Notas iniciais
Oi pessoas que fazem o meu dia mais feliz! Gratidão. É o que quero expressar hoje! Primeiro, ao meu Deus lindo e fiel! Porque Ele é quem me concede forças para fazer tudo o que faço e ainda escrever, que é algo que amo! E a vocês, leitoras e leitores, lindas e lindos! Gratidão imensa, a todos vocês gastaram um pouco do tempo de vocês para lerem e comentaram, de verdade, pelo carinho por cada palavra, pela disposição em honrar o meu esforço! Estou extremamente feliz, pois, vocês são os melhores leitores! Eu dedico este Capítulo Bônus - Epílogo, a você Paulo Cesar, por continuar, firme e forte comigo e por recomendar essa short fic para mim, Deus o abençoe! Dedico-o também, ao querido Bruno Monjardim, pela belíssima escolha da música para mim. Gratidão por todo o seu apoio e carinho Bruno! Lembrando que, é o nosso último capítulo meus amores e minhas amoras, foi um prazer esta jornada com vocês! Tenho um blog e outras Fanfics, deem uma passadinha por lá: A garota da capa vermelha - continuação. (Henlerie - Henry e Valerie) http://fanfiction.com.br/historia/165233/a_garota_da_capa_vermelha_-_continuacao O triunfo da esperança - Por Peeta Mellark. (Jogos Vorazes - peetniss) http://fanfiction.com.br/historia/333216/o_triunfo_da_esperanca_-_por_peeta_mellark Meu blog: http://dicasdamarth.blogspot.com.br Sem mais demoras, vamos ao Capítulo Bônus - Epílogo! Vejo vocês nas notas finais!

POV HENRY LAZAR

— NÃO! Eu não acredito, Henry! É sério, eu não consigo acreditar que você votou a favor daquele projeto, Sr. Lazar. Sinceramente, hein!

Diz Valerie nervosa com o fato de eu ter votado a favor de um projeto que a empresa deseja lançar, sendo que ela era contra.

Devo dizer que, por mudanças na empresa, trabalhamos juntos. Formamos uma equipe agora, eu, ela e Peter, que atualmente também é editor. Cada um tem a sua sala, seu secretário ou sua própria secretária, no caso de Valerie. No entanto, é tudo muito próximo.

Dessa forma, nós estamos sempre juntos, sem contar que, no centro da ala, há uma mesa, maior, para reuniões visando uma possível necessidade de discutirmos algum assunto em conjunto, como é o caso de agora.

— Valerie, eu concordo com o projeto. Gosto dele e quero vê-lo em andamento. – Eu digo com sinceridade.

— Tudo bem, mas eu não gosto. Tomara que outras pessoas não gostem como eu. E você, Peter, como votou? – Ela diz.

Peter estava extremamente constrangido e acuado, ele ainda não estava acostumado com os ataques de frustração de Valerie, o que para mim é mais do que comum, e chega a ser até encantador.

— Diga a verdade, Peter, cada um tem o direito à sua própria opinião.

Eu disse a ele o encorajando. E por fim, ainda hesitante, ele falou:

— Bem eu votei a favor, eu concordo com o Henry, Valerie!

Valerie ficou vermelho-fúria... Assim disse:

— Não é possível, que somente eu, tenho bom senso neste lugar. Henry, por esta eu não esperava! – Ela disse, ainda contrariada.

— Valerie, você é uma excelente profissional, e eu sempre reconheci isto. Porém, cada um tem a sua própria opinião. Entenda isto, não leve para o pessoal pelo amor de Deus!

Bem neste momento, ela fica vermelha de novo, mas, agora de vergonha. Porque ela sabe ao que, eu estou me referindo.

Peter percebendo o clima, diz, já se levantando...

— Vocês dois, hein? Se acalmem! Não sei como isto não atrapalha. O clima entre vocês aqui é tenso, nossa...

Então, sorrindo maliciosamente, digo a Peter...

— Atrapalhar? Você não sabe o quanto ajuda! Adoro quando ela desconta esta fúria toda lá em casa!

Valerie muito constrangida grita...

— HENRY!

— Que foi, Valerie? Eu falei a verdade! – Eu disse sorrindo...

— Gente, eu vou nesta, pois, eu preciso estar de volta para reunião à tarde.

Peter disse, saindo às pressas, correndo do possível embate meu e de Valerie que estava por vir.

Assim que Peter sai, ela chega até mim e diz ainda nervosa...

— Henry, eu não gostei do que você fez! Poxa vida, você nos expôs para o Peter...

— Valerie querida, se acalme. Eu fiz aquilo, pois, Peter ainda não compreende como funciona a nossa relação, Baby.

E ela ficou vermelha de novo e olhou apavorada, de um lado para o outro.

Deixa-me explicar melhor para que você entenda:

Estamos casados há dois anos. E devo dizer que, foram os dois melhores anos da minha vida.

Como nós trabalhamos juntos, e depois das mudanças que ocorreram na empresa onde eu, ela e Peter por indicação minha, fazemos parte da diretoria de edição, aí é que estamos juntos mesmo, e, o tempo todo.

Portanto, nós combinamos que, os problemas de trabalho, nós resolvemos aqui, porém, quando o estresse e a raiva vivenciada durante o dia for intenso demais, descontamos nos “nossos momentos”.

Digamos que, nós seguimos ao pé da letra o conselho que diz: “Sexo é melhor para fazer as pazes”. E, eu confesso que eu adoro isto! Valerie já é uma loucura para mim de qualquer forma. Mas, devo dizer que ela “motivada” a descontar sua fúria em mim... Hum... Sem comentários!

