Notas iniciais
Oi pessoas Lindas!!! Capítulo 1. A proposta desta Short Fic, Do "Inferno" ao "Paraíso" - Por Henry Lazar, é tornar o Casal Henlerie (Henry e Valerie) da Categoria: A Garota da Capa Vermelha, conhecido. Visto que, eu tenho uma Fanfic deles, e estou com pretensão de leva-la a Segunda Temporada, e, infelizmente a Categoria é pouco conhecida por ser pouco divulgada! Espero que gostem! Dedico este primeiro Capítulo ao carinho e capricho do querido Bruno Momjardim que a Betou para mim, e correu muito para entregar-me a tempo! Pretendo postar um dia sim e outro não, a partir de hoje! Eu tenho um Blog e outras Fanfics, deem uma passadinha por eles: A Garota Da Capa Vermelha - Continuação. (Henlerie Henry e Valerie) http://fanfiction.com.br/historia/165233/A_Garota_Da_Capa_Vermelha_-_Continuacao O Triunfo da Esperança - Por Peeta Mellark. (Jogos Vorazes - Peetniss) http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark Meu BLOG: http://dicasdamarth.blogspot.com.br Sem mais demoras, ótima leitura! Vejo vocês nas Notas Finais! Gratidão!

POV HENRY LAZAR

Meu nome é Henry Lazar.

Imagina aquela pessoa alegre, sorridente, descontraída, falante, descolada e arrojada? Pois é, este não sou eu. Eu sou, completamente, o oposto disto.

Sou retraído, tímido, de pouca conversa, também cauteloso e extremamente controlado. Algumas pessoas, da oposição, é óbvio, tem até o hábito de dizer que sou maníaco por controle.

Outra característica marcante em mim, é que eu sou muito intenso. Porém, como convivo pouco, quase ninguém percebe. Já estive em alguns relacionamentos, e o que mais me atrapalhava era isto, a forma única que tenho de mostrar meus sentimentos, pois é nestes momentos que minha intensidade extravasa, e nestas horas, minha mania de controle aflora muito. Isto porque, eu gosto demais de cuidar, estar perto, curtir, demonstrar afeto, carinho, porém, acredito que, pelo que dizem, eu acabo exagerando.

Deu para notar então, que, eu não sou muito dado a convívio social, e a muitos amigos... Muito embora, eu os tenha, em um núcleo bem seleto e mais voltado ao contexto do trabalho. É isto aí, já adivinhe só: Eu sou viciado em trabalho!

O fato de não ter muito convívio social, infelizmente, não é garantia de se fazer inimigos. Pois, eu tenho um. Na verdade uma. E sinceramente falando, que inimiga!

Se ela não fosse tão irritante e implicante, ela poderia ser até legal. Porque linda ela é. Linda, inteligente, alegre, sorridente, descontraída, falante, descolada, arrojada e sexy, espera aí, eu disse sexy? Aliás, eu disse tudo isto dela mesmo?

E bem, vocês devem estar pensando: ela é exatamente tudo que não sou. E é isto mesmo, ela É SIM, tudo o que não sou. Na verdade, nós só temos uma coisa em comum, a profissão.

Trabalhamos no mesmo local, a Elite Editora. Isto mesmo, pode ficar surpreso, é a melhor Editora de Nova York. E esta é a causa dela me odiar tanto.

Na verdade, tudo começou em uma época, em que, a empresa divulgou um concurso para uma seleção de um projeto pessoal de um dos seus melhores editores, para lançá-lo rumo ao sucesso. E você pode acreditar, eu estava entre eles. E o lado trágico disto, era que ela também estava!

E desta maneira, todos nós, editores da Elite, estávamos disputando uma vaga para o lançamento de um projeto pessoal, onde seria dada a oportunidade única de alavancar com algo de nossa própria criação, que nos tornaria um ícone do mundo literário. Assim, no tal concurso, cada um de nós, estava apresentando o “Projeto de sua Vida”.

E adivinhe só... Eu e ela fomos para as finais. E por mais incrível que pareça, eu ganhei. E, eu confesso que, foi uma surpresa para mim, porque o projeto dela era incrível. Realmente, eu não sei por que não foi ela quem ganhou.

