Notas iniciais
Quero agradecer a Ana Stark por mais uma recomendação, obrigada, Flor =) Esse capítulo começa onde o outro terminou, depois rola uma passagem de tempo básica. Esse é o vestido da Pepper: http://zip.net/bflHZB (imaginem um pouquinho mais comprido) e esse é a cabelo novo dela http://zip.net/bglJbM No final do capítulo a gente conversa =D

Os primeiros raios de sol invadiram a casa do lago e, ao abrir os olhos, Pepper se deu conta de que dormira com Tony na sala. Havia uma colcha de lã colorida sobre eles. Ela se mexeu e ele logo reagiu a impedindo de levantar, sentiu a barba roçar seu pescoço, o corpo másculo pressionado em suas costas, a mão dele sobre seu ventre. Um calor lânguido correu sua espinha com a lembrança da madrugada que tiveram, o amor que fizeram sobre aquele tapete onde ainda estavam deitados. Tudo o que ela desejou foi ficar assim, em silêncio, mal se movendo, sentindo seu corpo perfeitamente encaixado ao dele. Fechou os olhos. Queria ficar ali pra sempre, esquecer o resto do mundo. Aquela casa, daquele dia em diante, seria o seu refúgio, seu paraíso particular.

(...)

Na manhã de domingo o aroma da casa era incrível, Tony estava cozinhando enquanto Pepper apenas assistia. A cozinha e a sala eram separadas apenas por um balcão de mármore onde o fogão e a pia eram embutidos, Pepper estava sentada em um banco alto no extremo do balcão. Tony usava uma calça de moletom, regata branca e tinha os pés descalços. Ela usava short jeans e camiseta também branca, seus cabelos estavam presos num coque frouxo.

—Se você ficar me olhando assim serei obrigado a fazer você parar e, fatalmente, não tomaremos café.— disse apontando a espátula com a qual mexia na frigideira.

—Você não tem noção de quão sexy você fica quando cozinha.— ela disse —É um pouco de injustiça com os outros homens você ter uma inteligência acima da média, ser lindo, muito gostoso, rico, romântico e ainda cozinhar.

—Você está sendo muito generosa ao dizer que eu cozinho, visto que eu só sei fazer omelete, ovos com bacon, macarrão com queijo e sucos.— ele disse —Mas concordo com os outros adjetivos.— colocou uma omelete no prato dela, então despejou o resto dos ovos batidos na frigideira. Tony preparava omelete com ervas e queijo.

—O cheiro está incrível, já posso comer?— perguntou entusiasmada, ele assentiu. Após preparar a sua omelete Tony sentou-se ao lado dela —Podíamos nadar depois do café.— ela sugeriu quando estavam quase terminando a refeição.

—Acho que não temos roupas de banho.

—Quem disse que precisamos de roupas?— ela riu —Vai me dizer que você nunca nadou sem roupas na vida?

—Desculpa se eu cresci na cidade grande.— ele replicou —Espero que esses seus banhos sem roupa não tenham sido com nenhum namoradinho espinhento de Denver.

—Ele não era espinhento.— levou a mão a boca, odiava quando sua boca agia mais rápido que seu cérebro.

—Qual era o nome dele, que idade você tinha?!— ele armou uma carranca.

—É passado, Tony.

—O nome, Potts?!

—Aaron.

—A idade, Potts?

—Ele tinha 17 eu 16.— respondeu estranhando a atitude dele.

—16 anos, Potts? Ele foi o primeiro?— fez questão de saber.

—Sim, foi o primeiro!— disse impaciente —Agora dá pra parar de me chamar de Potts?!— ela soltou os talheres sobre o prato e deixou a cozinha.

Pepper saiu pelos fundos da casa, e sentou-se ao futon que havia lá. Era um deck em madeira cercado, um vão na cerca dava acesso ao lago.

—Potts?— Tony chamou ao surgir no deck.

—Se você me chamar assim novamente eu juro que coloco em prática todas aquela aulas de defesa pessoal.— semicerrou os olhos ao olhar pra ele.

—Que agressiva.— ironizou ao sentar-se ao lado dela —Eu estava brincando, Pep.

—Você é um saco!

