Do Not Resuscitate

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Mais uma loucura, amores! o/

Dr. Cullen, favor comparecer na UTI. Dr. Cullen, favor comparecer na UTI.

Edward suspirou pesadamente, levantando-se de sua cadeira, e correndo até o elevador. Estava extremamente cansado, mas não se sentia mal por ter que ir cuidar de mais alguém. Essa era sua obrigação, e sua paixão, também.

Dirigiu-se a UTI, onde a Srta. Hale se encontrava, esperando-o.

- Algum problema, Rose? – indagou-a.

- Sim, Edward – suspirou. – A Sra. Swan vai precisar de uma cirurgia, acredito. Ela teve outra parada cardíaca.

Edward respirou fundo, tentando pensar em uma solução rápida e eficaz. Reviu os exames feitos mais cedo, discutindo sobre as possibilidades com outros médicos. Vendo que não restava outra possibilidade, senão a cirurgia, encaminhou-se até a sala de espera, onde a pequena família de Renée esperava.

O marido concordou com a cirurgia quase que imediatamente; ficou apreensivo ao saber que ela tinha chances de não sobreviver, mas ela tinha menos chances ainda sem a cirurgia. Não lhe restava alternativas, portanto.

Edward explicou como a cirurgia seria sem conseguir tirar os olhos da mulher que se encontrava ali. Não era muita alta, mas era muito bonita. Seus cabelos castanhos desciam quase que até a cintura; eram lisos, com cachos nas pontas. Seus olhos de um intenso chocolate estavam marejados. Usava calças jeans e uma blusa azul, fina, que marcava suas curvas. Ela fitava o doutor Cullen curiosamente, sentindo um medo em seu coração. Não queria que a mãe fizesse a cirurgia, mas ela tinha que fazer. Respirou fundo, tentando conter a ansiedade.

- Faça de tudo para salvar minha mulher, Dr. Cullen – pediu o Sr. Swan, puxando as mãos da filha para si. – Ela é tudo o que eu e minha filha temos.

- Eu farei – prometeu. – Volto assim que tiver mais notícias.

Isabella observou o Dr. Cullen se afastar, querendo gritar, querendo implorar, que ele só voltasse com notícias boas.

- Dr. Cullen? – chamou-o, antes que ele fechasse a porta. Ele parou e olhou-a por sobre o ombro.

- Sim?

- Posso ver minha mãe antes da cirurgia? – pediu, torcendo para que ele deixasse. Aquela poderia ser a última vez que a veria.

- Acompanhe-me, por favor. – Ficou surpresa que o Dr. Cullen aceitasse aquilo, e sorriu um pouco.

- Quer vir, pai? – perguntou.

- Não, querida, vou esperar aqui. Sei que sua mãe vai ficar bem.

Ela assentiu, e mordeu o lábio inferior, antes de seguir o Dr. Cullen. Eles andaram em silêncio, rapidamente, pelos corredores. Isabella foi guiada até o quarto que a mãe estava.

- Vai precisar usar roupas especiais para entrar – explicou o Dr. Cullen. – E não vai poder demorar. A cirurgia de sua mãe acontecerá em dez minutos.

- Obrigada – murmurou.

A Srta. Hale, enfermeira, ajudou Bella a se vestir e a guiou até o quarto, deixando-a sozinha. Bella sentiu as lágrimas derramarem por seu rosto quando viu sua mãe ali; mais pálida do que costumava ser, seus olhos fechados, os cabelos presos em uma trança cuidadosamente repousada no travesseiro. Fios conectavam-na a diversos aparelhos. Era dolorido pensar que, sem aquelas máquinas, a mãe não conseguiria viver.

- Oh, mãe – sussurrou, se aproximando um pouco -, por favor, não morra.

Bella acariciou a testa da mãe delicadamente, apenas para sentir a textura de sua pele, implorando para que não fosse a última vez. Permaneceu ali, em silêncio, até que a Srta. Hale tornou a aparecer, dizendo que ela tinha que sair.

Isabella agradeceu mais uma vez, e saiu, retirando as roupas especiais, e dirigindo-se até a sala de espera. Sentou-se em um dos bancos ali e secou as lágrimas, recusando-se a chorar.

A cirurgia foi longa, e Edward e mais dois médicos fizeram tudo o que podiam. Infelizmente, Renée Swan faleceu naquela noite, vítima de um problema no coração.

Edward respirou fundo, buscando forças; ele sempre ficava assim quando perdia um paciente. Sentia-se incapaz quando não podia salvar um.

- Não foi sua culpa, Edward – Rose disse, sorrindo para o amigo. – Você fez tudo que pôde.

- Sim, eu sei – assentiu. – Vou avisar a família.

Rose assentiu. Essa parte era sempre a mais difícil. Edward contou ao Charlie – Isabella não estava lá no momento – que a esposa não havia sobrevivido. Charlie ficou desolado, sem conseguir acreditar que a esposa havia falecido.

- Eu realmente sinto muito, Sr. Swan – murmurou, dando-lhe tapinhas gentis nas costas.

- Obrigado por tudo, Dr. Cullen – Charlie suspirou, tentando limpar as lágrimas. – Vou contar a minha filha. Ela foi ao refeitório.

Isabella ouviu a notícia e sentiu as lágrimas correndo livremente do seu rosto antes que pudesse tentar refreá-las. Foi abraçada pelo pai, e eles permaneceram ali abraçados, compartilhando da mesma dor e sofrimento.

