Notas iniciais
gente, desculpa ter demorado tanto a postar, mas estou me redimindo nesse capitulo, nunca escrevi tanto assim, bati meu Record.
Mas estou chateada com uma coisa, acho que não estão mais apreciando minha fic pq eu tenho 40 leitoras e só 3 comentarios do capitulo anterior... eu preciso saber se estão gostando ou não, mas so posso saber se vcs postarem algo.
Por favor, critiquem, elogiem, mas postem alguma coisa. Como eu disse, só asism eu saberei que estão gostando.
beijinhos

PVO Bonnie

Depois de ouvir algumas coisas indesejáveis vindo da boca de Damon, resolvi me trancar em meu quarto. Não poderia culpa-lo por ter jogado tudo aquilo na minha cara, sabia que ele tinha razão. Eu fui mesmo uma estupida por não ter acreditado nele, mas não me condenem , acho que qualquer uma poderia ter a mesma reação que eu se encontrasse seu namorado, o homem que tanto ama – no meu caso, vampiro – na cama com a ex dele numa posição não muito ortodoxia. Mas isso agora não vem ao caso. O importante é que eu tenho que encontrar alguma forma para fazer com que ele veja que eu ainda o amo mais que tudo nesse mundo e que ele também me ama – ele já deu várias provas disso – eu tenho que fazer com que ele me perdoe, por que eu já o perdoei.

Resolvi não incomoda-lo na varanda, deixei com que ficasse concentrado em seus pensamentos. Ele precisava disso e eu também.

Fui para meu quarto tentar reorganizar minha mente, esta a muito tempo bagunçada. Entrei no meu banheiro lavar meu rosto.

– Bonnie, o que você fez? – Perguntei a minha imagem que se refletia no espelho. Suspirei. Olhei para a porta do armário que se localizava abaixo da pia e me lembrei do diário de Honoria que estava trancado no cofre.

Abri a pequena porta, retirei os objetos que ficavam em cima do fundo falso. Digitei a combinação do cofre e o abri. Dentro dele não havia objetos ostensivos, nada de dinheiro, nem joias, havia apenas meus documentos, e dois livros bem grossos: o diário de Honoria Fell e o grimório de minha avó.

Todas as vezes que olhava o grimório de vovó sentia um aperto em meu peito, uma saudade dos tempos que passamos juntas, das historias que me contava, das vezes em que dizia o quanto eu era especial, e quando eu achava que tudo estava perdido ela dizia que no final tudo acabaria bem e se no momento não estava bem, era porque não havia chegado o final.

– Ah vovó, como eu queria que a senhora estivesse aqui.

Quando abri o cofre, minha intenção era de pegar o diário e continuar a leitura, mas naquele momento eu precisava mesmo era de algo de me passasse segurança e conforto. E para mim, o que poderia transmitir isso era a presença de minha avó, porém ela não estava aqui, então apanhei seu grimório, depois de fechar o cofre de novo, voltei para o quarto e me encolhi em minha cama abraçada com aquele livro que pertencia a Sheila Mccullough. Aquilo era o mais próximo que conseguia ficar dela. Chorei e nem percebi quando comecei a dormir.


Eu estava em um vale cheio de árvores frutíferas. Acho que estava no outono por que suas folhas estavam com uma coloração alaranjada e também havia muitas delas espalhadas pelo chão. O Sol estava bem no centro do céu, ele iluminava todo o ambiente, ele era muito, muito claro. Não havia nenhuma presença de nuvens. Não fazia calor e também não fazia o típico frio da estação. A temperatura estava amena e reconfortante. Entre duas árvores havia um banco de cor branca (aqueles bancos que cabem três pessoas), resolvi me sentar e contemplar a belíssima paisagem.

Inspirei bem fundo sentindo o cheiro de frutas misturado com flores e chão molhado, parecia até que havia chovido, mas a terra não estava úmida. No mesmo instante senti a paz me encher por completo, uma paz que a muito tempo não sentia.

