Notas iniciais
OOOI gente! Voltei com o segundo capitulo pra voces! Dedico o capitulo a iamBecca que foi a primeira a comentar a fic, Obrigada! Aviso: Eu mudei uma coisinha na fanfic, agora Selina é filha de Afrodite! O que vocês acham? Eu acho qui assim faz mais sentido. Leia que espero vocês lá embaixo!

Chegamos ao acampamento dois dias depois. A paisagem parecia exatamente a mesma de dezenas de anos atrás, na ultima vez que estive ali. A brisa da manha sacudia os galhos do pinheiro de Thalia o que causava um farfalhar nas folhas, Thalia fitava aquela arvore com dor no olhar.

Antes de atravessarmos a barreira da árvore de Thalia eu me despedi de Lupin — eu sei que é muita falta de imaginação chamar um lobo de Lupin, mas eu acho fofo. Lupin era mais apegado a mim então eu lhe dei esse nome e ele se acostumou.

Todos os nossos lobos se rendiam a nossa vontade, serviam a deusa Ártemis e eram mansos a não ser, é claro, que precisassem nos defender. Eram todos brancos, mais de um jeito um pouco incomum. Eles não deveriam entrar no acampamento para não ocorrerem "acidentes" com os campistas.

Eu abracei Lupin e afaguei suas orelhas fazendo carinho. Dei a ele uma guloseima e despedi-me. Então ele saiu uivando junto com os outros em direção à floresta.

Quíron veio nos receber na colina e nos acompanhou até o chalé de Ártemis. Durante o trajeto os campistas mais antigos tentavam manter distancia, já acostumados com o fato de que não queríamos ser incomodadas, principalmente por garotos. Os mais novos mostravam certa curiosidade. Mas os sátiros não nos deixavam em paz. Seguiam-nos como a quem segue uma procissão e apesar de dispensa-los várias vezes eles continuavam nos seguindo e insistindo em nos ajudar, era super irritante.

Quando passamos em frente ao chalé totalmente rosa de Afrodite senti uma pontada de sentimentalismo quando vi dezenas de meio-irmãos mais novos meus ali. Alguns dos que estavam ali no meu tempo haviam morrido, e os que sobreviveram estavam casados — é mais difícil pros monstros farejar semideuses adultos ou de meia idade, portanto se você conseguir se manter vivo na adolescência é provável que consiga viver também depois. E era fácil pros filhos de Afrodite se manterem vivos, eles passavam a adolecencia no acampamento pra não arriscar suas carinhas bonitas.

Mas o que realmente me incomodou foi um certo garoto que, quando acidentalmente eu cambaleei pra frente e minha mala caiu porque estava muito pesada e ele teve a ingenuidade de vir me ajudar.

Ele tinha cabelos pretos e encaracolados, olhos azuis impressionantes, pele morena e brilhante sob o sol e usava a camisa padrão do acampamento.

Enquanto eu apanhava minha mala ele, que estava um pouco perto demais, veio em minha direção e ao tentar me ajudar roçou rapidamente sua mão na minha, o que causou um pequeno coque que percorreu todas as minhas fibras musculares, senti um arrepio. Olhei furiosa pra ele que me fitou com olhos azul-oceano e um sorriso inocente brincando em seus labios. Quando eu vi aqueles olhos tão perto senti meu coração acelerar, como alguém com pressão alta que acaba de correr uma maratona. Eu não devia sentir isso, não devia sentir nada além de despreso por qualquer garoto que chegasse perto demais. Me odiei por sentir algo além disso. Aparentemente meu ódio interno refletiu na minha face, pois logo o garoto estava me olhando como se não entendesse o porque da minha expressão.

Ao perceber minha faceta furiosa e também das caçadoras ao meu redor, seu sorriso foi substituído por uma expressão confusa.

– Oque você pensa que está fazendo?! Solte!

Eu disse pra o garoto, era o que eu devia dizer sendo uma cacadora, não é? Ser grossa com qualquer garoto que tentasse interagir comigo? Mas na verdade eu nunca fui assim, não me importava mais que as outras em nem esbarrar em garotos, e não sentia despreso por eles, só queria manter uma certa distancia segura, mas esse garoto tinha quebrado as regras.

– O quê..? — ele tentou dizer em desentendimento.

Peguei minha mala e levantei-a rapidamente afastando-me do garoto, ele ficou olhando com uma expressão confusa naqueles lindos olhos azuis.

– Fique longe das minhas caçadoras! — disse Thalia pro garoto, pelo menos ela entendeu que a culpa não foi minha — Que foi que eu disse, Quíron? Sem interação!

– Isso não voltará a se repetir — disse Quíron olhando com pena pra expressão de confusão de garoto — vá para o seu chalé, Sr. Thomas! — Thomas, esse é o sobrenome dele? "Que importa?!" repreendi-me.

Entramos no chalé e nos acomodamos, Thalia foi logo a procura de seu irmão Jason no chalé de Zeus. Enquanto eu arrumava minhas coisas — ficariamos ali uma semana, acho — pensei no que tinha acontecido.

Aquele menino tinha olhos tão lindos, quando eu olhei pra ele senti como se tivesse conhecido toda sua personalidade sem nem precisar falar com ele, era como se eu já o conhecesse e ele era meigo e inocente, apaixonante...

Ah não!

É isso, sempre me alertaram que minha mãe não ia aceitar o fato de eu me recusar a ficar com garotos. Ela esta me pregando uma peça, eu estou... Estou apaixonada!? E a primeira vista? Que clichê! Maldita Afrodite! Maldito Eros!

E agora, o que será de mim? Fiz um juramento e tenho que cumpri-lo, a qualquer custo!

Enquanto eu estiver aqui tenho que evita-lo, melhor! Evito qualquer garoto, como deve ser, como as outras fazem. É provável que ele tenha sido avisado e mantenha distancia de mim também então, não pode ser tão difícil, não é?

Notas finais
Então, oque acharam do capitulo? espero comentários, bjs!