Do Singular Ao Plural
33 Um par
Notas iniciais
Sete semanas depois
Fazia calor naquele fim de tarde, o clima em Houston, Texas, era o ideal para um casamento de quintal. O enorme jardim da casa onde Carol cresceu sob os cuidados de seu pai e sua madrasta estava repleto de convidados. Carol e Rhodey estavam em pé diante do padre sob um gazebo. O vestido dela era romântico, com flores brancas na saia e detalhes em fita branca no busto, seus cabelos estavam soltos caindo em cachos. Ele usava o traje de gala das forças armadas. Tony e Pepper, e os outros casais de padrinhos estavam dispostos de ambos os lados dos noivos. Votos foram pronunciados, as alianças foram trocadas e o sol estava se pondo quando a cerimônia chegou ao fim. As luzes do quintal foram acesas deixando a decoração ainda mais romântica e a festa teve início. Era uma celebração enorme, as famílias de Rhodes e Carol eram daquelas grandes, com muitos tios, tias, primos. Crianças corriam entre as mesas pelo jardim. Os noivos estavam radiantes.
—Quer dançar?— Tony perguntou quando os padrinhos foram convidados para juntarem-se aos noivos no centro da pista de dança, Pepper deu as mãos para ele aceitando o convite. O casal Stark dançou uma música juntos, então, Tony e Rhodey trocaram de pares —Tenente Castro devo dizer que você é a segunda noiva mais bonita que eu já vi a vida.
—A primeira foi a sua?— Carolina perguntou.
—Certamente.— Tony respondeu a fazendo rir.
—Você está linda, Pepper.— Rhodey elogiou.
Pepper usava um vestido lilás plissado que valorizava seu colo cada vez mais favorecido pelos hormônios da gravidez e disfarçava sua barriga de pouco mais de 3 meses.
—Não é porque eu deixei você dançar com a minha mulher que você tem que dar em cima dela.— Tony provocou.
—Pare de dar em cima da minha mulher então.— Rhodes replicou.
—Você dois juntos são tão adultos, dá gosto de ver.— Carolina zombou.
—Eu acho que...
—Você acha?— Tony perguntou para Pepper.
—...Preciso ir ao banheiro.— ela abandonou Rhodey e seguiu rumo ao interior da casa dos pais de Carol.
—Amor...?
—Eu vou atrás dela.— Carol disse a Tony, e saiu atrás de Pepper.
—Enjoo?— Rhodes perguntou para Tony.
—Provavelmente.— ele respondeu ao sair andando entre os casais em direção à sua mesa.
—Você não precisava ter vindo atrás de mim, Carol, é o seu casamento.— Pepper disse após enxaguar a boca com enxaguante bucal.
—Ninguém vai perceber a minha ausência por 5min.— replicou do lado de fora do banheiro.
—Isso se você não fosse a noiva, Sra Rhodes.— Pepper disse ao deixar o toalete.
—Sra Rhodes.— Carolina repetiu em voz alta —A ficha só está caindo agora. Mas eu não vou usar o Rhodes, continuarei sendo Castro profissionalmente.— ela disse ao sentar-se em sua antiga cama.
—Faz bem.— Pepper disse ao sentar-se ao lado de Carol —Então... esse era seu quarto. É meigo.— ela comentou —Como uma garotinha delicada foi parar na aeronáutica?
—Eu amava o uniforme do meu pai.— disse ao olhar para um porta-retrato sobre a cômoda —Uma tia me disse que, por ser menina, eu não poderia fazer a mesma coisa que ele, mas meu pai me disse que eu poderia ser o que eu quisesse. Era isso o que eu queria, toda garotinha meiga tem seu lado selvagem.
—Entendo você.— disse Pepper.
Embora Pepper e Carolina se conhecessem há menos de 1 ano, a amizade delas era genuína. Sincera. Estavam cada vez mais próximas, o que era de se esperar.
—Pronta para voltar?— Carol perguntou.
—Sim.— Pepper respondeu —Não vejo a hora desses enjoos terminarem.— desabafou.
—Você ainda enjoa muito?— Carol perguntou quando desciam as escadas em direção ao jardim.
—Amenizou bastante, mas alguns cheiros ainda incomodam.— ela respondeu.