Mas, o fato é que aquilo nos afastou ainda mais e o pior, fez dela um pesadelo para mim, pois, se tornou minha maior inimiga. Eu desconheço o motivo, mas o fato é que ela levou aquilo literalmente para o lado pessoal, literalmente mesmo. E de uma forma tão intensa que me assustou.

No entanto, tirando isto, eu sou muito bom em me relacionar, e a prova é que, fazem seis meses que eu estou em um relacionamento.

Ela é "falante", alegre, inteligente, e só não posso dizer que é linda, pois ainda não a conheço pessoalmente. Sim, pois é... eu devo dizer que, é um relacionamento virtual. Mas, quem disse que isto não é um relacionamento?

A verdade é que, neste período de tempo, nós temos conversado, nos aproximado, e aos poucos, fomos nos apegando. Já dividimos problemas, confidências, queixas, alegrias, sonhos...

Inclusive, acredita que ela também tem um inimigo no trabalho? Incrivelmente, os dois estão disputando uma vaga para algo também. Entretanto, nós trabalhamos em ramos diferentes, ou melhor, deixa-me explicar: nós acordamos que, não divulgaríamos um ao outro nosso real trabalho. Pois, tanto no meu caso, quanto no dela, se divulgarmos a empresa e o tipo verdadeiro de trabalho nosso, fica difícil esconder a identidade por muito tempo.

Assim, virtualmente eu sou médico, e ela promotora. E, os nossos rivais, uma está disputando comigo, uma vaga da direção de um determinado hospital qualquer. Já no caso dela, o seu, está disputando com ela um caso grande, de defesa, que alavancará sua carreira.

Portanto, passaram-se seis meses para decidirmos que gostaríamos de nos encontrarmos. E adivinhe só, estamos próximos ao natal...

Procuro saber o que ela gosta, e ela também sonda a mim, para descobrir o que gosto. Descubro que ela adora livros, o que me surpreende. Pelo fato de eu ser, na verdade, editor, e incrivelmente temos este gosto em comum. De fato, o que mais gosto de ganhar também são livros.

***

Hoje foi um dia bastante estressante, e encontro-me cansado e sobrecarregado ao extremo. Eu passei por dois desconfortos terríveis com a minha inimiga... E a propósito, eu ainda não disse, ela chama-se Valerie.

Mas, retornando ao foco, hoje foi o dia em que, o manuscrito escolhido para ser lançado como a grande descoberta do mundo literário, teria de passar, pelo rigoroso crivo de análise de todos os editores da empresa. O objetivo era realçar pontos fortes e lapidar os pontos fracos.

Portanto, nós dois estávamos lá. E você deve estar se perguntando, mas, se você é o dono da obra, não deveria ser convocado e muito menos estar presente em sua revisão, não é mesmo?

Porém, esta é a grande sacada!

Durante todo o processo, nosso comportamento é observado também, para que eles saibam como iremos lidar com a pressão, a mídia, as críticas, e todos os demais alardes, que alguém em ascensão, dono de um projeto de grande sucesso, terá de lidar.

Isto serve para que a empresa já providencie tudo que for preciso para nos dar suporte para um bom êxito de tudo, pois, a final de contas, o nome dela estará atrelado ao nosso quando a coisa toda for a público e divulgada.

Assim, durante aquelas exaustivas reuniões de hoje, todo o meu autocontrole, foi colocado à prova, o tempo todo.

Valerie falava demais, e claro, sempre contra algo do manuscrito, e até criticava, direta ou indiretamente. A verdade é que ela não conseguia segurar, muito menos, esconder a sua frustração, por ter perdido para mim, e claro, o seu ódio por mim.

Quando finalmente, as intermináveis reuniões acabaram, eu saio do escritório fechando as portas atrás de mim. Eu estava certo que, quando as portas do elevador se fechassem, eu estaria seguro. Pois, já era bem tarde da noite, e todos já tinham ido embora, e os que restavam conosco da reunião, trabalhavam cada um em uma ala distinta.