– Bonnie. – Alguém me chamou. Alguém cuja voz eu conhecia muito bem. Olhei no sentido do som e a vi.

– Vovó?! – é claro que era ela. Ainda estava do mesmo jeito que me lembrava. Cabelos brancos presos em um coque, preguinhas ao redor dos olhos e um vasto sorriso no rosto. Ela vestia um longo vestido branco.

Levantei-me e corri ao seu encontro, quando cheguei a menos de um metro parei. Queria muito abraça-la, mas não sabia se podia. Mas ela abriu os braços dando permissão para que eu fizesse o que tanto eu queria. Abraça-la e sentir o aconchego de uma avó. No caso, a minha avó.

– Vovó, senti tanto a sua falta. – Fale soluçando e chorando desesperadamente.

– Minha querida, eu também senti muito a sua falta. – Ele afagava meus cabelos. Separou-se de mim e me conduziu de volta para o banco que anteriormente estava sentada.

Olhei pra ela, mas eu não conseguia enxerga-la direito por causa das malditas lágrimas que insistiam em cair. Detestava isso, eu poderia ficar olhando-a e decorando seus traços, mas por conta das lágrimas eu não podia fazer isso.

– Vovó, eu preciso tanto da senhora. Por que a senhora se foi?

– Bonnie querida. Eu não fui embora, sempre estive com você, bem aqui. – ela apontou pro meu coração. – Apenas deixei este mundo, mas nunca te abandonei e nunca te abandonarei. Eu me senti na liberdade de deixa-lo por que sabia que você estava preparada para enfrenta-lo sozinha.

– Não vozinha. Eu não estou. Não estou preparada pra nada. Tenho medo, muito medo. São tantas as coisas que aconteceram. Muitas vezes eles precisam de mim. E eu não sei fazer nada para ajuda-los. Não sei fazer magia muito bem. E se eu falar? Eu preciso muito da senhora aqui comigo.

– Querida, você sabe que eu nunca gostei dessa expressão “e se”. “E se” não é nada mais que uma incerteza. E incertezas são coisas que a família Mccullough não tem. Sentir medo é uma coisa normal, é instinto de sobrevivência. É ele que faz com que você se mantenha viva. Não tenha vergonha dele, mas é preciso controla-lo. Você é corajosa, eu sei. Já a vi demostrando em diversas ocasiões. Você foi capaz de enfrentar o inferno só para ajudar seus amigos. Eu tenho orgulho de você. A verdadeira magia não é essa que você usa pra invocar espíritos ou invocar os poderes da natureza. A verdadeira magia é essa que faz você se sacrificar por aqueles que ama, e é essa magia que fara com que seus poderes aumentem. Eu acredito no seu potencial Bonnie

– Nós acreditamos Bonnie! – Alguém tocou meu ombro. Aquela voz também eu já conhecia.

– Honoria? – Me virei pra ela. Ela sorriu sem mostrar os dentes e acenou positivamente com a cabeça.

– Isso querida. Nos duas acreditamos no seu potencial. Tudo vai dar certo. – Minha avó falou.

– Bonnie, não temos muito tempo aqui. Logo você acordará e precisa fazer uma coisa quando isso acontecer. – Concordei com a cabeça e prestei bastante atenção. – Quero que pegue meu diário e leia as seguintes datas 23 de agosto, 25 de agosto e 26 de agosto. Encontra as informações necessárias.

Nessa hora toda a paisagem começou a ficar borrada ficando apenas minha avó e Honoria.

– Você entendeu querida? – Honoria me abraçou

– Sim. – Retribui o abraço.

– Não demore a aparecer vovó. – Abracei minha avó.

– Não demorarei. E sobre Damon, não se preocupe, tudo vai dar certo pra vocês.

Tudo sumiu e eu fiquei só no meio de um fundo branco. Isso quer dizer que eu estava acordando. Ouvi alguém me chamando de longe.

– Bonnie. Bonnie você esta ai? – A voz de Damon ecoou pelo quarto. Ele batia na porta me chamando. Acordei abruptamente. Abri a porta e o encontrei com um braço apoiado na porta e o outro na maçaneta. Acho que ele ia abri-la caso eu demorasse a fazer isso.