—Não me interessa quem foi o primeiro, porque sei que eu sou o último.— beijou-lhe o rosto —Mas 16, hein? Meio precoce, não? Quando nós tivermos a nossa menina ela terá que esperar até os 20.

—Seu machista!— deu um tapa na perna dele —Quantos anos você tinha na primeira vez?

—15.— respondeu —Se for um menino ele pode começar com 14, porque nos dias de hoje não se pode segurar essas crianças.— ironizou.

—Cafajeste machista.— disse entre dentes.

—Tá, 16 pra qualquer um dos dois e não se fala mais nisso.— ele disse.

—Não é você quem vai decidir, Tony. Aos pais só cabe aconselhar.— ela comentou —Mas nós ainda teremos alguns anos até lidar com isso. Vamos mudar de assunto.

—Tudo bem.— ele levantou a tirou a camisa.

—O que você vai fazer?— ela riu não acreditando no que via, na velocidade que ele mudava de assunto.

—Nadar pelado, oras.— disse ao tirar a calça e a cueca de uma só vez, então jogou-se no lago —Vem, Potts.— ele sorriu.

—Se você pedir com jeitinho.— já estava em pé na beira do deck, pronta para livrar-se da camiseta.

—Vem, meu anjo.

—Muito melhor.— livrou-se das roupas e mergulhou —Está gelado! Porque você não disse?— bateu as mão na água espirrando no rosto dele.

—Porque logo vai esquentar.— disse malicioso.

(...)

Na segunda-feira Pepper acordou com o barulho da chuva. Chovia desde o final da tarde de domingo e ela não tinha a menor vontade de levantar da cama. Abriu os olhos e viu os filetes de chuva escorrerem na vidraça. Suspirou. Olhou para o outro lado e Tony estava lá, sentado na beira da cama zelando seu sono.

—Bom dia.— ela disse com a voz rouca.

—Acho que agora eu descobri porque gosto tanto de te ver dormir. Pra não perder o momento em que você abre os olhos.— disse a fazendo sorrir —Eles são tão azuis quando você desperta.— curvou-se e beijou-lhe a testa —Anjo?— ele sussurrou.

—Oi?— ela sussurrou de volta.

—Eu quero que a nossa menina tenha os olhos azuis como os seus.— disse ele.

—E se for um menino?— ela sentou trazendo o lençol consigo.

—Não faz diferença, eu só quero um filho seu.— ele afirmou.

—Estamos bastante engajados nesse projeto, talvez eu volte pra casa grávida.— ela disse.

—Será?— mostrou-se empolgado.

—Não sei, amor. Vamos dar tempo ao tempo. Fazer o que nós fazemos bem juntos.

—Nós fazemos muito bem.— ele concordou.

—Coninuaremos fazendo, sem pressão. Não faço ideia de por quanto tempo eu tomei placebo antes de engravidar. Pode demorar. Fazer bebês não é como fazer macarrão instantâneo.— eles riram.

—Continuaremos engajados, certo?— ele arqueou uma sobrancelha.

—Até acontecer.— Pepper garantiu.

—Amor...— disse correndo a mão sobre a coxa dela —...Tenho uma pergunta?

—Faça.— ela disse quando sua boca estava bem perto da dele, ao contrário dela, o hálito dele era fresco, tinha cheiro de menta.

—Café da manhã ou sexo?— ele mordiscou o lábio inferior dela.

—Café da manhã...

—Jura?— questionou decepcionado.

—...Depois que fizermos amor.— ela envolveu os braços ao redor do pescoço dele trazendo o corpo dele sobre o seu.

(...)

Quatro meses depois

Manhattan – Nova York

Assim como haviam conversado em julho, o casal Stark passaria o natal em Nova York. Pepper não conseguiu esconder a sua felicidade quando todos os amigos aceitaram o convite para irem à Torre Stark naquele natal. Adorava natais. E esse seria bem diferente do último, esse seria especial. Nos meses que se antecederam, Tony havia assumido a SHIELD e teve que lidar com a hostilidade de alguns heróis que não o achavam responsável e competente o suficiente para aquela função, contudo, ele não declinou, peitou a todos e consolidava-se no posto. Richard havia começado a preparar Lorelai para galgar outros degraus na Stark. Rhodes e Carol haviam marcado a data, o casamento seria no início de março, no Texas, Pepper e Tony seriam padrinhos.