A Editora é tão grande que temos dois andares só para os escritórios de seus editores e seus secretários, ou melhor, dizendo, aspirantes a futuros editores. Então, quando eu entro no elevador e as portas agora se fecham, estou divagando e pensando, que agora eu posso ir para o meu apartamento, descansar e relaxar, com um bom banho de banheira...

No entanto, surpreendentemente, dois andares abaixo do que eu estava, que no caso, era o da sala de reuniões. O elevador para, a porta novamente se abre e quem está parada a minha frente com olhos estatelados olhando para mim com suas lindas imensidões verdes?

Sim, exatamente! Ela, meu pesadelo pessoal, linda como sempre, com um tayer vermelho, onde a saia está a uns quatro dedos acima dos joelhos, evidenciando uma boa parte de suas lindas e torneadas pernas. Ela veste uma camisa branca de botões por baixo, e percebo seus fartos seios, evidentes pelos três botões abertos, acredito eu que, ela abriu, já se sentindo à vontade por estar indo para casa.

Vejo que ela está totalmente desconsertada por perceber que terá de descer sozinha comigo. Contudo, não tanto quanto eu fico, quando ela percebe que eu estou hipnotizado por aquela pequena, mas, bela visão dos seus seios.

Ela entra rapidamente, e automática e instintivamente, fecha os botões de sua camisa até a gola, e sussurra, mas, num tom que dê para que eu ouça perfeitamente, me provocando.

— Além de tudo, é tarado!

Aquilo realmente me aborrece. No entanto, como é um hábito meu, não revidar de imediato, e sim, me conter para pensar no que fazer, logo, logo, o aborrecimento cede, dando lugar ao entendimento de que aquilo não passa de uma reação à frustração, que ela está enfrentando em relação a mim.

Continuo mudo. No entanto, os outros quarenta e sete andares, e mesmo o elevador não parando mais, demoram demais a chegar.

Assim, para variar, encontro-me preso, com ela, em um mesmo espaço. Observo as evidências de que ela está tensa e nervosa, pelo tremor de uma de suas mãos que está largada na lateral do se corpo. Ela está de costas para mim.

De repente, me pego observando suas lindas e graciosas curvas, ainda evidentes naquele tayer vermelho e justo.

Começo a imaginar: como seria despida? Nossa... Como assim? Como minha mente vagou até estes pensamentos? De que maneira?

“Mas, o fato é que, aquela linda "Diaba", sim, surgida do meu inferno particular, tinha um corpo que mexia comigo, e um olhar também.”

Acreditam que meu corpo já estava totalmente desperto só de olhá-la? E olha que ela estava totalmente vestida.

Pois é, que lástima! Pois, agora eu irei para o meu apartamento, sozinho. E para passar mais uma noite solitária. Que só não será tão solitária, pois, agora eu a tenho, a minha namorada virtual.

Sempre entramos na rede de bate papo, depois das 22:30 horas, regularmente, desde o dia em que nos conhecemos, e assim eu posso burlar minha solidão naquelas maravilhosas horas que passo teclando com ela.

Não nos conhecemos, nem por fotos e nem pessoalmente ainda. Porém, nossa alma e nosso coração, já estão tão conectados que chega a ser impressionante!

Como falta uma semana para o Natal, acordamos que nos encontraríamos nesta data, visto que, nós dois moramos sozinhos aqui.

O incrível, é que combinamos tanto, que ela é tão sozinha quanto eu. Seus pais já faleceram e os meus também, e os nossos irmãos, moram em outra cidade. Portanto, aqui em Nova York, eu só tenho a ela, e ela só tem a mim.

Mas, voltando ao assunto sobre à linda "Diaba" a minha frente, ela está ainda de costas e surpreende-se quando me aproximo da porta. Pelo que percebo, ela descerá na garagem um andar após o meu.

Assim, por educação, minha maldita língua pronuncia...

— Boa noite.

E ela me olha incrédula, como se não estivesse acreditando que estou falando com ela, e responde-me malcriada e grosseiramente.

— Só se for para você. Idiota!

Meu sangue ferve naquele momento. E num impulso que é algo tão surpreendente para mim, pois, eu nunca sou movido a impulsos. Aproximo-me lentamente dela, olhando profundamente em seus olhos, e ela recua chegando para trás, o que me leva a aproximar-me mais um pouco, e ela recua de novo...

