Notas iniciais
Pelo nome do capítulo cês já devem imaginar a qtdde de drama nas próximas 3 mil e tralalá palavras.

Eu terminei ele agorinha, não tive tempo de revisar, então desconsideram qq erro de digitação e/ou concordância.

Desde que a voz de Lauren soou dizendo Positivo, Pepper não ouviu mais nada. E, dentro da sua cabeça, a conversa que teve com Tony semanas atrás ecoava: “Nós não vamos dar esse passo enquanto você não aceitar a ideia. Nós dois temos que querer, e você não quer...Não vou pressionar aparecendo grávida de uma hora pra outra”. Então, até o som da própria voz em sua cabeça silenciou, tudo escureceu.

—Pepper, acorda, por favor, acorda.— foi a primeira coisa que ouviu quando recobrou os sentidos, estava deitada no chão do banheiro com a cabeça apoiada ao colo da amiga —Por Deus, coração, você quase me matou!— Lauren exclamou.

Ela acordou?— Sarah perguntou ao viva-voz.

—Acordou.— Lauren respondeu.

Eu não posso estar grávida, não posso.— disse ao sentar-se encostando-se à parede —Não agora, não nesse momento.— repetia aquelas essas palavras como se fosse um mantra, enquanto seus olhos não paravam de verter lágrimas.

Lauren desistiu de pedir que ela se acalmasse foi até a cozinha e preparou um copo d’água com açúcar, que assim que foi ingerido foi rejeitado pelo organismo dela.

Pep, é normal ficar assustada, é a primeira vez, não foi planejado, mas se desesperar agora não vai adiantar, e vai acabar fazendo mal pro bebê.— Sarah disse ao telefone tentando acalmá-la, das três ela era quem tinha mais experiência no assunto.

—Esses exames podem vim com defeito, não podem?— Pepper perguntou tentando manter a calma.

Lauren, olha a data de validade do teste.— Sarah disse, mas o teste estava dentro do prazo —Eu aconselho que você vá ao seu médico o quanto antes, mas você pode fazer outro exame, compra outros dois de marcas diferentes...

—Eu tenho consulta amanhã.— Pepper interrompeu.

—Amanhã nada, hoje.— Lauren disse —Vamos sair desse banheiro, você liga pra sua médica e tenta encaixar uma consulta ainda hoje.

Pepper conversou com Sarah ao telefone, e ouvir as experiências da amiga a fez ficar mais calma. Com o tempo passou a pensar que não podia ser tão ruim e que as coisas acontecem no momento certo, mesmo que às vezes não pareça. Ela e Tony haviam passado por tantas coisas e o amor que sentiam um pelo outro só aumentou, tanto que multiplicou gerando outro ser. Mas a reação dele ainda a preocupava.

Ao encerrar a conversa com Sarah, ligou para sua ginecologista que a encaixou no último horário daquele dia. Chegou à clínica acompanhada por Lauren que ficou a espera dela na recepção. Pepper explicou o ocorrido na última hora e os sintomas que vinha tendo na última semana à Dra Eva Zambrano, uma bela morena de cabelos castanhos escuros na altura dos ombros, olhos amendoados e pele bronzeada.

—Pela minha experiência eu posso dizer que você está grávida, Virginia, seria redundante fazer outro teste de urina, podemos fazer um exame de sangue, mas você só teria a confirmação amanhã, o laboratório já deve estar fechado a essa hora— explicava a Dra.

—Amanhã não, Eva, hoje! Eu preciso ter certeza hoje!— disse exasperada.

—Virginia, eu preciso que você se acalme.— disse a Dra —Nós podemos fazer um ultrassom transvaginal, teremos certeza, veremos se está tudo bem. É até melhor, assim posso definir de quantas semanas você está.— Pepper assentiu. A Dra a instruiu a trocar as roupas que vestia, ela o fez e acomodou-se na maca e então se iniciou o exame um tanto invasivo. Alguns minutos após o início do exame a Dra Eva esboçou um sorriso ao perceber algo no monitor a sua frente —Sim, nós temos um bebê aqui.— virou o monitor para que Pepper visse a imagem, uma seta indicava o embrião —Parabéns, Sra Stark.

—É esse pontinho?— Pepper perguntou chorosa.

—Esse pontinho.— afirmou a Dra —E devo dizer que ele é muito exibido, em situações normais você só o descobriria no próximo mês, é o que geralmente acontece num caso como o seu.— Pepper não pode deixar de sorrir quando a Dra Eva disse que o bebê fez questão de ser notado, ele era filho de Tony Stark não era nenhuma surpresa. —A fecundação coincidiu com o seu período pré-menstrual, por isso você teve cólicas e sangramento irregular durante apenas dois dias.— explicava a Dra Zambrano.

