Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
21 Por favor Anna, me perdoe. - 27 de dezembro.
Notas iniciais
(Cauanne)
Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita...
Eu sinto a necessidade de elevar-se acima de tudo. A ânsia ardente irá guiá-me embora até as respostas. O preto e branco vão perder para o cinza, como eu ando para além do bem e do mal. Suas regras serão traidas a sua necessidade de tomar uma posição. Você luta pelo rebanho que ainda precisam de segurança, porém o rebalho não lhe dá apoio. Nada é verdadeiro ou falso no mundo. Você pode estar certo, mas eu não estou errado.
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Eu tendo a estragar tudo, não graças a você, é como se você sentasse e me assistisse, você me atiça e me insulta é tudo o que você faz e eu não estou lutando contra isso, não, de jeito nenhum. Só queria ser algo, um nome que você chama. Todas as minhas palavras saem errado, correndo em círculos na minha cabeça. Mas.. você nunca vai me entender, infelizmente.
– Cauanne DiLewis.
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Você já se sentiu presa a um sentimento ruim? Você ao menos, já se sentiu tão destruída aponto de querer morrer? Você por acaso, já tentou ficar ao lado de um furacão? — Será que, você não é capaz de entender que tudo o que eu fiz foi só para continuar perto de você? —.
Ela chegou devagar e aos poucos tomou meu lugar no seu coração, tomou o meu lugar, aquele do qual eu ganhei por direito a muito, muito tempo atrás. É difícil para que você saiba, mas nada é o que realmente parece ser .Eu tento esconder minhas lágrimas neste momento porque eu odeio a intensidade com que elas caeem. Não quero mudar minha mente, porém eu sei o que você pensa sobre mim agora.
Te perdi, te perdi para sempre. Perdi a coisa mais valiosa que eu já tive em toda a minha vida, aquela coisa que me fazia ser outra garota, bem diferente desta da qual eu me tornei hoje.... a sua amizade.
Como diz o ditado, vingança é um prato que se come frio e eu estou pagando o preço por ter entrado em um jogo do qual eu já mais poderia ganhar, mesmo que eu continuasse tentando, até a minha morte. Agora, tudo o que eu vejo são flashes de luzes, as pessoas estão gritando no meu ouvido descontroladamente.. No meio de toda essa bagunça causada por um único e integro nome, consigo encontrar forças o suficiente para explicar detalhadamente tudo o que aconteceu. Do começo, ao fim...e do fim ao começo.
FlashBack On
New York, 21 de Setembro de 2013.
Sacada do Hotel The
Mark próximo ao Central Park, duas dá tarde.
Capítulo 3, primeira temporada.
– Ágata? — Soltei um grito ardido o suficiente para a garota do outra lado da linha afastar o telefone de perto de sua orelha . – Eu quero saber o que foi que a vádia da Carina fez agora! Eu vou ir ai e... faze-lá entender que não se meche com a minha melhor amiga.
– Eu estou te enviando um anexo, abra-o e terá em mãos o seu presentinho, mas saiba que você não pode fazer nada por enquanto, além de ligar para Anna perguntando como está sua vida aqui. Se ela desabafar com você, aconselho que adie seu plano. — Ágata avisa. – Se me der licença, preciso retornar para a sala, esse colégio já sofreu abalos de mais por um dia e ele não precisa de mais uma vagabunda britânica mimada . Não ouse colocar seus pés aqui Cauanne DiLewis, ou Anna saberá sobre nosso acordo. — Concluiu, batendo o telefone na minha cara sem me dar chances de resposta.
Finalizei a ligação com ódio o suficiêntemente para me fazer jogar o vaso de vidro com pétalas com flores cor de rosa no chão bruscamente. Sem me importar com a bagunça que causei, corri para dentro do quarto e pulei na cama, deitando-me de barriga para cima. Meu celular vibrou, apertei nas fotos e quase senti vontade de jogar aquela droga de telefone do décimo segundo andar de um dos hotéis
mais famosos de New York.
