Diário de um Astronauta
2 21 de Dezembro de 2012
Um meteoro atingiu a Terra e o caos tomou conta de tudo. Pessoas correndo de um lado para o outro, procurando um abrigo, um lugar seguro para ficar. Nos EUA, a Estátua da Liberdade caiu na água, desencadeando um terrível tsunami, que matou milhares de pessoas afogadas no litoral nova-iorquino. No sul do México, ruínas da civilização maia foram ao chão. Na América Latina, o Cristo Redentor tombou, destruindo pessoas e tudo mais que estava pela frente. Um terremoto abriu uma fenda em todo o território do Japão, mandando outro número enorme de prédios e pessoas para o interior flamejante do planeta.
Na estação espacial, todos assistiam ao fim do mundo, cada um pela fresta que encontrava, completamente impressionados com a destruição que era possível enxergar. De repente, todos ficaram pasmos ao ouvir de uma criança que, de uma das janelas da estação, podia-se ver a Terra perfeitamente. Todos correram na direção da tal janela. O menino tinha razão, dava para vê-la com clareza por lá. O menino era Ryan.
― Papai, todos morreram? ― Mike estava ao seu lado quando o ouviu avisar sobre a visão da Terra.
― Hum... ― pensou um pouco antes de prosseguir. ― Nem todos, filhinho. Todos os países mandaram várias pessoas para que o mundo pudesse ser reconstruído.
― E para onde essas pessoas foram?
― Lembra aquela outra nave que nós vimos antes de embarcar? A menor?
― Sim, lembro. O que tem ela?
O pequenino não desgrudava nem os olhos nem as mãozinhas do vidro, estava impressionado com a destruição.
― Então, aquela era a nave secundária. Pessoas foram recrutadas pelo mundo todo e todas embarcaram nela, na nave secundária. Entendeu?
― Sim...
O pai passou a mão nos cabelos curtos do filho, sabia que não poderia amenizar a situação. A cena era aquela e pronto, não havia nada a fazer.
Notas finais
"Já se passou um ano desde que o planeta foi destruído. A estação espacial foi completamente preenchida com as pessoas que foram levadas pela nave mãe e pela nave secundária. A secundária acabou pousando na estação e foi guardada. A nave mãe, porém, permaneceu com metade da tripulação, como cientistas e algumas outras pessoas. Da família Taylor, somente Mike não desceu na estação. Katelyn e Ryan até que se acostumaram bem, mas Clarence nunca esqueceu a vida que tinha na Terra. Ela e Jack ― o astronauta com quem tombou quando chegou ao antigo laboratório ― se tornaram bons amigos, apesar de, em alguns momentos, ela confundir um pouco as coisas."
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