Bella e o pai resolveram tudo do velório da mãe e mulher, tentando lidar com a dor, tentando pensar em lembranças felizes. Foi difícil enterrá-la, e mais difícil ainda, pensar que talvez Isabella fosse seguir o mesmo caminho da mãe. A família dela, por parte de mãe, tinha problemas no coração.

E Bella não queria passar o mesmo que eles. Não queria que o pai tivesse que decidir em uma cirurgia que fosse matá-la e viver para sempre ligada a aparelhos. Por isso, um mês depois da morte da mãe, que Isabella decidiu procurar um advogado.

O advogado ouviu atentamente tudo o que ela tinha que dizer. Disse que demoraria um pouco para o documento ficar pronto, mas que a procuraria assim que ele estivesse. Bella implorou para que fosse o quanto antes; ela não sabia quanto tempo lhe restava.

Retornou a empresa, onde trabalhava como arquiteta. Passou as semanas seguintes mergulhando no trabalho, parando somente para visitar o pai. Charlie ainda estava triste e sentia falta da esposa. Tinha medo de que o mesmo acontecesse com a filha, mas estava decidido a tentar a viver. Aconselhava diariamente a filha, dizendo-lhe para pedir uma licença, para espairecer um pouco, mas Bella era teimosa, assim como ele.

Quase dois meses depois, Bella se encontrou com o advogado novamente. Ele a fez ler o documento, e lhe aconselhou a não assinar aquilo, a esquecer-se daquele assunto.

- Não posso – disse, sorrindo um pouco. – Vai ser melhor assim.

- Tem mesmo a certeza de que vai assinar a esse documento? – perguntou-lhe o advogado. – Depois que assinar, não vai ter mais volta, Srta. Swan.

- Eu sei. E tenho certeza disso, Sr. Thordnon.

Ele assentiu e lhe indicou onde ela deveria assinar. Bella fechou os olhos por um momento, pensando nos prós e contras. Por fim, decidiu que deveria mesmo assinar.

- Pronto – disse, tornando a entregar o documento ao advogado. – Se algo acontecer comigo, mesmo que seja algo à toa, e eu for parar no hospital, o senhor deve ir para lá imediatamente e entregar ao médico ou médica, responsável pelo meu caso, esse documento.

- Tudo bem, Srta. Swan.

- Obrigada mais uma vez – sorriu.

O Sr. Thordnon observou a cliente se afastar. Entendia as razões dela, entendia que ela não queria passar pelo mesmo de grande parte de seus familiares, mas achava um absurdo uma jovem de apenas 26 anos, assinar um documento tão importante como aquele. Tentou fazê-la voltar atrás diversas vezes, mas não tinha mais volta agora. Só esperava que ele não precisasse usar aquele documento. Só esperava que a Srta. Swan desistisse de tudo, e pedisse a ele que rasgasse ou algo do tipo.

Isabella saiu do escritório de seu advogado e vagou pelas ruas, tentando se esquecer do que acabara de fazer. Era complicado e difícil, mas não impossível.

Tinha tirado folga naquele dia, então não havia a necessidade de voltar a empresa. Andou sem rumo, torcendo para que tudo desse certo, mesmo tendo consciência de que seria difícil.

Não soube exatamente como, mas, de alguma maneira, foi parar em frente ao hospital onde a mãe falecera há quase três meses. Parou ali, observando pessoas entrando e saindo, se perguntando se algum dia precisaria retornar àquele lugar.

Estava quase indo embora quando viu o Dr. Cullen saindo do hospital, acompanhado de uma mulher. Ela era mais baixa do que ele – muito mais baixa do que ele -, mas eles se pareciam, de alguma forma. Os mesmos olhos, os mesmo traços, apesar da cor do cabelo ser totalmente diferente. Enquanto ele tinha cabelos de uma estranha cor de bronze, ela tinha cabelos mais escuros.

Edward saiu com a irmã do hospital, rindo e conversando. Pretendia levá-la para almoçar em algum lugar. Seu carro não estava no estacionamento do hospital, já que não pretendia ficar ali muito tempo. Era seu dia de folga, e só viera porque um paciente pedira uma consulta urgente. Acabou que ele teria que ficar ali o dia inteiro. O Dr. Cullen abriu a porta do carona para a irmã, e já ia entrar no carro, quando a viu.

Ele a reconheceria mesmo se fosse míope e estivesse sem seus óculos. Não entendia por que não conseguia tirá-la da cabeça, mas a Srta. Swan o marcara de alguma forma. Lembrava-se de ela pedindo a ele para ver a mãe antes da cirurgia. Lembrava-se de como queria reconfortá-la de alguma maneira, quando a viu abraçado ao pai no refeitório, assim que soube que a mãe partira. Havia se passado quase três meses, mas ele ainda se lembrava perfeitamente de tudo, como se tivesse acontecido no dia anterior.

- Edward? – Balançou a cabeça ao ouvir a voz da irmã e entrou no carro. Viu a Srta. Swan dando as costas ao hospital e seguir o seu caminho. – Está tudo bem?

- Sim, Alice – sorriu. – Tudo está bem.

Almoçaram conversando animadamente sobre o noivado de Emmett, irmão mais velho dos dois, com Rose, a amiga de Edward. Conversaram sobre o namoro de Alice com Jasper, irmão de Rose.

- Tenho que voltar ao trabalho, Alice – Edward disse, depois de pagar a conta.

- Hoje é seu dia de folga! – riu.