—Como eu posso ter engravidado tomando remédio? Eu o tomava sempre no mesmo horário, sem nunca esquecer.— Pepper perguntou já com as suas roupas normais, estava sentada diante da Dra.

—Sabe que você não é a primeira essa semana com essa questão? Mas vou dizer o que disse a outra, sempre há uma margem de risco, mesmo mínima.— Pepper suspirou, difícil seria explicar isso para Tony —Virginia você está apavorada, acalme-se.— observou a Dra.

—Eu não planejei, não é o momento mais adequado pra eu ter engravidado.

—Você acabou de casar, não foi? A maioria dos casais prefere aguardar um ou dois anos, mas imprevistos acontecem. E agora você precisa se cuidar. Exercícios leves regularmente, alimentação balanceada, nada de bebida alcoólica...

—Eu bebi ontem, mas não foi muito, uma taça de vinho, pode acontecer alguma coisa com o meu bebê?— mostrou-se aflita.

—Nada de bebida alcoólica de agora em diante.— disse a Dra —Eu vou pedir alguns exames, não se preocupe são de praxe, você está bem e o bebê também.— disse antes que Pepper se exaltasse —Vou pesar você hoje, e marcar um retorno para a próxima sexta, você está entrando na terceira semana, na próxima consulta estará prestes a completar um mês.— a Dra sorriu —Menos aflita agora?— Pepper aquiesceu um pouco relutante —Pode fazer as perguntas que quiser agora, mas devo avisar que até o nosso próximo encontro surgirão outras tantas, então sugiro que você anote tudo. Muitas pacientes possuem diário, ajuda muito durante a consulta.

Pepper fez uma porção de perguntas à Dra Eva, mesmo sabendo que outras dúvidas surgiriam futuramente, mas a conversa também serviu para abstrair e ter tempo para assimilar a sua nova condição. Pepper Potts estava mesmo grávida. Isso no fundo a apavorava. Uma hora depois de entrar no consultório, Pepper reencontrou com Lauren na sala da espera da clínica.

—E então?!

—Seu afilhado.— Pepper colocou as mãos sobre o ventre.

—Ou afilhada.— Lauren abraçou Pepper —Estou tão feliz por você, coração. Dá muito medo, você vai achar que não dá conta, mas quando você vir o rostinho dele toda vez que ele sorrir vai valer muito a pena.— Lauren disse fazendo Pepper chorar e acabou chorando também.

—Quer ir até a minha casa?— Pepper perguntou enxugando o rosto.

—Pra quê?

—Eu conto para o meu marido e quando ele estiver surtando com a novidade você entra com essas palavras bonitas, e choramos juntos.

—Coração, você terá que se virar com o seu marido sozinha, meu voo sai em 1:30h, mas semana que vem estou de volta e posso dar uns tapas nele dependendo da reação que ele tiver.— Lauren disse fazendo Pepper sorrir —É bom te ver sorrindo, você realmente me assustou hoje.

—Meu sorriso só está mascarando o meu pânico.— Pepper afirmou.

—Super normal.— Lauren observou —Mas o Tony irá se acostumar com a ideia, e quando a ficha dele cair você não vai conseguir respirar de tanto que ele irá te sufocar e te mimar, pode ter certeza.— Lauren olhou para o relógio na parede da recepção —Coração, eu preciso ir agora senão perco meu voo, ainda tenho que arrumar um táxi...

—Eu deixo você no aeroporto.— Pepper disse —Quanto mais eu demorar pra chegar em casa melhor.

—Adiar não adianta muito, você precisa perder essa mania de ficar tratando uma coisa boa como um desastre em potencial.— Lauren a repreendeu —Mas aceitarei a carona.— caminharam para o estacionamento.

Ao chegarem ao estacionamento, Lauren teve a impressão de ouvir alguém chamar por Pepper. Mas Pepper não deu atenção, destravou o carro e preparava-se para entrar.

—Virginia Potts.— dessa vez ouviu a voz masculina dizer seu nome em alto e bom tom, um loiro alto de cabelos compridos o suficiente para formar uma franja que por vezes cobria os olhos chegou até elas —Eu sei que você sempre detestou que eu te chamasse pelo apelido, mas não precisava me ignorar, Ginny.— sorriu o loiro.

—Robert Chase.— Pepper disse reconhecendo-o.

—Virginia Potts.— o homem sorriu.

—O que faz aqui?— ela perguntou.

