Diários Do Vampiro - Entardecer
11 Cartas na mesa
Notas iniciais
finalmente o momento que tanto esperávamos, Bonnie enfim vai descobrir o que realmente aconteceu...
qual sera a reação dela, só lendo para ver.
espero que gostem
bejinhos
obrigada pelos reviews.
PVO Bonnie
No dia seguinte me acordei em um sobressalto. Dia dos Fundadores. Essa data me veio à mente.
- Meu Deus, é hoje! – Dei um pulo da cama e vi que eram 7horas (parece cedo, mas não era, visto que a festa começava 11 horas em ponto- todos achavam essa pontualidade uma qualidade do prefeito, mas eu não, isso era um defeito para mim, já que eu sempre chagava atrasada) – E eu ainda tenho que terminar meus cabelos.
Corri para o banheiro e fiz minha higiene pessoal, voltei para o quarto, indo direto para o guarda roupa pegando a primeira peça de roupa que eu tinha avistado, no qual era um short jeans não tão curto, mas tampouco grande e uma regata rosa. Depois engoli literalmente meu café da manha. Normalmente tudo isso levaria mais ou menos, quase duas horas, mas hoje bati meu recorde, fiz tudo isso em menos de 45 minutos. Sai de casa e fui em direção a casa de Elena terminar meu penteado.
Jenna abriu a porta para mim me permitindo entrar.
- Bom dia. Pensei que não viria mais. – Jenna disse sorrindo.
- Desculpe a demora. Transito, sabe. – Menti.
- Transito, sei. – É parece que ela não acreditou muito na minha mentira, não.
- Elena já acordou?
- Sim. Esta com Meredith no quarto. – Ela disse fechando a porta atrás de mim.
- Faz tempo que Meredith chegou?
- Não muito. – Assim que ela respondeu, eu já fui subindo as escadas, quando ela pegou meu braço e disse. – Não mesmo, você não vai escapar de mim. Não vai fazer como Meredith. Primeiro os cabelos depois você se encontra com as meninas.
Ah que droga – Pensei.
PDV Meredith.
- Bom dia Meredith. Chegou cedo. – Olhei meu relógio e vi que eram sete horas da manhã. Normalmente não viria esse horário, mas Elena havia me ligado as quatro da madrugada me intimando a comparecer a sua casa assim que o sol raiasse. Bom deu pra ver que sete horas na é o tão cedo que Elena gostaria, mas eu não conseguia me acordar com o nascer do sol.
- Bom dia Jenna. Desculpe vir tão cedo, mas é que eu queria fazer os cabelos logo.
- O que é isso Meredith, não precisa pedir desculpas. Entre e vamos fazer seus cabelos.
- Elena já acordou? – Perguntei assim que entrei.
- Eu não sei, mas vou v... – Jenna foi interrompida por Elena descendo as escadas correndo e me puxando.
- Que demora em! – Falou puxando um de meus braços.
- Mas Meredith, e seus cabelos. – Jenna gritou lá em baixo.
- Ah tia Jenna, depois você faz. – Elena respondeu.
- O que ouve? – Perguntei assim que entramos no quarto dela.
- Senta ai. – Ela apontou para o tapete de florzinha que ficava no chão do quarto. – Eu não sei mais o que fazer. Bonnie esta me jogando uma chuva de perguntas sobre Damon e eu, muitas vezes não sei como escapar. Ontem ela me perguntou o porquê de eu nunca ter mencionado que eu tinha um cunhado. Eu estou vendo a hora ela descobrir tudo.
- E isso não é bom? Quero dizer, Bonnie descobrir tudo isso, não é bom?
- Seria, se ela tivesse pedido para ser lembrada ser por acaso ele estivesse vivo.
- Isso é um problema.
- E se quando ela descobrir ela ficar com raiva por não termos a impedido.
- Mas Elena, ela não vai ficar com raiva. Temos que lembrar que o motivo por ela ter pedido isso foi pela dor que estava sentindo com a morte dele, mas ele esta vivo, então não há motivo para ela ficar com raiva. Na verdade eu acho que ela ficaria agradecida se ajudássemos.
