Diários da semideusa
3 Capítulo 3
Notas iniciais
P.O.V. Bianca
Tudo aquilo estava realmente estranho. No fundo, eu já sabia que Dr. Streppe era um monstro... Mas não literalmente!
Depois que a garota assustadora atacou o vice-diretor eu achei que ia ficar tudo bem, mas estava enganada. Sua mão se transformou em uma pata laranja e quase que a garota já era. Ele lançou mísseis em sua direção que bateram no escudo amedrontador, mas mesmo assim ela acabou caindo.
Então um garoto do Westover começou a tocar flauta... Começou a tocar flauta! Todo mundo quase morrendo e ele tocando uma droga de flauta! Porém cordas grossas de ervas daninhas brotaram do chão, inferno, ou sei-lá-de-onde e se prenderam nas pernas do Dr. Streppe, imobilizando-o.
E foi então que ele começou a se transformar. Quem visse seu rosto diria que ele é uma pessoa normal, mas seu corpo era de um imenso leão.
— Uma mantícora — uma garota disse atrás de mim disse e eu levei um susto, já que não tinha vista ela.
— Quem são vocês? O que é aquilo? — perguntei, assustada.
— Uma mantícora? — Nico finalmente deu sinal de vida — ele tem três mil pontos de ataque e mais cinco para lançamentos!
Eu sabia do que ele estava falando. Estava falando daquele jogo bobo que ele é viciado. Mas é só um jogo...
— Abaixem-se — a garota que me deu um susto gritou, empurrando a mim e o Nico na neve.
Vários espinhos foram lançados e eu estaria morta se não fosse o empurrão.
— Rendam-se — gritou Dr. Streppe ou Manti-alguma-coisa.
— Nunca — a garota do escudo gritou de volta.
Dr. Streppe deu um golpe com o rabo na garota, que caiu no chão.
— Não — disse Percy que estava calado a muito tempo.
— Agora percebem que não há esperança? — o monstro perguntou, sorrindo vitorioso — rendam-se, pequenos heróis.
Então uma corneta de caça tocou e Dr. Streppe parou.
— Não. Não pode ser... — ele disse mas não pôde terminar pois foi atingido por uma flecha prateada no ombro. – Malditos sejam! — ele gritou, cambaleando.
Ele atirou espinhos e mais flechas vieram como resposta. E então umas doze garotas saíram da mata. Garotas de no máximo 14 anos.
— As caçadoras — A garota loira gritou.
— Ah, maravilha. — sua amiga resmungou.
Então uma das garotas disse:
— Permissão para matar, minha senhora?
— Não é justo! Interferência direta! É contra as leis antigas! — Dr. Streppe protestou.
— Não mesmo — outra garota respondeu. Ela devia ter a minha idade, mas parecia ser mais madura que um adulto! — a caça de todas as bestas selvagens está no meu âmbito. E você, criatura abominável, é uma besta selvagem — ouvir isso saindo de uma menininha soava tão estranho e difícil de levar a sério — Zoe, permissão concedida.
— Se não posso tê-los vivos, então os terei mortos — Streppe rugiu e me arrepiei de medo. Eu definitivamente não queria morrer naquele momento.
— Não — a loira gritou.
— Pra trás meio-sangue! Sai da linha de tiro! — a tal Zoe ordenou. Mas a loira não obedeceu e pulou em cima do monstro.
— Fogo! — Zoe gritou.
— Não! — eu gritei. Não podia deixar elas fazerem isso, a menina não ia sobreviver.
Elas fingiram que não me ouviram e atiraram. Por incrível que pareça, a garota não foi acertada nenhuma vez. Porém, o monstro caiu do penhasco, junto com a mesma.
— Annabeth — Percy gritou como se estivesse sentindo muita dor e por um segundo, mesmo sem entender, eu tive inveja da garota.
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