- Eu nem queria que fosse meu dia de folga – revirou os olhos. – Só foi porque me obrigaram. Você sabe que eu gosto de meu trabalho, Alice.

- Sim, eu sei. Enfim, também tenho que trabalhar.

Edward deixou a irmã na galeria que ela trabalhava e retornou ao hospital. Antes de adentrar o estacionamento do hospital, olhou bem a rua, mas a Srta. Swan não estava mais lá.

Os meses de passaram e Bella mergulhava cada vez mais no trabalho. Só saía para dormir um pouco em casa, e visitar seu pai, que continuava implorando para que ela se afastasse do trabalho.

Bella disse-lhe que tudo estava bem, que ela se sentia bem, mas o pai continuou implorando. Bella não o ouviu e continuou a trabalhar.

Quase um ano havia se passado desde que a mãe de Bella morrera, quando aconteceu. O Dr. Cullen não conseguia se esquecer da Srta. Swan, e realmente achava que estava ficando louco. Estava dando plantão, assinando prontuário em sua sala. Seu plantão havia acabado de começar.

- Pronto – murmurou para si mesmo, assim que terminou de organizar todos os papéis. Levantou-se e os pegou, levando até a enfermeira responsável.

- Tem uma paciente esperando, Dr. Cullen – informou-lhe ela.

Edward assentiu e agradeceu. Virou-se e congelou.

A Srta. Swan estava sentada em um dos bancos, parecendo mais pálida do que já era. A mão que segurava uma pasta tremia, e ela mordia o lábio inferior a cada minuto.

Edward pegou a ficha dela e pediu que ela entrasse em sua sala. Bella assentiu e entrou. Sentou-se em uma das cadeiras que ficavam em frente a escrivaninha do Dr. Cullen, enquanto ele lia a ficha dela rapidamente.

- O que está sentindo, Srta. Swan? – Edward perguntou, tentando entender por que seu coração batia rapidamente, enquanto analisava os cabelos castanhos presos em uma trança, e os olhos cor de chocolate que o encantaram há quase um ano.

- Dores no peito – murmurou, fechando os olhos e os apertando com força.

- Há quanto tempo?

- Quase uma semana – suspirou. – Tentei adiar o máximo que pude, mas não dá mais.

- Sente-se na maca, por favor.

Bella se levantou, deixando a pasta na cadeira, e dirigindo-se até a maca. Sentou-se lá e tornou a morder o lábio inferior.

O Dr. Cullen pegou o estetoscópio e caminhou rapidamente até a paciente. Uma paciente, pensou, ela é uma paciente.

- Pode... – murmurou, nervoso. – Pode desabotoar um pouco a blusa, por favor?

Bella assentiu e desabotoou os três primeiros botões da blusa. Edward desviou o olhar, tentando não pensar no sutiã branco que ela usava. Examinou-a, tentando ignorar o fato de ela estar com a blusa um pouco aberta.

- Bom, Srta. Swan – disse, se afastando um pouco dela. Bella voltou a abotoar a blusa e o encarou, parecendo nervosa. – Vou ter que fazer alguns exames, para ter certeza.

- É o mesmo problema da minha mãe – murmurou, cortando Edward. – Eu sei disso, de alguma maneira, eu sei.

- Pode ser que não seja, Srta. Swan – Edward disse, voltando a se sentar. – Eu vou realmente precisar que você faça mais alguns exames e...

- Pode me internar? – pediu, interrompendo-o. Edward a olhou, chocado. Nunca imaginaria que alguém pediria para ficar internado. – Posso fazer os exames aqui mesmo.

- Por quê? – indagou-a, tentando entendê-la.

- Eu preciso te mostrar um documento, antes de qualquer coisa, Dr. Cullen.

Bella abriu a pasta e tirou um documento de lá. Passou-o para o Dr. Cullen, que, confuso, pegou-o.

- O quê? – murmurou, incrédulo, assim que terminou de ler. – Você assinou um DNR¹?

- Sim – suspirou. – Acredito que o senhor saiba o que isso significa.

- Sim, claro que eu sei – sussurrou, ainda sem acreditar. – Mas... Srta. Swan, por quê?

- Não quero que façam nada por mim. Não quero que meu pai tenha que escolher uma cirurgia que certamente vai me matar. Então, se eu tiver uma parada cardíaca, não há nada que vocês vão poder fazer.

- Srta. Swan, eu...

- Bella, me chame de Bella – pediu. – Então, Dr. Cullen, será que o senhor vai aceitar o que estou propondo? O senhor pode me internar, fazer os exames e tudo o mais. Se não aceitar, eu procuro outro hospital. Eu só...

- Tudo bem – murmurou. Não podia deixá-la ir para outro hospital. A ideia de outro médico examinando-a e, talvez, não conseguindo saber o que ela tinha de errado, provocava sensações estranhas que ele nunca havia sentido.

Isabella foi internada e passou por diversos exames. Edward examinou cada um deles, pensando em milhares de coisas. Era certo que ela tinha um problema no coração, mas ele tinha que descobrir exatamente o quê e descobrir o que fazer para curá-la.

Bella pediu a ele que não avisasse a ninguém, mais tarde.

- Não quero que meu pai fique preocupado – murmurou. – Se eu piorar, o senhor pode avisar.

Edward conversou com cardiologistas, tentando entender exatamente o que Isabella Swan tinha de errado. Ela tinha um histórico familiar de doenças cardíacas prematuras, isso era fácil de saber.