—Trabalho aqui, trouxe meu consultório para essa clínica no início do ano.— ele informou —E você, está bem? O que faz aqui?

—Estou ótima.— ela respondeu.

—Posso ver.— a mediu dos pés à cabeça —Mas então, você e o Stark se acertaram mesmo, acabaram se casando quem diria?

—Robert, não quero parecer indelicada, mas eu preciso ir.— ela desconversou.

—Tudo bem, Ginny. Espero vê-la em breve.— o moço despediu-se.

Pepper entrou em seu carro, Lauren acomodou-se ao banco do carona. —E então você engravida e encontra o seu ex-namorado pediatra assim por acaso.— Pepper revirou os olhos e prendeu o cinto de segurança —Ele é lindo, talvez a Emma precise de um médico em Malibu.

—Você é terrível, Sra Benini, veremos o que seu marido achará disso.— Pepper arrancou com o automóvel.

—Só estou preocupada com a saúde da minha filha.— deu de ombros —E por falar em saúde, queria poder ver você fugir do seu ex toda vez que vier fazer pré-natal.— Lauren riu.

Pepper não tinha parado pra pensar na hipótese de cruzar com Robert todas as vezes que tivesse uma consulta com a Dra Zambrano. Seria algo inevitável. Em poucos minutos Lauren estava no aeroporto, despediu-se da amiga. No caminho de volta pra casa, Pepper enfrentaria um congestionamento, queria sim adiar a conversa com Tony, mas não se estressando, a ela só restava ligar o rádio e esperar o trânsito fluir.



Mansão Stark



Era por volta de 18h quando Tony deixou o laboratório, como sempre acontecia, perdeu a noção do tempo enquanto trabalhava. Foi até a sua suíte para tomar um banho, estranhava o fato de Pepper estar demorando a voltar, depois lembrou de que Lauren estava na cidade, deduziu que a demora fosse por esse motivo.

A verdade é que Pepper estava estranha e mais sensível, era notório, e ele precisava descobrir o motivo. Decidiu pedir para o jantar algo que sabia que ela gostaria de comer. Um bom jantar, um bom vinho e uma conversa franca, julgou que era isso que eles precisavam.

—Sr, o tenente-coronel James Rhodes está na sala a sua espera.— informou Jarvis.

—Jura, Jarvis?— Tony perguntou secando os cabelos com uma toalha.

—Não costumo mentir, Sr.— Jarvis replicou, Tony riu, precisava programar o AI para interpretar melhor o seu modo irônico de se expressar.

Vestiu um jeans e uma camiseta branca, calçou seus tênis e logo foi ao encontro do amigo —A que devo a honra dessa visita?— cumprimentou-o.

—Eu só estava passando e resolvi ver como as coisas estão.— Rhodes disse.

Tony caminhou até o bar serviu-se de uma dose de uísque, ofereceu outra a Rhodes que aceitou —Então?— Tony indagou entregando o uísque ao amigo.

—A Pepper ainda não voltou da empresa?

—Ainda não, mas com certeza ela não está mais na empresa. Já deve estar a caminho de casa.

—Você já conversou com ela sobre a Bethany, ou ainda está mantendo segredo?

—Fui forçado a conversar— sentou-se ao sofá.

—Como assim, forçado?— arqueou uma sobrancelha.

—A Bethany esteve aqui no início da semana, eu achei que a Pepper estava na empresa, resumindo, a Cabe fez o trabalho dela e antes de ir embora tentou me envolver e quando me dei conta a Pepper estava parada no meio da sala. E como eu casei com uma mulher inteligente ela logo percebeu algo errado.

—E como ela reagiu?

—Bem, na medida do possível. A minha mulher confia em mim, Rhodey, porém deixou bem claro que não engoliu a Cabe, mas não se opôs ao meu trabalho ao lado dela.

—Você devia agradecer todos os dias pela esposa que tem. A Pepper me surpreende às vezes.— Rhodes disse.

—A mim também, mas ela anda estranha, está insegura com tudo isso, ou talvez seja algo na empresa, eu não sei, só sei que precisamos conversar.— enquanto conversava com Rhodes, Pepper adentrou a mansão —Estávamos falando de você.— Tony disse.

—Bem ou mal?— perguntou caminhando na direção deles —Boa noite, Rhodey.— deu-lhe um beijo no rosto.

—Eu só falo bem de você.— Rhodes disse.

—Eu também.— Tony disse dando-lhe um beijo casto, fez com que ela sentasse ao seu lado —Dia difícil?— perguntou percebendo a feição cansada dela, ela apenas concordou movendo a cabeça —Quer uma bebida pra relaxar? Às vezes ajuda.

