Notas iniciais
Okay, o título do capítulo 9 é um lixo, eu sei disso. Mas foi o máximo que eu consegui para poder postar cedo. A vida é assim, talvez a morte seja melhor. Prometo que acho um nome decente na próxima vez.
Eu não tenho como agradecer o suficiente para todos que me deixam feliz. Então, é isso. Capítulo 9, fresquinho e chegou rápido, dedicado para a Longuini gatona, e ela sabe o motivo. Enjoy! :3

Katie

Eu carregava uma toalha e meu pijama, enquanto Logan me seguia, sem sua camisa. Imagino que Allison pense que eu desejo vingança, mas tudo que eu quero é um banho no lago frio à luz da lua, embora eu saiba que é idiotice tentar explicar algo para ela. O motivo de eu ter chamado ele é para não temer que meu namorado morto se levante e arranque meu cérebro com os dentes. Estávamos nos aproximando do lago. Mas Damon não estava lá.

- Hã... – ele engoliu em seco – onde ele está?

Mas eu não conseguia abrir a boca. Abaixei-me, no local em que ele deveria estar, e não havia nada. Apenas o chão, a grama baixa e úmida. E nada além disso.

- Por favor, Katie, deixe isso. Vamos acabar logo com isso e voltarmos até a fogueira. – Logan chamou minha atenção, fazendo-me levantar.

Deixei minhas coisas em cima de uma pedra, ainda perplexa com o que vi. Ou com o que deveria ter visto. Logan depositou um beijo no topo de minha nuca, o que me fez tremer. Involuntariamente me afastei dele, demonstrações de afeto não eram minhas coisas preferidas, principalmente quando vinham do namorado de minha melhor amiga. Que por sinal, não falara comigo sequer uma vez desde que viemos para cá. Acho que eu teria uma conversa com ela.

Tirei minha blusa, ficando apenas de shorts e sutiã. Eu só precisava relaxar um pouco. Tinha vontade de explodir, chorar, gritar, fugir logo dali. Mas eu não podia fazer isso. Restava-me fazer o que estava ao meu alcance. Caminhei até a beira do lago, talvez um pouco rápido demais. Senti um arrepio correr pelo meu corpo, enquanto eu ficava cada vez mais coberta pela água cristalina.

- Você não vai entrar? – Logan estava me observando, parado, de braços cruzados.

Nesse momento, ele deu dois passos à frente, talvez com certa retenção em entrar.

- Não se preocupe, está tudo bem. – a água já batia em minha cintura.

Nós dois estávamos embaixo d’água, apostando quem ficava mais tempo submergido. É óbvio que eu estava ganhando, mas ele não se deixaria vencer. 15... 16... 17... Eu sentia que ele estava prestes a ceder. Abri meus olhos, para poder vê-lo. Como a água era totalmente transparente, era fácil enxergá-lo, mesmo na escuridão da noite, apenas com a Lua guiando. 28... 29... 30. Eu não aguentei mais, tive que subir.

- Agora sim, você conseguiu! – Sorri para ele, limpando meu rosto. Sentia-me meio tonta, mas isso iria passar.

- Dois a um para você. Eu ainda vou te vencer, Katie.

- Sem chances, desista logo. – pulei em cima dele, fazendo-o afundar. Vi bolhas subindo, ele estava rindo.

Logan me empurrou para o lado, me fazendo cair. Prendi a respiração, enquanto nós dois descíamos. Abri meus olhos e vi que ele estava apenas a alguns centímetros de mim. De súbito, novamente, virei para o lado, a ponto de subir para respirar. Ele subiu comigo, com uma expressão meio confusa, mas eu não o questionei. Acho que já estava bom por hoje.

Jane

Eu estava mostrando meus CD’s para Brietta, mas ela não conhecia a maioria. Beatles, Nirvana, AC/DC, Metallica, mas nada que talvez realmente conhecesse. Ela segurava uma de minhas revistas e mesmo assim parecia entediada.

- Você... Quer fazer algo diferente? – tentei parecer simpática, embora estivesse sem outras ideias. Só não queria ver ela brava de novo.

- Com certeza! – vi um sorriso repentino brilhar em seu rosto. – Mas... O que iremos fazer?

- Eu não sei... Você tem alguma ideia?

- Tenho várias.

Brietta deixou a revista de lado, aproximando-se de mim. Ela ficou ajoelhada, fixando seus olhos nos meus. Eu estava esperando que ela falasse algo, mas ela apenas sorria. Resolvi colocar meu pijama, a noite seria longa e logo o pessoal estaria de volta. Virei para o lado, mexendo em uma das bolsas, aonde guardara algumas roupas. Brietta inclinou sua cabeça, aproximando-se mais ainda de mim e observando o que eu fazia.