Fazemos isto até ela encontrar-se com as costas prensadas na parede. E a esta altura, o meu corpo já toca o dela, que está quente e trêmulo, creio eu que, pela repentina proximidade...

E eu na verdade, por um instante esqueço-me do que quero fazer. Pois, eu estou inebriado por seu delicioso cheiro doce e suave. Entretanto, ao olhar o movimento leve dos seus lábios, lindamente rosados e carnudos se separando, saio do torpor e lembro-me do que vou dizer...

— Para uma excelente editora, você é muito mal educada!

Ela agora me fuzila com os olhos, e ainda que esteja visivelmente atônita por nossa proximidade, ela agora toma um impulso e empurra-me afastando-me de seu corpo, e estranhamente, sinto o meu corpo protestar sua ausência...

Porém, algo me ocorre e digo a ela uma coisa que a desarma literalmente, ainda que, por ao menos, alguns minutos.

— Me desculpe pelo transtorno que eu causei a você, ganhando aquele concurso, eu nunca imaginei que venceria, pois realmente eu achei o seu projeto incrível, eu confesso que até votei nele. Realmente me perdoe, mas, eu não acredito que este seja um motivo plausível para você me odiar tanto. Você levou para o lado pessoal. Isto não é uma coisa legal, sinto-me péssimo, sabendo que te causei tanto transtorno. Mais uma vez eu peço, realmente, me perdoe!

A princípio, noto que ela está totalmente desarmada, obviamente porque, não esperava por minha atitude.

Contudo, após me olhar por um longo tempo, com aquelas írises verdes, o seu semblante muda novamente, dando lugar, a sua presente e constante máscara de hostilidade, dispensada especialmente para mim. Digo isto, pois, eu já a observei na presença de outras pessoas, e ela é extremamente doce e gentil.

— Você, se sentindo mal, por me prejudicar? Espera mesmo que eu acredite nisto? E mais, não pense você, que com atitudes de bonzinho, vai me convencer por que não vai. EU TE ODEIO HENRY LAZAR!

Seu gesto me assusta e me dói estranhamente. Afasto-me dela, sobressaltado e ultrajado pela ofensa.

Aquelas palavras, são ditas de uma forma tão forte por ela, que reverberam em mim. E quando o elevador para, eu saio por suas portas sem olhar para trás. Pois, sinto-me atônito e tonto, pelo ímpeto que aquilo me atingiu.

No entanto, assim que me encontro do lado de fora, ela diz em uma oitava a mais, que o normal, para mim:

— Tome mais cuidado com as vagas que você estaciona o seu carro!

Antes que eu diga qualquer coisa, as portas do elevador se fecham, e ela me olha com um olhar triunfante. Aquela “criatura do mal”.

Instantaneamente, eu sei exatamente sobre o que ela se refere. Acontece que, há uma semana, no final do expediente, no exato momento de ir embora, quando vou ao estacionamento, buscar o meu carro, percebo que ele estava com um baita arranhão na porta direita, a do carona. E agora eu sei: foi aquela “Diaba”!

Ela não perde por esperar, ela vai me pagar. Eu tenho tentado de todas as maneiras, me desculpar, evitar problemas, reconciliar... Todavia, tudo tem sido em vão. Se ela quer guerra, ela terá guerra!

Farto dessa situação, dirijo muito aborrecido e consternado para casa. Ao chegar, em meu apartamento, peço uma comida pronta de um restaurante que estou acostumado e então, sigo em direção a minha suíte.

Já vou entrando no quarto e despindo-me. Tiro o blazer, a camisa de botões, desafivelo o cinto, retiro os sapatos e meias. Desabotoo e retiro a calça. Por fim, retiro minha boxer, penduro tudo em meu cabideiro.

De repente, eu me dou conta de o quanto ainda estou excitado por causa daquela criatura.

Como pode? A minha carência anda tanta, que agora sinto-me excitado ao ser maltratado. Incrível isto!

Só falta agora virar Cristian Grey, e sentir prazer maltratando e sendo maltratado. Aff... Deus!

