Diário de Isabela......parte 2

1 A história continua.......


Notas iniciais
espero que gostem....

Ainda estava me acostumando com a minha nova vida, era tão diferente ,mas perfeita, acordar com a Manu pulando na minha cama, ou com a minha mãe cantando, era incrível, tão diferente de acordar com os gritos da Regina.

Todos os dias, a família se reunia no café da manhã, eu observava a alegria deles, eu já não me irritava mais com as manias do povo do interior, como molhar o pão no café, mas eu também conservava algumas , como ainda adoro fazer compras e ainda tenho a minha personalidade forte.

Acordei como todos os dias, com a Manu pulando na minha cama.

— tá Manu, acordei.......PARA COM ISSO MANUELA!!!!!

— ai....Isa, você podia ser mais gentil.

—como você quer que eu seja gentil, se você faz isso todos os dias.

— mas é porque eu amo muito você maninha.

— e pra você, isso é uma prova de carinho.

— sim.

— serio Manuela.

Hoje era sexta-feira, o Joaquim viria passar o fim de semana com a Manu, o que significava que teria que conviver com os dois se declarando pela casa....aff....

Me arrumei para ir a escola, ainda acho esse uniforme horroroso, mas eu queria ficar linda, depois da operação do Téo, eu fazia questão de me arrumar , só pra ver a reação dele, o sorriso, os olhos dele brilhando quando me via.

Quando sai de casa com a Manu, ele estava lá no portão, segurando uma flor, a Manu percebeu que estava sobrando e deixou nos sozinhos, o sorriso dele quando me viu, fez meu coração bater mais forte, eu me aproximei e ele me entregou a flor, a intensidade do seu olhar, ainda me fazia corar. Ele se aproximou e me deu um beijo.

— dormiu bem, Isa.

—sim, e você.

— sonhei com você.....então a noite foi perfeita.

Eu sorri, fomos pra escola, quando chegamos no portão, encontramos com o novo casal da escola, Mateus e Sabrina, ela conseguia ser mais melosa que a Manu, dá pra acreditar, mas o Mateus estava gostando, então eu é que não ia me meter.

— oi Téo, oi Isa.

— oi Mateus.

— oi...casalzinho lindo.

— menos Sabrina. Disse, não queria me irritar tão cedo.

Entramos , me sentei ao lado do Téo, a Manu na minha frente, o Omar atrás de mim, as vezes eu ainda percebia o Omar me olhando, mas o que eu podia fazer, não queria magoar ninguém, mas eu amo o Téo, e a cada dia eu percebo que o Téo e perfeito pra mim, pelo Omar sempre será somente amizade, ele mudou muito, agora era amigo de todos, não agia mais como um idiota, ele conversava comigo, agia normal, não falava nada de amor, mas eu podia notar nos olhos dele, que ele ainda gostava de mim.

O Téo estava tendo aulas extras com a professora, e já estava tendo progresso, ele já estava lendo e escrevendo muito bem, mas com os números, era outra história, em matemática , ele se confundia, eu tentava ajudar, mas era complicado, porque ele sabia a matéria, em braile ele conseguia resolver a equação, mas no papel, ele se atrapalhava, mas a professora tinha muita paciência, e eu acho que era normal, não deve ser fácil, pra alguém que só sabia braile, ser apresentado ao lápis e papel, e ver todos aqueles números e letras, depois de tanto tempo, aprender tanta coisa nova, pra ele era tudo novidade, ele ainda sentia muita dor de cabeça, ver tantas cores, pra quem somente via o escuro, não era fácil, por isso eu admirava ele ainda mais, a coragem, a força e a determinação dele, era enorme, ele era curioso, queria aprender, queria ver tudo o que antes ele só podia tocar.

Depois da aula, voltei pra casa, o Téo foi comigo, depois do almoço, iriamos pra cidade, eu queria comprar umas roupas, e ele também, e eu iria ajudar, porque agora ele podia ver as cores, e as vezes ele se confundia, pra dizer a verdade, eu iria junto pra evitar que ele comprasse as roupas mais coloridas da loja, não ia sair por ai, com um namorado, usando roupas como se fosse ir no carnaval.

A noite como sempre, eu ficava com o Téo na praça, até anoitecer, para ele ver as estrelas, mas hoje o céu estava cheio de nuvens, não se podia ver as estrelas, e de repente começou a chover, eu queria ir pra casa, mas o Téo me deteve, ele segurou minha mão e deu um beijo nela, igual aquele outro dia, só que dessa vez, eu não estava no lugar da Manu, era eu, e ele sabia disso, ele me abraçou.

— dança comigo, Isa.

— aqui... na chuva.

— sim. – o sorriso dele me convenceu.

E dançamos no meio da praça, sem musica, na chuva, eu podia sentir o coração dele batendo forte, contra o meu, eu abracei ele bem forte, já estávamos molhados pela chuva fria, mas não me importei, o que eu estava sentindo naquele momento, era a melhor sensação da minha vida, a força que ele me segurava, o calor do corpo dele no meu, se a palavra felicidade pudesse ser descrita em um momento, seria esse, nossos lábios se tocaram, o gosto dos lábios dele misturados com a agua da chuva, me fizeram ter certeza que eu queria ficar ao lado do Téo pra sempre.

Notas finais
comentem....