– Oi Damon? – Perguntei ainda sonolenta.

– Vou sair durante um tempinho. Stefan me telefonou pedindo pra que eu o encontrasse. Voltarei o mais rápido possível.

– Stefan? O que ele queria?

– Ainda não sei, mas logo saberei.

– Tenho que ir junto? – Não estava a fim de sair agora. Tinha que fazer o que Honoria pediu. Mesmo se tratando de um sonho eu sabia que era aquilo que eu tinha que fazer.

– Não, não precisa. Mas não se preocupe te manterei informada de tudo.

– Ok.

– Eu volto logo. E Bonnie... Tente não se meter em confusão. – Arqueei a sobrancelha e bufei.

– Certo Damon, vá logo. – O empurrei até a saída. Não gostava quando os outros diziam que eu me metia em confusão.

Assim que Damon saiu fui pegar o diário de Honoria e ler as páginas que ela me recomendou. Eu li com muita atenção cada linha e entrelinhas. Quase não acreditei no que vi. Finalmente encontrei a “resposta para nossos problemas”, segundo Honoria Fell. Saquei meu celular e disquei o numero já conhecido.

– Bonnie? – Elena estava com a voz sonolenta.

– Elena, venha pra cá agora. – Intimei-a. Eu sabia que ia dar trabalho fazer com que ela viesse até meu apartamento, olha que nem era tão longe do dela já que o meu ficava um andar abaixo, mas quando se trata do sono de minha amiga, nada é mais importante que isso.

– Mas Bonnie, tem ideia de que horas são? São 3:30 da madrugada.

– Eu sei que esta tarde, mas você precisa vir aqui. É urgente.

– Você escutou o que eu disse? É de madrugada. Tenho certeza de que o assunto pode esperar até às 8 horas.

– Acho que foi você que não escutou o que eu disse. O assunto é urgente. URGENTE. – enfatizei o segundo “urgente”. Ela tinha que vir, ainda mais agora que eu descobri, finalmente, a coisa mais importante que poderia esta no diário.

A ouvi suspirando, tinha certeza que ela percebeu que não havia alternativa, e se ela não viesse, eu mesma iria ao apartamento dela.

Tudo bem Bonnie, eu vou. Daqui a vinte minutos estarei ai.

– Ok. – desliguei o telefone e fui ligar pra Meredith.

–Bonnie? – Ela estava com a voz preocupada.

– Oi Meredith. Eu preciso que você venha aqui.

Aconteceu alguma coisa?

– Aconteceu. Mas você terá que vir aqui.

Tudo bem, eu já estou indo.

Enquanto elas não chegavam eu fui dar outra lida no conteúdo do diário, eu precisava ter certeza de que eu não havia me enganado. Mas fazia sentido. Eu me lembro de ter ouvido uma historia parecida com essa de minha avó. Vinte minutos depois minha campainha toca e Elena entra ainda sonolenta, logo em seguida Meredith passa pela porta.

Espero que seja urgente mesmo. – Elena falou.

– Pode ter certeza de que é sim. – As conduzi até meu quarto.



PVO Damon



Depois de deixar Bonnie sozinha, fui me encontrar com Stefan. Não gostava de do fato de deixa-la sem minha proteção, ainda mais com um hibrido louco atrás dela, mas meu querido irmãozinho pediu para que eu fosse sozinho, então fazer o que? Não sei se estava fazendo a coisa certa, da ultima vez que ele me pediu para ir a um encontro com ele e sozinho aconteceu uma tremenda confusão que resultou na minha infelicidade.

Stefan não estava no apartamento dele e de Elena, de alguma forma ele não queria a presença de nenhuma das humanas, nem mesmo de Meredith, a caçadora. Então ele resolveu me esperar no meu apartamento.

– Boa noite, senhor Salvatore. – O porteiro do prédio me saudou. Eu apenas respondi com um aceno de cabeça.