A semana que antecedeu a ida à Nova York havia sido uma loucura, a empresa tinha prazos a cumprir antes do recesso do fim de ano. Pepper trabalhou demais e dormiu menos. Ficou mais tempo na empresa e esquecia-se de se alimentar. Seu corpo reclamou. Claro. Mas nada que pudesse estragar seu natal, pelo contrário.

No final da tarde do dia 24 de dezembro a Torre Stark estava cheia como nunca estivera. Havia um pinheiro enorme na sala, com dezenas de bolas coloridas, enfeites e luzinhas, os filhos das amigas de Pepper adoraram.

—Dinda, um presente é meu?— Emma perguntou para Pepper, havia muitos presentes em volta da árvore.

—Claro, meu amor.— Pepper beijou a menina no rosto e colocou-a de volta no chão.

—Tem um pra mim também?— Daniel, o filho mais novo de Sarah perguntou.

—Não!— Emma disse antes de Pepper —É meu!

—Emma!— Pepper a repreendeu —Tem presente pra todo mundo. Um pra você, um pra ele.— o garotinho sorriu diante do comentário de Pepper, enquanto Emma fechou a cara.

—O que houve, meu amor?— Lauren perguntou ao ver Emma emburrada.

—Sua filha é meio individualista.— Pepper respondeu.

—Ela não é boa em dividir mesmo, mal de filho único, neto único. Além disso, o Paolo a mima demais.— Lauren comentou.

—Ouvi meu nome?— Paolo perguntou ao abraçar Lauren.

—Pepper disse que sua filha é mimada.— Lauren respondeu o olhando sobre o ombro.

—Eu disse individualista.— Pepper corrigiu.

—Dá no mesmo, coração.

—Eu já disse como podemos consertar isso, não é, amore?— Paolo beijou o rosto da esposa —Já está mais do que na hora.

—Amore, serão dois bebês praticamente, não acho que dou conta.— Lauren disse ao marido —Quando Emma tiver três anos conversamos sobre o nosso bambino.— ela garantiu.

—Um bambino, então?— Pepper comentou.

—Sei que não dá pra escolher, mas se pudesse queria um menino.— afirmou —Meninas são mais grudadas com o pai, indiretamente elas competem com a gente.— Lauren disse —Digo isso por experiência própria, e se você quiser pergunte a minha mãe quando a vir, ela teve que dividir meu pai com duas meninas, não foi nada fácil.

Pepper mostrou-se receosa ao ouvir aquilo. Tony nunca escondeu sua predileção, sempre que tocava no assunto começa com “A nossa menina”.

—Não se preocupe, Virginia, não é uma regra.— disse Paolo.

—Bem, a conversa está ótima, mas tenho que ir à cozinha ver como as coisas estão.— Pepper disse e se afastou deles.

No caminho entre a sala e a cozinha um empregado serviu a Pepper uma taça de champanhe, ela não bebeu. Acho chegar à cozinha dispensou-a sobre um móvel qualquer e serviu-se de uma taça com suco de uva, talvez conseguisse disfarçar. O jantar estava quase pronto para ser servido, eram 21:30h.

Ao voltar à sala viu que Emily estava na varanda, enquanto Richard conversava com Tony. Pepper sentiu-se um pouco culpada por não conseguir dar atenção a todos os convidados. Quando ela caminhava ao encontro de Emily a mulher, voltou ao interior da cobertura.

—Eu ia mesmo falar com você.— disse Pepper —Está muito frio para ficar lá fora.

—Não resisti— disse Emily —A vista daqui é incrível. Aliás, acho incrível a maneira de como a energia dessa Torre é gerada.

—Não só a Torre, a empresa e as filiais, a casa em Malibu, nós estamos negociando uma expansão.

—Richard comentou.— Emily disse —É incrível o que sonhos e muito dinheiro são capazes de fazer, não é?— Pepper assentiu —Mas mudando de assunto, você está diferente, mais iluminada.

—É o clima, adoro natais.— Pepper sorriu.

—Por isso você está tomando suco?