Também, combinamos, evitar manifestações de afeto aqui dentro. Primeiro por causa da questão ética é claro. Segundo, para que as pessoas nunca confundam as coisas. Por isto ela ficou constrangida e preocupada quando a chamei de Baby aqui.

Assim, ela diz um pouco mais calma...

— Tudo bem. Mas, me aguarde lá em casa viu? Se prepare, Sr. Lazar.

Olho-a sorrindo e com o corpo já cheio de expectativa respondo...

— Já estou ansioso... – E olhando para os lados me certificando que não há ninguém por perto lhe digo ao ouvido... – É hoje, que vou ter minha “Diaba” particular, hum... Tomara que o dia passe rápido!

Ela me dá, um tapa no braço, porém, olha para mim como um molho de tomate, e diz...

— Estou falando sério, Henry! Toma jeito, Sr. Lazar.

— Preciso de você para me colocar na linha, “Anjo”.

Digo-lhe provocando-a.

— HENRY. – Ela diz ansiosa e preocupada morrendo de medo de alguém ouvir. – Quer saber? Até mais tarde, você hoje, está impossível.

Ela sai pisando firme, e eu fico rindo muito. Porém, me lembro de algo...

— Valerie? – Chamo-a sério, já agindo como colega de trabalho.

— Hum... – Ela diz e volta-se séria para mim já num tom profissional.

— Lembre-se que hoje eu tenho aquela reunião que eu te falei, e certamente, eu ficarei preso até às dezoito horas, nosso horário de saída. Tudo bem?

— Tudo bem, Henry, estou lembrando. Boa reunião para você! – Ela diz sincera, e já mais calma.

— Obrigado, uma boa tarde de trabalho para você também! Até mais tarde. – e digo agora só movendo os lábios... – Já estou com saudades e Amo Você!

Ela sorri derretida para mim, então, se aproxima e diz num sussurro...

— Você sabe que eu também amo você, não é?

— Ama? – Pergunto baixinho, provocando-lhe.

— Demais, lindo, demais mesmo! Eu te mostro mais tarde.

Ela diz já se virando para sair.

Eu fico ali, feliz ao extremo porque sou o cara mais sortudo do mundo! Porque sou um editor demasiadamente bem-sucedido, trabalho com o que gosto, eu tenho uma mulher linda, gostosa, talentosa, que quando preciso é um “Anjo”, mas, também quando quero, é uma “Diaba”. Trabalhamos juntos, portanto podemos passar o dia todo desfrutando da presença um do outro... Tem jeito de ficar melhor?

Posso dizer que tem, pois, exatamente hoje, eu poderei realizar o maior sonho da minha Baby: publicar o manuscrito de sua mãe!

Nem tenho como descrever a alegria que está em meu coração. A reunião que terei hoje à tarde é justamente para acertar os últimos detalhes.

E sabe a votação que Valerie foi contra e que eu e Peter votamos a favor? Era sobre isto, porém eu não a culpo, a pedido meu, ela não sabia. Ela saberá hoje num jantar surpresa que estou programando para ela, imagina onde? Isto mesmo, no Bistrô.

A votação era para saber se todos os editores eram a favor de que se escolhesse do remanescente de manuscritos que temos arquivados, dos últimos três anos, um para ser publicado em grande estilo. Vale lembrar que só ficam no arquivo os que realmente valem a pena. Portanto, são poucos. Valerie é contra, pois, acha injusto que seja somente um, o que todos nós também achamos.

Porém, ela não sabe que aquilo é uma tacada minha. Pois, como eu já sabia que, os projetos dos editores que foram para a final, no concurso passado, entrariam para este, eu tinha quase que certeza, que o manuscrito de sua mãe, era um grande candidato. E foi justamente esta informação que eu pedi que omitissem dela, pois, eu realmente queria uma surpresa!

O meu palpite estava certo, ele venceu, e já passou pelo processo de revisão, e ela nem sonha. E, eu, pessoalmente, participei de todo o crivo de análise. Mas, você deve estar se perguntando, mas, não deveria ser ela a fazer isto? E se de repente ela quiser mudar algo?

Eu pensei em tudo. Portanto, há alguns meses, eu venho sondando com ela sobre ele, e sobre o que ela alteraria se caso ele fosse para publicação. Assim, eu servi somente como, o seu porta-voz. E hoje no jantar, eu levarei a ela, a primeira impressão, que pedi que fizessem à parte, junto com a impressão teste. É minha surpresa especial para ela.

Devo dizer que, agora sou um homem quase completamente feliz. Pois, realmente este era um gesto, que eu não descansaria enquanto eu não realizasse. Publicar o projeto da minha Baby, realizar o seu sonho. Eu disse quase, pois, falta algo ainda para eu ser completamente feliz. Um filho da minha amada.

E hoje, pretendo lhe falar sobre isto, pois, combinamos que após dois anos de casados, passaríamos a parar de evitar. E já estamos com dois anos e quatro meses. Então, está na hora. Creio que não haverá resistência, visto que, ela quer muito ser mãe também, só resolvemos esperar, para nos curtirmos um pouco.

Tenho impressão que Spike que ficará com muito ciúme, pois, ele é o xodó de Valerie. E vai perder seu principado. Uma novidade, eu e Valerie vendemos os nossos apartamentos e com algumas economias, nós compramos uma linda e luxuosa casa. Já prevendo as crianças. Nós queremos dois ou três filhos. Spike está encantado com seu novo lar.