Antes de eu abrir a porta com minha chave, Stefan já estava me esperando com a cabeça pra fora.

– Espero que seja muito importante para fazer com que eu deixe Bonnie completamente desprotegida.

– É Importante sim Damon. Entre. – Assim que entrei notei que não estávamos sozinhos. Havia duas pessoas lá. Não, pessoas não. Vampiros.

Olhei pra Stefan esperando uma possível explicação.

– Damon, este é Michael Mikaelson e sua filha Rebecka. – Engraçado, esse nome não me era estranho.

– O que querem aqui? – Não me preocupei em ser educado. Não costumava a ser, principalmente com desconhecidos que invadiam a minha casa.

O tal Michael sorriu diabolicamente sem mostrar os dentes e respondeu.

– Imagino que tenha a informação de que eu preciso.

– Que informação? – Perguntei desconfiado. Stefan permanecia calado.

– Onde esta Katherine? – A vampira loira perguntou.

– Não faço a menor ideia. Quero é que ela fique bem longe mesmo. – Dei de ombros e fui por uma dose de Whisky pra mim.

– Rebecka rastreou o cheiro dela até aqui. É melhor não escondê-la.

– Esta me ameaçando na minha própria casa? – Eu estava começando a me irritar.

– Katherine realmente esteve por aqui, mas aconteceram uns problemas e ela fugiu como sempre. – Stefan, que estava todo esse tempo calado, resolveu se manifestar.

– Ouça, eu sei que vocês estão com problemas com meu filho. E sinto informar que se quer Niklaus longe de suas vidas precisam de Katherine por perto. – O vampiro velho falou.

– Filho? – Perguntei confuso. – Niklaus é seu filho?

– Sim Damon. Michael é pai de Klaus. – Agora eu me lembrei. Katherine havia dito alguma coisa sobre o pai dele. Me lembro também que ela informou que ele era o único que sabia como matar o hibrido.

– E por que você diz que precisamos de Katherine? – Perguntei.

– Ela é a única que sabe o paradeiro dos caixões dos outros meus filhos.

– Dos outros Originais? – Estava começando a raciocinar.

– Sim. E preciso destruí-lo, mas preciso da ajuda dos meus filhos.

– Se Niklaus é seu filho, por que quer tanto destruí-lo? – Isso era uma coisa que não sai de minha cabeça.

– Klaus é uma aberração. Uma mistura de lobo com um vampiro. Ele é um descontrolado com o proposito de destruir tanto os lobos como os vampiros, torando-se o único. Ou seja, o ser mais poderoso de todo o mundo. E eu não posso deixar com que isso aconteça. Eu o transformei nesse monstro, eu mesmo tenho que destruí-lo.

– Outra pergunta. Como exatamente pretende destruir se “querido” filho? – Era esse o ponto onde eu queria chegar. – Quer dizer, mesmo com todos seus outros filhos, como pretende mata-lo já que ele não morre apenas com uma estaca de madeira no coração? Por acaso vocês tem mais estacas de carvalho branco?

Rebecka olhou pra seu pai como se pedisse permissão para responder a minha pergunta.

–Não se consegue matar um hibrido com uma “simples” estaca de carvalho branco. – A loira falou. Essa é nova. Se não era com carvalho branco era com o que? Stefan me olhou preocupado. – Há uma adaga feita com a mais antiga árvore do mundo. Uma arvore que existia desde a época da Genesis. A árvore de Freixo. Ela foi criada por Deus e só havia essa única arvore no Paraiso. E dessa arvore foi criada a Adaga de Clarenphelten. Ela é a única arma que pode ser usada contra Nick. Mas infelizmente só existem duas dela e nenhuma delas esta aqui. Ambas estão na Dimensão das Trevas.

Não acredito! Foi com essa Adaga que eu consegui segui sair daquele inferno. Eu sabia que uma delas pertencia a Sague e a outra com aquela maldita bruxa que estava no corpo de Andrômeda. Mas a bruxa havia morrido e a Adaga não veio comigo quando voltei. Se eu não me enganava a eu tinha deixado na campina das flores. E se Bruc (irmão de Andrômeda) não tiver tirado de lá, a adaga vai esta no meio daquele mar de Flores.

