Do Céu Ao Inferno

2 Do inferno ao céu


Notas iniciais
estou empolgada AHAHAH dei uma editadinha nesse capitulo hoje (16/01/13) .
Espero que gostem ^~

Eu estava na casa dele para fazer o trabalho de filosofia, e por algum motivo ele estava sem camiseta. Acho que queria exibir aquele corpo maravilhoso pras meninas que iam chegar. Ele sentou do meu lado colocando umas folhas em cima da mesa de centro, e quando eu estava distraida lendo o titulo "Musica regionais" eu senti a mão dele passando na minha perna. Aquilo me deixou completamente arrepiada, e ele percebeu, sorriu com a minha reação.

–Desde o começo eu senti que você era minha — ele foi soltando essas palavras enquanto começava a me beijar.


Foi um beijo quente, ele me puxava cada vez mais pra perto, foi quando ele abriu o zíper da minha calça. EU ABRI OS MEUS OLHOS e...

Me deparei com o teto rosa do meu quarto, que decepcionante, foi só um sonho.


A pergunta é, "PORQUE EU SONHEI ISSO?". Olhei pro relógio e ja estava atrasada, eu nao ia ter tempo de fazer minha maquiagem. Iria ridicula pra escola, mas eu não tinha qe me importar com isso.

MELANIE, ACORDA! Você é só mais uma garota comum, que ele vai conquistar e esnobar. Hoje então, eu iria esnobá-lo.


Cheguei na escola praticamente com a cara fechada, não estava afim de fazer amizades hoje, só queria ficar quieta no meu canto.


–MEEEEEEEEEEEEL! — A voz dele me causou um calafrio, e não consegui deixar de lembrar do meu sonho, do beijo dele... — MEEEEEEEEEEEEEEEL EU TO FALANDO COM VOCÊ CABAÇA!

– Cala boca garoto! — Respondi com a maior estupidez possível. Quem era ele pra me ignorar e depois me chamar de mel como se eu fosse a pessoa que ele mais amasse no mundo ? AMAR? porque estou pensando nisso agora?

– Ui, ta de tpm? — ele fez um beiçinho imitando a minha cara de "bunda".

Eu simplesmente não tinha resposta pra essa pergunta sem ser estúpida com ele de novo, e ele estava sendo tao legal comigo, então só bufei e revirei meus olhos. — Ontem me imterromperam, mas não pense que esta livre de mim.

– Do que você ta falando ? — Oque ele estava dizendo? Ele fala como se ele me quisesse, como se eu fosse algo que ele quer conquistar. Eu estou imaginando coisas. Como alguém como ele ia querer uma simples garota como eu?

Ele riu.

Eu senti a mão dele na minha cintura, ele me puxou pra perto dele. Foi questão de um piscar, e os lábios dele estavam encostando nos meus, eu estremeci. E ele riu.

Abri os meus olhos, ele estava rindo.

– Você esta louquinha pra me beijar, AHAHAHAHAHAHAH! — Ele estava rindo da minha cara. E eu não estava gostando nada daquilo.

Eu empurrei ele, e sai andando em direção as escadas.

Senti meu braço sendo puxado.

–Mel, não fique brava docinho...

– Cala boca, e solta meu braço. — Eu queria virar e socar a cara dele, porque ele estava debochando de uma coisa tao simples, e dai se eu quisesse beijar ele?

– Pensei que tinha curado o seu mau humor...

– Não curou, você piorou ele! E quem disse que eu queria te beijar? Qualquer um que fizesse aquilo comigo, teria me causado a mesma reação. — Eu queria sumir, sair dali logo.

– E qual o problema de você querer me beijar? Eu também queria te beijar.

EU CONGELEI.

A expressão do Lucas ficou séria de repente, como se ele tivesse sendo realmente sincero. Mas eu tinha prometido pra mim mesma antes da mudança, que não cairia em sorrisos bonitos, ele estava me iludindo. Eu era só mais uma pra ele "pegar".

– Ficou tao quietinha porque mel?

– Porque eu nunca que vou querer beijar você. — Porque eu estava dizendo isso?!?! Eu não queria falar isso, eu queria agarrar e beijar ele. Mas, eu não podia me iludir. Era a coisa certa a dizer...