No fim do dia, após a reunião, de posse da primeira edição do livro de minha falecida sogra, saio da sala de reuniões da diretoria, e vou em direção ao escritório pegar a minha esposa para irmos para casa.

— Olá, Prudence, onde está Valerie?

Pergunto a secretária de Valerie.

— Ela saiu às 15:00 horas hoje, Sr. Lazar.

Aquilo foi uma surpresa para mim...

— Por quê? Aconteceu alguma coisa? Você sabe onde ela foi? – Prudence me olhava assustada, e só assim percebi que eu estava alterado pela preocupação e jogando uma enxurrada de perguntas de vez sobre ela. Então, eu disse... – Desculpe Prudence, eu fiquei preocupado.

— Tudo bem, senhor Lazar, eu entendo. Acontece que ela tinha uma consulta hoje às 16:00 horas, e precisava sair mais cedo.

Aquilo me alarmou mais, porém, respirei fundo para me acalmar e então perguntei a Prudence...

— Ela estava passando mal, Prudence? Por favor, me diga.

Prudence me olhou sem jeito, porém disse discretamente.

— Senhor, por favor, eu não tenho permissão para isto. Sabe como a Senhora Valerie é.

Porém, eu apelo, porque eu estava preocupado demais.

— Por favor, Prudence, eu estou pedindo agora, como o marido da Valerie e não como Sr. Lazar, colega de trabalho dela.

Prudence faz um olhar de súplica para mim. Então, entendo que eu não posso mais insistir.

— Obrigado, Prudence, desculpe.

Saio dali desesperado para casa, e assim que chego ao carro ligo para Valerie, para ser atendido por uma caixa postal. Ligo para casa, quem atende é a secretária eletrônica. Passo o percurso todo em desespero, ligando e ligando, e nada. Meu coração já estava apertado.

Assim que adentro os portões de nossa propriedade, vejo ao longe o carro de Valerie na garagem externa. Entro com o meu para garagem privativa, e em seguida guardo o dela.

Assim que entro pela sala de estar, visualizo seu celular no sofá. Pego. Confiro o visor, e vejo 20 ligações minhas, e descubro que está no vibra call. Pelo caminho vejo Rose na sala de jantar, já de saída, e digo-lhe...

— Ei, Rose, boa noite, aqui ainda? Você viu Valerie?

— Oi Sr. Lazar, eu estava adiantando algumas coisas, pois, estarei de folga amanhã. A última vez que vi Dona Valerie, ela estava na suíte, preparando-se para tomar um banho.

— Rose, me diga uma coisa. – Digo a ela baixinho e me aproximando, mostrando-lhe minha preocupação. – Ela está passando bem?

Rose chega mais perto e diz num sussurro para mim.

— Ela anda muito indisposta. Mais do que tem te mostrado, mas, não quer te preocupar. Pois, disse, que você estava às voltas de uma reunião, muito importante esta semana e tinha de estar com a cabeça tranquila. E hoje ela chegou bem cansadinha, mas muito feliz.

— Obrigado, Rose. Vá com Deus e boa folga!

— Obrigada, senhor, cuida dela, ela se mostra durona, mas, é bem frágil. Gosto dela, e muito.

— Eu sei, Rose, obrigado. Prometo que eu irei cuidar.

— Tchau, senhor.

— Até mais, Rose.

Subo em direção à nossa suíte. Chego, e ao abrir a porta constato que ela está no banheiro. Então, a chamo...

— Valerie?

Tento abrir a porta do banheiro e está trancada.

— Henry? Lindo, eu já estou saindo, estava no banho.

— Por que a porta está trancada, Baby?

Bem no momento em que pergunto, ela destranca e sai. Seus cabelos estão molhados e penteados, ela está vestida com o roupão. Continuo parado a olhando seriamente.

Eu estou preocupado, porém, muito aborrecido por todos saberem que ela não está bem e eu não. Sei que Valerie tenta me poupar das coisas quando sabe que estou em épocas de coisas importantes para resolver. No entanto, uma coisa é me poupar de preocupação, com a casa, o carro ou negócios, outra é com sua saúde.

Ela me olha apreensiva.

— Lindo, você está bravo comigo?

— Eu não vou mentir, Valerie, um pouco. Você não tem se sentido bem, eu sei, e tenho te cobrado marcar uma consulta. Porém, pelo que eu estou sabendo, você tem se sentido pior do que tem me mostrado, sou o último, a saber, disto. E, pela primeira vez, eu não pude participar de uma consulta sua. Você me deve explicações!

Ela sabia que a coisa é séria, pois em casa eu geralmente, chamo-a de Baby ou de “Anjo”. E quando a chamo pelo nome ela sabe que a coisa não está boa.

Ela me olha com carinho e diz...

— Não fique aborrecido comigo, lindo. Eu não queria preocupar você, porque eu sabia que esta semana você teria uma reunião importante. Eu tenho visto, o quanto você tem estado ansioso com ela. Foi só isto, eu quis te poupar, mas, se isto foi tão grave assim para você, mesmo sabendo que eu fiz na melhor das intenções, eu prometo que, eu não farei mais.

Ela me diz aproximando-se de mim e acariciando o meu rosto:

— Me perdoa, meu amor. Desconte a sua raiva em mim, eu deixo você me castigar, lindo. Mas, lembre-se que, hoje, eu também quero castigar você por ter me irritado tanto pela manhã.

Ela diz o final muito faceiramente para mim e sorrindo maliciosamente. Porém, mesmo já derretido por dentro e ansioso pelo que se seguiria eu não cedi fácil.