Havia uma foto de Carina e Anna se abraçando no banheiro junto a um vídeo:
– Por favor? Por favor? – Perguntou e continuou — Eu não pedi por favor mil vezes para que você não falasse ao Pedro que eu o trái por que você me chantageou? EU o amava Anna! Você me destruiu ok? Agora por que eu não devo fazer o mesmo com você? – Questionou Carina em um grito que ecoou na a gravação, provavélmente o mesmo aconteceu no banheiro por conta dee estar vazio.
– Vá em frente. MANDE A MENSAGEM! Você esta certa Carina, eu mereço. Eu sou uma destroidora de vidas e eu não me arrependo disso. — Anna diz erguendo a cabeça pela primeira vez e fitando Carina de uma forma penetrante.
Ela também fazia aquilo comigo quando queria me fazer desistir de algo. Ela tinha esse poder. Fazia as pessoas mudarem de idéia com facilidade.
– Não faça isso comigo! – Exclamou. — Eu não tenho outra escolha. – Disse abaixando os olhos olhando para o chão e para o celular em suas mãos constantemente.
– O quê você quer para não contar, Ca? — Fala Anna de uma forma doce, sem perceber que chamou Carina daquela maneira.
— Eu mal podia acreditar! — Anna a chamou pelo mesmo apelido do qual me chamava, da mesma forma, com a mesma voz, com o mesmo jeito, porém ainda mais verdadeira do que o comum. Poderia dizer que, aquela não era quem sempre esteve lá pra mim. Me parece que, ela se esqueceu de tudo o que passamos juntas. Nós prometemos ser melhores amigas para sempre, isso... isso não é justo.
FlashBack Off
Com esses lembranças, lágrimas começaram a surgir dos meus olhos. — Como você pode Anna? Por quê? Eu não fui boa o bastante para você? Não me diga isso, por favor. Já estou machucada e tentando fazer em você as mesmas feridas que você deixou em mim quando me trocou — o mais curioso em tudo isso é que você tenta dificilmente esconder, segurar tudo por dentro, fingir que não importa. Porque guardar isso pra você é menos doloroso. Você tenta ser tão forte, tão forte quanto ela é, mas ninguém pode ser um perfeito clone de alguém.
Eu tento manter o controle. Sim eu tento, mas eu não consigo, é mais forte do que eu. É mais forte do que tudo que eu já mais pude lidar. Estou presa nessa cidade assim como Anna. A todo momento eu sabia e tinha consciência que sem ela ao meu lado as coisas seriam bem diferentes, e na verdade foram. Aprendi coisas ao seu lado, sabia suas fraquezas, o que era necessário para que eu me vingasse foi adquirido através de conhecimento ao longo dos anos de nossa '' amizade’’. Eu não fiz isso só por que queria dar o troco, eu a queria por perto de novo. Eu a queria em Londres. Bom, foi exatamente isso que aconteceu. Assim que Carina assumiu o controle de New York novamente, Anna veio correndo para mim e tudo o que eu precisei fazer, foi fazer ela provar do próprio veneno. Porém nada saiu como eu esperava que sairia. Na festa de boas –vindas quando gravei aquele áudio, minhas esperanças eram que Carina não viesse para Londres e acompanhasse tudo de longe, mostrando assim a Anna que não se importava com ela. O que eu não imaginava era que a amizade delas, apesar de ser uma relação de ódio e amor ao mesmo tempo, era forte o suficiente para não despencar tão rápido. Precisei montrar meu exército para a chegada de Carina, já que estava mais que claro que ela traria o seu. O idiota do melhor amigo, o namorado e Willan ''paixão’’ de Anna. Willian foi útil naquele baile de natal, mesmo ele não sabendo, sua crise de ciúmes por Renny me fez ganhar um abraço de Anna e Oh... um simples abraço que com certeza significou mais para mim do que para ela.