Quando elas voltaram ao jardim Carolina foi capturada por um grupo de amigas, e Pepper saiu à procura de Tony, o encontrou em meio a uma conversa animada com os principais membros da família Rhodes.
—Então você domou mesmo esse garoto?— perguntou a Sra Amélia Rhodes, mãe de Rhodey.
—Acho que sim.— Pepper sorriu ao sentar-se ao lado de Tony.
—E esse bebê é menino ou menina?— ela perguntou.
—Esses bebês são uma incógnita, saberemos semana que vem.— Pepper respondeu.
—Gêmeos?— a Sra Rhodes perguntou, Tony e Pepper assentiram —Assim você acaba com a moça, Anthony.— ela brincou.
—Se é pra fazer tem que ser bem feito, Mamãe Rhodey.— Tony replicou.
—Mamãe Rhodey?— Pepper perguntou.
Não era a primeira vez que ela e Tony se encontravam com os Rhodes, mas foi a primeira vez que ouviu Tony se referir a Sra Rhodes daquela maneira.
—Mamãe Rhodey e Papai Rhodey, Anthony nos chamava assim anos atrás.— manifestou-se o Sr John Rhodes —E quem iria acreditar que os nossos primeiros netos viriam logo dele que nunca parou com nenhuma namorada?
—Aquele Tony galinha que nós conhecemos e o independente afetivamente que a imprensa sempre divulgou, na realidade sempre foi um carente de afeto e atenção.— Amber, a irmã de Rhodes provocou —Ele só precisava da mulher certa.
—Só que enquanto a mulher certa não aparecia ele se divertia com as erradas.— completou Aisha, a irmã caçula de Rhodes.
—Eu já acho que ele precisava de um choque de realidade, porque mesmo depois que eu apareci ele ainda passou anos se divertindo com as mulheres erradas.— Pepper disse.
—Eu sou o assunto, é isso mesmo?— Tony perguntou sem graça.
—Tudo bem, vamos mudar de assunto.— Pepper beijou o rosto dele.
Mudaram de assunto, mas durante a quase 1h em que Pepper e Tony ficaram na companhia da família Rhodes, ela descobriu que os Rhodes e os Stark foram vizinhos em São Francisco, Califórnia, por quase 5 anos. Depois da morte dos pais de Tony ele vendeu a casa onde moraram durante aquele tempo, mas os laços criados com a família Rhodes nunca foram desfeitos. Aliás, os pais de Rhodey ainda moravam no mesmo endereço. Amber estava casada, e Aisha ainda era solteira, porém havia mudado para Boston há alguns anos.
A festa continuou animada, Eric, o irmão de Carolina apresentava Tony para todos como o homem que havia salvo sua vida. O que era um exagero, já que em nenhum daqueles poucos meses de Projeto Brave Tony escolheu um soldado que não mostrasse gana de viver. Mesmo desacordado, Eric sempre teve uma força vital surpreendente. Mesmo assim os pais do rapaz eram imensamente gratos a Tony.
Por volta da meia-noite Carol jogou o buque, depois ela e Rhodes deixaram a festa. A lua de mel do casal aconteceria num Resort em Cancun, México. Assim que os noivos deixaram a festa, o casal Stark fez o mesmo. Estavam hospedados num hotel no centro de Houston, uma suíte pequena, mas requintada. A primeira coisa que Pepper fez ao entrar no quarto foi sentar-se.
—Cansada?— Tony perguntou ao ajoelhar-se diante dela para ajudá-la a tirar suas sandálias —Devia ter trocado essas sandálias há horas, Sra Stark— ele comentou.
—Teria trocado se não tivesse esquecido as rasteirinhas. Mas tudo bem, meus pés não estão doendo.— ela disse —Se eu fizer uma pergunta promete ser sincero?
—Com certeza.
—Você e as irmãs do Rhodey?— ela quis saber, as irmãs do Rhodey eram lindas.
—Nunca.— foi veemente —Ela são irmãs do meu melhor amigo, quando eu conheci o Rhodey tínhamos 16 anos, Amber tinha 12, Aisha tinha 9. A família do Rhodes é praticamente a minha.— ele levantou.
—Não precisa ficar nervoso.— ela se levantou ficando diante dele —Foi só curiosidade boba, não parei pra fazer as contas.— beijou-lhe os lábios, correu beijos pelo pescoço dele enquanto desabotoava seu smoking.
