobertura, o prédio parecia ser muito bom, tinha vários cursos, danças de todos os tipos inimagináveis para diversas idades, assim como todos os treinos possíveis.
Por sorte tinham horário livre para avaliação, logo Nico e Thalia já tinha se inscrito e estavam correndo na esteira para dar início ao treino. O moreno olhava pasmado como Thalia conseguia correr a quatorze quilômetros por hora sem problemas, ele tinha optado por deixar no seis, assim ele simplesmente andaria rápido e isso em si já estava complicado.
Deixar um pouco Dylan com outras crianças e com outras pessoas era revigorante para os dois, que apesar de amarem o filho e ainda ficarem preocupados com ele, não ter que cuidar de cada passo dele fazia com que o corpo relaxasse de imediato.
Enquanto isso o bebê tinha encontrado suas amiguinhas, Dianne e Elizabeth e estava com elas em uma das várias mesas de atividades que o cantinho tinha. Elizabeth exibia sua habilidade de andar para um lado e pro outro, pegando brinquedos aleatórios e trazendo para a mesa deles, para descobrirem o que era, Dianne por sua vez pegava tais brinquedos e tacava longe, querendo o espaço livre, as vezes acertando outro bebê aleatório que passava por ali em uma aventura interminável no seu mundo novo.
Dylan passava seus enormes olhos azuis elétricos entre as gêmeas, que tinham crescido bastante desde a última vez que ele as tinha visto, Elizabeth tinha os cabelos loiros soltos naquele dia e eles iam até seus ombros, sua vestimenta era um vestido de bolinhas, aonde o tecido era branco e as bolinhas eram de tonalidade preta, já Dianne tinha os cachos domados em pequenas tranças e usava um short jeans e uma blusa de ursinho.
Annabeth levou a mão a cintura soltando uma risada em ver Nico malhado.
— Ele tem um feitio atlético, mas deixamos apenas no feitio, né? — a loira comentou com Thalia, já que as duas estavam usando a mesma máquina revezando entre si.
— Sim — a Grace deixou que uma risada saísse dos seus lábios ao ver Nico morrendo com as instruções do profissional que estava o ajudando. — Mas considerando que ele só fica na frente do computador, faz sentido, mas não sei como ele tem esse corpo.
— Genética? — Anne sugeriu, passando os olhos por Nico, vendo Thalia sair da cadeira.
— Acredito que sim, a família dele que eu conheci tudo tem corpão, não sei se eles se esforçam pra isso, mas o Di Ângelo com certeza não se esforça — a Grace riu vendo o menino ofegar e beber água tentando se recuperar.
— Amanhã você vai ter que fazer muita força para arrasta-lo pra cá — a Chase comentou imaginando que o moreno estaria quebrado a esse horaria no dia seguinte.
— Eu sei, hoje eu já sofri uma batalha pra traze-lo — Thals riu, vendo-o se aproximar.
— Eu sei que as duas estão rindo de mim, podem parando — Nico ordenou, se aproximando das duas.
— Fugindo? — Thalia olhou, vendo que o homem que estava encarregado de ajudar o Di Ângelo estava conversando com outra pessoa.
— Ele disse para eu ter uma pausa, pois como é meu primeiro dia é melhor ir com calma — o roteirista discursou o que o seu torturador tinha alegado, arrancando risada da Grace.
— Está gostando? — perguntou sorrindo travessa para ele.
Nico subiu e desceu o olhar para ela de modo exagerado, porém rápido, não realmente a avaliando, coisa que ele já tinha feito discretamente.
— Você está bem bonita nessa roupa — ele brincou, deixando que feições exageradas tomassem conta de sua fase para simbolizar uma aprovação.
Thalia riu, revirando os olhos e batendo de leve no abdômen do Di Ângelo.
— Estou falando da academia — ela sabia que ele tinha entendido.
— Não, nenhum pouco — foi sincero, mas tinha esperança de que depois de alguns dias isso mudasse.
— Di Ângelo, vamos — o professor chamou o moreno que fez um biquinho e foi atrás do homem cabisbaixo.