—Você percebe as coisas primeiro que todo mundo, acaso você é vidente ou algo do tipo?— Pepper perguntou.

—Apenas observadora demais.— Emily riu —Mas o fato de você estar segurando essa taça a centímetros de mim e eu não sentir cheiro de vinho foi o maior dos sinais. Ele já sabe?

—Ainda não.— Pepper respondeu —Eu só desconfiei na semana passada, até eu confirmar os sinais foram sutis. Ninguém sabe, bem, exceto você.

—Prometo guardar segredo.— Emily sorriu —Estou muito feliz por vocês, agora ele está mesmo pronto.— ela observou.

—Tenho certeza que sim.— Pepper sorriu ao abraçar Emily —Queria contar essa noite, tinha tudo preparado. No entanto, não sei mais, não quero decepcioná-lo se não for adiante, mas também sei que não vou conseguir esconder por muito tempo. Os enjoos matinais estão bem mais intensos desta vez.— Pepper revelou.

—Bem, seja lá por quanto tempo você pretende esconder, aconselho a usar roupas mais folgadas, não sei de quanto tempo você está, mas eu chutaria umas 8 semanas.— Emily disse ao olhá-la dos pés a cabeça. Pepper usava um vestido vermelho um tanto justo.

—Sério?!— perguntou surpresa.

—Menos?

—Bem menos.— Pepper respondeu —Mas a diferença deve ser porque eu ganhei 3kg de setembro pra cá.

—O que vocês duas tanto sussurram?— Lorelai perguntou ao se aproximar.

—Estamos apenas conversando.— Pepper respondeu —Onde está o Jack?

—Foi ao quarto pegar a jaqueta, disse que está com frio.— Lorelai revirou os olhos —Garoto da Califórnia.

—É complicado lidar com a mudança de temperatura porque você chegaram há pouco, não deu tempo de se acostumarem. Vou pedir ao Jarvis para regular o aquecedor.

—Pronto, friorento?— Lorelai perguntou a Jack —Amanhã nós vamos patinar no Central Park e você vai congelar.

—Se você achar que as roupas que troxe não são suficiente posso ver algo do Tony que te sirva.— Pepper falou.

—Não é necessário, Sra Stark, a Lory exagera demais.— Jack replicou —Mas obrigado, e...ah, adorei o novo corte de cabelo.

—Obrigada.— Pepper sorriu. Cortara os cabelos na altura dos ombros, deixando as pontas na frente um pouco mais compridas —Bom— correu o olhar pela sala —Como boa anfitriã vou circular por aí.

(...)

—Então, Paris, hein?— Tony perguntou a Gilmore —Emily e Richard vão passar o Réveillon em Paris, amor.— Tony disse quando Pepper sentou-se ao seu lado ao sofá.

—Eu já sabia.— ela sorriu.

—Acho que nunca fui a Paris no inverno.— Tony comentou —Quem sabe não podemos ir esse ano?— perguntou para Pepper.

—Não era inverno durante a nossa lua de mel?— ela perguntou incerta.

—No calendário sim.— Tony afirmou —Mas nas condições climáticas não.

—E vocês vão ficar aqui no Réveillon também?— Carol quis saber. Pepper, Tony e Richard estavam sentados ao sofá, Rhodes estava sentado em uma poltrona com Carol em seu colo, Happy e a namorada estavam num sofá menor.

—Nós vamos para Barcelona.— Pepper respondeu.

—Outra viagem que levará semanas, aposto.— Rhodes comentou —Lembre-se que você tem um bando de super-heróis para ficar de olho, Diretor Stark.

—Eu sei, Sr Secretário de Defesa.— Tony replicou —Outra rodada de champanhe?

—Eu aceito.— todos responderam, menos Pepper.

—E você, amor?— Tony perguntou diante do silêncio de Pepper.

—Eu passo.— ela respondeu —Acho que já bebi demais.— justificou.

—Na verdade— Emily juntou-se ao grupo —Eu a vi bebendo vinho, e não é bom misturar.

—Certo.— Tony concordou —A ressaca no dia seguinte pode ser horrível.

—E de ressaca o Tony entende.— Happy disse em tom de brincadeira e todos riram.