- Podemos fazer um eletrocardiograma – sugeriu. – Sei que já fizemos, mas podíamos fazer enquanto ela está com dor. Assim podemos ver se tem alguma mudança.

Isabella se encontrava no quarto. Sua dor no peito piorava a cada minuto, e ela realmente não sabia o que fazer. A dor a incomodava há alguns dias, mas nunca fora tão forte. Seus olhos foram ficando pesados, e ela já não sabia mais o que fazer. De alguma forma, Bella sabia que não iria acordar mais.

O Dr. Cullen conhecia as consequências da escolhera que fizera. Estava do lado de fora do quarto que Isabella Swan estava, quando a mesma teve parada cardíaca. Não pensou no documento que ela assinara, não pensou se isso o faria ser processado ou perder a licença, somente reanimou-a, porque ela não podia partir. Ela não, pensou. E, agora, mais do que nunca, precisava descobrir o que tinha de errado com ela. Antes que fosse tarde demais.

Passou a noite fazendo-lhe exames e acompanhando-a. Seu plantão já havia acabado, mas ele apenas foi a sua casa e tomou um banho rápido. Não iria descansar enquanto não descobrisse o que ela tem.

Edward decidiu rever os exames da mãe de Isabella, assim que chegou ao hospital. Ele não fora o médico responsável por decidir nada naquele caso, estava apenas acompanhando um dos cardiologistas do hospital. E, revendo os exames da mãe de Bella, Edward percebera que o Dr. Steven – responsável pelo caso de Renée – havia cometido um erro.

Uma esperança tomou conta do Dr. Edward. Teria que esperar que a Srta. Swan acordasse para que pudessem conversar; ele tinha certeza de que ela não tinha o que a mãe tivera.

Isabella abriu os olhos, sentindo um incômodo no peito. Respirou fundo, tentando se lembrar do que havia acontecido. Seus olhos correram pelo quarto em que estava e pararam em uma poltrona próxima a cama, onde o Dr. Cullen estava, parecendo extremamente distraído.

Edward se perguntava por que havia reanimado Bella. Ele podia ser processado, perder sua licença, mas não quis saber. Ele tentava entender por que havia se encantado tanto por ela. E por que não conseguia tirá-la de sua cabeça.

- Dr. Edward?

Edward levantou a cabeça e encontrou os orbes castanhos encarando-o. Levantou-se de um pulo e correu até Isabella, examinando-a.

- Como se sente? – indagou-a.

- Só um incômodo no peito – suspirou. – Fora isso, estou bem.

- Preciso conversar com você – disse o Dr. Cullen, tornando a se sentar. – Descobri o que matou a sua mãe, e você não tem o mesmo que ela, Bella.

Bella arregalou os olhos, sem conseguir acreditar.

- Então... – começou, sem saber exatamente o que dizer. – Quer dizer que eu tenho chances?

- Todas as possíveis – sorriu. – Sua mãe teve aterosclerose, que é uma doença crônica inflamatória, na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos.

- Mas... Então, por que minha mãe morreu? – Bella indagou. – Não tem cura?

- É fatal quando afeta as artérias do coração, Bella. E você só tem um coágulo, e é isso que provocou as dores e a parada cardíaca.

Isabella fitou o doutor Cullen, tentando assimilar tudo o que ele havia dito.

- Por que não descobriram que minha mãe teve isso na autópsia? – perguntou.

- Porque o Dr. Steven – explicou -, o médico responsável pelo caso de sua mãe, acreditou que estava cem por cento certo.

- E... Um momento – ofegou. – Eu tive uma parada cardíaca?

Edward vacilou. O que diria a ela? Ele poderia mentir, mas... não conseguiria. Não para ela.

- Sim – disse apenas.

- E por que eu ainda estou viva?

- Eu sinto muito, Srta. Swan. Eu não consegui deixá-la morrer, foi mais forte do que eu.

Isabella encarou os orbes verdes do médico que cuidara de seu caso. Ela estava extremamente surpresa e com raiva. Como ele pode passar por cima da vontade dela? Como pode passar por cima de um documento que fora assinado por ela?

- Como pôde? – cuspiu. – Eu lhe disse que não queria. O senhor sabia do documento!

- Sabia – suspirou. – E não sei por que, mas não pude deixá-la partir, Bella. Eu realmente sinto muito.

- Eu preciso falar com meu advogado – informou, desviando os olhos de Edward. Ela não queria admitir, mas se sentia bem com ele, e, de certa forma, sentia-se grata por ele tê-la salvado.

- Srta. Swan, eu... – Edward sabia que ela podia querer processá-lo, mas ele não podia deixar. Não podia. – Será sua palavra contra a minha.

- Como é que é? – Bella murmurou, seus orbes castanhos encontrando os verdes de Edward. – O senhor não teria coragem de dizer que sabia da existência do documento?

- Não – suspirou.

- Saia daqui, Dr. Cullen – bufou. – Peça alguém para ligar para o meu pai, por favor, eu quero ser transferida de hospital.

Edward passou a mão nos cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados. Ele não podia deixá-la ir. Conversou com Bella e ela acabou concordando em ficar ali para realizar uma pequena cirurgia, para retirada do coágulo. O pai de Bella foi avisado e ficou desesperado, temendo que a filha partisse, assim como a mulher.

