Eu,

Só queria tempo

Um pouco mais de tempo

Mas as horas insistem em passar

Como um trem bala

Prestes a curar

A lentidão daqueles que tem pressa

E dos que correm para não ver

A terra florescer

Não vivem porque não possuem tempo

Tempo,

Cura-me e me mata depois

O único a brincar com todos os grãos de arroz

Uso todas as minhas cartas e ainda me falta tempo

E sem permitir,

A essência pura se esvai

Já era de se esperar,

Nunca fui dona do fim

E sem perceber

Cria-se um vácuo dentro do ser

E conjugar passa a ser

A mais nova falha, o meu mais novo querer

Trabalho dobrado pro tempo

Curar todas as coisas,

Correr contra a vida,

Salvar todas as pessoas,

Secar algumas lágrimas,

Estender alguns sorrisos,

Escolher os que vencem

E os que ficam no prejuízo.

Trabalho dobrado pro tempo,

Escolhe os indivíduos

Contratar alguns cupidos

Apresentar os bons amores

E não há, não há, não há

Alguém para suplicar diante dos ponteiros

Não há, não há, não há

Alguém para solucionar

"Você precisa mais de tempo".

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.