De repente ouvimos um barulho atrás da porta do quarto. Quando nos viramos era ela, Bonnie. Ela estava com uma linda e delicada trança grega nos cabelos que ficava ainda mais lindo com seus cabelos ligeiramente cacheados e ruivos.
Ela nos olhava com uma cara de horror, parecia que ia desmaiar.
PVD Bonnie
Assim que Jenna terminou meu penteado, que por sinal eu achei muito lindo, fui ao encontro das meninas. Quando cheguei à porta de Elena pude ouvir que estavam conversando e o que me parecia era que não queriam que ninguém a escutassem porque estavam cochichando, mas mesmo assim ouvi perfeitamente bem.
- E isso não é bom? Quero dizer, Bonnie descobrir tudo isso, não é bom? – Quis saber Meredith. Descobrir o que? – Pensei.
- Seria, se ela tivesse pedido para ser lembrada ser por acaso ele estivesse vivo. – Eu não estava entendendo nada, mas elas não iriam sair dali até me explicarem tudinho.
- Isso é um problema. – Ouvi Meredith.
- E se quando ela descobrir ficar com raiva por não termos a impedido.
- Mas Elena, ela não vai ficar com raiva. Temos que lembrar que o motivo por ela ter pedido isso foi pela dor que estava sentindo com a morte dele, mas ele esta vivo, então não há motivo para ela ficar com raiva. Na verdade eu acho que ela ficaria agradecida se ajudássemos.
- Droga. – Murmurei. Elas pararam de falar quando tropecei em algum brinquedo da irmã de Elena.
- Bonnie? – Meredith olhou pra mim. – Você esta bem? Parece que vai desmaiar. – Na verdade eu estava quase desmaiando com toda aquela conversa, mas não iria perder tempo com isso, preferia interroga-las.
- Estou bem sim. Do que estavam falando?
- Como assim. – Elena estava nervosa.
- Sei que estavam falando de mim.
- De onde tirou uma coisa dessas? – Elena ria histericamente.
Bufei.
- Pensam que sou idiota? Eu ouvi falarem de mim. E o que é isso, que morreu? O que eu deveria lembrar? – Joguei todas as minhas duvidas. Elas estavam escondendo algo de mim isso eu já sabia desde Virginia, mas dessa vez eu não iria deixar passar.
- Bonnie, nós... É que... Bom... – Elena não sabia por onde começar.
- Elena, eu acho que não dá mais para esconder isso dela. – Disse Meredith.
- Esconder o que? – Eu estava ficando sem nenhuma paciência.
- Bonnie, uma vez você me disse que estava sentindo algo como um vazio dentro do peito, uma saudade sem motivo algum e que até chegou a pensar que fosse uma premonição? Lembra? – Disse Meredith.
- Lembro sim, mas o que isso tem há ver?
- Isso não era uma premonição. Na verdade isso foi um flashback do que realmente aconteceu.
- Não estou entendendo.
- Bonnie, Damon morreu. – Meredith falou como se fosse uma coisa natural.
- O que? – se eu tivesse bebendo algo teria me engasgado. Quando ela falou isso me fez lembrar automaticamente do pesadelo que tive. Damon morrendo.
- Quer dizer, pensávamos que ele havia morrido, mas na verdade não morreu, não sabemos como, mas não morreu.
- Meredith, deixa isso comigo. – Interrompeu Elena.
- Existem muitas coisas que você vivenciou e não se lembra, mas isso acontece porque você pediu a Stefan para fazer você esquecer. – Elena continuou. – Antes de tudo, você acredita em vampiros?
- É claro que não. Não tentem mudar de assunto.
- Não estou mudando de assunto. E sabe por quê? Porque vampiros existem sim, assim com lobisomens, demônios raposas, fantasmas, anjos e bruxas. E você viu tudo isso e pelo que Stefan falou você até se apaixonou por um vampiro.
- Vocês estão ficando loucas.
- Cala a boca e deixa a gente explicar. Você não queria saber, então pronto, escute. – Me assustei com o tom da voz de Meredith.
