Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.

13 Provocações do bem. - Vinte e quatro de março.


Notas iniciais
''Você pode me ver Porque eu estou bem aqui, Você pode ouvir Porque eu venho tentando fazer você perceber O que você significa para mim Para sentir como alguém Nós temos em nosso caminho para lugar nenhum Tentando arduamente para chegar lá E eu digo Oh! Nós vamos deixá-lo mostrar Nós vamos deixar ir! De tudo Segurando os nossos sonhos e tentar Para fazê-la viver De alguma forma, Algum dia, De alguma maneira'' Estava cansada e com muitoo sonoo quando escrevi, se saiu meio bosta, não tenho culpa, entãaaaao ai vai. Narrado pela Anna.

Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita...

Coloquei a ponta do meu dedo em seu lábio e em seguida fiz questão de deslizar aquele mesmo dedo pela sua barriga fazendo-o estremecer. Acabei de vez com aquilo no momento em que coloquei minha boca na sua, iniciando um beijo quente, ambos não recuamos.

Meus problemas sumiram. Estou no comando novamente. Ainda que a culpa tome conta de mim juntamente a uma pitada de confusão, eu adoro me sentir desse jeito e não me encomodaria de fazer isso mais vezes....só por diversão.

Que diabos está acontecendo aqui? - Gritou uma voz um tanto quanto conhecida, tive medo de me virar e encontrar quem eu menos esperava que aparecesse nesse momento.

Alguém havia acabado de entrar no quarto, fazendo o beijo ser encerrado. Renny levantou-se e assim como eu tratou de logo se recompor.

Carina, eu posso explicar....

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Era por volta do meio dia quando acordei e me dei conta de que hoje meu dia não seria fácil. Calmamente, entrei no banheiro do meu quarto ainda esfregando os olhos, me propus a fazer minhas higienes pessoais, em seguida tomando um banho quente e relaxante, digno de uma manhã de domingo.

Após isso sentei-me em minha cama tentando processar tudo o quê aconteceu nesses dois últimos dias, tentando nao acreditar que hoje era aniversário da minha melhor amiga e que precisava correr para encontrar um presente ao seu nivél, para então, me dirigir até sua casa ajudar com a decoração da festa.

Carina é uma ótima decoradora e acredito que também tem gostos a flor da pele, sua personalidade não deixa dúvida alguma sobre isso. A estas horas ela deve estar começando a receber as flores, arrisco-me a dizer que este ano serão vermelhas, afinal vermelho é a cor da ousadia.

Não tenho tanto tempo. A festa é a daqui a mais ou menos sete horas.

Com esse pensamento, levantei-me feito um trêm bala da cama, abri o closet com um supetão só e tirei de lá a primeira roupa que ví em minha frente, deixei tudo aberto e bagunçado, calcei meu sapato de salto alto cor de rosa, por fim, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, descendo as escadas as pressas.

Vovó estava sentada na sala assistindo T.V com um copo de suco de laranja que o mordomo acabará de trazer em mãos. Ao ver meu desespero, começou a rir debochadamente da situação.

Deixou para a última hora e não comprou um presente não é? — Fala ela dando um gole no suco e rindo mais ainda, me fazendo ficar vermelha de vergonha.

Awn vóvó, me ajude! — Supliquei. Nunca irei me perdoar se não achar o presente certo.

Vóvó colocou uma mão no queixo e outra na cintura, fitou o ar por frações de de segundos e voltou a realidade.

Com o pouco que conheço sobre a sua melhor amiga, já consegui perceber que ela é o tipo de garota que merece ganhar algo realmente bom. — Começou. Dê algo que a toque de uma forma bonita, que defina a amizade de vocês.

Espere... há algo com essa descrição, capaz de deixa-lá pensativa, fazendo-a se lembrar de mim sempre que olhar para o objeto . A única coisa que me veem a cabeça agora é o numêro sete. Sete de março de 2008 o dia que nos cruzamos pela primeira vez, o dia em que o destino juntou duas pessoas completamente diferentes, com sete sonhos e sete desejos, capazes de tudo para conseguirem o quê querem.