— Valerie, eu realmente estou chateado. Saúde é uma coisa séria, amor. Uma coisa é você me poupar de aborrecimentos com coisas aleatórias ou materiais, outra, é de você, do seu bem-estar. Se eu fizesse isto com você, como você se sentiria?

— Brava, é claro! – Ela diz.

— Então, você sabe como eu estou me sentindo!

Ela me olha com olhar triste e sincero.

— Me perdoa, embora você não concorde, realmente eu possuía um motivo. Eu prometo que eu não farei nunca mais.

Respiro fundo e digo-lhe:

— Nunca mais! – Eu fiz questão de enfatizar. — E o que a médica falou?

— Que eu estou bem, eu apenas irei fazer alguns exames.

Valerie me reponde sincera.

— Epa! Você fez os seus exames de rotina tem três meses, Valerie! Conta direito esta história.

Eu disse já preocupado...

— Henry, acalme-se, por favor. São exames complementares, que só são pedidos se necessário, como eu falei sobre o mal-estar, ela resolveu fazer. Mas, eu estou bem. Acredite!

— Tudo bem. Eu acredito. Só não faça mais isto.

Digo aproximando-me dela e beijando-a.

Ela afasta-se e diz.

— Banho, Sr. Lazar.

— Hum, Baby, vamos tomar banho depois mesmo...

— Sim, vamos, mas, eu estou tão cheirosa, lindo, eu mereço um maridinho cheiroso também, não acha? Quero você cheiroso, lindo!

Ela diz com puro dengo.

— Hum... Como resistir? Só que hoje, eu quero a minha “Diaba” Particular, o que me diz?

Pergunto-lhe já entrando de costas pela porta do banheiro.

— Toda sua!

Ela me diz, abrindo o roupão e evidenciando para mim, a sua lingerie vermelha, que pelo visto, é nova, pois, eu nunca a vi. Apenas aquele gesto dela já me deixa excitado, desesperado, de boca aberta e salivando. Porém, quando tento me aproximar, ela diz alto e firme...

— BANHO, HENRY!

— Ah, Baby!

Digo com pura manha...

— Nada disto, Sr. Lazar, eu estou prontinha aqui, apenas te esperando, e você está me deixando plantada aqui e cheia de desejo, isto não é justo!

Aquilo acende o meu corpo inteiro e digo...

— Está bem, eu já vou!

Entro em disparada no banheiro, e devo dizer, eu nunca tomei um banho tão rápido em toda minha vida. Só de imaginar Valerie, naquela sua lingerie nova, eu já estava totalmente excitado. Também, quem manda ter uma mulher linda e deliciosa daquela?

Saio, seco-me e ajeito os cabelos. Passo o perfume que ela mais gosta. O que eu usei no nosso primeiro e desastroso encontro, o Calvin Klein Be. Visto o roupão e abro a porta do banheiro.

Olho o quarto e nada.

Então chamo...

— Baby?

Assim que eu saio e chego próximo à nossa cama no centro do quarto, sou surpreendido por trás, com uma venda em meus olhos, um beijo e uma mordida em minha nuca, e já sei, a minha “Diaba Particular” estava em ação!

Meu corpo todo já respondia àquilo. Sinto todos os meus pelos eriçarem e calor me percorrer por inteiro.

Sinto quando ela me contorna e de frente para mim, abre a faixa do meu roupão. Toda aquela expectativa já estava me enlouquecendo...

Então, sinto o meu roupão abrir-se e ser deslizado pelos meus ombros e braços. E por fim, cair ao chão. Então Valerie diz:

— Já pronto pra mim, Sr. Lazar?

— Sim, sempre! Não sabe o quanto, Baby...

Ela aproxima-se me beijando e envolvendo meu pescoço com seus braços o que, levou-me, a envolver sua cintura com minhas mãos. E gememos os dois quando minha ereção a toca. Então, digo entre beijos...

— Quero ver você!

E ela responde-me entre beijos...

— Verá, porém, por enquanto... Sem os olhos... Somente com as mãos, me tocando... Com os lábios, me beijando... E sentindo o meu cheiro... Quero todos os seus sentidos e seus instintos, ampliados hoje, Sr. Lazar! Venha...

Intrigado com o seu desafio, digo:

— Ah Baby... Não me provoque!

Ouço-a sorrir com o que eu digo...

Sinto-a me conduzir para frente, enquanto voltamos a nos beijar desesperadamente. De repente, ela para, então, me vira e leva-me a sentar. E, pela a posição, textura e conforto, sei que eu estou na cama.

Então, ela posiciona-se em pé ainda, de frente para mim, entre as minhas pernas e volta a beijar os meus lábios com paixão explorando cada canto da minha boca, enquanto percorre, minha nuca, meus ombros e minhas costas com suas deliciosas mãos.

Quando quer me estimular mais, ela desliza as suas unhas arranhando-me com prazer e vontade. E eu começo a explorar cada canto do seu corpo onde minhas mãos alcançam. Ela geme quando eu aperto as suas coxas, seus quadris, sua cintura e grita em meus lábios quando eu tomo posse dos seus seios.

Ela desce seus beijos pelo meu queixo e pescoço e começa a percorrer todo meu corpo com beijos intensos e molhados enquanto, me perco beijando e acariciando agora, os seus cabelos.

Quando já estou ofegante, ela volta aos meus lábios, beija-me vorazmente e diz...

— Vou deixar você me olhar apenas um pouquinho, porque eu quero fazer uma coisa.