- Bonnie, uma prova da existência de vampiros é Stefan e Damon. – Isso não podia esta acontecendo. – Uma presença de lobisomem: Tyler. Uma caçadora de vampiros e lobisomens: A nossa Meredith. – Nessa hora eu já estava morrendo de chorar. Uma pessoa que virou vampiro, morreu, virou anjo e depois voltou a ser humana: Eu, Elena. Bonnie, nosso mundo não é o que parece. Ele é muito mais do que qualquer coisa.
A medida que Elena ia falando eu automaticamente ia me lembrando. TUDO. Eu estava me lembrando de tudo.
- Você pediu pro Stefan tirar tanto o sofrimento que estava sentido pela morte de Damon como para esquecer de tudo sobrenatural que um dia você já viu e ele fez, mas por algum motivo você estava se lembrando. – Elena e Meredith estavam chorando tanto quanto eu.
- Gente, eu acho que me lembrei.
- Lembrou?
- Sim. Damon morreu no Mundo Subterrâneo. E que eu fui com ele para a Dimensão das Trevas. E tinha Lady Ulna e a filhinha dela. Meu Deus. – Eu estava quase em choque. Damon está vivo.
- Bonnie, você se lembrou. – Elas me abraçaram.
- Obrigada. – Sussurrei para elas no meio do abraço.
- Eu não disse que ela agradeceria. – Falou Meredith chorando e brincando com Elena. Como eu as amava.
[...]
A festa estava um arraso. O prefeito dessa vez havia se superado. Tudo aconteceu na casa dele e da primeira dama, estava toda enfeitada de flores. Todo mundo da cidade estava presente na festa.
- Elena, acho melhor você se juntar com as outras concorrentes. – A primeira dama se dirigiu a Elena que por sua vez estava comigo e Meredith.
- Tudo bem, já estou indo. Meninas me desejem sorte.
- Boa sorte.
- Vai lá e acaba com a vaca da Caroline. – falei.
- Farei o possível. – Elena se foi.
- Bonnie, se importa se eu sequestrar Meredith por algumas horas? – Matt falou aparecendo ao lado de Meredith.
- De forma alguma.
Muita gente estava na festa, mas mesmo assim me sentia completamente sozinha até que o vi sentado em uma cadeira, pensativo, com um copo de whisky na mão. Damon estava lindo com um terno preto. Eu simplesmente poderia ir ali e contar a ele que eu havia me lembrado de tudo, mas não faria isso por dois motivos:
1°- eu estava com muita raiva dele, não tinha esquecido que ele foi rude comigo quando estávamos vindo pra cidade. (na verdade eu não estava com raiva dele, era impossível isso acontecer).
2°- não falar significa que posso conhecê-lo de outra forma. E teria uma vantagem sobre ele.
- Bom dia. – Parece que ele não havia percebido minha presença.
- Bom dia. Vejo que voltou a ser ruiva. – como ele é lindo, ainda mais mostrando aquele sorriso que eu adoro.
- É, estava cansada de ser morena. – Disse pegando uma mecha do meu cabelo.
- Pensei que estivesse com raiva de mim. – Ele deu um gole no seu drink.
- Não, não. Não costumo ficar com raiva de ninguém. Mesmo se tratando de você, Damon.
- Pois eu acho que você deveria ficar sim, é mais seguro. – Deu um ultimo gole no whisky e saiu.
- Espera. – Não podia deixa-lo sair assim, não agora que eu havia me lembrado de tudo e que ele estava vivo ali, na minha frente. Não podia perde-lo de novo.
Peguei no seu braço impedindo que ele se fosse. Ele parou de caminhar e olhou nos meus olhos com aqueles olhos negros que mais parecia com um céu no meio da noite mais escura. O olhar foi tão intenso que eu podia jurar que eu vi uma estrela nele. Fiquei paralisada, não conseguia nem respirar. E parecia que ele sentia o mesmo. Mas acho que estava errada como sempre, porque ele apenas se livrou da minha mão e se foi.
Notas finais
beijinhos carinhosos.
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