Diários de uma vida sem esperança
2 Capítulo 2 Vamos ver no que vai dar
Notas iniciais
Eu saio correndo da saída da escola e vejo que enquanto corro as pessoas ao meu redor estão rindo de mim, será que já chegou ao nível da metade da escola já saber do boato?Ou pior, que provas são essas que a Santana tem pra comprovar que eu sou gay?Quando eu vi um grupo conversando na praça e percebi que tinham o uniforme do time de torcida corri até lá e perguntei pela Santana e elas me contaram que ela estava no vestiário de uma loja ao lado da praça, e fizeram uma piadinha “você pode entrar se quiser, porque já sabemos que você gosta da mesma coisa que nós gostamos e no caso não é de garotas”.
Aquela piadinha que elas fizeram acabou comigo não por saberem, mas sim, do jeito que me trataram, eu sou gay e é uma DROGA ser eu. Por que eu tive que nascer assim? Fiquei tão triste naquele momento que não tive coragem de ir conversar com a Santana, então eu fui pra casa e lá eu chorei muito, pois eu não sabia como chegar à escola e saber que mais da metade ou senão a escola toda saberia que eu sou gay.
Quando foi de tardinha quase a noite chega meu pai em casa, e como vem todo o dia, bêbado, muito, muito, muito bêbado, e eu faço o jantar e como de costume ele me trata mal, com muita arrogância e com palavras de baixo calão, mas como eu acostumei eu nem ligo mais, simplesmente não ouço.
De repente o telefone toca e acho estranho porque já é tarde, eu iria atender, mas nessa noite meu pai resolveu atender.
– Como assim? – meu pai me pergunta furioso depois de jogar o telefone no chão.
– Como assim o que?Calma o senhor está muito nervoso é melhor o senhor se sentar.
– Como você pode ser gay?
Naquele momento que ele perguntou simplesmente meu coração parou, não tinha o que fazer, não tive reação, ele simplesmente perguntou o que eu queria que ele nunca perguntasse.
– Então me responde? – Deu pra perceber pela voz dele a decepção e a raiva ao mesmo tempo, isso me deixou muito triste.
– Calma pai quem ligou pra você?
– Isso não importa!-Nesse momento percebi que não podia mais esconder do meu pai, eu já tenho 16 anos está na hora de contar a verdade pra ele.
– Pai, é verdade, e eu sou gay. – Quando eu falei isso eu vi uma coisa eu nunca tinha visto que era meu pai chorando e muito, e o pior a raiva dele se tornou uma fúria muito grande e quando eu fui vê meu pai estava em cima de mim e me batendo, aquele foi o momento mais horrível do mundo pra mim, ele estava me batendo por eu ser gay.
Depois desses acontecimentos todos, eu não tinha a pessoa mais importante e única da minha vida me aceitando do jeito que eu sou, admito chorei muito nesse dia, que no dia seguinte fiquei com um olho inchado porque meu pai deu um murro nele e outro de tanto eu chorar acabou ficando inchado também.
Assim, que eu acordo e vejo o estrago do dia anterior, penso pra mim mesmo “hoje é seu dia nada irá o estragá-lo, isso aconteceu ontem não deixarei acontecer de novo, Santana conseguiu o que queria ter um rival e esse é Kurt Hummel “.Chegando na escola percebo que todos estão me olhando estranho, não ligo, eles já faziam isso antes, agora eles tem um “motivo”, graças a senhorita perfeitamente lésbica Santana Lopez.
– Kurt, o que aconteceu com você? – pergunta Mercedes quase chorando não sei por que, mas ela estava.
– Não é nada não.
– Não me parece nada, seu pai te bateu ontem né?
– Não de jeito nenhum por que ele faria isso?
– Não sei, me responde o por quê?
– Você me conhece mesmo, até me dá raiva. – Eu levo a Mercedes para um canto e conto toda a verdade que aconteceu ontem, no meu dia “MARAVILHOSO”.
– Como seu pai pode? Olha o seu estado nunca te vi assim, você sempre vem lindo, bem vestido e hoje o seus hematomas deixaram marcas muito feias no seu rosto. Ai meu Deus Kurt. – Ela me abraça tão forte que eu não aguento, começo a chorar. – Não fica assim amigo vai dar tudo certo.
–Claro que vai dar porcelana. – Diz Santana da forma que ela mais gosta, sendo sarcástica. – Como foi seu dia? Deve ter sido horrível, eu tive uma noticia estranha de você ser gay, isso é verdade? E como está seu pai? Ele não fez isso em você, né?Porque seu fosse ele, faria pior. – Nesse momento a vontade foi de dar uns bons murros na Santana, mas a minha única reação foi colocar ela na parede.
– Agora é minha vez de falar...
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