– E precisamos de meus irmãos para achar essa Adaga. – A loira continuou. – Nick ainda não sabe da existência dessa arma, ela pensa que só o que pode destruí-lo é uma estaca de carvalho, mas ele esta enganado. – Eu não escutava mais o que essa tal Rebecka falava, eu estava completamente perdido em minha lembrança. Eu sabia onde ela estava. Quer dizer, não exatamente onde, mas tinha certeza de que ela continuava perdida na campina.

– Damon, você esta bem? – Stefan notou que eu estava muito calado.

– Sim. Sabe, eu... – Fui interrompido pelo celular do meu irmão que começou a tocar.

– Oi amor... Agora? Por quê? Aconteceu algo?... Todo bem, estamos indo. – Ele desligou o telefone e voltou-se para mim. – Damon, precisamos voltar para o apartamento de Bonnie.



PVO Bonnie



– Então Bonnie, estamos esperando. O que há de tão importante que não pode esperar ate mais tarde? – Elena era um porre mesmo quando alguém a acordava.

– Eu descobri uma coisa no diário de Honoria que pode nos ajudar contra Klaus.

– E o que você descobriu? – Meredith ficou interessada.

– Sabe, ontem, depois da festa de na casa de Damon, eu voltei pra cá e poucos minutos depois que você e Stefan saíram daqui ele apareceu. Discutimos depois disso. E eu fui me deitar, só que eu acabei sonhando com minha avó e Honoria e no meu sonho ela me mandou ler as páginas dos dias 23 de agosto, 25 de agosto e 26 de agosto.

– E você leu quando acordou? – Elena perguntou.

– Sim. E ela estava certa. No meu sonho ela disse que eu encontraria uma informação muito importante, e ela estava certa. Há uma informação muito, muito importante se referindo a Klaus.

– Klaus? Ela chegou a conhecê-lo? – Elena questionou.

– Não só a conhecê-lo, mas como conviver com ele também.

– E o que dizia sobre esses dias? – Meredith estava com os olhos arregalados.

– Vou ler pra vocês. – Peguei o diário e comecei a ler pra elas.

“Virginia, 23 de agosto de 1862”.

“Hoje foi nossa chegada à América. Depois de longos quatro meses em alto mar desembarcamos em fim em Richmond, capital do estado de Virginia. Fomos bem recebidos pelo governados e o prefeito da cidade. Não vou mentir, acho estranho um lugar ser governado por varias pessoas. Quer dizer, na Inglaterra há uma monarquia, já na América é uma republica. Ou seja, nós, membros da corte inglesa, não teremos muitos privilégios em comparação com nosso país. mas de todas os estados, o único que ainda mantem relações com a nação Mãe é Virginia. Não é a toa que fomos mandados pra cá”.

“Não demoramos muito em Richmond, assim que descemos do navio fomos conduzidos até a estação de trem para que fossemos para a área determinada pelo governo inglês. No inicio não sabia exatamente onde era, mas o que ouvi na viagem era de que o lugar se localizava bem no centro do estado. Esse lugar, ao que parece, ainda não havia nome. Parecia mesmo era uma cidade abandonada. A única estrutura conservada era uma igreja, e pela arquitetura, datada do inicio do século”.

“Assim que chegamos a determinada localização o vice capitão do navio inglês nos informou quem ficaria com a guarda do pequeno Percival. Quase morri de tanta alegria quando ele informou que a criança ficaria sob a custodia do meu marido e a minha”.

– Quer dizer que Honoria ficou sendo, tipo, mãe adotiva de Percival? Não sabia que ela tinha um filho adotivo. – Meredith interrompeu a leitura.

– Nem eu. – Elena disse.

– Posso continuar? – Perguntei. Ainda tinha mais duas datas depois daquela.

– Desculpe. – Elena e Meredith responderam em único som.