Dói saber que é verdade. Dói saber que ao invez de consertar as coisas, eu só as piorei ainda mais. Dói saber que ela me acha a pior pessoa da face da terra. Tantas coisas aconteceram por minha causa, mas, sabe o que mais dói em tudo isso? Ter a perdido de vez, já que ficou claro que nunca mais seremos como éramos antes de Anna conhecer Carina. Eu não posso negar que tenho uma pontinha de inveja dessa garota por que seria mentira, as vezes me pergunto o por quê essa vádia é mais importante que eu. Mas, questionamentos a parte! Estou aqui para explicar quando foi que tudo isso começou...
É um pouco evidente que quem me alertou sobre Carina foi Ágata. De alguma maneira ela conseguiu descobrir sobre mim e sobre o passado que me involve a Anna .Garanto que através dá mesma não foi. Ágata pode ter uma parte boa, assim como eu, mas não deixa de ser uma vagabunda quando se trata de ser rejeitada. E isso foi o que nos uniu no momento em que recebi sua proposta de distruir a amizade de Carina, até então sua melhor amiga, e Anna, até então, minha melhor amiga. Ágata facílmente cumpriu com seu papel de espiã, me contando cada passo daquelas duas juntas, desde New York até Londres. Carina nunca suspeitaria dela por ser ‘’fiél’’ a tudos os principios que a ela eram impostos. Eu também já fui muito fiel, já fiz coisas das quais eu não queria só para participar dos planos que Anna bolava para derrubar seus inimigos no Couci Gold, inclusive houve uma vez em que não nos safamos, tínhamos 13 anos . Lembro de ter sido quando prendemos Ellen Broome no banheiro feminino e acabamos ficando presas lá também. Foi a única vez em que vi Anna se arrepender de algo que fez de mal a alguém. Ela só implicava com a Ellen pelo fato da garotinha ser nerd e gostar de cachecoís de tricô super fofos dos quais todo mundo elogiava por serem belos.
Segundo Anna, nerd’s não podiam ser mais populares que ela. Nesse dia, percebi que ela escondia tanto suas emoções por baixo de sua armadura que era capaz de tudo para se sentir melhor com sí mesma. Mesmo nos momentos de raiva, quando Anna roubava e ficava com os meninos que eu gostava na minha frente, só para me ver chorando, provando a si mesma que eu ficava cada vez mais dependente dela, eu não conseguia odia-lá. Impressionantemente, ninguém consegue. Anna sempre foi um imã para garotos errados e nunca teve muita sorte no amor. Ela poderia até namorar os melhores garotos, mas sempre acabava machucada e afundada no sofá da minha mansão comento uma caixa de donuts sabor morango enquanto me convencia a não ir treinar na hípica para ficar com ela assistindo algum filme. Acho que perdi a conta de quantas vezes fiz isso por ela ou de quantas vezes tive que escutar os sermões da minha mãe de que faltando aos treinos daquele jeito eu nunca já mais seria tão boa na montaria como o meu pai, já falecido era. É verdade, eu não vivia nessa época só nas sombras de Anna, vivia também nas do meu pai, era tanta cobrança para ser a melhor que até hoje não lido muito bem com o fato de ter perdido a final do Campionado Estadual Equestrian London, cuja meu pai tem a maior quantidade de títulos na história da cidade, cinco vitórias seguidas.
Sabe? Para mim, era mais fácil ouvir esses sermões do que deixar Anna sozinha daquele jeito, fiz isso como uma prova de amizade, uma gratificação. Dizem que você aprende com seus erros e não os comete duas vezes depois disso, mas com Anna as coisas eram diferentes, ela persistia no erro, como se gostasse de se magoar ou algo do tipo. Nunca entendi o por quê dela continuar a gostar de homens difíceis, deveria ser por quê simplesmente estou falando de Anna King’s, e Anna King’s é teimosa e não admite que você esteja certa quando dá um conselho.