— Como será que nossos bebês estão? — Anne perguntou se levantando para Thalia fazer a última repetição na cadeira abdutora.
— Não sei, espero que bem, já que não chamaram a gente — foi sincera, se sentia desconfortável de ter que deixar seu filho com estranhos, mas como a loira afirmara que era seguro e confiável ela tinha deixado.
Enquanto isso na área de recreação.
Dianne tentava irritar a irmã pegando qualquer brinquedo que ela estivesse interessada em usar das mãozinhas pequenas demais para tentar competir por algo, mas a Liz raramente se importava com o que a outra fazia.
Então ela teve uma grande ideia e segurou no braço de Dylan decidindo que ele seria o brinquedo a ser utilizado, levantando seus olhos verdes em desafio para a irmã, que olhou para Dylan que basicamente tinha sido forçado a deitar no colo de Elizabeth em expectativa, mas o menino apenas riu achando graça.
Dianne cruzou os braços emburrada, normalmente eles ficavam em quatro, logo se Thomas estivesse ali, a de cabelos cacheados poderia declara-lo como seu e tudo estaria resolvido, sua irmã não estaria em uma vantagem claramente estratégica por pensar um pouco mais rápido.
Elizabeth riu contente e começou e entregar coisas para Dylan em experimentos do que ele faria com cada um deles, afinal a loira de cabelos quase brancos adorava experimentar e descobrir coisas novas.
Aos poucos Dianne se deu por vencida e entrou nos experimentos da irmã, deixando que ela os guiasse em brincadeiras complexas para claro a idade deles.
Percy se sentou em um banco levando a garrafa d’água a boca, pensando em como queria um mergulho na piscina agora, entretanto era inverno e o tempo gélido apenas dificultava para que ele pudesse ter acesso ao que ele queria. Nico se sentou ao seu lado, o instrutor disse que eles tinham acabado a musculação, que ele poderia descansar um pouco e voltar para a esteira.
— Eu não nasci pra isso — o Di Ângelo resmungou, vendo o amigo rir.
— Você se acostuma — ele deu de ombros — mas e você e a Grace, como estão? Sem mais climas estranhos?
— Tivemos um problema depois do natal, mas voltou ao normal com o tempo, acho que estamos desenvolvendo bem essa relação entre a gente, morar com uma pessoa é complicado, principalmente quando não se conhece tanto dela.
— Eu sei, na verdade a cada dia que passa você descobre uma coisa nova sobre a sua parceira, ou seja lá o que a Thalia é sua, eu conheço a Anne desde os treze anos de idade, começamos a namorar cedo e nos casamos cedo também e ainda tem dias que eu descubro uma nova coisa sobre ela, e isso que deixa o relacionamento interessante, todo dia é uma novidade e saber explorar isso só nos ajuda a continuarmos como estamos — Percy confessou fazendo Nico sorrir.
— Espero um dia ter alguém com quem eu possa me relacionar assim, querendo ou não, eu e a Thalia apenas moramos juntos, nada além disso e eu nunca pensei tanto assim em relacionamentos e meta de vida, mas ultimamente eu tenho pensado nisso, ter um filho me fez pensar que se um dia eu vou encontrar uma mulher que queira ter uma criança comigo, uma família, apesar de ter uma família com a Thalia, não foi intencional e isso, eu e ela não tínhamos nada antes disso e não é uma criança que nos vai fazer ter — Nico desabafou —, mas ao mesmo tempo em que eu penso nisso eu tenho outras prioridades e eu não tenho tempo de deixar isso ser realmente relevante na minha vida.
— Bom, por que você e a Thalia não saem com alguém? Um encontro não vai fazer mal a ninguém, você tem um filho, não um peso a carregar, prioridades dos cuidados deles são óbvios que você tem que ter, mas ainda assim vocês precisam se cuidar da sua maneira e se divertirem, um encontro pode fazer bem a ambos, com outras pessoas ou até entre vocês dois.
— Não sei, não acho uma boa ideia, temos tanta coisa para fazer — Nico ponderou, mas quem sabe conversar isso com a Thalia seria uma boa coisa, eles tinham que retomar a vida deles, talvez este seja um bom começo.
Fale com o autor