Hoje fomos convidados a comparecer a um banquete que haverá amanha no vilarejo. E nesse banquete vai ser “eleito” o novo prefeito. Quando chegamos ao vilarejo notei que entre nó havia um homem que eu nunca havia visto antes, ele estava acompanhado por uma linda jovem loira. Esse homem também era loiro. Conversei com ele e me pareceu ser um rapaz muito educado e simpático. Disse que veio conosco no navio a mando da Rainha para fiscalizar a preparação da cidade. Não lembro exatamente o nome dele, sei que não é inglês. Parece muito com Búlgaro. Acho que é Nick alguma coisa. Mas a jovem que estava com ele eu me lembro do nome. Katherine Pierce. Essa sim é búlgara, ele me disse.”

“Pela noite, o pequeno Percival estava chorando ainda pela morte do capitão do navio, desde aquele fatídico dia o pequeno não para de chorar dizendo ser o assassino dele. É claro que eu não acreditei. Essa criança já sofre de mais, por tudo ele se culpa, até por um crime que não cometeu.”

–Meu Deus, Klaus já rondava por Fell’s Church muito antes de ser fundada? – Elena estava abismada.

– É o que ela diz. – Respondi.

– E Katherine também. – Meredith afirmou. Concordei com a cabeça. – Continue Bonnie.


Fell’s Church, 25 de agosto de 1862.”

Muita coisa aconteceu desde a ultima vez que eu desabafei nesse diário. Nesses últimos dois dias mortes e mais mortes aconteceram por aqui. Mortes dos membros do conselho da cidade. Isso mesmo, agora o pequeno vilarejo virou uma cidade denominada de Fell’s Church, e agora, além de um prefeito temos também um conselho. A forma de governo ficou muito parecida com a Inglaterra. Uma monarquia parlamentarista, e o presidente do concelho é meu marido Thomas Fell. Eu temo por sua segurança, pois três membros do conselho foram vitimas de mortes. Os peritos dizem que foram por ataque de animais, mas estou desconfiada. Beatriz me disse que desconfiava do aristocrata Niklaus e sua acompanhante. Ela disse que eles não são o que parecem ser. Segundo Beatriz, são vampiros. Sabe a alguns meses atrás eu diria que ela estaria louca, mas da forma como as coisas estão estranhas por aqui, eu não duvidaria mais de nada.”

“Que animal é capaz de deixar perfurações no pescoço de alguém? Se fosse mesmo um animal teria se alimentado da pessoa toda. E os corpos foram encontrados sem sangue. Cada vez mais a teoria de Beatriz se confirma. Estou com medo por mim e por minha família. Esse Niklaus anda muito próximo de Percival e de meu marido. Thomas diz que eu estou tirando conclusões precipitadas.”




“Algum lugar escondido de Fell’s Church, 26 de agosto de 1862”.

“Meu Deus, as previsões de Beatriz estão sendo concretizadas. Klaus me ameaçou, disse que se eu não deixasse Percival ir com ele e com Katherine ele mataria a mim e meu marido e levaria da mesma forma Percival.

Klaus é muito mais que um vampiro, eu e Beatriz descobrimos que ele é um hibrido, uma espécie de mistura de lobisomem e vampiro. Isso pra mim só havia em livros de terror, mas tudo é verdade.

Fugi com Percival para protege-lo, minha amiga me ajudou a achar um esconderijo. Como desconfiávamos Klaus era o verdadeiro responsável pela morte dos membros do concelho, e foi, de certa forma, o responsável pela morte do capitão do navio. Ele induziu Percival a mata-lo já que um hibrido exerce controle em vampiros e em lobisomem. Descobri que meu Percival é um “filhote” de lobo por isso ele não teve controle quando Klaus mandou matar meu querido amigo. Não posso culpar Percival por isso, mas temos que encontrar uma forma de acabar com esse maldito hibrido. Nem que eu passe toda a minha existência tentando achar um meio de acabar com ele, eu farei. Farei de tido para proteger meu pequeno Percival.




“Algum lugar escondido de Fell’s Church, 12 de setembro de 1862”.

