Do I Wanna Know? - Percalia
3 O jogo do Apocalipse
Notas iniciais

Pov Thalia
Depois de me arrumar, entrou uma mulher no quarto e me tacou duas mochilas, com cadernos e apostias. Quando Percy sai do banheiro taco uma das mochilas nele, e saímos para a aula.
– Qual a sua primeira aula?- ele me pergunta.
– Filosofia e a sua?
– Filosofia também.
– Legal, vou passar mais tempo com você- disse com ironia, ele ri um pouco.
– Se não fosse por mim, você teria ficado acordada a noite toda, e serio você acha mesmo que demônios existem?
– Ninguém nunca viu para dizer que não existe- dou de ombros.
Chagando na sala, me sento na última carteira, Percy senta ao meu lado. Assim que entramos os alunos param de conversar na hora, e fixam seus olhos em mim, parece que nunca tinham visto ninguém com sobretudo até os pés.
– O que foi? Agora virei atração? Vão arrumar o que fazer!- grito para a sala, todos ficam quietos, mas voltam a conversar logo em seguida.
– O que foi isso?- Percy me pergunta.
– Uma patada- respondo abrindo um livro de demônios e espíritos.
– Para de ler isso, vai ficar me perturbando de noite que não consegue dormir.
O professor chega na sala, com uma pequena caixa de madeira na mão.
– Hoje tenho um jogo para fazer com vocês...Olha alunos novos. Vem cá e se apresentem para a sala.
Me levanto bufando e Percy se levante logo em seguida. A sala meio que para quando eu caminho até o professor.
– Thalia Grace
– Percy Jackson
– Ei Nico, arrumamos uma emo para você- diz um garoto loiro de alhos verdes sentado na primeira fileira, Vou até a sua carteira, segurando seu pescoço, dou um soco em sua cara- Ai retardada!- acerto outro soco nele.
Thalia!- grita Percy, me tirando de cima do garoto que já estava sangrando- Não mate o garoto.
– Percy não se mete.
– Grace!- grita o professor, e eu paro de bater no garoto.
Volto pra minha carteira, e Percy para a dele.
– Ei Nico, acho que ela já tem namorada- provoca o garoto de novo.
– Agora esse filho da mãe vai ver- tiro meu bracelete e atiro contra a parede, onde passa muito perto da cabeça do garoto- Olha aqui garoto- grito chegando perto dele- Eu só não te mato porque a policia está no meu pé, então cala a boca e agradeça por estar vivo.
– Precisava disso?- pergunta Percy correndo para tirar o bracelete da parede. Se o professor visse que eu tentei matar um aluno, eu estria ferrada.
– Eu não iria mata-lo apenas feri-lo gravemente.
– Hahaha, tá bom Dobby volta para a sua carteira.
– Não, Dobby é um elfo livre- digo imitando a voz do personagem.
– Grace e Jackson sentem em seus lugares agora.
Volto para a minha carteira e Percy para a dele.
– Classe- começa o professor- o jogo é o seguinte, vocês tirem um papel da caixa, nele vai estar escrita uma profissão- o professor passa de carteira em carteira, e cada um retira um papel, até que ele chega em minha carteira.
– " A vida é uma droga, e você morre, alguma pergunta?" ele lê minha camiseta- pego um papel minha profissão é Médico, ok eu odeio medicina mas vou ser uma médica.
– Por favor não revele para ninguém a profissão- diz o professor passando pela carteira de Percy, ele enfia a mão dentro da caixa e pega um papel.
Depois de todos pegarem o papel, o professor começa o jogo.
– Vamos supor que estamos num apocalipse, vocês são 30 alunos, existe um abrigo, feito por mim, mas só caberão 15 pessoas, vocês terão que decidir que é precioso o bastante para ficar dentro do abrigo, esse abrigo tem comida, camas, água o suficiente para um ano, vocês podem repartir entre vocês a comida se quiserem colocar todos dentro, mas não sei como farão isso com o ôxigenio. Percy qual a sua profissão?
– Parteiro.
– Você, parteiro?- digo dando risada.
– O que acham, depois do mundo acabar, vocês terão que se reproduzirem para a vida humana continuar a existir, precisam de um parteiro- diz o professor.
Todos concordam.
– Jackson, pode se sentar aqui- A sala foi repartida em dois, 15 carteiras de um lado e 15 do outro, Percy se senta do lado que iria viver.
– Qual sua profissão Grace?- pergunta o professor.
– Médica.
– Uma médica seria útil,vai haver muitos feridos- mudo me sento ao lado de Percy, o professor continua perguntando para todos os alunos e suas profissões.
– Annabeth. Qual sua profissão?
– Engenheira- a garota de olhos cinzentos e cabelos louros responde, ela se senta ao lado de Percy.
– Nico, profissão.
– Eletricista.
Ele também se senta no lado que irá sobreviver. Mas não vai achando que só tem empregos assim dentro da caixa não, também havia: Pipoqueiro, Sorveteiro, lixeiro, leitora de vinhos, e por ai vai.
– Agora que já separamos a sala, o grupo que irá sobreviver. Vocês tem que correr para o abrigo.
– Mas e você?- pergunta uma garota de cabelos negros e olhos mel.
– Eu sou o curinga, sou o único que sabe o código de saída.
– E onde é esse abrigo?- pergunta o garoto que encrencou comigo hoje.
– Você acha que eu fiz um abrigo de verdade? Isso é filosofia, é para vocês pensarem filosoficamente. Mais uma pergunta: Tem 5 pessoas amarradas num trilho de trem, você não conhece as pessoas. Numa outra linha, tem sua namorada ou namorado, um trem se aproxima, quem você sacrificaria?
– Que droga de pergunta é essa?- diz Percy.
– Filosofia, meu jovem- professor responde.
– Acho que todos pensaram igual, para mais pessoas sobreviverem, devem morrer outra, eu mudaria o curso do trem e mataria minha namorada.
– Nossa, bom saber disso- diz Annabeth, quer dizer, acho que era esse o nome da garota.
– Agora supomos, que vocês não conhecem nem uma das 6 pessoas amarradas no trilho, mas tem um amigo seu bem gordo, com peso o suficiente para descarrilhar o trem. Vocês o atirariam na frente do trem para salvar as 6 pessoas amarradas no trilho?
Ninguém responde. Amei esse professor, ele tem um jeito legal de ensinar filosofia.
– Acho que vocês atirariam o amigo gordo. Para salvar pessoas requer sacrificio de outras.
– Se a Grace estivesse entre os amarrados no trilho, eu não empurraria o gordo- diz o garoto que encrencou comigo.
– Você está pedindo para morrer né garoto, saiba muito bem que eu posso te atirar dessa janela.
– Calma Thalia, não vire a órfã- diz Percy, eu dou de ombros.
O sinal bate, e vamos para o intervalo.
– Nossa, que aula legal- digo a Percy, enquanto caminhamos pelo corredor.
– É, você não tem cara de médica- ele diz, eu dou risada.
– Você também não tem cara de parteiro- começamos a rir, igual a uns retardados.
Vou até meu armário, e deixo o sobretudo dentro, Percy fica me esperando.
– Porque você tirou o sobretudo?- ele pergunta.
– Você não faz ideia de como essa roupa esquenta, eu estava morrendo de calor- respondo a ele.
– Sua blusa é legal.
– Valeu- agradeço.
– Vamos almoçar?
– Ok- respondo, fechando o armário.
Fale com o autor