Diário de Isabela......parte 2
27 Para sempre Téobela....
Notas iniciais
A tarde, fui a casa do Téo, já que a dona Fiorina, não estava deixando ele sair de casa, passei pela sorveteria, dei um oi pra Marina, e entrei na casa, estava tudo quieto, então fui direto ao quarto dele, a porta estava entreaberta, e meu coração quase parou. Ele estava trocando de roupa, por baixo daquelas roupinhas, ele era muito gato, eu estava lá, espiando ele, quando eu percebi que ele me encarava, ele estava muito vermelho, e eu também, gente eu esqueci que ele não era mais cego, e ele percebeu que eu fiquei olhando o corpo dele.
Quando ele abriu a porta, ele ainda estava sem camisa, e muito sem graça, e eu também, afinal eu dei uma boa secada nele, mas quem mandou ele ser tão lindo.
— você estava ai, a muito tempo.
— n..não.... – eu disse, devia estar muito vermelha.
Ele só sorriu, é daquele jeitinho que me deixava maluquinha, que fazia meu coração acelerar, que fazia pensar em coisas nada inocentes.
Depois de um tempo e alguns beijos, nos conversamos e convencemos a mãe dele, a deixar a gente dar uma volta, ela gritou um pouco, como sempre, fez um drama, mas no final deixou. Nos fomos até a arvore, aquela dos sonhos, aquele lugar só nosso.
Sentamos embaixo da arvore, e ficamos conversando, eu sentia que o pesadelo dessa vez tinha terminado, o Geraldo foi preso, e dessa vez meu padrinho fez questão de tomar providencias pra que ele nunca mais saísse, a Renata e o marido dela também, a Regina ficou louca, e parece que foi perdendo a noção da realidade, não falava mais nada que fizesse sentido. A Camila, não sei o que aconteceu com ela, e nem quero saber.
Então finalmente, eu poderia viver tranquila, com a minha família e com o Téo, e era nele que eu estava pensando nesse momento.
— Téo.
— fala Isa.
— você está melhor da sua perna....né.
— sim, estou ótimo....é a mama que exagera.
— eu tenho uma proposta pra fazer pra você.
— ah....é....
— vamos escondidos pra cidade, e ficar na mansão, por uma tarde, o que você acha.
— escondidos.
— a sua mãe nunca vai deixar....... e a mansão tá vazia, agora que a Laura resolveu ser modelo, e o Sandro foi com ela......e.....eu .....pensei.....
— quais são suas intenções em....
— as piores. – eu disse pra provocar.
Ele sorriu.
— e quando você pretende fugir pra cidade.
— bem....precisa ser na semana, porque seus pais e a minha mãe e o Otavio, estarão trabalhando, a Manu é fácil de enganar, então pegamos um taxi, pro Ofelio e a Marina não ficarem sabendo e vamos pra mansão.
— parece que você pensou em tudo né.
— sim.....e o que você acha.
— e só falar o dia, que eu vou.
Depois de dois dias.........
Eu estava tão feliz, que estava quase dando pulinhos pela casa, tudo estava dando certo, minha mãe e o Otávio saíram pra trabalhar, minha vó foi pra uma reunião na igreja, e o Joaquim apareceu, o que significava, que a Manu, nem vai perceber que eu vou passar a tarde fora.
Quando eu fui pra praça, o Téo já estava me esperando, ele estava agitado, muito nervoso, de passar a tarde na mansão, sozinho comigo, porque eu acho que ele sabia perfeitamente, qual era a minha intenção.
— eu falei pra minha mama, que a gente vai lá, no lago, passar a tarde.... e ela não desconfiou de nada, até preparou um lanche pra gente.
— ótimo.
Nos fomos de taxi, o caminho todo ficamos em silencio, ele estava tão nervoso quanto eu, ele disfarçava, olhando pela janela do carro, mas eu acho, que não prestava a atenção no caminho, bem eu também não.
Quando chegamos na mansão, e sentamos no sofá, ele nem olhava direito pra mim, timidez, agora não ne´. Mas eu me aproximei, e mesmo muito nervosa, eu tomei uma atitude, e começamos a nos beijar ali na sala mesmo.
Mas ele me pegou no colo, e fomos para o meu quarto na mansão, ele foi se aproximando e o calor foi aumentando, os beijos foram ficando mais quentes, minhas mãos tremiam tanto, mas ele segurou minha mão e deu um beijo nela, ele sabia como me tranquilizar. Apesar da idade, eu estava preparada pra viver esse momento único e especial com ele, e ele também.
Colocamos uma musica romântica bem baixinho, só pra dar um clima, como se precisasse, apagamos as luzes, deixamos somente a claridade que passava pela janela, que não estava totalmente aberta, mas o Téo nasceu cego, o fato de estar escuro, era o que menos importava pra ele naquele momento.
Ele me olhava de uma forma carinhosa, não era só desejo, o que ele sentia por mim, naquele momento, podia ver nos olhos dele, todo o amor que ele sentia por mim.
Eu não sabia o que fazer, não tinha experiência nenhuma, e ele também não; o Téo foi o único, que eu permiti que se aproximasse, que não teve medo do meu jeito agressivo, e que foi me conquistando com aquele jeitinho dele.
E ele estava tão atrapalhado quanto eu.....mas eu não estava mais nervosa, porque eu confiava nele, e ele em mim, estava segura, ele me passava segurança.
A cada toque dele, tão carinhoso e delicado, sem pressa...... até porque.....ele passou quase quatorze anos no escuro então ele sabia muito bem usar as mãos, ........e depois o contato do corpo dele no meu....... e eu tinha certeza de que era o momento certo, e aos poucos nossas roupas foram espalhadas pelo chão, e naquela casa, onde eu já tinha sofrido tanto, agora eu estava passando pelo momento mais feliz da minha vida.
— eu te amo, Isabela. – ele me disse com aquele sorriso lindo.
— eu te amo Téo.
FIM
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