—Pep...?— chamou ao ver-se livre do peso do blazer em seus ombros.
—Oi..?— ela beijava seu peito enquanto livrava-o da sua camisa.
—Tem certeza?— mostrou-se cauteloso.
—A fase de risco passou há duas semanas.— agora ela desafivelava seu cinto —E eu ganhei uns panfletos com umas dicas de posições superconfortáveis para o meu estado.
—Porque eu não vi esses folhetos?— ele perguntou trêmulo quando ela o tocou.
—Porque você não foi a minha última consulta.— ela o beijou sem deixar de tocá-lo sob a calça —E então, vamos pôr em prática?
—Vamos, mas...você dita o ritmo.— beijou-a concordando.
—Como quiser, Sr Stark.— disse maliciosa e devagar foi o empurrando contra a cama.
(...)
A semana seguinte estava passando arrastada, se Pepper soubesse que a sexta-feira demoraria tanto tempo para chegar teria marcado sua consulta para segunda-feira. Contudo não podia fazer nada, teria que esperar. Mas não escondia a sua felicidade estava entrando na 16ª semana. Seus bebês cresciam cada vez mais.
Na quarta-feira Lorelai convidou Pepper para irem almoçar num restaurante novo. Era um restaurante especializado em frutos do mar, coisa que Pepper adorava. As duas almoçaram, riram e conversaram, Pepper estava feliz com a ascensão de Lorelai na empresa, a garota mostrava-se cada vez mais competente, mostrava que merecia a posição que conquistava não por ser filha de Richard, mas por ser uma boa profissional.
—Acho que está na hora de procurarmos alguém para te substituir, não sei se você percebeu, mas tem ficado mais tempo na sala do seu pai do que me assessorando.— Pepper comentou.
—Eu não queria deixar você.— Lorelai disse.
—Você não vai me deixar, eu sempre estarei na sala ao lado.— Pepper replicou —Quando eu entrar de licença a pressão sobre você será ainda maior, pode ter certeza. Por isso, estive pensando que você poderia selecionar a minha nova assistente. O que acha?
—Acho que eu vou ficar com ciúme dela.— Lorelai brincou.
As duas pagaram a conta e quando deixavam o restaurante deram de cara com Bethany Cabe e o Dr Douglas Ross.
—Sr Stark.— Bethany sorriu para Pepper.
—Srta Cabe.— Pepper sorriu de volta —Eu achei que você não estivesse mais na cidade.
—Porque eu parei de te importunar?— Cabe perguntou —Uma vez me disseram que uma agente tem que saber a hora de recuar. Não vale a pena lutar por uma causa perdida.— disse ela —Conhece o Doug? Acredito que o Tony já tenha falado sobre ele.
—Sim, o Dr Ross.— Pepper ligou o nome a pessoa —Muito prazer.
—O prazer é meu, Sra Stark.— disse o Dr. Pepper aproveitou a oportunidade para apresentar Lorelai aos dois.
—Soube do bebê.— disse Cabe —Na verdade ele está bem evidente.— Bethany tentou colocar a mão na barriga de Pepper mas ela se esquivou —Me desculpe.
—Eu é que peço desculpas. É só que, é estranho todo mundo querer ficar passando a mão na minha barriga.— explicou —Bem, precisamos voltar para a empresa, bom almoço pra vocês.— Pepper disse despedindo-se.
Tudo havia sido constrangedor demais. Tony já tinha comentado com Pepper sobre as mudanças no comportamento de Cabe, e do affair dela com o Dr Ross. Mas, Pepper não via Bethany Cabe desde o baile no MET e agora, nesse encontro casual, a ruiva sempre ácida parecia ter ficado doce demais para se aceitar assim num primeiro momento.
(...)
Na quinta-ferira quando Pepper chegou em casa Tony não estava. Naquela manhã ele viajou à Nova York, precisava resolver alguns assuntos na base da SHIELD, mas garantiu a ela que voltaria até à noite. Por volta das oito, ele ainda não tinha voltado então ele pediu o jantar. Pouco depois das nove já estava com sono. Subiu, tomou um banho e começou a preparar-se para dormir.