–Você, ainda vai me implorar pra te beijar. — Ele deu um sorriso maquiavélico.

– É oque veremos.

E então ele soltou a minha mão, indo de encontro a uma garota, que acabou se jogando em cima dele. BISCATE!

Subi as escadas sem olhar pra trás, eu estava realmente brava. Estava brava comigo mesma, por me deixar abalar daquele jeito. Mas a sensação da boca dele na minha, mesmo que tenham só encostado, era como se eu fosse do inferno ao céu em um segundo. Me fez esquecer tudo.

Depois desse dia, eu resolvi ignorá-lo da mesma forma que ele fez comigo no dia que fingiu nem querer saber o meu nome. Fazia de tudo pra ele não chegar perto de mim, e tentava o máximo não cruzar com ele.
As semanas foram passando, e sempre que me chamava eu fingia não ouvir. Ou simplesmente saía andando como se nada tivesse acontecido. Meu plano estava dando certo, até que o professor de biologia passou um trabalho em dupla, e o destino me ferrou.

- Vai me ignorar agora? — Ele perguntou com a ironia em seu olhar.

- Só vou falar com você sobre o trabalho. — Garoto abusado.

-Você me magoou. — Eu gelei.
Comecei a falar sobre o trabalho. E percebi a tristeza em seu olhar.
Terminamos o trabalho, e as horas demoraram séculos pra passar, mas finalmente o sinal bateu. Dessa vez eu já tinha me preparado 5 minutos antes, meu material estava todo guardado. Saí correndo, pra evitar encontros desagradaveis, e quando percebi já estava no portão da escola. Sem sinal do dito cujo. Isso me desapontou, ele não veio atrás de mim. Já era de se esperar, eu era apenas um divertimento.

Senti uma gota de chuva cair no meu rosto, e limpei com a manga da minha blusa.

Eu não queria mais me apressar pra ir embora, eu queria ver ele, saber oque ele faria ao me ver. Mas foi aí que a chuva ficou mais forte, e o vento batendo me fazia sentir um frio inexplicável. Fiquei ali parada assim mesmo.


– Ta me esperando princesa? — Ele sussurrou na minha orelha, me fazendo sentir o seu calor.

– CLARO QUE NÃO IDIOTA! Eu só estava com calor, e queria tomar um pouco de chuva, acho isso divertido. — Eu estava morrendo de frio.

– Para de ser mentirosa, esta um frio do cacete! Mas já que quer tomar chuva, vamos tomar chuvas juntos. — Ele jogou sua bolsa no chão e puxou o meu braço, me fazendo derrubar minha mochila também.

Eu tentei escapar, mas os braços dele eram grandes e fortes de mais pra eu conseguir me soltar.

E quando eu dei por mim, estavamos enxarcados.

Ele colocou o meu cabelo molhado pra trás da minha orelha, e passou a mão no meu rosto, olhando nos meus olhos.

A chuva tinha parado.

E do nada ele agachou, tirando uma blusa da mochila.

– Toma! Não quero ninguém doente amanha. — Sua mão estava esticada para mim.

–E você?

– Eu ja to acostumado. Só me traga amanha, porque é a minha blusa preferida. — Cansado de esperar com o braço esticado, ele jogou a blusa na minha cara e saiu andando.


Coloquei a blusa, e estava tão quentinha. Tinha um cheiro tão bom, que eu queria senti-lo pra sempre. Fui pra casa com os pensamentos flutuantes.


Entrei em casa, com um sorriso anormal.

O meu celular tocou, e eu corri pra atender, deveria ser a minha mãe.

– Alô ?

– Só to te ligando pra você não esquecer da minha blusa amanha, ela é realmente a minha perferida. — ERA ELE! Deve ter anotado o meu número quando eu passei no dia da reunião do grupo de filosofia.

– Ta, não vou esquecer. Só isso ?

– E também , porque eu não te dei tchau,pessoas que não dao tchau são mal educadas.

– Tchau

– Tchau mel.


Desliguei a chamada, com cara de idiota.

Eu realmente não sabia demonstrar meus sentimentos. Eu sou uma estúpida.

E assim, eu fui dormir, do céu ao inferno.


Notas finais
Geeeente, vocês estao gostando? tem alguma ideia? Comentem please ^~ Obg, beeijinhos s2