Eu consigo sentir no ar. Gosto da verdade, mas amo ousar. Vivendo a vida como se fossem férias. Nós brilhamos como o sol nunca envelhecemos, nós todos somos jovens, porque somos a geração do aqui e agora. Experimente e nos derrube. Nós vamos levantar todas as vezes. Nós podemos dominar essa cidade. Então, vamos fazer o que gostamos, como gostamos. Nós estamos bem, 24 horas por dia. Viva sua vida, 24 horas.

Obrigada. — Agradeci caminhando em direção a porta, logo batendo-a rapídamente.

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E lá estava eu, na frente da livraria Foyles Holdy, com o celular em mãos e as 13 horas de uma tarde tranquila aos olhos de todos os outros londrinos que passavam na rua, bem ali atrás de mim. Isso me fez lembrar que preciso desejar feliz aniversário a ela. Peguei o iphone que se encontrava jogado em minha bolsa e liguei-o. A bateria estava fraca, porém aguentou mais uma ligação. Disquei o numêro com uma mão só.

Foram necessários quatro toques até que eu pudesse ser atendida.

Cade você Mrs. King's? — Esbravejou Carina.

Suspirei e contei de dez para baixo mentalmente, tentando conter a minha raiva pela vaca não ter percebido que estou atrás de um presente para lhe dar.

Não me chame de Mrs. King's, só chamam minha mãe assim. — Gargalhei baixo. Estarei ai em meia hora, preciso resolver alguns assuntos.

Carina ficou quieta do outro lado da linha buscando uma resposta, ou assim como eu anteriormente, estava contando até dez para não surtar.

Assuntos do tipo, o meu melhor amigo homem vulgo cara que você usou? É tão engraçado que ele prefêriu não vir me ajudar, quando soube que Anna King's estaria aqui. — Falou.

Não quero ser pega pensando demais... momentos, tenho que continuar vivendo por esses momentos. Porque esta é a nossa hora, a vida é muito curta para sentar e esperar pela sorte vir até nós. Acendo, como fogos de artifício. Quero ouvir você dizer. Nós estamos vivos e nós somos a luz que está brilhando agora, nós somos os imprudentes e você pode nos ouvir viajando no som. Chances, sei que não há nada de errado em agarra-lás. Só precisamos tentar.

Não é nada disso. Tenho algo para você essa noite, é melhor estar preparada, pois como vóvó sempre diz '' Quando Anna King's quer surpreender, ela faz mais que isso, ela simplesmente estrapola os limites.'' Beijinhos e Feliz aniversário! — Exclamei batendo o telefone em sua cara, fazendo-a ficar provávelmente ainda mais brava comigo.

Todo esse esforço valerá apena. Deixa-lá irritada não era parte do plano, mas como eu difícilmente esqueço de preparar segundas opções, acabei optando por seguir o caminho mais complicado. Quero faze-lá convencer a sí mesma que não consegue sentir ódio de mim, assim como eu não consigo sentir por muito tempo dela. Hoje, quando eu subir naquele palco e dizer todas as coisas que estão em minha garganta por esses anos, Carina verá finalmente o quê significa para mim.

Guardei o celular novamente na bolsa e entrei na loja, o sino pendurado soou e um homem de aparentes, 60 anos veio em minha direção. De imêdiato o conheci. Aquele era nada mais nada menos que meu professor de leitura da quarta série, Mrs. Foyles, agora proprietário da melhor e mais cara, livraria de Londres.

Eu mal posso acreditar que você está de volta a Londres depois do incêndio no Couci Gold em 2010. — Mrs. Foyles diz, em seguida me abraçando.

Fiz cara de conformação, aquele tipo de expressão facial que parece um bico torto. Eu simplesmente amo faze-lá perto das pessoas, elas ficam tão engraçadas berante a esse tipo de careta vinda de mim, que sinto vontade de rir.