“Alguns dias se passaram eu recebi a noticia de que meu querido Thomas foi morto. Só Deus sabe o tamanho da dor que estou sentindo neste momento. Eu sabia que quando eu saísse da cidade com Percival eu estaria assinando a carta de óbito de meu querido marido. Mas tudo requer sacrifício, eu não poderia permitir que Niklaus levasse o menino.

Hoje descobrimos o que pode acabar com o Hibrido. Uma pequena adaga deita com a mais nobre árvore já existente. A Adaga de Clarenphelten. Uma adaga feita com a madeira de Freixo. Mas no momento em que o alivio transbordou do meu corpo, a aflição veio junto com ele. Essa adaga não é tao fácil de ser conseguida. Ao que parece ela não pertence a esse mundo e sim uma dimensão chamada Dimensão das Trevas. Não sei onde esse lugar se localiza. Mas irei achar.”

– Madeira de Freixo? Achei que o que matava um Original era carvalho branco. – Meredith falou.

– Mas Klaus não é um simples Original, ele é um Hibrido. – Lembrei a elas.

– Ai diz mais alguma coisa? – Elena perguntou.

– Sim. Fala também como foi que a chave desse diário foi parar na sua família Elena.

– Como foi? – Ela se interessou.

– Klaus estava atrás não só dela, mas de minha bisavó também por que descobriram como mata-lo, mas parece que ele não sabe que era a madeira de freixo. Ele pensou que elas tivessem descoberto sobre o carvalho branco.

– Quer dizer que ele não sabe que o que mata ele é a madeira de Freixo? – Meredith perguntou.

– Não. Honoria pediu para que seu antepassado guardasse e protegesse o diário dela. Tanto o diário como o grimório. É por isso que a chave estava com você durante todo esse tempo.

– Mas e o grimório? Ele pertenceu a sua avó. Como ela foi dar o grimório pra Jonathan Gilbert se depois sua avó o herdou?

– Pois bem, quando minha avó atingiu idade suficiente ele passou pra ela a guarda do grimório. Klaus o queria porque nele dizia como fazer os feitiços que ele queria. Para por seus planos em pratica. Mas logo ele soube que minha avó havia se apoderado dele de novo e passou a procura-la. Mas minha Sheila era esperta, escondeu muito bem escondido. Debaixo do tumulo de sua mãe. Mas recentemente Klaus achou o esconderijo e ficou com ele, mas no dia em que eu fui sequestrada eu o consegui de volta.

– Nossa Bonnie. Quanta coisa. – Elena se surpreendeu. Não vou culpa-la por isso, quando eu li quase tive um ataque.

– E essa Adaga. Eu acho que esse nome não é estranho. – Meredith disse pensativa.

– Não é estranho mesmo. Vovó já contou pra gente a uma lenda sobre ela. – Falei.

– Já? – Elena questionou.

– Sim. Quando tínhamos 10 anos, lembra que quando era Halloween vocês iam la pra casa da minha vó comigo para ouvirmos historias de terror?

– Lembro. – responderam.


Flashback on

Elena, Bonnie e Meredith estavam fantasiadas com suas roupinhas de Halloween. Era uma coisa sagrada que todo dia das bruxas as meninas se reunirem na casa de Sheila McCullough para ouvir historias de terror tomando chocolate quente.

– Anda vovó. Vem sentar aqui. – A pequena Bonnie chamava a avó para se sentar junto a lareira para contar a tão esperada historia.

– Calma meu amor, já estou indo. – A senhora se aproximava das meninas com um sorriso enorme no rosto. Ela adorava quando elas vinha visita-la na noite do dia das bruxas. – Então, o que querem que eu conte?

– Ora vovó, o de sempre. Uma historia bem macabra. – Bonnie morria de medo das historias da avó, mas queria aparentar ser corajosa na frente de suas amigas.

– E de preferencia verídica. – Meredith falou.

– E que tenha romance. – Elena suspirou. Todas olharam pra ela que por sua vez se encolheu toda. – Tudo bem, nada de romance.