E por falar em Cristian Grey, creio que eu sou um ímã para situações constrangedoras. Adivinhe qual é o livro que mina Baby, pois, é assim que eu a chamo, quer ganhar de natal?

Isto aí. Você acertou se disse Trilogia 50 Tons de Cinza! É mole isto? Ela disse-me que é louca para ler, porém não tem coragem de comprar, e baixar em PDF, ou seja, piratear, fora de cogitação, não é?

Imagina que situação a minha? Já pensou eu chegar a uma livraria e pedir me dê a trilogia 50 tons de cinza... Tenho certeza que a loja inteira irá me encarar.

Então, graças a Deus existem os secretários de editores. Pois, esta, foi à primeira missão desta semana do meu secretário. Que obviamente ficou muito sem graça com o meu pedido, e também muito surpreso, visto que eu o dei anotado, porque eu não encontrei coragem para pronunciar em voz alta. E quando ele ficou me encarando para que eu explicasse, eu só o perguntei com um olhar mortífero...

— Algum problema, Peter? Então, está tudo bem entendido?

O que ele prontamente entendeu e respondeu...

— Claro, senhor. Mais alguma coisa? – Ele me perguntou.

Sim, traga muito bem embalado, e nada de embalagem transparente!

Claro que não, senhor! Pode ter certeza que não farei isto!

E ele sai tão constrangido quanto eu fico. Pois, para um homem, comprar um artigo deste, é quase que, à mesma coisa, que pedir um pacote de absorvente em um balcão. Imagina!

***

Caminho nu até o banheiro e coloco a banheira para encher. Enquanto ela o faz, caminho até a lavanderia e coloco as roupas no cesto. Amanhã é sábado e minha diarista estará aqui dando uma geral em tudo.

Volto para o quarto, pego o celular e coloco ao lado do meu computador, e aproveito e ligo-o deixando-o preparado para mais tarde entrar na sala de bate-papo para falar com a minha Baby.

Sigo para o banho, pois, pelo som emitido pela água, sei que a banheira já está cheia.

Assim que entro, sinto lentamente a água quente relaxar cada um dos meus músculos. Então para completar o relaxamento, ligo a hidromassagem.

Logo, o movimento das águas me relaxa ainda mais. Deixo minha mente divagar sobre os mais variados assuntos.

Estranhamente ela me conduz a um assunto bastante desconfortável, minha inimiga! Mas, o que é mais impressionante, é o conteúdo dos pensamentos. Seu belíssimo corpo. Cá pra nós, vai ser linda assim lá longe! Porém, o que tem de linda tem de brava, encrenqueira e implicante aos extremos, mas, aquela história do carro, eu não engoli. Aquilo me chateou, ela vai me pagar!

Surpreendo-me ao lembrar-me da sua reação ao aproximar-me dela no elevador: seu tremor, seus lábios se entreabrindo, seu calor, seus seios... Epa! Estas não são mais as reações dela, e sim, minhas observações sobre ela. E uma coisa eu posso dizer, aquela "Criatura do mal", é incrivelmente sexy e linda!

Fico me perguntando, como pode alguém me odiar tanto e mexer desta forma comigo? Se bem que eu acho, que os dias dela mexer comigo estão contados. Pois, tenho certeza que isto está ligado à carência, e em menos de uma semana eu irei conhecer a minha Baby.

Fico tentando imaginar como ela é... Será que ela é loira, tem olhos verdes, pernas torneadas, e seios fartos? Aff... Deus meu! Estou eu aqui, fazendo descrições da "Diaba" novamente.

Eu preciso urgentemente de alívio para o meu desejo de homem, se não, eu vou surtar! Se em uma semana meu relacionamento não tornar-se concreto, terei vários problemas.

Passo tanto tempo divagando, que me esqueço completamente da comida que está para chegar.

Dessa forma, quando o interfone toca, sou sobressaltado e saio em desespero da banheira, e quase não tenho tempo para enxugar-me. Pego o meu roupão, visto-me e vou em direção a porta.

No caminho, sou surpreendido por Spike, o meu labrador. Como eu cheguei silencioso, não o havia acordado. Mas, com o meu desespero ao sair do banho e a ajuda da campainha, ele acabou acordando, e digo-lhe...