A cirurgia ocorreu tranquilamente. Bella ficou em observação por uma semana, mas já se sentia bem. Recebeu recomendações de vários médicos, recusando-se a falar com o Dr. Cullen. Ele cometera um erro, e não estava disposto a pagar por ele; isso era o que mais irritava Isabella. Depois de resolvido o problema, ela saiu do hospital, feliz por não ter mais que se preocupar tanto. Teria de fazer revisões às vezes, mas não era nada muito preocupante.

O Dr. Cullen continuou trabalhando, apesar de não conseguir se livrar da culpa de ter feito tudo aquilo. Não conseguia se esquecer da Srta. Swan, por mais que tentasse.

Certa noite, estava organizando os papéis de seus pacientes. Seu plantão acabaria em quinze minutos, e assim poderia ir para casa descansar. Estava no último papel e sorriu ao ver o nome de Bella. Sentiu um aperto no coração; sentia falta dela, de seu sorriso, seus orbes castanhos... Sentia falta do modo que seus cabelos se moviam graciosamente. Sentia falta dos movimentos desengonçados dela. Acabou olhando o endereço de sua casa. Só quero saber se ela está bem, pensou, arrumando suas coisas.

Partiu pelas ruas, se encontrando extremamente ansioso. Queria vê-la, admirá-la e observá-la. Saber que estava bem.

Será que ela tem namorado?, perguntou a si mesmo, estacionando. Bella morava em um prédio pequeno, mas sem deixar de ter seu charme. Edward ficou ali, apenas olhando, agradecendo pelos vidros de seu carro serem escuros. Estava quase desistindo quando a viu sair, parecendo cansada. Viu-a bocejar, enquanto chamava um táxi.

Ela está bem, Edward, você pode ir embora agora. Entretanto, ele não conseguia. Bella o encantara muito, e agora o odiava. Ele realmente não devia ter dito aquilo a ela, mas fora mais forte. Não podia deixá-la partir, não podia deixá-la morrer. Permaneceu ali até que ela voltasse para casa, parecendo ainda mais cansada. Depois que ela entrou, respirou fundo, e partiu para sua casa.

Isabella estava trabalhando mais do que nunca. Sentia-se bem e mais tranqüila também. Não precisava ficar pensando se estaria viva no dia seguinte, graças... graças ao Dr. Cullen. Bella não conseguia entender por que não conseguia esquecê-lo, por que não podia simplesmente odiá-lo, por ele não ter sido capaz de admitir que sabia da existência do DNR. Seria grata a ele eternamente, mas não podia mais se aproximar, mesmo não sendo capaz de esquecê-lo.

Os dias começaram a passar mais rápido. Edward ia ao prédio de Bella toda noite, mentindo para si mesmo que, como médico, tinha a obrigação de ver se ela estava bem. Isabella passava as noites em claro, não conseguia se esquecer do Dr. Cullen, e não conseguia entender o porquê disso.

Edward sentia que estava enlouquecendo. Pela primeira vez não estendia os plantões, simplesmente porque queria ficar em frente ao prédio de Bella. Foi então, que uma noite, ele decidiu sair do carro e ficou encostado na porta, olhando o prédio.

- Dr. Edward? – A voz que ele ansiava por ouvir causou sensações que ele nunca sentira antes.

- Bella... – murmurou, virando-se.

Ela estava mais linda do que nunca. Seus cabelos castanhos caíam até a cintura, formando cachos nas pontas; seus olhos brilhavam mais do que nunca. Estava um pouco pálida, mas isso se devia as noites sem dormir. Usava um vestido branco que ia até os joelhos. Linda, Edward pensou, sem conseguir conter o sorriso. Extremamente linda.

- O que o senhor faz aqui? – indagou.

- Eu... – passou a mão nos cabelos. – Eu não sei.

Edward se aproximou de Bella, sentindo o cheiro dela, que fez com que seu coração batesse incrivelmente mais rápido. Bella corou, o que fez Edward sorrir. O tom de rosa em sua face, deixava-a ainda mais linda – se é que é realmente possível.

Antes que se desse conta disso, Edward levantou a mão e acariciou a bochecha de Bella. A morena fechou os olhos, sem entender por que se sentia bem com aquele carinho.

- Tão linda... – sussurrou, se aproximando. Suas mãos desceram até a cintura de Bella, antes mesmo que ele pensasse no que estava fazendo. Seus lábios moveram-se, como se tivessem vida própria, até a face delicada dela. Ele beijou as bochechas coradas, a testa, a ponta do nariz, e a olhou, antes de encostar seus lábios delicadamente nos dela.

Um choque percorreu ambos os corpos. Automaticamente, Bella levou os braços ao pescoço de Edward, abraçando-o ali; foi inevitável não aprofundar o beijo.

A língua de Edward desenhou o contorno de Bella, e ela suspirou, abrindo a boca, deixando que, finalmente, as línguas se encontrassem e dançassem perfeitamente.

Edward sentiu-se extremamente bem beijando-a. Já tivera outras mulheres na vida, mas parecia que tudo era novo estando com Bella. Ela era perfeita. Perfeita para ele.

E, então, Bella se afastou, como se percebesse que era um erro – mesmo seu coração não concordando com isso.

- Vá embora, por favor – pediu, desviando os olhos dele. Ela queria beijá-lo de novo. Mas não devia, não podia.

- Bella, eu...

- Dr. Cullen – cortou-o. – Por favor, estou pedindo para que vá embora, e volte mais. Não consigo entender o que tanto faz aqui. Não consigo entender, mesmo. O senhor me reanima, sabendo de um documento. E depois, quando eu lhe digo que vou chamar meu advogado, o senhor diz que é minha palavra contra a sua! Tem noção de como isso é errado?