—Não posso beber— Tony mostrou-se intrigado —Errr,...tomei um comprimido pra dor de cabeça.— ela complementou —Se vocês não se importam eu preciso tomar um banho, desço daqui a pouco. Janta conosco, Rhodey?

—Obrigado, Pepper, mas vim apenas fazer uma vista rápida, já estou indo.

—Amor, vou pedir aquele peixe grelhado do restaurante que você adora.— ele informou, ela concordou e sumiu subindo as escadas.

—Ela está mesmo estranha.— Rhodes comentou.

—Conversarei com ela e resolveremos isso.— Tony disse.

Rhodes despediu-se e deixou lembranças para Pepper, Tony ligou para o restaurante. Durante o banho, Pepper tentou observar possíveis mudanças no seu corpo, mas não notou nada. Ainda era cedo. No entanto, sabia que em algumas semanas ela estaria completamente diferente.

Quando chegou a cozinha, Pepper vestia um short jeans, uma camiseta branca de alças finas e chinelos, seus cabelos estavam presos num coque alto. —Precisamos contratar outra cozinheira.— ela disse.

—Pra quê? Eu dificilmente me lembro de almoçar, você nunca está em casa na hora do almoço, e pedir o jantar é muito mais prático. Se é pra ter empregada, prefiro só a arrumadeira, ela é ótima e eu nunca a vejo, não sei nem o nome dela.— Tony disse.

Pepper deixou o assunto morrer, o jantar foi entregue e eles se sentaram à mesa, o que raramente acontecia, Tony serviu vinho para ele e um suco para ela, fizeram a refeição sem tocar no assunto principal, e então ele notou o quão reticente ela estava.

—Pep, o que está havendo?

—Nada.— respondeu revirando alguns grãos de arroz ainda no prato.

—Não me diga que não é nada, porque alguma coisa está te afligindo, seus olhos me dizem isso.— irritado ele empurrou o próprio prato sobre a mesa —Você está estranha há dias, num dia você está ótima, no outro está péssima, mas não divide as coisas comigo. É algo na empresa?— perguntou o que pra ele parecia o mais óbvio, ela não respondeu e começou a chorar, ele saiu do lugar onde estava sentado e agachou-se diante dela —Tá, então é a empresa, o que houve? Perdemos muito dinheiro? Falimos? Estamos pobres?— chutou essas e uma porção de outras coisas e não acertou nem na trave.

—Porque haveria de ser algo com a empresa, Tony? Eu sempre tive uma vida além da empresa.— disse ressentida.

—Eu sei que você tem uma vida independente da empresa, Pepper, mas se eu pergunto o que está acontecendo e você não me diz, eu sou obrigado a adivinhar.— disse alterando o tom de voz —E, não sei se você sabe, mas eu não sou adivinha, então seria bom se você me contasse antes que nós brigássemos por bobagem.— abandonou a posição em que estava.

—Eu...estou com medo.— ela disse.

—Medo de quê? De quem? Alguém ameaçou você? Ainda é a história com a Cabe?— ela balançava a cabeça em negação, queria dizer, mas o nó em sua garganta não deixava as palavras saírem, enquanto lágrimas corriam livremente pelo seu rosto —Amor, por favor, me diz o que está acontecendo? Me diz, Pepper, você está me deixando aflito também, se você não disser eu não poderei fazer nada.— ele implorava pra que ela proferisse algo, tentava manter a acalma, mas interiormente estava em pânico.

—Eu estou...— ela travou.

—Você está...?— ele deu as mãos para ela, e por um momento esperou que ela continuasse, mas conseguiu ligar os pontos antes que ela dissesse, seu rosto empalideceu —Não você não está.— soltou as mãos dela —Você não pode estar, sabe por quê? Porque nós casamos há menos de três meses. Porque nós conversamos sobre isso há algumas semanas e concordamos que só aconteceria quando eu estivesse pronto. Porque você disse que não apareceria assim de uma hora pra outra. Então você não pode estar.— ele a deixou na sala de jantar e caminhou pra a sala de estar.

—Tony?— ela chamou chorando —Tony, por favor?— levantou a foi atrás dele.

—Você tem certeza?— perguntou friamente.

—Tenho, eu estava enjoando e então resolvi fazer um exame desses de farmácia...

—Então você não está.— ele a cortou —Essas coisas dão defeito, amanhã você tem médico, não tem? Você devia esperar uma confirmação antes de me assustar assim.

—Eu fui ao médico depois de fazer o exame.— ela informou.

—Pepper, mas você disse que tomava o remédio, eu vi você tomar várias vezes. Nós não queremos ter um filho agora, não é mesmo?

