Diário de uma garota quase perfeita

2 Adivinhe? Eu estou de volta baby!


Notas iniciais
Hey, cheguei, Quero agradecer a todos que estão favoritando e acompanhando a história, ainda é pouco, porém já é um grande passo, não deixem de comentar, é importante para mim e não custa nada! O capitulo de hoje é a introdução é a continuação do anterior, já que o mesmo terminou na metade.

( Anna)
''Bem, é cruel ou doce, não dizer o que eu penso e mentir pra você em vez de te magoar. Bem, eu confesso todos os meus pecados, mas eu ainda vou os esconder de você e esconder o que esta por dentro de você''

The Libertines: Music When The Lights Go Out


3 horas Antes

O grande sinal do refeitório tilintava fazendo um estonteante barulho que chegava a deixar-me profundamente irritada, pois tirava minha concentração além de assustar-me. A terceira batida no metal indicava que todos deveriamos nos aprontar para seguirmos o caminho de nossas respectivas salas de aula, para desta maneira iniciarmos mais um dia letivo, por sorte e pelas minhas contas, aquela era a segunda badalada.

É meados de agosto e o sol esta a pino no céu de New York, alguns dos raios quentes insistem em bater contra meus olhos agora cobertos por meus pares de óculos ray ban round espelhados e transparentes, possibilitando a mim uma visão mais ampla que o normal do patío. Apoiei minhas mãos na mesa de madeira com as cores da escola pintadas em sua superfície. Tal mesa está localizada em frente a um canteiro cheio de rosas brancas próximo ao campo de futebol. Vislumbrei o calmo patío central, algumas de minhas amigas acenavam e gritavam para caras em seus carros no portão enquanto riam loucamente de sí próprias. Sorri satisfeita com aquilo e retirei da mochila um livro do qual a Srta.Carter minha amada professora de redação nos dera para ler durante as férias de verão. Oh, sou apaixonada por literatura inglesa, fascino-me a ídeia de um dia seguir sendo uma profissional no ramo do mercado que envolva este meu gosto peculíar pela escrita.

Cocei os olhos que ardiam de sono. Fitei meu relógio de pulso dourado e notei que passei longos minutos ali parada literalmente com a cara nas páginas. Espriguissei-me sem me importar se minha regata branca tinha deixado exposta parte de minha barriga ou não, afinal, acreditava que ninguém estava observando-me. Então, ao prestar atenção ao meu redor, escutei um grande burburilho de vozes se formar na escadaria principal do qual dava acesso aos corredores dos ármarios, confusa e curiosa levantei-me e decidida, caminhei em meus saltos e subi degrau por degrau temendo o que encontraria no meio de toda aquela gente, deduzi desta maneira que poderia ser algum tipo de discussão que tinha sido gerada entre duas garotas, talvez. Pedi passagem dentre a multidão, que pousou todos os olhares sobre mim a partir do segundo que cheguei no último lance da enorme escada. Não necessitei nem ao menos adentrar o corredor para que a surpresa fosse maior do que o esperado, tentei conter minha cara de espanto agindo naturalmente e de forma indiferente, mas a verdade é que meu sangue fervera por dentro, o medo tomará conta de mim.

— Oh meu deus! Não pode ser... — Disse Ágata que tinha surgido da biblioteca e deu de cara com aquilo — Por favor me digam que vocês todos não estão vendo a mesma coisa que eu!

— Por quê ela está de volta? — Perguntou intrigado a Renny, Pedro Campbell, garoto pelo qual forá meu namorado por toda minha infância bem como até pouco tempo atrás. Terminamos depois que eu o traí com um de seus colegas da turma de ginástica.

Ágata entrelaçou seus braços nos meus, dando-me segurança. Suspirei longamente varias e varias vezes, deixando meus pumões se enxerem devagar feito uma bexiga estragada senti que faltaria-me forçar para continuar a repetir esse processo. Minha cabeça girou e os cochichos sobre mim só me deixavam ainda mais abobalhada, porém nada disso foi demonstrado aos que podiam me ver por fora, pois a bola de neve se formou por dentro e o turbilhão de lembranças parecia não ter fim. Sequer pude ter coragem de contempalhar os detalhes do rosto de Anna mais uma vez para ver se algo em sua face tinha mudado, face esta que achei que nunca mais poderia me importunar a noite, quando eu deitasse minha cabeça no fofo, macio e aconchegante travesseiro . Pois é, eu não estava errada em achar que a bagunça das pessoas amontoadas em um único espaço era gerada por causa de uma discussão de duas garotas, contudo o que eu não sabia é que eu estaria envolvida diretamente e indiretamente.