— Pode ir para o quarto amigão, me espere lá que eu já estou indo.

Ele obedece prontamente, pois, ele adora ficar em meu quarto. Assim, quando o interfone já esta em sua oitava chamada e o celular também começa a tocar, abro repentinamente a porta...

Duas coisas acontecem ao mesmo tempo naquele instante:
Vejo o entregador, me olhar estranhamente, então, pago e pego a minha comida. Ele agradece de maneira estanha e sai me olhando de esguelha. A outra é que, bem naquele momento, abaixo a cabeça percebo que, o meu roupão ficou com a ponta presa em sua faixa ao fechá-lo, e minha perna direita está completamente exposta até o limite de minha coxa com minha virilha.

Imediatamente, sinto o meu rosto queimar, e num ímpeto fecho a minha porta, com receio de que mais alguém me veja exposto daquela maneira. Só assim me dando conta de o quanto, aquela criatura mexe comigo bem mais do que deveria. Que péssimo isto!

Antes que a minha comida esfrie mais, vou até a cozinha e pego talheres, sento-me ao sofá, e começo a comer, ali mesmo no vasilhame descartável, aproveitando o pouco da fome que ainda me resta. Pelo visto, todos os acontecimentos de hoje culminado com o de agora, anulam quase que completamente, o meu apetite.

Ao terminar, eu recolho tudo. Organizo rapidamente a cozinha, volto para minha suíte, escovo os dentes, coloco a banheira para esvaziar-se e olho atentamente para o relógio. São vinte e duas horas e quarenta e cinco minutos.

Ai Deus meu! Eu estou atrasado há quinze minutos, isto nunca aconteceu, isto é mau sinal. Justo agora perto de nos encontrarmos.

A minha vida anda uma bagunça. Eu ando descontrolado, irritado, excitado demais, e tudo isto só tem um sentido: aquela criatura! Desde que ela entrou na minha vida, está tudo um “Inferno”. Mas, ela não vai me atrapalhar com a minha Baby, definitivamente, isto terá de mudar!

Ao entrar na sala de bate-papo, noto que ela já está lá, há exatamente dez minutos, então, ela também atrasou cinco. Vou logo me explicando...

— Oi, Baby, me perdoe pelo atraso o dia hoje foi MUITO tenso, de verdade! O que quer que eu faça para recompensá-la pela espera?

Como sempre, ela é um doce, e apenas responde:

— Ah, lindo... Não precisa, mas se insistir muito eu gostaria só de poder passar mais um tempo com você hoje, porque o meu dia hoje, também foi horrível. Eu quase não consigo falar com você, porque eu esqueci o meu computador no escritório acredita? Eu precisei vir teclar na casa de uma amiga. Pois, não conseguiria dormir se não falasse com você! Já liguei para o responsável e amanhã iremos cedo buscá-lo, para eu não ter que incomodar a minha amiga novamente! Desculpa por meu humor tristonho.

— Tudo bem, eu entendo você, mais que imagina! Mas, olha só, pense bem, dentro de uma semana, eu mesmo poderei consolá-la e você a mim, quando passarmos por algum problema...

— Hum... Lindo, isto será maravilhoso!

— Nem me fala, Baby, eu estou ansioso demais. Hoje então, o meu dia foi péssimo... Eu tive aquela reunião que eu te falei, para acordar detalhes de minha nova função. E acredite, eu fui ultrajado o tempo todo por "ela" – Pois, era assim que me referia sobre a "Diaba" para a Baby. – Foi realmente desgastante. Eu cheguei em casa moído e triturado, porém, devo dizer que, eu revidei pelo menos uma vez, e creio que a incomodei. Isto já vale tudo!

— Sério? – E ela manda risos. – Gostaria de ter visto esta cena, lindo. Meus parabéns, ponto para você! Já eu, nossa... passei foi raiva, pois "ele" já quase não fala, articula as suas maldades agindo, entretanto, ele nunca esteve tão mudo quanto hoje, o que me irritou bastante. Mas, deixa para lá, eu quero falar sobre nós. Eu estou contando os dias para te ver, quase nem tenho dormido acredita? Meu humor já não é lá estas coisas, agora que eu estou sem as minhas boas noites de sono então? Estou intragável. Porém, tento focar-me no fato de que em poucos dias teremos um ao outro, de verdade, aí esta angustia some! E quanto a você estar moído, gosta de massagens? Se sim, saiba que eu sei algumas técnicas e adoro fazer! Um detalhe, eu estou dizendo isto aqui, porque certamente, eu viraria um tomate vívido se o falasse pessoalmente!