Edward suspirou.

- Tudo bem, Bella – murmurou. – Não vou procurá-la mais. – Por mais que isso doa em mim, pensou.

Edward entrou no carro e deu partida, respirando fundo. Por quê? Por que ele estava indo atrás de Bella?

A resposta, que demorou tanto para surgir, apareceu em sua mente, fazendo-o engasgar.

Ele estava apaixonado por ela.

Bella odiou-se ao se deitar. Só de pensar na ideia de nunca mais ver o Dr. Cullen... Respirou fundo, tentando se acalmar. Era só atração, só isso. Em alguns meses, ela conseguiria esquecê-lo.

Entretanto, Bella sabia, no fundo, que não era só atração.

Ela também estava apaixonada.

Os dias se passaram, e ambos se encontravam extremamente distraídos. O beijo não fora esquecido. Edward se pegava lembrando-se de como ela ficava ainda mais linda quando corava, e em como seus lábios eram macios e doces. Bella lembrava-se de como os olhos verdes de Edward combinavam com sua pela branca e seus cabelos cor de bronze. Lembrava-se de como sua boca encaixava-se perfeitamente na sua, como se tivessem sido desenhadas uma para outra.

Edward sabia que Bella pedira para ele não ir atrás dela, mas era mais forte que ele. Ele ficava dentro do carro, encarando o prédio, torcendo para que ela viesse atrás dele e pedisse que ficasse.

Só que ela não vinha.

E, então, Edward tomou uma decisão. Precisava pedir perdão a ela, precisava conversar com ela. Nem que fosse pela última vez.

Segui até o prédio e pediu ao porteiro que informasse a Srta. Swan que ele estava ali. Torceu internamente para que ela o deixasse subir, e ficou imensamente feliz quando ela deixou. O elevador não demorou, mas ele estava tão ansioso, que pareceu anos, ao invés de segundos.

Bella o esperava com a porta aberta. Ela iria escutá-la, estava curiosa para saber o que ele poderia querer com ela. Convidou-o a entrar.

Edward observou a sala, sorrindo. Era mesmo a cara de Bella. O modo como as coisas eram simples, sem deixar de serem extremamente bonitas.

Sentou-se no sofá que Bella indicara, olhando-a.

- Bella, eu lhe devo desculpas – disse. – Eu fui extremamente estúpido por passar por cima de sua vontade, e vim aqui lhe dizer que assumo diante do tribunal que eu sabia da existência do documento.

Isabella encarou Edward, completamente surpresa. Nunca imaginaria que ele faria isso.

- O... quê? – murmurou, sem saber o que dizer.

- Eu cometi um erro enorme ao fazer aquilo – murmurou. – Eu posso perder minha licença e tudo o mais, o hospital vai ser processado por minha causa, mas... Quando eu a vi ali... Quando eu vi que sua vida dependia de mim... Eu não pude, Bella, eu sinto muito, mas eu não podia deixá-la morrer.

Bella arregalou os olhos. Nunca imaginara aquela situação.

- Eu simplesmente... – Edward continuou. – Simplesmente não podia deixá-la partir, Bella. Não podia não ver mais como seus olhos brilham quando sorri, ou como você fica adorável quando você cora. A verdade, Bella, é que...

Edward respirou fundo. Talvez fosse um erro admitir aquilo, mas ele não podia voltar atrás. Não agora.

- A verdade, Bella – suspirou. – A verdade é que estou apaixonado por você. É, talvez você me chame de louco, me expulse daqui, mas não me importo... Eu só queria que você soubesse...

Edward levantou-se e começou a caminhar para a saída.

- Eu fiz tudo isso porque eu não suportaria perdê-la – riu, sem humor algum. – Mas nunca te tive, não é mesmo? Enfim, vejo você nos tribunais, Bella.

Isabella levantou-se de um pulo. Ela se sentia extremamente feliz. Ele também estava apaixonado por ela. Caminhou até Edward, segurando sua mão e o puxando para si.

- Não vá – pediu.

- Bella, eu não entendo – Edward suspirou. Não queria ouvir da boca dela que ela o odiava por ter feito aquilo. – Eu sinto, realmente, eu sinto muito e... Eu não deveria ter vindo.

- Eu também estou apaixonada por você – Bella disse. – Eu... Fui uma idiota, não fui? Você cuidando de mim... E eu sendo essa ingrata. A verdade, Edward, é que eu nunca quis, na verdade, procurar meu advogado. Eu me sinto muito grata por você não ter ligado para aquele documento estúpido e idiota.

Edward sorriu, sem realmente conseguir acreditar que a Bella dizia aquilo.

- Então... Podemos tentar ter algo? – murmurou. – Podemos esquecer-nos de tudo e começarmos de novo?

- Beije-me, Edward – Bella pediu, risonha. Não se sentia feliz assim desde... Na verdade, não conseguia se lembrar da última vez que se sentia completamente feliz.

Não foi preciso pedir uma vez. Edward encurtou a distância entre os dois, e puxou Bella para si, beijando-a com fervor. Sentira falta de seus lábios, sentira falta de seu sabor. Sentira falta de sua Bella.

Bella passou a mão direita pelos cabelos de Edward, deixando-os ainda mais bagunçados, enquanto a esquerda segurava sua nuca. As mãos de Edward estavam em sua cintura, puxando-a cada vez mais de encontro a si.