Assim que ela retirou a minha venda, notei que Valerie me olhava de forma selvagem. Ela estava linda, naquela lingerie vermelha, que contrastava com sua pele alva e os seus olhos verdes!

O calor que já percorria o meu corpo, tornou-se maior e ainda mais intenso, quando ela tocou todo o seu corpo para mim, com sensualidade, finalizando com a retirada de sua lingerie.

Meu coração parecia que iria explodir no peito e a minha respiração estava totalmente alterada.

Então, ela aproxima-se num andar sedutor e novamente posiciona-se de frente para mim, de pé e entre minhas pernas. Ela cola o seu corpo ao meu.

Estremeço violentamente quando sinto os bicos dos seus seios já enrijecidos me tocarem, por que a imagem que apareceu em minha mente, deixou-me alucinado de desejo.

É incrível como a privação sensorial realmente nos deixa extremamente mais instintivo... instintivamente envolvo a sua cintura com selvageria colando-a mais a mim, para aumentar aquele contato. E antes de voltar aos meus lábios ela diz...

— Só uma coisa. – Ela volta a me vendar, e diz-me... – Sou toda sua agora, Sr. Lazar. – Ela diz com uma voz provocante mordendo o lóbulo de minha orelha.

Naquele momento, eu não pensei em mais nada, e, sim, eu me entreguei aos instintos, ao amor, e à paixão que eu sinto por aquela mulher. Minha mulher, minha Baby, meu “Anjo” e aqui, fazendo amor comigo, minha “Diaba”. Valerie a cada dia me ensina a amá-la mais, pois, ela se revela a cada contato mais e mais para mim, me fazendo um homem, realizado!

Enquanto devoro os seus lábios com toda a fome que me preenche, percorro o seu belo corpo, com as minhas mãos explorando cada centímetro sem pressa e com deleite. Ela geme pra mim, e ora me acaricia ou me arranha, evidenciando o quanto está entregue àquele momento tão nosso.

Quando o ar nos falta, percorro o seu pescoço com beijos e mordidas, até encontrar os seus ombros. Ela estremece, quando eu beijo e mordo aquela região, enquanto afasto-a um pouco e agora tomo posse, dos seus seios novamente com as minhas mãos, fazendo carícias torturantes e enlouquecedoras do jeito que ela gosta.

Volto a beijar os seus lábios apaixonadamente. Valerie corresponde arranhando a minha nuca e mordendo os meus lábios quando intensifico minhas carícias em seus seios, com as mãos.

Aquilo explode ondas de eletricidade pura em mim, levando-me a descer meus lábios à procura dos seus seios, e, simultaneamente sento-a em meu colo levando-a a envolver minha cintura com suas pernas. Gememos juntos quando nossas intimidades se tocam...

Percorro cada centímetro de seus seios com vontade, e ela grita em meus cabelos quando sugo um de seus mamilos com intensidade...

— HEN...RY...

Ela estremece quando repito o processo no outro finalizando com uma leve mordida.

Sei que eu a estou enlouquecendo, pois, ela pressiona a minha cabeça contra os seus seios evidenciando que quer mais. Então, prossigo com mais, intercalando os seios.

Surpreendo-a quando em meio a isto, afasto-a um pouco, e subo as minhas mãos por suas coxas. Porém, à direita, eu deslizo pela parte interna até encontrar sua virilha. Levando-a gemer com mais vigor, pois, tem de se concentrar agora nos dois pontos em que a estimulo com intensidade, seus seios e sua intimidade.

Ela arranha minhas costas com força quando deslizo dois dedos em sua entrada, depois, morde o meu ombro abafando um grito, quando inicio morosos movimentos de vai e vem em seu interior. Aquilo me enche de prazer, pois, saber o quanto eu a excito, excita-me muito mais.

Abandono os seus seios e volto aos seus lábios para abafar os gemidos que estão cada vez mais altos e profundos. Porém, sou surpreendido quando de repente, ela segura a minha mão que a provoca, e abandona os meus lábios.

Aquilo me deixa curioso e alerta, pois, suas reações e respiração me evidenciavam que ela estava quase chegando ao êxtase.

Fico perplexo quando sem aviso ela empurra-me deitando-me na cama. Todo meu corpo reage em expectativa... e, o calor em meu baixo ventre aumenta em demasia.

Meu estado de alerta é total, apurando todos os meus outros sentidos, já que estou sendo privado da visão.

E é impressionante o quanto este simples fato me torna ainda mais instintivo, pois, agarro os lençóis com violência quando a sinto estimular o meu membro, com movimentos de vai e vem, torturantes, com suas mãos.

Tudo fica mais intenso ainda, quando ela para, e a sinto agora mover-se sobre a cama, posicionando-se sobre mim, com as mãos espalmadas em meu peito e com uma perna de cada lado do meu quadril. E lentamente ela desliza-se sobre meu membro com delicadeza me desorientando.

Por instinto, minhas mãos se fecham sobre sua cintura e sem aviso começo a conduzi-la sobre mim. E assim, que ela entra em sincronia com o meu ritmo, Valerie aumenta ainda mais os seus movimentos se chocando comigo a cada deslizar sobre mim.

A esta altura tenho uma mão em sua cintura a conduzindo, e a outra estimulando seus seios, levando nós dois, a gemer, gritar e falar coisas desconexas quando a intensidade das sensações é grandiosa demais.