—Para o seu governo, Hogan, não sei o que é ter ressaca há muito tempo.— Tony rebateu —E ainda assim, me lembro que na maioria das vezes que fiquei de ressaca você ficou também.

—Essa parte dos seus anos de trabalho você omitiu.— Esther, a namorada de Hogar se pronunciou.

—Não se deve deixar um amigo beber sozinho.— Happy ironizou.

—Pep...— Sarah chegou próximo ao grupo carregando seu filho mais novo nos braços —O Danny dormiu e eu...

—Levo você até o quarto.— Pepper disse a amiga.

—Amor, fica de olho no Jimmy um pouquinho, tá?— Sarah disse ao marido.

As duas deixaram a sala e logo estavam num dos quartos de hospedes, Sarah acomodou o garotinho na cama, enquanto Pepper foi ao armário e pegou um cobertor.

—Ele está enorme.— Pepper comentou —Parece que foi ontem que você contou que estava grávida dele.

—Um homenzinho, passa muito rápido.— Sarah replicou —Você logo saberá como é. Um dia eles estão pequenininhos no seu colo, e no outro eles já não querem mais colo.

—Meninos são difíceis?— Pepper assuntou.

—Não tenho experiência com meninas, sou irmã de dois homens, mãe de dois filhos.— respondeu —Mas, ser mãe de menino parece ser mais prático. Porém, independente do sexo, menino ou menina, é incrível, indescritível.

—Posso imaginar.— Pepper sorriu e sem perceber deixou uma lágrima escorrer pelo rosto.

—Você vai amar, vai ser uma mãezona para esse seu bebezinho.— Sarah disse surpreendendo Pepper.

—Como você desconfiou?

—Jimmy tem quase 5 anos e você nunca me fez esse tipo de pergunta, Virginia, além disso...levanta— disse Sarah —Sinto informar, mas você meio que está perdendo a sua cintura.

—Estou?

—Digamos que a mudança ainda é sutil.— disse a loira.

—Bem, então acho que devo mesmo contar ao Tony.— Pepper mordeu o lábio.

(...)

Depois da meia-noite, os convidados começaram a se dispersar. A família de Sarah voltou para casa, em Coney Island. Lauren e Paolo foram para o apartamento do Brooklyn. Rhodes e Carolina foram para o hotel onde estavam hospedados, Hogan e Esther também. Apenas os Gilmore, Lorelai e Jack ficaram hospedados na Torre Stark, ainda sim por que Pepper fez chantagem emocional para convencê-los.

Já passava das duas da manhã, Tony e Pepper estavam prontos para dormir. Ele usava uma calça de flanela cinza e camiseta de mangas compridas azul, ela um sueter xadrez e meias.

—Não é sexy, eu sei, mas estou com frio nos pés o que eu posso fazer?— ela disse caminhando até a cama, Pepper escondia uma caixa atrás do corpo.

—Eu não ganhei presente de natal da minha esposa, quando todas as pessoas que estavam aqui essa noite ganharam. Mas não serei ruim, esquento os seus pés.— ele riu.

—O seu presente é especial demais, não dava pra ser dado no mesmo momento dos outros, tinha que ser um momento nosso.— disse ao ajoelhar-se sobre a cama.

—Sacanagem?— disparou-lhe um olhar malicioso.

—Se fosse sacanagem eu não estaria usando meias, é broxante.— ela disse.

—Verdade.— concordou —O que é?

—Veja você mesmo.— ela entregou-lhe uma caixa azul com um laço prateado, Tony não entendeu o que viu quando abriu.

—Um envelope?— juntou as sobrancelha.

—Abra!— ao abrir o envelope Tony parecia entender cada vez menos tudo aquilo, as coisas escritas naquele papel eram confusas demais —Você é um homem com um QI altíssimo e não sabe interpretar um simples exame de gravidez?— ela sorriu —Conseguimos!

—Conseguimos?!— ele gritou —Eu vou ser pai?!

—Sim!— ao ouvir aquilo Tony começou a pular na cama como se aquele fosse o melhor presente de natal do mundo, melhor até dos que ele havia ganhado na infância. E era. —Menos barulho, amor, as visitas.— ela sussurrou ao levantar da cama, estava chacoalhando demais.