- Você não tem nenhum pijama, Brietta?

- Pijama? – ela parecia confusa, o que me fez criar uma dúvida maior ainda.

- Sim, roupas para dormir. Precisa de uma emprestada?

- Eu... Acho que sim. Não é certo usar roupa de outras pessoas, é?

- Não tem problema. Pegue esse. – entreguei a ela um pijama que estava dentro da mala. – Esse é um dos meus preferidos...

- Mas o que você vai usar? – ela pegou o pijama de minhas mãos, estranhando o comprimento.

- Eu trouxe muita coisa para esse acampamento, não se preocupe.

Tirei minha blusa. Eu não me importava que ela me visse, tanto porque eu não tinha muito para mostrar com um corpo de 15 anos. Ela ficou me observando, enquanto retirava seu blazer. Seu olhar estava vidrado, o que me fez corar.

- Você é uma mulher esplêndida. — ela falava como se fosse uma coisa muito comum. Eu queria me esconder num buraco.

- Hã... Obrigada, eu acho. Você também é. Não vai vestir o pijama?

- Não é melhor eu sair? – Brietta ia se levantar.

Segurei seu braço. Ela arrepiou-se, mas eu não sei o motivo. Ela olhou para mim. Seus olhos eram provocantes e eu ainda estava sem pijama. Percebi que ela se aproximava, mas eu havia congelado. Como se todos os músculos do meu corpo tivessem resolvido parar. Seu rosto estava a centímetros do meu. Eu podia sentir sua respiração gélida. E a última coisa que havia passado pela minha mente, aconteceu. Ela me beijou.

Jesse

Eu não sabia o que iria acontecer comigo, mas também não me importava. Já havia feito tudo o que queria. Existiam desejos obscuros que envolviam Clary, mas ela ainda era uma estranha. Uma estranha sedutora. Caminhávamos adentrando a floresta, até que ela parou e me encostou sobre uma árvore. Estávamos próximos dos galhos irregulares, mas eu duvido que ela fosse tropeçar. Ou eu, mas mesmo assim.

- Viemos para brincar? – perguntei, com um sorriso perverso.

- Vim esclarecer algumas coisas. – sua voz era firme e eu me sentia cada vez mais atraído. – Mas acho que antes podemos brincar um pouco, se é isso que você quer.

Ela abriu dois botões de sua blusa, me fazendo levantar uma de minhas mãos, por impulso, mas ela a segurou.

- Não, não. Eu brinco e você observa.

Clary tinha um sorriso maldoso nos lábios. Vi que ela cantarolava baixinho uma canção, então tentei distinguir a letra.

You can't trust a cold blooded man

Girl, don't believe in his lies

Ela se aproximou um pouco mais de mim, mexendo em minha camisa. Eu estava arrepiado. Clary começou a cantar um pouco mais alto.

Can't trust a cold blooded man

He'll love you and leave you alive

Senti um frio correr minha espinha, enquanto ela abaixava suas mãos até minha perna. Eu estava paralisado, enquanto alternava minha visão para seus olhos e para sua blusa aberta.

It's one thing you must understand

You can't trust a cold blooded man

E então ela me beijou. Aquecendo toda a minha alma, fazendo meu coração pulsar rapidamente. Eu não acreditava nisso. Ela era realmente quente. Tanto em temperatura como em todas as sensações que passavam pelo meu corpo.

- Só preciso de mais uma ação para poder continuar a diversão. A minha diversão.

Seu sorriso malicioso me assustou. Dessa vez, ela falava sério. Escorria vingança pelos seus olhos. Eu passei de derretido para amedrontado. Mas eu não fugiria dela.

Allison

Havia ficado no mesmo lugar. Sequei as lágrimas de meu rosto e apertei meu diário com força. O que eu acabara de fazer? Rabisquei algumas coisas nele, enquanto voltava para a pedra. Eu tentaria escrever algo, apenas para registrar o que meu coração sentia naquele momento. Mas não agora. Eu deveria ser forte.

Corri até o outro lado, aonde havia algumas árvores. Meu diário acabou escorregando de minha mão trêmula e caiu no chão, assim como uma lágrima em meu rosto. No momento em que me levantei apoiada numa árvore, cortei meu dedo. Uma farpa. E doía. O sangue pingou no diário e um vento extremamente forte passou por ali. Eu estava com medo do que poderia acontecer agora. Corri novamente para a pedra, tentando tirar o que estava preso em meu dedo. Talvez meu diário ficasse manchado para sempre com meu sangue, mas isso não era problema.

O problema era a sensação de que algo terrível aconteceria nesta noite.

Notas finais
E eu estou ficando cada vez mais próxima da história, então a ideia de desistir está se esvaecendo... Mas eu ainda não sei o que fazer, então por enquanto vou escrever.