Diário de uma psicopata

4 Mais um dia no inferno


Notas iniciais
Acho que por aqui começa a ficar melhorzinha.

Que maravilha, mais um dia no inferno. Como eu queria ficar dormindo pelo resto da minha vida. Mas eu sabia que se ficasse no meu quarto o meu pai ia ficar me enchendo. Então eu tomei um banho e passei a maquiagem mais escura que eu consegui. Desci para a cozinha e tomei o café junto com o Christopher. Deuses como ele conseguia? Ele nem dormiu a noite, tenho certeza.

—Não demore, não quero chegar atrasado hoje.

—Da outra vez você chegou atrasado porque quis.

—Não, eu cheguei atrasado porque eu tinha coisas pra resolver e você me atrasou pra sair de casa. Hoje eu também tenho coisas pra resolver e espero que você não me faça chegar atrasado – Terminei de tomar café e nós fomos para a escola.

Chegamos lá e Christopher foi falar com os amigos dele de novo. Dessa vez um deles perguntou?

—Quem é aquela? É a menina que você pegou ontem? – Como ele pode pensar isso. É claro que não. Saí de lá e fui para o fundo da escola e fiquei ouvindo música até a aula começar. Olhei o meu horário e vi que o primeiro seria de literatura. Finalmente uma coisa que eu gostava. O sinal da aula tocou e eu fui pra sala.

A professora chegou e começou a conversar com a gente. A aula acabou e eu fui para a próxima aula que era de gramática. A professora basicamente entrou na sala explicando a matéria então eu peguei o meu livro e comecei a ler. Todas as aulas foram mais ou menos assim, a professora entrava e começava a explicar a matéria enquanto eu lia.

Infelizmente eu fui tirada do meu mundo quando o sinal do almoço tocou. Fui para traz da escola e fiquei ouvindo música como sempre. Fiquei lá aproveitando a minha solidão, quando percebi que tinha alguém me olhando. Me virei para olhar a pessoa e vi que era o amigo de Christopher.

—Você costuma ficar aqui?

—É... normalmente sim. Eu não sou muito boa para encontrar amigos e nessa escola fica meio difícil já que todo mundo me odeia.

—Relaxa, alguma hora alguém legal vai falar com você.

—Alguém legal tipo?!

—Tipo eu. – Ele falou e apontou pra si mesmo com um sorriso gigante no rosto. Não aguentei e comecei a rir. – Ei, do que você está rindo? Eu sou muito legal tá?! – Falou fingindo indignação e começou a rir. Ficamos os dois rindo até que a Briona apareceu “Que maravilha, a vaca chegou” pensei quando ela parou do lado do garoto.

—Oi meu amor, eu te achei. Eu tava com saudade. Me você nem falou direito comigo hoje. – Ela falou com uma voz enjoada e fazendo biquinho. Está certo, eu a odeio.

—Oi Briona... Eu falei com você no inicio da aula. – Falou se fingindo de inocente e fazendo uma cara de quem está longe.

—Eu sei e eu já estou com saudade. –Ela falou e sentou no colo dele.

—Ah, Luciana, esse é seu nome né? – Falou o garoto.

—É sim, mas pode me chamar de Luci.

—Essa é Briona, minha namorada. – E então começou a fazer sentido o gesto dela. Só não sei como uma coisa dessas achou um garoto tão legal pra namorar.

—A gente já se conhece. – Ela falou fazendo uma cara meio de nojo.

—É, eu acho que já vou pra sala, o intervalo já vai acabar. Tchau. – Falei e saí rápido de lá.

Então ele é o namorado daquela vaca? Como eu a odeio. Tenho certeza que ela só foi falar com ele porque eu é quem estava com ele. Por que ela não poderia simplesmente morrer? Bem quando eu encontro um menino legal ele é o namorado da menina mais chata da escola.

Exatamente quando eu cheguei na sala da minha próxima aula o sinal do final do almoço tocou e eu sentei no meu lugar. A aula era de álgebra, a professora começou a explicar a meteria e eu a ler. O resto das aula foi assim. A professora chegava começava a explicar e eu ficava lendo. E então a aula finalmente acabou e eu fui pra frente da escola esperar o Christopher. Ele chegou pouco tempo depois. Ele estava conversando com o amigo dele, o que falou comigo.

—Luciana esse é o meu amigo John. Ele vai lá pra casa hoje.

—Okay.

Então todos entramos no carro e fomos para casa. Assim que chegamos fui para o meu quarto de novo. E vi que tinha uma surpresa lá. Um computador. Apenas mais um presente do meu pai, que ainda tentava me comprar. Pelo menos eu teria alguma coisa pra fazer.

—Luci – Ouvi a voz de John do outro lado da porta – Eu e o Chris pedimos comida chinesa, quer comer com a gente?

—Hmm... Valeu mas eu não estou com fome.

—Tem certeza?

—Tenho sim.

—Sério mesmo? Você deveria comer.

—Okay então. – Eu troquei de roupa rápido e desci para comer com eles. –Oi – Falei assim que cheguei.

—Hey – Falou John com um sorriso gigante no rosto. – Gosta de comida chinesa? – Perguntou ainda sorridente.

-Não muito – Falei e ele fez uma cara estranha.

—Que tipo de pessoa “não gosta muito” de comer comida chinesa? – Perguntou indignado.

—Eu. Algum problema? – Falei e comecei a rir junto com ele. Enquanto isso o Christopher estava nos olhando de um jeito estranho. Fingi que ele não estava lá. Depois que comi fui para o meu quarto. Aproveitei para dormir um pouco. Esperando que dessa vez ninguém me acordasse.

Notas finais
c: