DmC 5: Stairway To My Heaven

2 Primeira Noite: Eu gosto assim, meio Bruto.


Notas iniciais
Fui corrompida e devassada.
E não nego; gostei.
Quero mais dessas tentações... Mas com uma condição.

Eu tremia.

Parecia uma vara de bambu verde. Petrificada, prendi minhas mãos entre minhas pernas, lutando contra aquela tremedeira toda. Sentia meu coração subir goela acima todas as vezes em que ele acariciava e apertava minha coxa; que aflição! E o sorriso maldoso, cheio de expectativas dele estava me dando calafrios constantes. Acreditei que seria estuprada essa noite... Que jeito de perder a virgindade.

Dante sempre esperava poder olhar nos meus olhos, mas eu não tinha psicológico suficiente para sustentar um olhar dele. Meu pânico estava num grau tão alto que podia jurar que até uma partícula de poeira me dava sustos. Isso por que estávamos a caminho da casa dele; havíamos pegado um táxi cujo motorista já parecia ser um velho conhecido.

Passado os quinze minutos mais longos da minha vida, chegamos na parte sul do píer, onde ficava o velho parque de diversões e a famosa roda gigante luminosa. Dante desceu primeiro, estendendo a mão gentilmente pra mim:

- Chegamos, bonitinha...

- Você mora... No parque do píer?

- Não, nada a ver. –e me disse, apontando numa direção bem específica- Moro logo ali.

Acompanhei com o olhar onde o dedo de Dante apontou, e vi um trailer estacionado bem na beirada do píer. Assim que me distraí com a indicação, Dante pegou na minha mão, para logo em seguida enlaçar minha cintura, me puxado agilmente para fora do táxi. Fiquei a pouquíssimos centímetros dos lábios dele.

- Bem vinda ao meu trailer, bonitinha.

Ele estava tentando me beijar. Tentei me afastar, mas perdi o debate mais uma vez e apenas virei meu rosto; eu não tinha força nem resistência pra lutar. Com um olhar desconfiado, mas sempre mantendo aquele odioso –porém charmoso- sorriso cheio de malícia, ele apenas me soltou e me guiou até a porta, abrindo-a de um jeito abrupto. Eu não soube perceber se foi deboche ou realmente gentileza, mas ele fez uma mesura, convidando-me a entrar. Temerosa, agarrei minha bolsa e adentrei o local com toda cautela. Assim que sumi na escuridão daquele lugar, ele fechou a porta atrás de si. Eu não enxergava um palmo diante do nariz.

- Seria bom se tivesse alguma luz... Não to a fim de pagar mico tropeçando por aqui!

- Olha só que safadinha... Gosta de fazer com a luz acesa?

- Ei, como é que é? – me virei, mas não tinha noção pra onde.

- Hahaha! Calma bonitinha, to brincando... Também gosto de luz acesa, mas eu respeito um bom escurinho. As sensações duplicam quando se está na escuridão...

Não tive nem como reagir direito. Apenas me senti sendo agarrada lentamente por trás, enquanto os lábios dele passeavam pelo meu pescoço, ombros e nuca. Sua respiração fervente e ofegante parecia queimar minha pele, ainda mais com o hálito de álcool. Aquelas carícias estavam me desarmando de um jeito impressionante, e acabei deixando escapar um gemido pra lá de pornográfico. Isso o deixou ainda mais empolgado:

- Nossa... Tá gostando, é?

- Não é isso, eu... – Sem que eu pudesse concluir qualquer sentença, ele atacou de novo, me fazendo gemer ainda mais alto. Estava ficando impossível não reagir a cada apertão, a cada carícia.

- Não adianta se justificar... Teu corpo te desmente.

E novamente, num movimento ágil, Dante me virou, me agarrou pela cintura e me beijou.

Intenso, provocante, venenosamente bom demais. Era um beijo entorpecente; os lábios dele exploravam os meus sem o menor pudor, e alternava desde o beijo mais suave e gentil até o mais agressivo e canibal, com direito a enlouquecedoras mordidinhas nos lábios e chupadas na minha língua. Sentir todo aquele corpo firme, trabalhado em músculos e suas mãos inquietas e fortes me apertando e se impondo me despertou um instinto pervertido que jamais havia conhecido por pura falta de experiência, obviamente. Empolgada e tomada de desejo, me atrevi a tentar tirar o casaco e a regata dele, mas seu tronco largo me causou dificuldade, e acabei fazendo movimentos desajeitados. Ele instintivamente me ajudou a tirar a própria roupa, mas não deixou de me beijar um segundo sequer. Parecíamos grudados pela boca!

Assim que se viu livre da regata, reparei no quanto ele era sarado. Tenho de confessar, senti o meu rosto ferver de ver um homem sem camisa... Dei-lhe leves arranhões, mordisquei e lambi. Ele estava adorando, e fazia cara de surpresa pra todas as coisas que eu fazia. E enquanto eu buscava um meio de manter a sanidade, Dante foi me guiando passo a passo na direção onde ficava a cama dele. Eu já nem tinha mais condições pra lutar contra aquele fogo todo; mesmo não me sentindo preparada pra ter minha primeira vez – ainda mais com um completo estranho-, no fundo eu tinha a leve certeza de que deveria ser daquela maneira torta, devassada, sem hipocrisias ou arrependimentos. Dante seria meu adorável predador, e eu seria sua voluntariosa presa. O chão era meu limite.

Assim que alcançamos a cama, Dante me empurrou e caí de cara no colchão, ficando de quatro com o traseiro empinado. Senti o peso daquele corpo todo em cima de mim; me beijando, me mordiscando, me apertando com uma gana indescritível. Os apertões que ele dava no meu traseiro e nas minhas coxas me faziam pirar e gemer, como se fosse um instigador natural, uma pegada prazerosa. Mas aquele preparativo todo só me iludia pro que estava por vir, e o que viria estava latejando no meio das pernas de Dante.

Como nunca vi antes um homem alterado, pra mim ele era duro feito pedra e enorme; grande o bastante para que eu sentisse escapar algo pelo cós da calça. É, pois é: ou ele era um “dotadão” ou não vestia cuecas... Me fiz crer na segunda opção, era menos acovardante.

Comecei a perceber a pressa nas suas atitudes. Sua gana em tentar desabotoar minha calça jeans estava lhe causando dificuldades. Vendo-se vencido, ele deu um rosnado impaciente e arrebentou os fechos e o zíper, arregaçando minha calça novinha, e deixando-a prostrada nos meus tornozelos. Vislumbrar meu traseiro completamente exposto o deixou enlouquecido.

- Putz, mas que bunda linda! – ele disse, extasiado. – É certeza que vou te pegar de quatro!

- O-obrigada... Eu acho...!

Apenas continuei a sentir sua língua e seus lábios passearem pelo meu corpo, somando os apertões nos meus quadris e as maravilhosas massagens que ele dava nos meus seios. Minhas pernas pareciam fracas, minha voz tinha mudado de tom. Eu rolava os olhos todas as vezes em que ele beijava meu pescoço e minha nuca. Minha pele arrepiava e meu corpo tremia. Minha boca deixava escapar os mais lascivos gemidos, eu estava entregue aos seus mais terríveis caprichos...

E de repente, eu ouvi o zíper da calça dele: tava chegando a hora.

Me bateu um misto de pânico com expectativa; minha mente gritava e esperneava, mas meu corpo não me obedecia. Eu queria o Dante dentro de mim, não importava de que maneira fosse. E essa urgência brigava com a minha consciência, que já não andava bem:

- E-espera!

- Que foi, bonitinha? Quer mudar de posição?

- Na verdade, preciso te confessar uma coisinha. É bem pequenininha, não vai levar meio minuto...

-Ok, seja breve e serei todo ouvidos.