O beijo foi cessando, conforme eles precisavam de ar. Edward separou-se de Bella dando-lhe um selinho demorado.

- Eu te amo tanto – confessou, os orbes verdes grudados nos castanhos. – Eu não suportaria te perder.

Bella sorriu, enquanto corava.

- Eu também te amo, Edward – murmurou, fazendo-o sorrir.

Bella o beijou dessa vez, enquanto suas mãos desciam até o fecho da jaqueta de Edward. Abriu-o e retirou a jaqueta dele, com a ajuda do mesmo.

- Tem certeza? – Edward perguntando, tentando esconder o desejo de sua voz.

- Nunca tive tanta certeza – murmurou sorrindo.

Edward riu um pouco. Desceu suas mãos até o quadril de Bella e puxou a blusa que ela usava, revelando o sutiã preto que ela usava.

- Linda – sussurrou, beijando seu pescoço, ombros e o vão entre os seios.

- Hmmm... – murmurou Bella, fazendo com que Edward sorrisse. Ele voltou a beijar seus lábios, e logo estava livre da camisa. Bella pegou Edward pela mão e o levou até seu quarto.

Voltaram a se beijar avidamente. As mãos de Edward passeavam pelas costas de Bella, enquanto as delas passeavam pelo peitoral extremamente definido de Edward. Ele gemeu por entre o beijo, e, delicadamente, deitou-a na cama. Retirou os sapatos e as meias, agradecendo por Bella já estar descalça. Admirou-a por alguns segundos, vendo como ela ficava extremamente linda daquele jeito: o sutiã negro contrastando imensamente com a pele pálida; o pequeno shorts que usava, de algodão, revelando coxas torneadas. Bella era extremamente linda, e ele sabia que nunca deixaria de se surpreender com aquela beleza.

Voltou seus olhos para o rosto de Bella, vendo como ela estava extremamente corada. Sorrindo com isso, retirou as próprias calças, permanecendo somente de cueca, e deitou-se por cima dela, apoiando os braços no colchão, para que ela não sentisse seu peso.

Bella não era nenhuma santinha, mas com Edward tudo parecia extremamente novo. Com ele, ela se sentia uma virgem.

- Você é a mulher mais linda que eu já vi, Bella – Edward murmurou, seus lábios no pescoço de Bella. Ela corou ainda mais e gemeu baixinho quando ele mordiscou seu ombro.

- Você é o homem mais lindo que eu já vi, Edward – murmurou, correndo suas mãos pelo corpo dele.

Edward retirou o short de Bella, vendo o conjunto do sutiã. Sorriu, voltando a beijá-la. Desceu suas mãos até o fecho de seu sutiã, soltando-o. Retirou-o e, sorrindo, beijou e mordiscou os mamilos de Bella, ficando cada vez mais feliz, enquanto ouvia seus gemidos.

- Edward... – murmurou, segurando sua cabeça, como se aquilo fosse impedi-lo de parar.

Querendo unir ainda mais seus corpos, Bella passou as pernas pelo quadril de Edward, colocando as intimidades, cobertas apenas pelas roupas íntimas. Edward gemeu, e querendo-a logo, desceu as mãos até as laterais da calcinha, retirando-a delicadamente. Voltou a beijar Bella, enquanto suas mãos desceram pelo seu corpo, uma parando em um seio, enquanto a outra parou em sua intimidade completamente úmida.

- Hmmm... – Bella gemeu, quando sentiu um dedo de Edward a penetrar. – Por favor...

- Shh, meu amor – sussurrou. – Temos a noite toda.

Bella arqueou as contas quando sentiu o segundo dedo de Edward penetrá-la, enquanto seu polegar brincava com seu clitóris. Bella desceu as mãos pelo corpo de Edward, adentrando sua boxer preta. Segurou o membro com as duas mãos, acariciando-o delicadamente. Edward gemeu alto e Bella sorriu, retirando sua cueca.

Depois de ter colocado o preservativo, Edward se posicionou entre as pernas de Bella, e, sem tirar os olhos dela, a penetrou.

O gemido de ambos foi escutado, provavelmente, pelos vizinhos, mas nenhum dos dois ligou. Seus corpos se encaixavam perfeitamente e dançavam em uma perfeita sincronia.

Bella passou as mãos pelas costas de Edward, ao mesmo tempo que passava as pernas novamente pelo seu quadril, unindo ainda mais seus corpos.

- Bella... – Edward gemeu, estocando mais rapidamente. Ele realmente não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Que Bella o amava e que eles ficariam juntos.

Os gemidos se tornavam a cada momento mais rápido. Bella sentiu seu corpo contrair e os espasmos a invadiram, quase ao mesmo tempo que Edward.

Ele descansou a cabeça no pescoço de Bella, ainda sorrindo. Saiu dela e acomodou-se ao seu lado, puxando-a. Bella deitou a cabeça em seu peito e bocejou. Ela não dormia bem há muito tempo.

- Durma, meu amor – Edward murmurou, beijando a ponta de seu nariz de leve.

- Ok – sussurrou, fechando os olhos. – Eu amo você, Edward.

- Eu também amo você, Bella.

Os dois adormeceram bem e felizes por, finalmente, estarem juntos. A noite foi tranqüila. Quando ambos acordaram, sorriram, e tomaram banho juntos. Edward foi a sua casa, colocar outra roupa, mas antes deixou Bella no trabalho.

Os dias e as semanas se passaram. Edward já conhecia o pai de Bella, e Bella já conhecia a família de Edward. Seis meses depois, ele a pediu em casamento.