— Você não vai fazer nada? Vai de fato deixa- lá chegar aqui da mesma maneira da qual se foi a setê meses? — Questiona, Renny que estava parado de braços cruzados vendo a intensidade de minha raiva aumentar aos poucos. Ele curvou-se na direção de Anna, que retribuiu o gesto com uma piscadinha com o olho esquerdo acompanhado de um sorriso irônicamente sincero, busquei explicações para aquilo, não as encontrei — Não precisamos de uma cretina a frente da hierarquia estudantil. Quer realmente pagar de rainha suprema e ver seu reinado desmoronar aos poucos sendo dividido em dois e superando ser atacada emocionalmente pelo outro lado? Sinto muito Carina, mas os estudantes deste colégio não merecem ficar no meio desta briga novamente. O que você espera? Que todos nós escolheremos um lado e vejamos vocês duas guerrearem até uma acenar a bandeira branca ? Não sem chance, não vou participar disso de novo. Achei de verdade que você tinha mudado.

— O quê você quer que eu faça? Impeça? Será que nao se lembra, Renny? Anna é a minha criptonita, se tem alguém que pode me tirar do topo só para me ver destruida, esse alguém é ela e mais ninguém. A garota perfeita... bem... — Digo em tom pensativo e desapontador— Vocês podem parar de me chamar assim, afinal, com Anna aqui, meu controle e auto controle de sentimentos, além de minha paz vai por água a baixo, basta nos confrontarmos uma vez e eu explodirei em mil pedaços. Quer queira vocês ou não, não tenho como fugir disso, hora ou outra, terei que encara-lá e ve-lá acabar com o que resta de minha dignidade — Conclui

Celei meus punhos com tanta força que as marcas vermelhas de meus dedos ficaram em meus braços. Os seres humanos foram programados para decepcionar não só a natureza, entretanto, também os próprios irmãos de mesmo sangue e espécie. Não importa o quanto eu tente encontrar o ideal perfeito e o equílibrio entre minha mente e corpo, sempre haverá uma parte boa mínima de mim que quer melhorar e uma parte obscura que me domina por completo quando sinto-me ameaçada justamente a...ela, minha maldita melhor amiga. Há dezesseis anos, desde que piso sobre esse concreto desta cidade, nunca sequer achei uma pessoa que não tenha mentido, manipulado, enganado e fingido para conseguir o que queria. Humanos são trapaceiros e eu aprendi a ser assim com a sociedade a minha volta, nada disso para eles importa, mas na realidade todas essas coisas escuras guardadas no fundo de nossas mentes nos destroem pouco a pouco se tivermos um estimulo forte o bastante. Nossa etínia não é diferente do resto ou superior, não somos indestrutíveis, imortais e uma hora caímos, a única diferença de humanos para o restante é que cabe a nós mesmos descobrirmos nossas fraquezas antes que o próximo as descubra e use-as contra nós.

Sabe? Acho que aprendi com minha vaga expêriencia em amizades que não se pode esperar uma boa atitude de uma pessoa que amamos, mesmo que você a conheça desde seus doze anos, mesmo que vocês tenham crescido juntas e durante anos tenham se tornado inseparavéis, porquê depois elas te abandonam sumindo do mapa sem enviar uma carta ou torpedo. Tudo o que soube de Anna durante esses meses foi por sua avó que disserá-me que a viagem a Londres foi ídeia de Arthur, ''pai'' de Anna, (alias é isso que dizem os documentos, todavia a verdade ainda esta guardada para ser relevada quando necessário). Seus motivos para não ter se despedido são meio obvios e eu os sei de cor, te juro...se eu pudesse ter feito algo para impedir que nos afastassemos, se eu pudesse construir uma maquina do tempo, eu a construiria especialmente para abraça-lá pela última vez e dizer que nada do que tinha acontecido e nada do que ela tinha feito importava mais e que eu a perdoaria mesmo ainda guardando rancor e magoas. Contudo, isso é passado, hoje dou graças a qualquer força lá em cima por ter tirado Anna da minha vida sem que eu cumprisse minha missão, só que, pelo visto as forças a querem comigo de novo, algo dentro de mim diz que nada disso acabou e sim, exclusivamente começou.