Quando me virei para olha-lo, me deparei com a nudez de Dante. Perdi o fôlego, meu rosto ferveu. Notei que eu havia começado a titubear e gaguejar; estava impressionada. Como um negócio daquele tamanho entrava numa mulher?!? E mais, como aquilo podia dar prazer em alguém?!? Minha cabeça ficou vazia. Meu raciocínio tava embaralhado, e minha confissão sumiu em meio a um zilhão de palavras e exclamações não ditas.

- E então? O que você quer me confessar?

- Heim...? Hã! Ah... É... – era ridículo o quanto eu gaguejava. -... É que, não me leve a mal, mas... Mas ainda sou virgem...

- Como é que é? Virgem?

Acenei com a cabeça em afirmação. Os olhos cinza azulados dele arregalaram sob a fraca luz do abajur de uma forma ilegível, e uma forçosa tentativa de não ficar boquiaberto estava transparecendo na sua face. Eu estava ansiosa pela sua réplica, mas temia ser expulsa por ser inexperiente. Fiquei em silencio, esperando. Depois de muito olhar para os lados e pro teto, ele finalmente resolveu se pronunciar:

- Então quer dizer que... Você é virgem? Nunca trepou na vida até hoje?

- ... Sim.

- E isso significa que você não sabe nada, e ia dar pra mim assim de boa?

- ... Pois é.

- Puta merda... – ele coçou a nuca, expressando estar surpreso. – Que responsa do caralho, arrebentar o selo de uma novinha!

- Isso... É algum problema pra você? – eu já estava pensando no pior, comecei a me encolher.

Ele me encarou de uma forma incisiva, profunda. Por um segundo me senti acuada com um olhar tão inquisidor, dominante e cruel. Mas tomei um susto; ele avançou sobre mim como um leão faminto, e me beijava e me apertava com mais vontade que antes. Dante arrancou o resto de roupa que estava em mim e levantou minhas pernas, além de também arreganhá-las. Dei um gemido escandaloso: ele havia me lambido lentamente, como se quisesse que cada centímetro da sua língua me pegasse por inteiro. Vendo que eu tinha enterrado as unhas no colchão, ele olhou pra mim de um jeito pervertido, esfomeado e doentio. E entre um beijinho arrepiante nas minhas coxas, ele disse:

- Comer uma virgem é uma puta responsa, mas é a melhor coisa do universo. Além do que, vai ser uma delícia, com todo esse espacinho apertadinho implorando pelo meu pau... Ah, que maravilha!!! – E numa mudança súbita de comportamento, ele arrematou: — Pode deixar que eu serei bastante carinhoso... Mas eu gosto assim, meio bruto...

Mal deu tempo de perguntar. Ele segurou meus quadris, e apenas fui sentindo algo duro feito rocha me penetrando aos poucos, forçando sua passagem entre as minhas pernas. Uma onda de choque explodiu em todo meu corpo e encurvei, tomada por uma ardência seguida de uma lancinada de dor. Dei um grito em forma de gemido, o que fez Dante parar pra me acalmar:

- Opa, mals aí... –disse ele, com um ar preocupado. –Tá doendo tanto assim?

-Eu... Tô bem... – resmunguei, ainda tentando recobrar meu fôlego. –É que... To meio tensa...

- Ah, então relaxa, bonitinha. – ele sorriu e beijou minha testa. – Assim você curte a trepada melhor...

Respirei fundo e larguei mão da tensão que blindava meu corpo. Foi como se fosse uma password pra coisa toda começar; ele havia finalmente entrado. Eu não sentia mais toda aquela dureza que eu acreditava que fosse me machucar; era como se estivéssemos perfeitamente conectados com todo conforto e prazer que aquela relação fosse nos dar. A expressão de prazer que Dante deixou escapar era quase de um princípio de desmaio; senti q os braços dele tremiam loucamente.

- Ah, como mulher apertadinha é uma delícia!!! – sibilou Dante, entre um gemido delirante. – Nem sei se aguento me mover direito sem gozar logo!

-Então por que não tenta? –eu já mostrava sinais de que iria enlouquecer se nada acontecesse.