—Bebês, hoje vocês vão descobrir como a mamãe dorme quando o papai está fora de casa.— afagou sua barriga —Espero que ele não fique bravo por lacearmos a camiseta do... AC/DC— escolheu entre tantas outras —Na verdade a banda não importa, mamãe gosta é do perfume do papai nas camisetas.— Pepper deixou o closet vestindo a camiseta que escolheu, deitou em sua cama, abraçou o travesseiro de Tony e logo estava dormindo.
(...)
—Amor, são 8h, vamos?— Tony chamou —Vamos, meu anjo deixa de ser preguiçosa.
—Que horas você chegou?— perguntou preguiçosamente.
—Tem uma hora.— ele respondeu e deu-lhe um beijo casto.
—Uma hora? Então você não dormiu essa noite?
—Precisei ficar no QG da SHIELD dando coordenadas para uma missão, mas não se preocupe, não estou cansado, estou bem.— garantiu —Bonito pijama.— afagou a barriga dela —Nunca imaginei ver três pessoas usando uma das minhas camisetas.
—Desafiamos as leis da fis...
—O que foi?— perguntou assustado.
—Acho que um deles mexeu.— ela respondeu.
—Eu estou com a mão na sua barriga e não senti nada.
—Não foi aquela mexida clássica, foi sutil. Fez cócegas. Tenho certeza que um deles mexeu.
—Daqui a pouco perguntamos pra Dra Eva se isso é possível.— ele beijou a barriga de Pepper e depois seus lábios.
—E se forem dois meninos?
—Não tem importância, meu anjo, o meu amor por eles será o mesmo sendo meninos ou meninas.— afirmou.
(...)
Ao chegarem ao Centro Clínico, Tony e Pepper encontraram com Robert ainda no estacionamento. Assim que reconheceu Chase, ela pediu ao marido que não fosse hostil com o médico.
—Bom dia, Dr Chase.— Tony disse com um sorriso amarelo.
—Bom dia, Sr Stark.
—Olá, Robert.— Pepper disse com simpatia.
—Soube da sua gravidez zapeando entre canais de tv durante as minhas férias, Ginny, sabia que logo a encontraria por aqui.— Robert disse.
—Suas férias foram muito animadas, Dr Chase, parabéns...
—Na verdade eu passei a metade das minhas férias em Bali.— Robert o cortou.
—Você ainda surfa?— Pepper perguntou.
—Com certeza.— Robert sorriu —E agora arrumei uma namorada que não reclama de me esperar na areia. Na verdade, ela pega onda comigo.
—Que bom pra você, Dr Chase.— Tony disse enciumado. Pepper se despediu de Chase e continuou seu caminho até o consultório da Dra Eva —Tenho certeza que ele te chama de Ginny na minha frente só pra provocar.— mostrou-se irritado —Você já foi pra Bali com ele?
—Uma vez, mas sempre me neguei a ficar tostando na areia enquanto ele surfava.— ela respondeu —Mas é passado, tá?— colocou-se diante dele —Vamos focar no hoje. E hoje é um dia especial pra nós dois.
Pouco depois, Pepper estava deitada sobre a maca no consultório da Dra Eva, havia optado por um ultrassom 4D, estava ansiosa. A Dra espalhou o gel para facilitar o deslise do bastão do aparelho de ultrassom sobre o ventre de Pepper e começou a realizar o exame.
—Dá pra perceber o quanto eles já cresceram desde a 12ª semana?— Eva perguntou.
—Eu meio que me baseio no crescimento deles através do meu.— Pepper brincou.
—Vocês estão se desenvolvendo bem.— Eva disse —Você e...
—Diz logo.— Pepper pediu.
—Essa garotinha.— disse ao desenhar um laço no monitor a sua frente.
—Uma menina.— Pepper chorou instantaneamente —Acho que os seus desejos foram atendidos, amor.— disse ao olhar para Tony.
—Vamos ter duas princesas.— Tony disse animado.
—Eu não falei nada sobre duas meninas. Até agora só vimos um bebê.— Eva disse ao mudar o cursor de direção —E o segundo bebê é...— fez suspense —...Tímido, ele está numa posição difícil.
—Não, bebê, deixa a mamãe ver você, por favor?— Pepper pediu.
—Continue conversando com ele ou ela, às vezes resolve.— Eva disse.
—Por falar em conversar com eles.— Tony lembrou —A Pep, disse que os sentiu mexer, mas eu estava com a mão na barriga dela e não senti nada.