As coisas são estranhas, não é? — Soltei um riso, fazendo o meu ex professor me acompanhar com a mesma atitude. Voltei a essa cidade para resolver assuntos que deixei pendente a quatro anos atrás, e que desde então vem me sufocando. Antes que o senhor me pergunte, papai e mãmãe ficaram em New York e estou morando com a vóvó Lindsay.

A baixo da água, que está caída em meus olhos, está enterrada uma alma que deixei para trás. A beira da tristeza, fui atingida, mas agora estou bem. Encho o buraco que eu tenho por dentro. Vou rezar para ela não gritar o meu nome, então eu acendo uma chama e deixo respirar o ar que mata a vergonha. Eu estou bem... eu estou mal... como uma montanha russa correndo através da minha vida. Tenho apagado o passado novamente. Uma perigosa manhã, me sinto como se estivesse viva, não posso acreditar que fiz isso dessa vez. A carga do meu ódio, foi a última coisa que eu nunca senti, ou pensei que eu pudesse escapar.

Sendo assim, o quê faz em minha humilde livraria? E não me diga que veio comprar algum livro, pois sei que desde pequena você odeia ler. Lembro-me como se fosse ontem você bem menina implorando para que Mr. Arthur King's não te obrigasse a ter aulas comigo.

Pedaços de flashbacks invadiram minha mente após as palavras anteriores. Papai sempre me obrigou a fazer coisas que eu não queria, mas quando chegou a sua vez de assumir as responsabílidades de chefe da familia, ele simplesmente fugiu. Desta forma, não me culpo por ter fugido das aulas de leitura, e nem muito menos de todas as outras coisas que deixei aqui quando fui para New York em 2008 e 2010. Sacodi a cabeça, na intenção de afastar as más memórias, focando-me em encontrar o presente de Carina.

Oh, acertou em cheio! — Exclamei e confirmei. Preciso de algo urgentemente e torço para que o senhor o tenha. Estou disposta a pagar caro pelo objeto.

O professor ficou curioso, tirou seu ocúlos de grau e apoiou suas mãos no balcão, passando a fitar-me com atenção. Vendo esses traços em seu rosto, continuei:

Estou falando do livro dos sonhos e dos desejos, o diário trancado a sete chaves. — Conclui.

Foyles me encarou incrédulo, virando no mesmo momento em direção a uma prateleira com uma etiqueta que dizia '' Raridades'', todos os livros presentes ali sem exceção, estavam no plástico e muito bem lacrados. Ele passou seus dedos até um de capa bege, vindo até o meu encontro.

Escute Anna, você sabe quais são os poderes desse diário em branco, não é? Sabe que segundo a crença, deve adquirir este livro, apenas aqueles que tem sentimentos puros e verdadeiros no coração, dizem que se o diário encontrar a pessoa certa e que seja merecedora de seus desejos, fará dela seu mestre, fazendo cada palavra escrita se tornar realidade. Não sei se devo lhe vende-ló. — Avisa em tom sério.

Suspirei pesadamente. É por isso que era o presente perfeito! Sem tirar nem por. Indescutível.

É um presente de aniversário a alguém muito importante para mim professor.

Mrs. Foyles voltou a me encarar, só que desta vez mais intensamente. Depois de um minuto, colocou em minhas pequenas mãos, o livro que eu havia pedido. Meu rosto se iluminou. Depositei um beijo no rosto dele, com tal ato Foyles soltou um meio sorriso.

Há apenas um significado que quero que Carina descubra com o meu presente. Tenho certeza de que quando ela o receber, saberá o por quê de ter sido justamente este diário.

O sete é sagrado, perfeito e poderoso. É também considerado um número mágico. É místico por excelência. Indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido. O numêro é uma combinação do três com o quatro; o três, representado por um triângulo, no caso, amor ódio e amizade. O quatro, representado por um quadrado, é a matéria. Podemos dizer que é Espírito na Terra, apoiado nos quatro Elementos, ou a Matéria “iluminada pelo Espírito”, a Alma servida pela Natureza.

