Diário de uma adolescente
13 Nate X Gus
Notas iniciais
_Uma pessoa não pode muda tanto em seis meses a ponto de não reconhecer, Nataniel. –meu tom de voz saiu mais grosseiro do que eu esperava.
_heii loirinha, abaixa a guarda. –ele disse passando os dedos delicadamente pelo meu braço me causando arrepios.
Conheço o Nate desde meus seis anos de idade, mas quando tínhamos treze começamos com uma amizade colorida que resultou em namoro. Ele sempre foi o tipo de aproveitar tudo, “viva como se hoje fosse o último dia” se eu fosse escolher uma frase com certeza seria essa. Eu era apaixonada por ele, mas tinha coisas de que fazia que eu não gostava e não sabia lidar. Como as apostas, o poker, as rachas. Mas com certeza essa última era a pior. Eu até gostava da adrenalina e fui em algumas com ele. Só que depois ele começou a correr frequentemente e então eu não aceitei mais. Cada corrida era uma briga e ele nunca me ouvia. Mas foi em um domingo à tarde que aconteceu, nós estávamos voltando de um almoço com minha família e eu tinha bebido algumas taças de champagne. Ligaram para ele e eu aceitei não sei por qual motivo e então tinham quatro carros e a Ferrari preta capotou e pegou fogo do meu lado. Eu lembro do olhar do garoto ruivo que estava dentro e depois do tumulto e o barulho da sirene da polícia e da ambulância. Terminei com ele assim que chegamos em casa e algum tempo depois mamãe me matriculou naquela escola.
_Ó – Gus apareceu de repente estendendo o braço com uma pomada – é para os arranhões – falou ignorando o Nataniel, que o olhava desconfiado. – Eu te acompanho até o quarto, vamos?
_Esse dai não é o viadão do time do Patruni? – Nataniel se meteu em tom grosseiro.
Gus estava com a boca aberta pra começar a falar e eu já me meti no meio.
_Nate, estou cansada ta legal? –falei calma — a gente se vê na festa de abertura de noite. — sai e puxei o Gus comigo.
_Que imbecil. – falou mais pra si mesmo do que pra mim- Mas eu derroto ele amanhã no jogo.
_Ele só é impulsivo. Não bota fogo que é pior. E sim! A gente vai acabar com ele no jogo.
_E você precisa passar essa pomada ai, foi minha prima que receitou ela é médica. Dizem que é ótima pra ferimentos. E eu vi que você sangrou ao pular do muro.
_Não foi nada. –digo na defensiva, odiava ser vista como frágil.
_Esse nada com certeza vai aparecer através do seu curtíssimo uniforme de cheerleader.
No caminho até o quarto. Eu pensava em como o Nate poderia ser a oportunidade perfeita para parar de pensar no Gus daquele jeito. Afinal, os dois a cada dia ficam mais gato. Mas encontrar o Nataniel de forma tão “inesperada” mexeu comigo e com minhas emoções.
Por um lado me lembrou daquele nervosismo e friozinho na barriga por outro me lembrou toda aquela história do acidente. E aquele trauma ainda não superei. Mas eu poderia tentar lidar com isso e acabar totalmente com minha atração pelo Augustus. E ainda fazer a Mari e o Gus se reconciliarem e todos ficam bem. Mas só pra conferir tive que perguntar.
_Você e a Mari terminaram? – perguntei como uma amiga que quer ser informada.
_Não sei. – ele falou sincero.
_E você? – perguntei pra que ele continuasse o assunto, já que a Mari não falava dele e ele também evitava falar dela.
_Não quero. – falou e eu juro que parecia voz de choro – nem sei mais como é não namorar a mari. –continuou.
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