Tudo o que sei, é que ali, com ela, naquele misto de sensações e reações incandescentes, estou no meu “Paraíso Particular” e ela mais uma vez, cumpre a sua promessa de que ela seria o meu “Anjo” sempre. Mas, quando eu precisasse, principalmente nestes “nossos momentos” ela seria a minha “Diaba”. E realmente o fogo dessa mulher a quem eu amo insanamente, me incendeia por inteiro.

Mais uma vez fico surpreso, quando ela retira a minha venda, se aproximando para olhar em meus olhos.

Naquele instante, eu sou capturado por aquelas, imensidões verdes, agora tão escuras de desejo, que me encaram. Ela reúne forças e diz olhando-me com admiração e profundidade:

— Amo você, Henry!

Capturo os seus lábios. E a força daquelas palavras faz-me intensificar absurdamente os movimentos conduzindo-a agora em meu ritmo. Levando-nos a gritar o nome um do outro em meio aos nossos beijos. Então, mais uma vez solto meus lábios dos seus e com uma mão acaricio seu rosto e digo:

— Também amo muito você, Baby... Meu “Anjo”... Minha Valerie!

Ela sorri para mim e voltamos a nos beijar e num impulso saio de dentro dela e inverto nossas posições, rapidamente me posicionando entre suas pernas, preenchendo-a num ímpeto novamente.

Só que agora, com uma mão, mantenho o meu peso, e com a outra, seguro seus braços sobre sua cabeça, vendo-a enlouquecer e se contorcer de vontade de me tocar quando as sensações se ampliam demais.

Continuamos um longo tempo neste misto de provocações mútuas dos nossos corpos, concentrando-nos no mar de sensações maravilhosas que vamos desfrutando a cada investida minha em seu interior. É prazeroso demais experimentar cada momento deste com ela. É um “Paraíso” real pra mim.

Toda a nossa concentração, está voltada ao prazer que proporcionamos um ao outro. Pois, esta, é simplesmente, mais uma forma de evidenciarmos o quanto nos amamos.

Permanecemos assim, até que ela diz...

— Henry...

Então, eu solto as suas mãos no mesmo instante em que eu sinto o seu corpo começar a estremecer sob mim, e, ela agarra-se as minhas costas me arranhando pelas sensações arrebatadoras que a percorre, fazendo-me gemer alto.

Simultaneamente, sinto o calor se concentrar em meu baixo ventre e o meu membro latejar mostrando-me que chegaremos ao clímax juntos.

No mesmo instante em que ela grita o meu nome me abraçando com força, eu grito o seu derramando-me nela. Porém, continuo os movimentos de vai e vem prolongando aquela tortura nos dois...

Por fim, depois de um tempo olho suas imensidões verdes, que já estão quase totalmente translúcidas de novo, e, digo-lhe:

— Obrigado por mais uma vez me levar ao “Paraíso”, Baby, amo você!

Ela dá um sorriso deslumbrante para mim e diz!...

— Obrigada, você, por querer me fazer seu “Anjo”, mesmo depois de tudo, Henry. Também amo você!

Passo um tempo assim, porém sem deixar que o peso do meu corpo a incomode. Lentamente, beijo todo seu rosto, e finalizo roçando e beijando, sua testa e seus lábios...

Quando nossos corações estão mais calmos e estamos mais recuperados, saio de dentro dela e deito-me de barriga para cima, puxando-a para o meu peito. Ela tem um olhar sedutor para mim e eu a pergunto...

— O que é?

— Quero mais... – Dou um sorriso a ela, e puxo-a mais para cima beijando seus lábios. Então, eu digo...

— Também quero, Baby, muito. Porém, agora precisamos ir, amor, pois, eu tenho uma surpresa para você!

— Hum, sério? Que bom, então somos dois, pois, eu também tenho uma surpresa para você!

Aquilo me deixou curioso...

Levantamo-nos e tomamos banho. Devo dizer que, banho juntos, hum... Já viu, não é? Não dá para ser tão rápido... Ainda mais, com os dois ainda cheios de desejo...

***

Estou de frente ao Bistrô, e Valerie está de olhos fechados, conforme eu a pedi.

Assim que eu paro o carro digo...

— Baby, continue assim, eu vou conduzi-la, tudo bem?

— Sim, lindo...

Saio do carro, com o livro, dou a volta e a ajudo a descer. Valerie não sabe, mas, o dia em que eu fiz a reserva aqui eu pedi que preparassem um momento muito especial para nós, com direito a serenata na mesa, flores e tudo mais.

Ela está lindíssima, em um longo vestido vermelho que eu lhe dei em seu aniversário.

Assim que eu entrego as chaves ao manobrista, conduzo-a até a porta de entrada do restaurante, e então, digo-lhe...

— Espere aqui, Baby, e só abra os olhos quando eu pedir.

Rapidamente vou até a recepção e entrego o livro a eles conforme o combinado e já peço para adiantar o meu pedido que foi anotado com antecedência.

Volto a ela e percebo que ela tem uma pequena bolsa na mão e pergunto...

— Quer deixar isto no carro, Baby?

— Não, lindo, é o seu presente, ou, quer dizer, parte dele.

Aquilo me deixa muito curioso, o que seria um presente que tem uma parte em uma caixinha? E onde estaria a outra parte?

— Tudo bem, vamos.

Quando a viro de frente e estamos para entrar na porta do Bistrô, digo...

— Pode abrir os olhos, Valerie.

Ela o faz, e instantaneamente, eles se enchem de lágrimas, creio eu que se lembrando... Confesso que os meus também se encheram, pela emoção.

— Henry, que coisa linda, foi aqui...

— Sim, foi aqui...

