Notas iniciais
Olá, queridos DESCULPA EJAIKEAPOEK eu queria postar, mas eu tava com uma preguiça daquelas, e demorei uns 60 dias pra resolver escrever. Aí quando eu escrevi, minha internet sumiu por quase dois meses, essa desgraçada. MAS O CAPÍTULO TÁ AQUI E ESPERO QUE GOSTEM SZ Boa leitura! ^^

Senti a brisa fresca da noite acariciar meu rosto, agitando meu cabelo emaranhado e fazendo-me tremer de leve. Ao olhar para a colina abaixo de mim, observei a grande tenda que tinha visto mais cedo, agora lindamente iluminada e cheia de gente. Música suave tocava, acompanhando os murmúrios ansiosos dos convidados, e Lupin suspirava nervosamente embaixo de um arco de flores primaveris. Batia o pé e olhava de segundo em segundo para a porta da cabana.

Hannah estava absurdamente atrasada.

Eu queria entrar naquela casa e puxá-la para o arco de flores e seu noivo, mas sabia que se aparecesse assim, na frente de todos, três coisas aconteceriam: gritos, correria e o plano de Você-Sabe-Quem totalmente destruído. Obviamente, eu sabia que ele não me mataria – ele precisava de mim porque eu era a única que, de acordo com a profecia, poderia matar Harry – mas isso não o impedia de me machucar muito.

O plano, afinal, era bem simples. Quando todos estivessem vulneráveis e se divertindo, eu daria o sinal e todos atacariam. O Ministério estava acabado, de qualquer jeito, então não seria difícil.

Felizmente, eu ainda teria cerca de uma hora e meia para dar o tal sinal, então poderia assistir parte do casamento. Isso se a noiva aparecesse antes do amanhecer.

Então, quando eu já estava perdendo a paciência e Lupin parecia prestes a chorar, um borrão branco logo saiu afobado da cabana, seguido por outras duas figuras (que reconheci como Gina e a Sra. Weasley) que davam os toques finais na bainha do vestido.

Com a pele de porcelana emoldurada por cachos castanho-escuros, num belo vestido branco de renda e as bochechas rosadas, ela corria. Estava estonteante, mesmo que o buquê estivesse parcialmente destruído e mexas de cabelo escapassem do penteado elaborado.

– Desculpe. – vi ela sussurrar ao parar na frente de Lupin, com um sorriso tímido. Ele parecia extremamente aliviado, e trocaram um sorriso radiante. A cerimônia teve início.

– Você está bem? – ouvi alguém perguntar atrás de mim. Sabia quem era antes de olhar.

Draco estava embrulhado numa capa preta , com o cabelo esbranquiçado sendo jogado em seus olhos pelo vento. Assim como eu, parecia mais magro, e as pupilas mais dilatadas, como se estivesse ficando louco. O azul límpido e vivo de antes agora era um cinza apagado e escuro. Forcei um sorriso.

– Ah, sim. Só queria ver tudo antes de... – hesitei.

– Matar a todos. – ele completou minha frase tristemente. Baixei os olhos. – Sabe, você não precisa fazer nada disso.

– Você já tentou me fazer desistir e eu disse que não. – insisti – Sua família está aqui. Se você precisa ficar com ela, eu também preciso. Além disso...ambos sabemos que é muito tarde pra fugir.

Olhando para a colina abaixo de novo, vi os noivos dizendo “aceito” e sorri. Assim que finalmente trocaram a aliança e o beijo, os convidados pularam e começaram a bater palmas. Peguei minha varinha e murmurei algumas palavras que aprendi com Cedrico.

– Que feitiço foi esse? – Draco perguntou, parando ao meu lado para olhar a festa que acontecia a apenas alguns metros.

– Você vai ver. – respondi. Nesse mesmo momento, delicados flocos de neve cristalina começaram a cair suavemente, mesmo que fosse o auge da primavera. Todos olharam para cima, maravilhados com os pedacinhos de gelo que derretiam pouco antes de atingirem seus rostos. Hannah abriu outro sorriso, com os olhos brilhando e deu um abraço entusiasmado em um Lupin sorridente. As crianças em volta tentavam pegar a neve com a língua, e sorri em silêncio.

– Foi Cedrico quem te ensinou esse feitiço, não foi? – ele murmurou, ao meu lado. Olhei pra ele, cautelosa, e ele encarava as crianças sorridentes com indiferença.

– Foi. – admiti, olhando de volta para a festa. Para a minha surpresa, ele não gritou nem disse nada cruel. Só se limitou a entrelaçar sua mão na minha.

– Você ama neve, não ama? – ele perguntou. Apertei seus dedos com um pouco mais de força

– Amo.

Com o canto do olho, vi ele sorrir.