Deu para perceber o quanto ela é "falante". Mas, o mais impressionante é que o falante dela não me incomoda. Assim, eu respondo:

— Hum, eu adoro massagem. Eu vou lembrá-la desta oferta nos momentos oportunos, pode deixar.

Ela manda risos...

— Mas, Baby, assim como eu tenho tentado a aprender a reagir, você também tem que parar de se intimidar com "ele". Reaja, seja você.

— Tenho tentado, lindo. Mas, veja bem, aquela ali com "ele" não sou eu, aquela foi uma máscara de defesa que eu construí só para lidar com "ele". E é um fardo carregar aquilo, é muito intenso.

— Eu sei, Baby, eu sei... E a propósito, comprei o seu presente, já está aqui aguardando pelo dia de entregá-lo a você.

— Nossa, lindo, obrigada! O seu também! Agora é apenas aguardar

— É tão bom saber que não estarei tão sozinho mais. Que teremos um ao outro.

— Sim, eu também estou muito feliz por isto, poderemos passear pelas praças e jardins da cidade, sabia que eu amo isto? Gosto de curtir cada cantinho daqui.

— Bem, eu não posso dizer que gosto, pois na verdade, eu nunca o fiz. Eu irei aprender com você.

— Hum... Eu te ensinarei com prazer. Sabia que eu adoro o Central Park? Por causa do canteiro de margaridas. Na verdade eu amo margaridas, elas são as minhas flores preferidas.

— É bom saber, Baby.

Continuamos a conversar por muito tempo, na verdade, atualmente, este é um dos maiores prazeres da minha vida, passar estes instantes maravilhosos, conversando com ela.

Ela consegue me afastar da solidão, da tristeza, da angústia. Faz meus dias mais tranquilos.

Em um determinado momento ela diz...

— Lindo, por mim, eu ficaria aqui com você para sempre. Porém, eu preciso ir embora. Já está tarde e minha amiga já até dormiu acredita? Até amanhã.

— Até amanhã, Baby. Eu sentirei a sua falta.

— Você nem imagina como eu sentirei a sua..., mas, falta pouco.

— Sim, falta. Beijos.

— Beijos!

Então, ela sai da sala e eu fico sozinho.

É impressionante que, sempre ao terminar nossas conversas, eu fico totalmente relaxado, e pronto para dormir.

Meu cansaço era tanto, que eu apenas retirei o roupão e cai na cama. Nu mesmo, cobri-me com o lençol e imediatamente, Spike, meu fiel amigo e companheiro, veio para cima da cama para deitar-se ao meu lado.

****

Meu sábado, geralmente é sossegado. Acordo cedo, na verdade, o meu organismo já está acostumado ao ritmo da semana.

Conforme eu já venho planejando, neste sábado, especificamente, assim que eu tomo o meu banho, resolvo sair e então, preparo-me para passear.

Na realidade, eu fui incentivado pelo que a Baby disse ontem, sobre gostar de cada cantinho de Nova York. Decido assim, que vou começar a explorá-la, levando, obviamente, o Spike de companhia.

Saio bem cedo com o objetivo de deixar o apartamento livre para Rose, minha diarista. Deixo algumas orientações em um bilhete:

Bom dia, Rose.

Eu e Spike resolvemos sair cedo para deixá-la à vontade para limpeza e não temos horas para chegar.

Provavelmente passaremos o dia fora!

Não se preocupe, porque eu já pedi para entregar o seu almoço ao meio dia.

A sua diária e o dinheiro para pagar o seu almoço está aqui. Dentro do envelope do bilhete.

Tenha um excelente dia!

Att.

Sr. Lazar.

***

Notas finais
E aí Pessoas o que Acharam? Mereço Reviews e Recomendações? Gratidão e até o Capítulo 2.