Entramos e o maître nos acompanha até a nossa mesa privativa.

Assim que ficamos sós, eu digo...

— Foi aqui, meu amor, que tudo começou. Que eu descobri que a minha Baby era você e que eu também descobri que queria lutar para conquistar você. E a partir daí, decidi ensiná-la a me amar pelo que eu sou de verdade. Obrigado por ter me permitido isto, Valerie, pois graças a você, eu sou o homem mais feliz deste mundo, amor! E hoje, eu trouxe você aqui, por um motivo muito especial. Lembra-se de que um dia eu te prometi, que se houvesse alguma oportunidade de realizar o seu sonho, eu o faria?

— Sim... Claro que eu me lembro, Henry. – Ela me diz emocionada.

— Pois é, Deus me deu mais esta graça. Eu lutei tanto pelo novo projeto da empresa, Valerie, porque eu sabia que havia uma chance de realizar o seu sonho...

E neste momento faço sinal ao maître que pede aos músicos que se aproximem, e um deles entrega a Valerie o livro...

E eles começam a tocar...

(MÚSICA AQUI — TRADUÇÃO AO FINAL)

Quando Valerie se dá conta do que tem nas mãos, ela não se contém e começa a chorar incessantemente e a soluçar, tamanha é a sua emoção. E fica difícil para eu me conter, pois, eu sei o quanto aquilo significa para ela. Então, agora também chorando, digo-lhe.

— Valerie, desde o dia que eu soube o quanto você sofreu para alcançar este sonho, e que eu fui o motivo de não o ter conseguido, eu nunca mais descansei. Todos os dias, eu pedia a Deus que me desse uma oportunidade de algum dia realizá-lo para você. Então, quando eu resolvi divergir de você naquela votação, Baby, é porque, eu já sabia, que o projeto dos editores, que foram para as finais estava no meio das classificações. E no fundo do meu coração eu sabia que o manuscrito de sua mãe possuía toda a chance de ganhar. Esta é a primeira tiragem, feita juntamente com a prova, e é por isto que eu tenho te enchido de perguntas exaustivamente sobre as mudanças dele. E também, esta reunião que eu estava tão apreensivo hoje, era para entrega desta tiragem. Então, hoje, eu posso lhe dizer, meu “Anjo”, que da mesma forma que eu retirei o seu sonho de suas mãos, eu volto a colocá-lo. Porém, agora realizado. E é o mínimo que eu posso fazer por alguém que me faz tão feliz.

Ela não aguentando, levanta-se deixando o livro e a embalagem com meu presente na mesa e vem até mim, fico de frente para ela para recebê-la entre minhas pernas e em meio às lágrimas nos beijamos apaixonadamente.

Quando estamos sem ar, e nos afastamos percebo o maître fazer-me um sinal perguntando se eu quero que ele retire os músicos para nos dar privacidade e eu aceno que sim. Agradeço-lhes e assim que saem, digo a Valerie...

— Amo você, Baby!

Ela ainda chora muito, e puxa o fôlego para falar. Sento-a em meu colo, porque temos esta privacidade nesta ala, e, a observo intensamente enquanto ela se acalma.

Ela respira mais algumas vezes e diz...

— Obrigada, lindo! Eu nunca esperava, Henry... Eu estou tão feliz... Desculpe por tanto choro... – Ela diz ainda soluçando.

— Desculpar por que, amor? Você está emocionada... Eu também estou, e como não ficar? É tocante mesmo...

Ela não me deixa prosseguir...

— É... Mas, a Dra. disse que eu vou ficar assim agora, mais chorona, mais sensível, mais brava... – Ela disse olhando para mim e aquilo me assustou...

— Valerie, você disse para mim que estava tudo bem... Você está doente, Baby?

Eu já estava desesperado com esta possibilidade e o meu coração estava apertado no peito... Ela percebe o meu alarme e diz...

— Acalme-se...

Então, ela vai até a caixinha que ela diz ser parte do meu presente e me entrega. Porém, eu estou tão angustiado com a possibilidade dela estar doente que lhe digo...

— “Anjo”, eu quero o meu presente, mas, eu quero demais saber o que você tem, amor!

Ela me olha com carinho dá um sorriso, me deixando confuso e irritado, pois, eu estou muito aflito por seu estado de saúde, e ela rindo de mim. Então, ela diz...

— Antes que você fique enfezadinho, lindo, por favor, abra...

Rendido então, eu começo a abrir. Mas, paro no meio do caminho e pergunto...

— Onde está à outra parte, Baby?

Ela sorri e diz...

— Já vou lhe mostrar, Henry, abre logo, amor!

Ela me diz sorrindo. Ela estava ansiosa, para que eu visse logo o seu presente.

Termino de tirar da embalagem uma caixinha quadrada, branca e toda ornamentada de estrelinhas e luas amarelas e verdes clarinhas.

Acho estranho aquilo, pois tenho a impressão que a embalagem é tão infantil, para ser um presente para mim. Mas, ainda assim, continuo abrindo. E a cada movimento meu, a respiração de Valerie se altera, creio eu, que é pela expectativa.

Então, eu percebo o quanto é importante para ela eu gostar daquele presente.

Quando eu termino de desfazer o laço e abro a tampa...

Em um milhão de anos, em ocasião nenhuma, nada, nunca me preparou para o que eu veria dentro daquela caixinha. Eu estava chocado, engasgado, abobalhado e feliz demais da conta com o que eu via.

Enfiei meu dedo indicador e polegar ali dentro formando uma pinça para pegar aquele minúsculo par de sapatinhos brancos. Tão pequenos, mas, tão lindos e com um significado tão grande.