– Se lembra como você costumava correr pra abrir a janela do salão comunal quando nevava? Você deixava todos com frio, fazendo aquele maldito vento entrar e apagar a lareira.

– E você era sempre o primeiro a gritar comigo. – ri, me lembrando claramente das longas discussões que sempre tínhamos – Me chamava de “Abominável Garota das Neves”.

Ele deu uma risada curta e sonora, que fez seu rosto ganhar um pouco de cor.

– Não acredito que você ainda lembra disso!

– É claro que lembro. – olhei pra ele, apertando os olhos – Eu meio que te odiava, e nunca esquecia um único insulto seu.

Ele deu outra risada, então encarou o chão em silêncio. O sorriso em seu rosto morreu lentamente.

– Quem diria que chegaríamos a isso. Juntos, no meio dessa confusão toda.

Assenti, voltando a olhar a festa. Lupin e Hannah posavam com duas taças de vinho branco para um fotógrafo do jornal local. Ela parecia impaciente para atacar o enorme bolo de chocolate e morangos. Lupin a segurava pela cintura, tentando evitar que fugisse.

– Eu já volto. – disse, largando sua mão e descendo a colina.

– Espera, onde você vai? – ele perguntou, preocupado – Se você for vista, eles vão perceber o...

– Relaxa. – menti – Só vou dar uma olhada mais de perto, volto em dois minutos. Qualquer coisa, eu dou o sinal.

Desci a colina, sendo observada por Draco. Me escondi nas sombras das árvores, longe das luzes da tenda e vi Hannah a alguns metros, enfiando um doce azul na boca furtivamente. Me aproximei mais um pouco, tomando cuidado para não atrair muita atenção.

– Hannah? – chamei, com a voz baixa. Não havia mais ninguém em volta além de nós. Ela se endireitou, olhando para trás de si, na direção em que eu estava. Dei um passo a frente, deixando que as lanternas flutuantes iluminassem meu rosto. Ela arregalou os olhos.

– Louise?! – perguntou, engasgando.

– Fala mais baixo! – pedi, suplicante. Ela recuou um passo, desconfiada, e procurou uma varinha no bolso. Infelizmente, pra ela, não havia bolso algum no vestido. Ou varinha.

– O que está fazendo aqui?! – ela perguntou, falando um pouco mais baixo, mas ainda cautelosa. Agarrou a mesa atrás de si, pronta para lutar se fosse preciso.

– Eu vim ver o casamento. – respondi – Será que pode se acalmar? Droga, se eles me virem, eu estou ferrada!

Ela relaxou um pouco mais, dando alguns passos na minha direção.

– Soube que você e Draco armaram pra Dumbledore. Você não devia estar aqui.

– Eu sou uma das damas de honra, se esqueceu? – sorri – E você acha mesmo que eu perderia o casamento do meu ex-professor lobisomem e minha amiga?

– Amiga? – ela perguntou, um pouco ofendida – Louise, esse tipo de coisa não vai funcionar comigo. Você traiu a todos nós!

Engoli em seco, tentando manter o sorriso.

– Você não tem ideia do que está acontecendo.

Ela apertou os olhos, cruzando os braços.

– Jogos de manipulação não são o meu forte, mas eu sou suficientemente inteligente pra entender que você não está do nosso lado. Então é melhor dar o fora antes que eu chame Lupin. Ele está muito chateado, sabia? Ele te achava uma ótima aluna.

Estava prestes a responder quando mais alguém se aproximou. Com um vestido azul-mar e o cabelo cacheado solto e brilhante, Ellen veio até Hannah com um prato de doces na mão.

– Olha, Hannah, essa festa tá demais. Eu já comi uns duzentos doces e eles não param de vir. Esse é o melhor...

Ela parou ao me ver ali, e arregalou os olhos, largando a bandeja que caiu na grama com um baque baixo.

– AI MEU SENHOR, O QUE ELA TÁ FAZENDO AQUI?!

– Será que poderiam gritar mais alto? – ironizei, jogando as mãos pro ar – Os dementadores em Azkaban ainda não ouviram.

– Querida, você tá louca? – ela perguntou, furiosa – Não acredito que depois de tudo aquilo você ainda tem coragem de aparecer aqui!

– Não se preocupe, ela já estava indo embora. – Hannah disse amargamente.

Engoli em seco. Todos eles se divertindo, com seus belos trajes e sorrisos brilhantes e eu ali, com uma capa e uma marca negra, e os olhos de um morto. Fiz uma cara azeda e recuei um passo.

– Ótimo. Eu estou indo. – fui recuando mais e mais, até não poderem mais me ver.

Então levantei a varinha e disparei o sinal.

Notas finais
Finalmente minha marida casou com o Lupin, socorro Até sz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.