Levou-a até um parque que havia próximo ao hospital e se ajoelhou, fazendo com que o coração de Bella acelerasse.

- Oh! – murmurou, sem conseguir acreditar.

- Bella – disse Edward, sorrindo. – Eu realmente nunca pensei que fosse encontrar uma mulher que pudesse fazer com que meu coração batesse mais rápido e devagar ao mesmo tempo; nunca pensei que pudesse encontrar alguém que alegrasse o dia somente com um sorriso, um beijo, ou palavras carinhosas. Nunca pensei que um dia fosse querer me prender a alguém especificamente, mas eu encontrei você. E tenho certeza do que eu quero. Não quero ficar longe de você. Quero você como minha. Como minha mulher. Isabella Marie Swan, quer se casar comigo?

Edward abriu uma caixinha de veludo, revelando um lindo anel de brilhantes. Bella sorriu e puxou Edward para um abraço.

- Sim! – sussurrou, rindo.

Edward colocou o anel em seu dedo e o beijou, antes de buscar os lábios de Bella e beijá-la apaixonadamente.

O casamento ocorreu três meses depois. A cerimônia foi linda, e o amor do casal podia ser sentido por cada um ali. Eles partiram em lua de mel logo depois da festa, com a certeza de que teriam suas brigas e desentendimentos, mas eles enfrentariam tudo. Juntos.

E, então, um ano depois, Bella com quase 28 anos, e Edward já com 29, ela recebeu a notícia. Estava grávida. Acabara de abrir o exame, na empresa, enquanto tomava café. Sorrindo imensamente, olhou o relógio, e decidiu que deveria contar para o Edward no hospital.

Onde tudo havia começado.

Bella refletia diariamente sobre a vida, e agradecia a Deus por não tê-la deixado morrer. Edward era seu amor, seu marido, sua paixão. Ela não conseguia se imaginar sem ele. Sorrindo, saiu da empresa e chamou um táxi. Estava um pouco enjoada, não achava que era certo dirigir por aí assim. Pagou o motorista assim que chegou e saiu, sorrindo abertamente.

Edward estava vendo alguns pacientes nos quartos, sem imaginar que a esposa iria ali. Sentiu seu celular vibrando no bolso, e estranhou ao ver que era o número da secretária.

Estranhou mais ainda quando ela disse que tinha uma paciente esperando por ele em sua sala, mas, como tudo estava tranqüilo, foi até lá, e sorriu imensamente ao ver Bella ali, olhando-o e sorrindo também.

- Oi, amor – cumprimentou-a com um selinho.

- Oi – riu, sem saber como começar.

- O que foi? – Edward a indagou. – Está passando mal de novo?

Bella sorriu. Fazia dias que vomitava tudo que comia. Mentiu para Edward que era apenas uma intoxicação alimentar, mas ele não caíra, vivia pedindo para que ela deixasse que ele a examinasse.

- Não, não – riu. – Apenas um pouco enjoada, mas é normal.

- Normal? – Edward perguntou, encostando-se na beirada da mesa, enquanto segurava Bella pela cintura.

- Sim. Preciso que olhe um exame para mim, ok?

Edward estranhou, ficando nervoso. Não sabia que a mulher tinha feito um exame, mas abriu o envelope cuidadosamente, lendo tudo com atenção. Seus olhos se iluminaram e um grande sorriso se instalou no seu rosto.

- É sério? – indagou, as mãos passeando pelo ventre da esposa.

- Sim, amor – riu. – Seremos papais.

Edward sorriu ainda mais e abraçou Bella, beijando-a delicadamente.

- Você me faz o homem mais feliz do mundo – murmurou, depois de beijá-la, as mãos ainda brincando em seu ventre.

- Você, meu salvador – riu -, me faz a mulher mais feliz do mundo.

Edward tornou a beijá-la, sem conseguir conter a felicidade. Bella era a mulher que ele amava. Uma garota que chegou como filha de uma paciente, depois entrou em sua vida como uma paciente, e se tornara a mulher de sua vida.

Eles tinham a certeza de que ficariam juntos. Teriam seus desentendimentos e brigas, mas nada que a conversa não resolvesse.

Eles continuaram ali mais um tempo, e depois foram para casa, para comemorar a gravidez. Amaram-se profundamente, trocando juras de amor.

Em algum canto da casa, o documento, o DNR, o documento que, de certa forma, mudara a vida de Bella, jazia esquecido. Ele não importava mais.

Edward e Bella estavam bem, prontos para construírem uma família. Juntos.

FIM.

¹DNR (Do Not Resuscitate): formulário que o paciente diz que não quer ser reanimado caso tenha parada cardíaca.

Notas finais
Oi, amores! Não me perguntem da onde tirei essa ideia; eu não faço a mínima ideia. Só li um livro uma vez e o cara tinha assinado esse documento. Então, um dia desses, a ideia surgiu em minha mente ‘-‘. Queria ter postado antes, mas eu queria que essa fanfic fosse especial, então demorou um pouco para terminar de escrevê-la.

Eu realmente adorei-a, apesar de não ter gostado muito do fim, mas enfim... *risos*. Gostaria de agradecer a Emma_Goody, Friida Cullen e Flacullen, por terem lidos alguns trechos e surtado *risos*. Obrigada, meninas :]

Espero que gostem da one, amores. Quem sabe eu não tenho mais de ideias malucas e posto mais algumas aqui?

Kisses,

Deh ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!