Foi o que bastava pra acendê-lo. Dante transfigurou, saindo dos deliriosos gemidos para uma feição bruta, maligna, com um brilho cintilante nos olhos. Ele lentamente percorreu meus braços com os dedos, e assim que alcançou meus pulsos, agarrou-os com uma ferocidade que doeu um bocado. Eu estava presa, e tentei me debater pra ver se não era somente uma brincadeira. Realmente ele estava disposto a violar toda minha inocência, e do pior modo possível...

- Você tem certeza...? – ele sussurrou, com um sorriso tenebroso nos lábios.

- Estou disposta a sacrificar minha integridade... – respondi, com um sorriso desafiador nos lábios. – Já que estou aqui; desistir tá meio impossível...

Nem deu tempo de esboçar algo mais.

Ele deu a primeira enfiada forte. Mais do que forte; um verdadeiro estupro. Meus gemidos estavam altos, descontrolados, meu corpo enfraquecia e minha pele arrepiava. Meus quadris começavam a doer. A cada estocada ele parecia querer ir mais forte, mais fundo. Cheguei a suspeitar se ele já estava alcançando a porta do meu útero... Eu ficava sem ar quando ele ia com tudo. Sentia que iria morrer ali, tamanha era sua brutalidade.

Eu tinha que me defender, senão iria sucumbir. Assim que ele soltou meus pulsos, enterrei minhas unhas nas suas costas, e o puxei pra perto de mim pelos cabelos. Sua expressão de prazerosa surpresa me fez sorrir, mas de um modo totalmente perverso:

- Olha só... A virgenzinha virou uma vagabunda!

- Não me chame de vagabunda, seu cavalo... – me surpreendi com meu tom ameaçador de falar! – Sinta-se honrado de ter sido meu primeiro; tirou a sorte grande!

- Ah, é...? – ele sentiu-se desafiado, péssima idéia. – Então esse cavalão aqui vai te mostrar como se fode de verdade!!!

Ele me enlaçou pela cintura e me ergueu da cama, e acabamos sentados um sobre o outro. Fiquei surpresa de ver com quão facilidade ele tinha pra me carregar, eu parecia papel pra ele! E ainda meio ofegante, ele levantou-se, comigo ainda em seu colo e conectados, e me encostou rudemente na parede do trailer. Bati a nuca e as costas, mas ignorei a dor. E após uma lambida provocante em meus lábios, ele recomeçou o prazeroso estupro voluntário, e desta vez ele parecia gostar ainda mais. Era um misto de sensações absurdas, mas extremamente gostosas, e a maior delas era de ver o prazer estampado na face de Dante. Me sentia desejada, cobiçada, possuída, devorada. Um pecado atrás do outro, sem interrupções ou intervalos.

De repente, ele começou a ficar mais ofegante, e os apertões nas minhas pernas e peitos estavam mais fortes. Senti ele começar a latejar dentro de mim, e os gemidos de Dante pareciam ficar cada vez mais altos.

Aquilo foi me atiçando de um modo tão forte que meu coração acelerou de repente, meu corpo começou a me desobedecer e a ter várias ondas de choques correndo por cada espacinho. E como se ele quisesse me atravessar, a última estocada veio muito profunda, seguida de um jato fervente. Senti como se minha alma quisesse me abandonar:

- Caralho... Gozei forte pacas... – resmungou, em meio a um tomada de fôlego.

- Que bom saber...! Adorei também...

- Espero que você esteja livre amanhã...

- Por que diz isso? – expressei dúvida, meu instinto gritava problema.

- Por que vou querer de novo.

Aquele sorriso satisfeito na cara dele era apenas o começo do que eu chamaria de “encrenca dos infernos”.

Notas finais
Ai Dante...! Deu um trabalhão formular esse capítulo, pois minha vida tá numa fase meio caótica; então eu tive de "ordenhar" meu cérebro em busca de idéias legais. Mas enfim, espero não estar tão mal da inspiração pro próximo capítulo! :D