—Quando foi isso, e como foi?— perguntou a Dra.
—Foi hoje, logo depois que eu acordei, foi como uma cócega.— Pepper respondeu.
—Com certeza foi o primeiro bom dia que você ganhou dos bebês.— Eva garantiu —Eu disse a você que gêmeos se mexem primeiro, não disse? Eles meio que começam a ficar incomodados quando o espaço começa a diminuir, então eles buscam novas posições.— ela explicou.
—Então, possivelmente o outro bebê mudou de posição hoje de manhã?— Tony perguntou.
—Pois é.— Eva encolheu os ombros.
—Que hora pra se mexer hein, princesa?— Tony brincou.
—Eu não acho que seja outra princesa.— Pepper disse —Vamos, bebê, mostre ao seu pai que ele vai perder o posto de macho-alfa.— repousou as mãos nas laterais da barriga —Senti aquela cócega de novo, veja se ele mexeu.— disse depois de muita conversa. A Dra Eva voltou a mover o bastão do ultrassom.
—Digamos que ele é um garotinho muito obediente.— disse ela —Parabéns, Sr e Sra Stark vocês serão pais de um casal.— Eva sorriu.
—Acho que cada um teve o seu pedido atendido, não é, meu amor?— Tony perguntou para Pepper depois a beijou.
(...)
Dez semanas depois
Pepper já não ia mais a empresa com tanta frequência, havia acabado de completar 26 semanas, 6º mês, sua estava barriga avantajada, porém sentia-se bem. Naquela tarde de quarta-feira, recebeu a visita de Lauren e Emma, adorava receber visitas, fazia com que não se sentisse sozinha quando Tony não estava. Carol também iria vê-la.
—Viu como eles se mexem?
—Ô!— Lauren exclamou com as mãos na barriga da amiga.
—Eles são muito ativos, é impressionante.— Pepper disse. Ela, Lauren e Emma estavam na área da piscina sob um guarda-sol.
—Quando eles estiverem do tamanho da Emma a gente conversa.— Lauren disse —Então, você já tem uma empregada e quanto a babá?
—Mudei de ideia, decidi ficar sem babá, até terminar a minha licença.— Pepper afirmou.
—Coração, mas eles são dois. Você é maluca?— Lauren perguntou.
—São dois e são meus, oras. E eu preciso estar conectada a eles nos primeiros meses, não quero que uma estranha os ampare nas primeiras vezes em que eles chorarem.
—Coração, independente da babá, nada muda o fato de que você é a mãe, eles sentem isso.— Lauren afirmou —Você vai precisar de auxílio.
—Tenho certeza que conseguirei sozinha, além disso, tem o Tony, ele garantiu que me ajudará, tenho medo até que ele sufoque as crianças de tão em cima que ele vai ficar.— Pepper disse —Mas vamos falar de você, e a casa nova, já se adaptou?
Lauren havia resolvido o dilema da casa no início do ano, mas demorou um pouco para fazer a mudança, ela e Paolo realizaram uma grande reforma na enorme casa que compraram em Los Angeles.
—Completamente. E a Emma adora também, o jardim é imenso e ela já não estranha mais quando nós não vamos à Napa nos finais de semana. Além disso, Paolo deu pra ela um cachorro de verdade.
—Você não disse pra dinda que ganhou um au-au, como é o nome dele?— Pepper perguntou à Emma.
—É menina, dinda.— Emma disse.
—Desculpe, e como é o nome dela?
—Tinker Bell. Ela é desse tamanho.— Emma afastou um pouco as mãos.
—Filhote ainda.— Pepper observou.
—Filhote de Golden Retriever, ela crescerá. No entanto, surpreendentemente, ainda não tenho o que reclamar, Paolo e Emma estão dando conta dela.
—Sra Stark, a Sra Rhodes acaba de chegar.— a empregada.
—Obrigada, Martha.— Pepper disse.
—Ela está empenhada nessa tarefa de roubar você de mim, não é?— Lauren perguntou —Um dos bebês ela já conseguiu.
—Você não poderia ser madrinha dos dois, Lauren, não me venha com picuinha, vocês sempre se deram bem.
—Até eu perceber que ela estava roubando a minha melhor amiga.
—Nós não somos mais melhores amigas há anos, coração, somos irmãs por escolha.— Pepper disse.