– Já sei qual a que vou contar. Ela não é uma historia, é uma lenda. E vocês sabem o que dizem das lendas? – Elas negaram. – Todas tem um fundo de verdade.

– Uau. – As meninas se impressionaram.

– Quando Deus criou o mundo ele o encheu de árvores, plantas e animais. Tudo isso antes de criar o homem. Mas uma dessas árvores em sim era especial. A árvore de freixo. Ela dava todo tipo de frutas, morangos, uvas, mangas. Tudo. E ela era responsável para manter a paz no Paraiso. Vocês conhecem a historia de Adão e Eva? – Elas concordaram. – Depois que eles foram expulsos o Paraiso ficou esquecido e junto a ela, a árvore. Anos e anos se passaram e o mundo passou a ser sucumbido por demônios que chupavam o sangue doa humanos. Bebiam o sangue até não haver mais nenhuma gotinha na pessoa. E vocês sabem como esses demônios eram chamados?

– Vampiros? – Elena perguntou toda assustada.

– Isso mesmo Elena, vampiros. Certo dia, um jovem alquimista chamado Clarenphelten viu sua noiva ser morta por esses demônios sugadores de sangue, então ele fez um pacto com um dos guardiões do céu. Ele queria uma arma que fosse capaz de matar esses monstros em troca ele viraria um eterno caçador. O Guardião disse que se ele quisesse matar todos os vampiros ele teria que destruir primeiro o Hibrido. Destruindo o hibrido esses vampiros ficariam vulneráveis e poderiam ser mortos com uma simples estaca de madeira. Então o pacto foi feito. O guardião deu a ele duas adagas cujo o nome foi Adaga de Clarenphelten, pois nele estava a alma do jovem. O alquimista morreu antes de conseguir seu objetivo. E as adagas foram roubadas. Dizem que Lúcifer queria proteger suas criações e roubou as armas levando para um lugar chamado Dimensão das Trevas. Mas ao que se sabe ele também foi roubado. Seu filho Sage, responsável pelos portões da Dimensão roubou uma e a outra uma bruxa muito má, capaz até de enganar o próprio rei da Dimensão, também a roubou. E até hoje essas Adagas ainda estão desaparecidas.

– Isso é baseado em fatos reais? – Meredith perguntou com a sobrancelha arqueada como se não acreditasse. Por outro lado Bonnie e Elena estavam todas cobertas dos pés a cabeça com um cobertor, ambas morrendo de medo.

– É sim pequena.

– Não sei não Sra. McCullough, esta meio difícil de acreditar.

– Por que? – A senhora quis saber.

– Vampiros não existem. – Meredith respondeu.

– Você que pensa. Às vezes eles andam por nós e nem sabemos. As vezes aqueles que falam com a gente ou que simplesmente passam por nós podem ser um desses sugadores de sangue.

Flashback off

– Você acha que sua avó estava preparando a gente pra isso? – Elena perguntou.

– Não duvido nada. – Respondi.

– Acho que temos que avisar Damon e Stefan. – Elena disse.

– Tudo bem. Você pode ligar pra eles? – Perguntei

– OK. – Elena pegou seu celular e discou pra Stefan eu suponho. — Amor? Você e Damon podem vir na casa de Bonnie?... Sim, agora... Descobrimos uma coisa que precisam saber. Por favor, vocês têm que vir aqui. Ok. – Ela desligou o telefone. – Eles estão vindo.

Esperamos por alguns minutos e Damon e Stefan adentaram ao meu quarto. Não tocaram a campainha por que Damon tinha uma cópia da chave do meu apartamento.

– O que aconteceu? – Damon perguntou olhando assustado pra mim.

– Descobrimos como matar Klaus. – Meredith respondeu.

– Com a Adaga de Clarenphelten. – Todos nós respondemos. Tanto eu, como Elena, Meredith, Damon e Stefan. O que me deixou confusa. Eles já sabiam como matar? Como?

Notas finais
gente, espero que tenham gostado....beijinhos e até o proximo capitulo.