Diário de Nikamu

12 Capítulo 12


26 de Fevereiro

Terça-feira

Preciso me abrir com alguém. Julieta tinha apenas 10 anos na época, ela era linda, cabelos loiros e ondulados, olhos verdes, e muito inteligente. A ultima vez que a vi sorrir como disse, foi quando um cão de rua cheirou seus pés. Ela tinha uma enorme admiração por águias, ela vivia lendo livros sobre a ave. Eu a observava, ela estava em um campo deserto, só eu a via, eu a desejava. Uma das folhas que estava em suas mãos foi levada pelo vento, eu estava atrás de uma rocha, e a folha parou na minha frente, Era uma águia pintada na folha, uma linda águia. Olhava para a folha, e logo depois vi a minha frente, um pouco assustada pelo fato de me ver naquele local. Ela me pediu o papel educadamente, eu era mais forte, empurrei-a contra o chão, ela caiu, ela era mais fraca, não conseguia se defender. Eu a possui ali mesmo, quando tudo acabou, eu tinha tomado gosto por aquilo, ela chorava baixo, eu ordenei que ela não contasse nada a ninguém, e ainda pedi para ela voltar no dia seguinte, a ameacei, dizendo que meus pais a expulsariam da casa dela e deixariam a família morando na rua (ela morava de aluguel, e a casa que eles alugavam pertencia a meus pais). A deixei ali. E fui para casa fingindo que nada havia acontecido.

Mais eu tinha apenas 12 anos.
Não vou dizer mais nada por hoje...

27 de Fevereiro

Quarta-feira

Os garotos mais velhos estão me deixando em paz, mais creio que isso não seja por muito tempo, Larquiz não está muito bem não, passou o dia todo na cama, acho que ele está doente, mais eu não tenho coragem de perguntar o que ele tem. Os garotos da minha sala são super gentis comigo.
O professor de historia está agindo meio diferente comigo, ele perguntou se sexta a noite eu podia ir ajudá-lo a organizar a biblioteca, sei lá... Mas o convite foi estranho, mais fazer o que? Eu aceitei o convite né. Ele é meu professor.

28 de Fevereiro

Quinta-feira

Aquele sonho, agora eu sei o que ele significa. Depois daquele dia, ela voltou ao local mais 3 vezes, nunca mais sorriu, ela não voltava por ela, e sim por medo de seus pais não terem onde morar, Na terceira vez que ela voltou, ela me disse que não agüentava mais, e iria contar para seus pais tudo. Eu não podia deixar ninguém saber, eles me matariam, ou pior, eu nunca teria o perdão de minha mãe. Eu a joguei no chão, e bati nela, bati tanto, mesmo vendo que ela não se mexia, eu continuava batendo, batia de olhos fechados, a fúria me guiava, quando eu abri os olhos, ela estava ensopada de sangue, e já não mais respirava. Fiquei apavorado, arrastei aquele corpo já sem vida até um poço abandonado, eu a joguei lá. Os pai dela ainda tem esperança de a encontrar viva, só eu sei onde ele está. Isso até hoje me atormenta.

29 de Fevereiro

Sexta-feira

Hoje meu dia foi tranqüilo, mais amanha provavelmente as coisas irão esquentar. Os garotos estão comentando sobre uma tal festinha sábado à noite. Eu to pouco me lixando para as festinhas, mas eu ouvi meu nome no meio dessa conversa. To meio que apavorado, Agora vou ir a biblioteca ajudar meu professor.

Boa Noite

1 de Março
Sábado


Será que nessa escola ninguém é normal?
Até os professores entram no joguinho dos alunos.
Eu fui na maior boa vontade ajudar o meu professor se chama Ruan, e é loiro de olhos negros. Eu o ajudava a empilhar os livros. Ele pegou um dos livros que estava encima de uma mesa, era um livro de poesias, ele perguntou se eu gostava, e me deu espaço ao lado dele no sofá em que eu ele estava sentado. Ele disse que gostava de mim, eu olhei para ele espantado, ele me beijou. Eu o interrompi e vim direto para meu quarto. Eu não quero que segunda chegue, não quero olhar para a cara dele.
Mas o pior não é isso não. A festinha a festinha vai começar de madrugada, e eu to meio que com medo do que poderá acontecer.

Continua OoO
obrigada a todos que leram...
deixem reviews para eu saber se estou indo bem...
mais uma vez obrigada