—Dane-se as visitas, eu vou ser pai, anjo!— Pepper estava tão radiante com a felicidade dele que começou a chorar, a reação era tão diferente da primeira vez. E, embora ele estivesse agindo como uma criança, ela tinha certeza que ele havia amadurecido muito nos últimos meses. Ela também. Estavam mesmo prontos para essa nova fase de suas vidas —Obrigado, meu amor, você está me fazendo o homem mais feliz do mundo.— ele desceu da cama e ajoelhou-se diante dela —Posso?

—Claro.— Pepper assentiu, ele levantou a blusa dela.

—Ei...— Tony beijou o ventre dela —Nós te desejamos muito, ouviu? E nada, ninguém será mais importante pra mim do que você— Pepper pigarreou —E sua mãe, claro. Prometo ser o melhor pai que um homem pode ser, eu vou te ensinar tanta coisa.— o tom da voz dele mudou, Pepper sabia que ele estava chorando —Mas não precisa ter pressa, tá? Fica bem aí dentro, tenho certeza que sua mãe é tão bonita por dentro quanto é por fora. Eu vou cuidar dela pra você, e vou consertando o mundo até você estar pronto pra chegar.— Tony deu um ultimo beijo na barriga de Pepper e se levantou.

—Eu estou te amando tanto agora.— ela soluçou, não conseguia parar de chorar.

—Não mais do que eu te amo agora.— ele afirmou —Desde quando você sabe?

—Há alguns dias, mas eu só comecei a desconfiar na semana passada quando tive aquele mal-estar na empresa. Lembra?

—Lembro.— ele disse a colocando sentada na cama.

—Achei que fosse só estresse da correria do fim de ano, então me dei conta que minha menstruação estava atrasada uma semana. Fui à minha médica, e ela me confirmou.

—Porque você não me contou antes, anjo? Eu podia ter ido ao médico com você, eu...

—Tony, em outubro você comprou charutos porque eu atrasei 2 dias.— ela disse —Além do mais, eu estava com medo de me frustrar, te frustrar.— ela confessou.

—Quanto tempo?

—Quatro semanas.— ela sorriu ao colocar as mãos na barriga —Emily disse que parece mais.

—A Sra Gilmore sabia e eu não?— ele fez bico.

—Não fui eu quem contou, tenho quase certeza de que ela é bruxa.— Pepper riu.

—Mas olhando assim, parece mais mesmo. Na outra gravidez com 8 semanas a sua barriga era reta, agora com 4 está meio redondinha.— ele observou atentamente.

—Sinal de que talvez eu fique imensa. E se eu ficar muito gorda, você vai me amar?

—Claro!— ele a beijou.

—Mesmo se eu ficar, muito, muito gorda, e você não consiga me pegar no colo?

—Mesmo!— a beijou novamente —E eu sempre vou conseguir te pegar nos braços, nem que eu tenha que usar uma das armaduras pra isso.

—Seu bobo.— ela o surpreendeu ao puxá-lo para um beijo ávido, sedento.

—Prometo...realizar...todos...os...seus...desejos.— ele disse entre beijos.

—De verdade?

—Basta pedir.

—Acho que você pode imaginar o que eu vou pedir.— ela mordeu-lhe o lábio inferior enquanto puxava sua camiseta.

—Anjo...?— ele disse relutante —Qualquer outro.

—Devagarzinho.— ela sussurrou ao ouvido dele.

Por mais que o seu instinto de proteção dissesse “Não”, ele não conseguiria fugir dela. Pepper era doce, provocadora, sabia envolvê-lo. Seria difícil pra ele manter suas mãos, seu corpo longe do dela.

—Acho que o primeiro passo é nós livrarmos dessas meias.— disse a fazendo sorrir, Pepper teria o seu primeiro desejo atendido.

Notas finais
Os maridos das amigas, dois gatos, só tem gente linda nessa história. Hahahaha Taí o que vocês queriam, já posso terminar a história? Ou cês querem 'ver' a cara do bebê? Bem, pra felicidade de vocês eu quero 'ver' a cara do bebê, por isso cês vão ter que me aguentar um 'tico' ainda. Menino ou menina, quem quer dar palpite? Beijos, até o próximo.