Agora, chocando-me a realidade no mundo externo a minha mente, prendi a respiração e ergui meu olhar para Anna que fechava seu ármario com força. Ao perceber que eu queria contato visual, limpei a mente e preparei para ver seus pensamentos e desejos por meio da maneira que reagiria quando eu pedisse para entrar por seus olhos. Fui liberada, para em seguida ser cortada. Tentativa falha! aquilo só deixo-a irritada era como se tivesse feito de proposito mantendo contato um simples momento para dar o recado que não me queria mexendo com o eu interno dela de novo e que se eu persistisse ia me arrepender.

Finalmente aquele barulho de metal sendo soldado badalou pela terceira vez, dando fim a dramatização daquele tosco reencontro. Cada um foi para sua devida sala de aula. O corredor se esvazeou, me despedi de Ágg e Renny que teriam francês no primeiro periodo, enquanto a mim, seria aula de ginástica, para a minha pura sorte, Anna e eu dividiamos aquela matéria nas segundas-feiras, sei disso porquê ainda me lembro de seu antigo horário. Pude sentir os passos dela em minha direção quando eu estava na frente de meu ármario guardando meus cadernos e pegando a minha bolsa com roupas de malha dentro. Teriamos que caminhar juntas até o segundo andar se quisessemos chegar sem que a inspetora nos pegasse. Mantive distancia e apressei meu andar, porém ela segurou-me pelo braço, não tive trabalho de me virar, fitei-a por cima de meus ombros.

— Acho que você não gostou que eu voltei, não? — Anna zombou — A Carina que eu conhecia se viraria para bater de frente comigo mesmo se estivesse atrasada para uma aula ou me faria abaixar a guarda para bancar a superior na frente da escola — Examinou e afirmou veementemente — Me conte o que aconteceu para essa subta mudança minha querida, tem haver comigo, eu sei.
Silênciei-me e continuei a andar em passos rapídos como se não pudesse a ouvir por ter problema de audição. Fui impedida de novo dessa vez fui jogada contra a parede e em um ato de raiva, Anna prendeu meus braços


— Estava mais do que na cara que você não conseguiria ficar longe — Respondi sorrindo e em seguida me soltando bruscamente

— Como você é tola! — Exclama rindo — Sei que quer saber porquê eu voltei mais do que qualquer outra pessoa nesse colégio, então a resposta é meio obvia: Deixe-me ser sua governante, pode me chamar de abelha-rainha e baby eu vou mandar, deixe-me viver essa fantasia — Ela havia acabado de ter cantarolado um trecho da música Royals da cantora Lorde — Eu voltei para continuar o quê começei

— Admita bitch! Você nunca vai me esquecer, demore o tempo que for necessário — Falei franzindo a testa — Péssima notícia Anna, saiba que eu já te esqueci, você e tudo o quê eu sei... ops, isso não... talvez não...— Digo irônica dando de costas.
— Será? Eu quase posso sentir o arrepio em suas mãos quando eu chego. — Rebateu na mesma intensidade ainda gargalhando alto

— Tem certeza que isso também não acontece com você? Ou já se esqueceu de tudo daquilo? — Pergunto desafiadora respondendo um questinonamento com outro para fugir o quanto pude dela

— Você sabe tanto quanto eu que não vai contar por que se você fizer isso, poderei saber que tudo o quê passamos juntas, pelo menos os momentos bons nunca valeram nada para você — Falou quase em um grito — Vamos, você sabe que ainda não esqueceu e que pensa nisso todos os dias desde a minha partida, todas as nossas brigas, risos, fofocas... — Anna diz olhando para o chão sem ter coragem de lançar seu olhar penetrante.

— Eu não sei... do que você está falando... — Respondi, fingindo-me de desentendida sobre o assunto, o que era obvio que não era, afinal eu dentre nós duas era a que mais pensava nisso, com toda certeza — As coisas mudaram sim, mas não tem nada haver com você, a sua presença só me faz mal. Será que nunca vai aprender a já mais me subestimar?

Notas finais
Não é justo, apenas deixe-me aperfeiçoar isto Não quero viver uma vida que foi compreensiva Porque pensando melhor seria uma má idéia Agora alcance-me ao sair daqui... ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO , - MRSC