—Nada e nem ninguém muda isso.— disse Lauren —Mesmo que você tenha deixado de ir ao aniversário da sua afilhada pra ir a um casamento no Texas.
—Deixa de ciúme bobo, eu e o Tony ainda vamos a muitos aniversários da Emma.
Carolina chegou à piscina segurando duas sacolas de lojas de bebês. Cumprimentou Pepper, Lauren, Emma.
—Não resisti quando vi.— Carol disse ao entregar as sacolas para Pepper.
—Olha, bebês, a tia Carol trouxe presentes.— Pepper disse ao abrir as sacolas. Carolina havia comprado dois macacãozinhos jeans, o da menina tinha estampa de florzinhas cor-de-rosa quando virava as barras, o do menino tinha pequenos desenhos de carrinhos azuis, havia os mesmos detalhes nos bolsos. —São lindos, Carol, obrigada.
—Dinda, a mamãe disse que você tem dois bebês dentro da barriga.— Emma disse.
—Um menino e uma menina. Quer sentir?— Emma balançou a cabeça afirmativamente —Coloca a mãozinha na barriga da dinda e espera só um pouquinho.— a garotinha fez o que Pepper instruiu —Sentiu?
—Não dói?— Emma perguntou.
—Não meu amor.— Pepper sorriu.
—E os nomes, já escolheram?— Carolina perguntou.
—Já debatemos vários, para menino: Tyler, Ethan, Christian, Justin, Taylor, Dylan, Alex, Benjamin, Thomas, Andrew. Para menina: Grace, Charlotte, Alisson, Estela, Valentina, Taylor, Rachel, Alex, Olivia.
—Alex e Taylor tanto faz o sexo pelo jeito.— Lauren ironizou.
—Estes já foram vetados.— Pepper replicou.
—Eu gosto de Valentina, a opinião da madrinha conta?— Carol perguntou.
—Se contar, eu voto em Thomas.— Lauren manifestou-se.
Quando engravidou da primeira vez os padrinhos do bebê seriam Rhodes e Lauren. Mas com a gravidez de gêmeos, Pepper e Tony concordaram que os padrinhos seriam Rhodes e Carol, Lauren e Paolo. Acabou escolhendo Lauren e Paolo como padrinhos do menino, e Carol e Rhodes como padrinhos da menina.
—Por coincidência vocês escolheram os nomes que ainda estão no páreo.— Pepper observou —No entanto, nós decidimos escolher apenas quando virmos as carinhas deles.
—Então, corre o risco do meu afilhado ficar pelo menos um mês sem nome depois de nascer, é isso?— Lauren perguntou.
—Te garanto que eles sairão do hospital com um nome.— Pepper afirmou —Por falar em sair do hospital, o quarto está pronto.— Pepper disse animada, quando entrou no sexto mês logo começou a preparar as coisas —Querem ver?
Lauren e Carolina assentiram, Pepper chamou Emma e as quatro foram em direção ao interior da mansão. As cores escolhidas para as paredes do quarto eram claras, do rodapé ao meio possuía listras verticais em tons de pêssego e pistache, intercalados com branco, do meio ao teto a parede era branca. Para dividir as cores na horizontal havia uma faixa com estampa de ursinhos. Os móveis eram brancos, de um lado do quarto ficava o guarda-roupa. Do outro os dois berços paralelos, sobre eles luminárias, entre eles um móvel com alguns porta-retratos, e uma cômoda ao lado de cada berço. Além de duas poltronas perto da janela.
—Nos quadrinhos colocaremos os nomes assim que escolhermos.— Pepper referia-se as molduras sobre os berços.
—É lindo, coração, tão delicado.
—É alegre também.— Carolina completou.
—Dinda, cadê os brinquedos dos nenéns?— Emma perguntou.
—Quando eles chegarem estarão muito pequenininhos, meu amor, não vão saber brincar. Mas quando eles crescerem a dinda e o padrinho vão comprar os brinquedos e você os ensina a brincar, tudo bem?
—Tudo bem.— respondeu —Dinda, tem sorvete hoje?— a garotinha perguntou.
—Sempre terá sorvete pra você na casa da dinda, meu amor.— Pepper pegou Emma pela mão, e saiu do quarto sendo seguida pelas amigas.

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