Eu nem percebo quando as lágrimas começam a correr. Deixo a caixinha na mesa e agora tenho aquele par de sapatos pequeninos na palma de uma de minhas mãos... Valerie agora pega a outra livre e leva-a até seu ventre e diz...

— Aqui está à outra parte do seu presente, Papai! Amo você, Henry!

Naquele momento sou tomado de uma alegria tão grande, mas tão grande, que começo a chorar como uma criança, abraçado a minha mulher. Nunca podia imaginar que no mesmo dia, estaríamos os dois, realizando os maiores sonhos de nossas vidas.

Envolvo-a em meus braços e beijo-a novamente com vontade, expressando-lhe todo meu amor naquele beijo. Ela retribui-me com a mesma proporção e quando afasto de seus lábios, vou ao seu ventre e beijo a sua barriga e digo...

— Papai já ama você, Bebê!

Valerie dá uma risada gostosa e emocionada. E eu digo-lhe...

— Obrigado, meu amor! Quando naquele dia no Central Park, você perguntou se eu te queria como o meu “Anjo”, e se eu queria que você transformasse minha vida num “Paraíso”, e eu disse que sim, que eu queria. Eu nunca imaginei que meu “Paraíso” com você fosse tão grande, Baby! Você me faz feliz demais, Valerie, demais.

Ela beija-me mais uma vez, é um beijo calmo e suave... E eu pergunto-lhe...

— Mas, amor, como isto? E a pílula?

Ela sorri e me diz...

— Bem, como já havíamos combinado que pararíamos depois de dois anos, assim que o fizemos, eu resolvi parar. Foi por isto que fiz todos aqueles exames há três meses, lindo, para saber se estava tudo bem para eu poder engravidar. E graças a Deus, estava. E também foi por isto que assim que fizemos dois anos eu fiquei sondando sutilmente com você, eu queria muito te fazer uma surpresa, porém, eu não queria fazer algo que você ainda não quisesse, principalmente se tratando de um filho, Henry.

Beijo os seus lábios com carinho e digo-lhe...

— Obrigado, você não poderia ter me dado um presente melhor!

Então, ela toma o livro de sobre a mesa, e acaricia a capa e o título em alto relevo:

Do “Inferno” ao “Paraíso”.

— Parece até que ela sabia tudo o que iríamos viver sem nem te conhecer.

Valerie diz referindo-se a sua mãe.

Sorri para ela, e mais uma vez selei os seus lábios, pois, era verdade.

A obra de minha sogra referia-se a pessoas solitárias, que em meio a uma sucessão de eventos milagrosos de Deus, e, das formas mais inusitadas, encontram sua outra metade perdida em algum lugar.

E muitas delas, com experiências como a minha e de Valerie, onde no meio de um caos, ou de uma situação onde suas vidas estão um verdadeiro “Inferno”. De uma forma mais milagrosa ainda, coisas acontecem que as une, e elas ascendem do “Inferno” ao verdadeiro “Paraíso”.

Então, a minha mulher diz...

— Sabe, Henry, hoje eu vejo claramente, que ter perdido aquele concurso para você, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida, amor. Pois, se isto não houvesse acontecido, eu nunca poderia experimentar por mim mesma, da experiência a que minha mãe escreveu. Então, eu te agradeço três vezes. Por ter me ensinado que, às vezes, é necessário perder primeiro, para ganhar muito mais lá na frente. Por ter realizado o meu sonho de uma forma muito melhor do que o que eu imaginava, e por último, por me dar este bebê, que é a maior prova do nosso amor.

Com lágrimas nos olhos, eu digo-lhe...

— Obrigado a você, faria tudo de novo porque amo você!

Naquele instante, nos perdemos nos braços um do outro deliciando-nos no nosso momento em meio a um beijo maravilhoso.

E devo dizer que estou em pleno êxtase.

Bem, mas, isto não deve ser novidade, não é? Pois, é assim que vivem aqueles que desfrutam do “Paraíso”. E é o que eu estou fazendo, desfrutando de cada pedacinho, a cada dia, do meu “Paraíso particular”, junto a Valerie, a minha Baby que se tornou o meu “Anjo”.

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Fim!

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MÚSICA TRADUÇÃO DA LETRA:

Theme from love story (where do i begin) glen campbell.

Por onde devo começar,
para contar a história de como um grande amor pode ser?
A história de amor doce que é mais velho do que o mar.
A simples verdade sobre o amor que ela traz para mim.
onde eu começo?

Com seu primeiro Olá!
Ela deu um significado a este meu mundo vazio.
Nunca seria um outro amor, outra vez.
Ela entrou na minha vida e fez a boa vida.
Enche meu coração. . .

Ela enche meu coração com coisas muito especiais,
com canções de anjos, com imaginações selvagens.
Ela enche minha alma com tanto amor,
que em qualquer lugar que eu vá, eu nunca estou sozinho.
Com ela por perto, quem poderia estar sozinho?
eu alcanço sua mão, ele está sempre lá. . .

Quanto tempo irá durar?
amor pode ser medido pelo número de horas em um dia?
não tenho respostas agora, mas uma coisa eu posso dizer,
eu sei que vou precisar dela "até todas as estrelas queimar
e ela vai estar lá . . .
Ela vai estar lá. . .

Notas finais
E aí Pessoas o que Acharam? Mereço Reviews e Recomendações? Gratidão e até mais! ESPERO QUE TENHAM GOSTADO! Fiquem com Deus!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!