Joseph foi uma dessas aventuras na qual Anna embarcou, só que desta vez em outro continente, se é que me entende. Não sei ao certo como eles se conheceram pois Piérrie não me deu detalhes. Foi apenas mais um amor platônico, assim como todos os outros. É uma pena que tenha acabado com a minha ex melhor amiga o usando como um passatempo, saindo assim por cima deixando Joseph completamente apaixonado. Quando ele me procurou, seus olhos queriam dizer que só estaria se juntando a mim pelos mesmos motivos que os meus.
— Oh, e enquanto Willy? — O que dizer sobre ele? Descobri que ele foi o primeiro garoto que rejeitou Anna já de cara. De inicio se tornaram melhores amigos, mas ela já o amava a muito tempo antes, desde a primeira palavra que trocaram até a primeira noite em que passaram juntos. Imagino que essa primeira noite deve ter sido maravilhosa para Anna. Willan deve ao menos ter feito ela gritar um pouco de prazer. ( Só um pouco.) Isso se da por quê ela o desejava a bastante anos e sei por experiência própria que é maravilhoso transar por vingança. Hahaha.
Entretanto, brincadeiras a parte! Pelo que Anna me contou no baile de natal naquele jardim, Willy sempre soube do amor dela por ele e usou isso para o bem próprio. Ainda acrescentando, falou que ele ficava com qualquer garota que aparecesse para provoca-lá. Quando ele finalmente percebeu que estava apaixonado por uma única garota, essa garota em questão lhe rejeitou na frente de milhares de pessoas, assim como ele havia feito anteriormente.
– Cauanne? Cauanne, terra! — Uma voz gritou, me fazendo dar um pulo e parar de rir sozinha com meus pensamentos.
– Droga Laís, você quase me matou. — Esbravejei. – O quê você ta fazendo no meu quarto e quem te deixou entrar? Alias, onde você estava quando o avião caiu? E por que a Marrie se vestiu de sombra para ficar no seu lugar? — Perguntei.
Laís não respondeu a nem um dos meus questionamentos, fazendo o silêncio rodar no ambiente.
– Há algo que você precisa saber. — Começou sentando-se ao meu lado na cama. – Existe mais uma sombra e ela estava dando pistas sobre nós para Anna.. e Cauanne... você não vai acreditar, ele chegou no hospital hoje e abriu o jogo na frente de todo mundo. E sim, eu passei lá mais cedo pois achei que Anna ao menos iria querer saber a sua versão da história. Eu contei a minha, aconselho você e a Ágata a fazer o mesmo antes que tudo o quê vocês tenham feito passe em vão. Anna, Pedro, Willy , Carina e Marrie estão planejando ir para Malibu daqui a duas semanas. Assim que Piérrie tiver alta daqui a dois dias, eles vão embarcar rumo a New York novamente e ai, você nunca mais virá nem um de nós por aqui. Marrie se mudará com a família em fevereiro para New York e Piérrie voltará para a frança. O seu tempo está esgotando DiLewis.
Suspirei e comecei a fitar a janela aberta de onde saia uma brisa leve que batia nas cortinas.
Cada sussurro, a cada hora acordado. Escolhendo minhas confissões, tentando ficar de olho em você, como um tola magoada, perdida e cega. Eu causei tudo isso, essa sou eu naquele canto. Aquela sou eu no centro das atenções, tentando me igualar a você. Eu não sei se eu consigo fazer isso. Eu não disse o suficiente. – Considere isto a dica do século, o deslize que me deixou de joelhos e fracassada. – E se todas essas fantasias se tornassem reais? É, Agora eu falei demais...
– É o Peter não é? — Questionei.
Laís assentiu com a cabeça, me fazendo senti-me como se tivesse acabado de receber uma facada no peito. Naquele segundo, decidi que isso não poderia acabar assim. Tudo o quê eu preciso dizer agora, é um pedido de desculpas...sincero e limpo, aquele que venha do fundo da minha alma. Tudo o que eu preciso agora é de perdão. Do perdão dela.
– Eu vou estar nesta viagem, custe o que custar!
Continua...
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