—Eu quero, eu já queria.— ela pôs a mão sobre a barriga —Sempre quis.

—Mas nós dois temos que querer, não era esse o nosso acordo? Eu não posso ter um filho, Pepper.— exasperado passou as mãos pelos cabelos.

—Porque não, Tony? Eu sou sua mulher, o nosso bebê é fruto do nosso amor...

—Não posso, sou estragado demais pra ser exemplo pra alguém. Eu. Não. Quero. Ser. Pai.— disse pausadamente, sua voz alta, oscilava entre raiva e desespero.

—Eu sei que você está em choque eu também...

—Você também?— perguntou num tom acusatório —Com certeza você planejou isso, e não venha com aquele papo de que: você aprendeu a ser um herói e aprenderá a ser pai. A diferença é que eu queria ser um herói.— disse ríspido —Eu abri mão disso para me dedicar a você, ao nosso casamento e você está impingindo outra presença no nosso relacionamento.— ele berra, e ela não consegue perceber mais qual é o tipo de emoção que ele expressa, além da fúria e aborrecimento exalado através daquelas palavras.

Ao ouvir aquilo o mundo de Pepper entrou em colapso, ela não conseguiu articular uma resposta, mas tinha certeza que o Tony diante dela nem de longe se parecia com o homem com quem ela havia casado, pelo contrario, mostrava ser o tipo de pessoa com quem ela jamais se relacionaria na vida. Ela esperava uma reação negativa, mas não a esse ponto. Sentiu as pernas fraquejarem, deu alguns passos para trás e encostou-se ao sofá, deixou seu corpo cair sobre o móvel.

Tony caminhou hesitante na direção dela, e então ajoelhou-se diante dela, que sentada ao sofá cobria o rosto. Pepper percebeu a presença dele parado ali, sabia que precisava dizer algo que a fizesse insistir, naquela relação que parecia ruir, ou desistir. Mas o medo de fazer a pergunta que estava presa era o mesmo, senão, maior do que o de contar a ele que estava grávida. Ela descobriu o rosto e seu olhar azul triste, encontrou com os olhos castanhos assustados dele. A verdade é que Tony estava em pânico.

—Acabou não é?

—Não, Pepper, não acabou, eu não posso viver sem você. Eu estou com medo, mas eu posso dar um jeito, eu sei que eu consigo...

—Você acabou de deixar claro que não quer ser pai.— ela o cortou —Eu não posso desengravidar, Tony, e acho que nós dois sabemos a solução pro nosso relacionamento.

—Não, não, não!— disse desesperado —Não diz isso, sei que posso dar um jeito.— a aflição era evidente em sua voz —De quanto tempo você está?— pela primeira vez desde que ela contou mostrou algum interesse.

—Três semanas.— respondeu esperançosa.

—Está no início ainda, nós podemos, quer dizer, eu posso...— não conseguiu terminar o que dizia, pois ela o empurrou.

—Aonde você quer chegar com isso?!— ele nada respondeu, estava pasmado com a atitude dela —Não!— ela disse —Não ouse sugerir isso!— ela levanta do sofá e se afasta dele —Eu não vou fazer isso.— ela coloca as mãos na barriga como instinto de proteção, ele se levanta e caminha na direção dela, tendo a certeza de que ela está interpretando tudo errado.

—Pepper, me deixa falar. Você não me deixou continuar.— ele diz e ela recua.

—Não ouse continuar, eu não quero ouvir você dizer isso, eu não vou tirar o meu filho porque você se acha incapaz de amá-lo.— ela disse, então ele teve a certeza de que ela não estava entendendo nada.

—Pepper, não coloque palavras na minha boca.— disse exaltado —Eu vou deixar você sozinha, preciso pensar.— disse tentando não explodir com ela.

—Ótimo.— ela disse —Saia e pense no absurdo que você estava prestes a me propor.— ela bradou —Só não garanto que quando você voltar eu ainda estarei aqui.— disse antes que ele sumisse dentro do elevador.

Pepper caiu novamente contra o sofá, e desatou a chorar novamente. Tony desceu até o laboratório.

—Jarvis, terminou a pintura da Mark 1.0?

—Sim, Sr.

—Droga de nome infame.— praguejou para si mesmo —Ótimo, acho que é hora de testar.— a nova armadura subiu pelo elevador, e logo se ajustou ao corpo de Tony, que em poucos segundos rasgava o céu de Malibu. O homem de ferro estava de volta.


Notas finais
Muito drama não é mesmo?

As coisas vão entrar nos eixos no próximo capítulo, eu acho.

That's all folks.

Beijos ;)