O número quatro que simboliza a Terra, associado ao três, que simboliza o céu, permite inferir que o sete representa uma Totalidade em Movimento ou um Dinamismo Total, isto é, a Totalidade do Universo em Movimento.

É também o número da transformação ( altos e baixos, sentimentos e confusão), a primeira manifestação do homem para conhecer as coisas do espírito, as coisas de Deus, a criação. Ele é o número da Perfeição Divina Ao lado do três, é o mais importante dos números sagrados na tradição das antigas culturas orientais.

Seus olhos estão brilhando. Esse alguém é muito importante, não é? Oh, é lindo esse sentimento que você tem, parece ser admiração, afeto. — Falou.

Assenti com a cabeça.

Com toda certeza, ela é a pessoa que mais admiro nesse mundo. Não me arrependo e nunca irei me arrepender de tê-lá conhecido.

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Sai da loja com o sorriso estampado em meu rosto, senti uma onda tão boa de felicidade me fazendo gargalhar sozinha no banco de trás da limousine. O motorista deve ter achado que sou maluca e talvez eu seja. Estou me tornando um tipo de vádia boa, isso é tão revigorante.

Eu espero estar tendo o melhor momento da minha vida. Mas acho melhor pensar duas vezes, esse é meu único conselho. Agora, venha cá; quem você pensa que é, para me deixar assim? Abençoada seja você!!

O caminho para a cada de Carina foi mais divertido do quê eu pensava, quase não senti o tempo passar. Quando estacionamos, uma pontinha de ansiedade tomou conta de mim, carreguei comigo o presente, pois sabia que outras pessoas já tinham trazido com antecêdencia, isso constrava no convite enviado a todos os que estariam ali a noite, alguns até enviaram por correio. O melhor em tudo isso, é que verei ela ficando curiosa com o meu pacote até a hora da festa, sem poder abri-ló.

Desfilei até a entrada da mansão que Carina tinha alugado, especialmente para fazer com estilo sua festa de aniversário e, toquei a campainha. Fui atendida por uma moça de avental que me levou até o imenso jardim, onde se encontrava Carina, aparêntemente brava, dando ordens para os empregados colocarem a mesa central no lugar correto. Um tapete branco de veludo ao lado das rosas vermelhas, como eu havia previsto tinha destaque.

Ual. — Deixei escapar, enquanto ia em sua direção.

Ela estava de cara fechada e não respondeu ao meu cumprimento. Sempre que estava chateada comigo, era assim, silêncio, gelo. Meu Deus, o plano tinha dado certo. Mordi meu dedo, deixando nele a marca dos meus dentes inferiores e superiores da frente.

Está brava? — Questionei irônicamente.

Carina revirou os olhos com sutíl despreso forçado, logo levantando-se. Deve estar se perguntando que tipo de pessoa eu sou, que faz a melhor amiga ficar irritada propósitalmente no dia de seu aniversário. Acredite, sou do tipo que quer provar algo que está escondido lá dentro, além das aparências.

Agarrei seu braço delicadamente impedindo-a de se afastar.

– Querida , eu preciso de você, sei que sempre será verdadeiro. Quero você aqui ao meu lado. Oh, caminhe comigo, quero que o meu coração parar de chorar.

– Não! — Carina exclama. – Droga Anna! O quê você quer de mim realmente? Já entendi que é um jogo. Mas caso não se lembre, fizemos uma promessa que você está quebrando – Gritou.

Soltei-a e ela continuou de costas.

Não sou de quebrar promessas atoa, você sabe. É por uma boa causa. Tudo será esclarecido hoje a noite.

Continua...

Notas finais
Sol com sol no teu aniversário um sol maior, Aniversário é uma festa Pra te lembrar Do que resta. Estou ansiosa para o próximo capítulo!! Até lá. XX -Mrs. Carina