Diário de uma garota quase perfeita. - O Retorno.
2 Lamentações e mais lamentações...
Notas iniciais
Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita..
[...] Assim que chegamos no mesmo, caminho até a cama e sento na mesma. Um pouco envergonhado por estar no meu quarto, Willy senta-se na poltrona ao meu lado ainda em um silêncio devastador para mim e tudo o que eu estava sentindo no momento, levantei-me e fiquei na frente para ele, sentando em seu colo de uma forma ousada e susurrando em seu ouvido:
– Eu sei que você me quer tanto quanto eu te quero neste momento. [...]
[...] ''Eu não preciso de suas razões
Não me diga porque isso machuca’’
Continue pensando em mim, eu pensarei em você, todos os dias até esquecer.
– Aqui eu estou, e aqui eu vou ficar. [...]
.......................
O sol acaba de surgir no horizonte. O amanhecer aqui é belíssimo! Ainda não sei quais foram os meus motivos para deixar tudo isso de lado e ir para New York. Deixei aqui minha história, minhas conquistas e meu reinado a ser reconstruído.
Tudo poderia ser mais facíl se eu não tivesse conhecido Carina. — Nós somos complicadas, eu sei —, ela dizia que foi coisa do destino. Creio que esta é a única verdade.
Desde que o avião pousou um sentimento de culpa toma conta do meu peito. Eu sei os motivos de toda essa preocupação. Talvez eu não queira me sentir insegura novamente. Sim, minha única preocupação é quem vai assumir meu lugar em New York, tanto no coração de Willy, tanto quanto no de Carina. Provavélmente Carina deve estar neste momento com Ágata, e só de pensar me dá vontade de pegar o primeiro voou que surgir de volta para New York.
Assim que me dirigi para a área de desembarque com minhas malas em mãos, tratei de caminhar em direção a escada rolante e assim fiz. Logo meus olhos pousaram sobre um homem de terno e gravata com uma plaquinha em mãos que dizia: '' Bem-Vinda Anna'' . Ao seu lado estava uma face um tanto quanto conhecida, era vóvó. Ainda sentada em uma das cadeiras, aparêntemente cansada havia uma garota de longos fios de cabelo castanho escuro, similar ao meu; magra de mais ou menos um metro e cinquenta, vestindo uma blusa verde juntamente a uma saia e sapatinhas de salto baixo. Demorei a acreditar que aquela era Cauanne. — Meu deus! Como ela estava diferente —.
– Olhaaaaa só quem está de voltaaaa! — Gritei, em seguida pulando no colo da vovó.
– Anna querida. Que bom que você chegou! — Vovó exclama, sorrindo.
– Pelo visto alguém se esqueceu de mim, não é Mrs.King's? — Questionou Cauanne com tom de voz chateado e ao mesmo tempo irônico, aquilo era sua marca registrada.
– Como eu me esqueceria de você sua vadiazinha? Venha aqui. — Falei esticando as mãos, fazendo sinal para ela se levantar e vir me abraçar.
Nosso abraço foi um pouco demorado e apertado, durou pouco mais de 20 segundos. Cauanne parecia estar com muita saudade de daquilo, quase pude sentir um sorriso da parte dela.
Foi inevitável não lembrar daquele abraço meu e de Carina no banheiro da escola em New York, foi perfeitamente identíco. Engoli o choro a seco e visti novamente minha máscara.
Quando terminamos peguei a mão de Cauanne e entrelacei nossos dedos, como sempre faziamos. Nós eramos realmente muito amigas, ela me viu passar pela pior fase da minha vida e mesmo assim ficou ao meu lado. Uma grande prova de que, com ela eu posso contar até o fim dos tempos. Porém nem uma amiga minha e nem mesmo Cauanne se compara a Carina. Elas são são um pouco digamos... parecidas pisicologícamente. Fora isso, nada mais.
– Vamos para a limousine garotas! — Vovó chamou , já caminhando para fora do aeroporto.
.......................
O motorista abriu a porta para nós. Nos acomodamos, em uma arrancada só o carro ligou. Sentei-me proxímo a janela. Relembrar cada canto dessa cidade era tudo o que eu precisava. O silêncio tomava conta do ambiente até que o mesmo foi quebrado com um toque estilo pop no celular de Cauanne.
Eu apenas sorri, me levantei e abri o teto solar, senti o vento nos meus cabelos e cada vez mais a melodia me contagiava.
– O que acha de cantarmos? — Cauanne sugeriu.
– Acho a ídeia ótima! — Falei pegando o celular da mão dela.
– Quando o sol se põe, néon é tudo que temos
E está chamando todas as pessoas solitárias
Conforme a noite avança, tentando uma música diferente
Assim, não vamos ser uma das pessoas solitárias. Como você se sente? — Começou.
– Isso é loucura, eu queria ter colocado meu vestido novo
E agora você pergunta como estou, bem, eu já tive dias melhores!
Bom com uma bebida, vamos, vamos dançar
Sem clima agora, mas ele é realmente bonitinho embora
Então, vamos lá, nós sabemos, nós sabemos, nós sabemos...– Continuei.
O Centro de Londres estava lotado, vários jovens da nossa ídade, vários carros, várias lojas de griffe abertas. É claro sem nos darmos conta, o transíto estava parado e todos ali presentes, inclusive alguns garotos em seus carros, nos fitavam atentos em cima do teto solar cantando feito malucas. Não poupamos risos e piscadelas. Puxei Cauanne ainda meio a música ''Neon'' no último volume, estava decidida a contar para ela um dos últimos acontecimentos.
– Cau, eu não sou mais... — Não pude completar e ela mesma completou.
– Virgem? — Falou com um tom sério beirando a riso, parecia não acreditar.
– Sim! — Confirmei.
– OH Anna! — Exclamou boqui-aberta. – Quem é ele? — Concluiu.
– É só alguem especial, está bem? Tem muita coisa sobre New York que eu quero enterrar e que você não deve saber. — Respondi sorrindo.
— Seja doce, pela frente e venenosa pelas costas. As cobras mais espertas pegam suas presas desprevinidas —. De fato, há muitas coisas que precisam ser escondidas e que nem o tempo pode ser capaz de me fazer esquecer. Precisei por um ponto final em tudo, bati a porta, sai, fui embora. Eu não estou bem. Sinto como se faltasse uma parte do meu coração, a parte que ainda está em New York.
Á medida que os dias se passaram eu me sinto cada vez mais estranha. Algo que está profundo, eu só sei que sei que não consigo explicar. Eu acho que estou apaixonada, eu preciso da outra metade. Eu me mato por dentro só de lembrar todos aqueles toques... Inicialmente eu não importei, mas agora me dei conta de que tenho que seguir em frente.
Tentei tanto, cada vez que eu simplesmente não posso ir além, sinto as vibrações rápidas e eu não posso aguentá-las. Vivendo dia a dia, perseguindo o meu próprio sonho. Nós conhecemos este lugar,nós conhecemos as cores... sabemos o que está por vir, sem surpresas, porque nós já estivemos lá. Quando o sol se põe, néon é tudo que temos...
Por favor, me dê uma luz Londres! Me dê o sinal de que preciso para poder descobrir se fiz a escolha certa.
Continua...
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