Notas iniciais
Isa está se sentindo muito mau, e quem aparece pra consolá-la, Omar....

— Omar.... — eu disse chorando.

— não precisa dizer nada..... eu vi...

Eu chorei nos braços dele, me senti bem, era tudo o que eu precisava naquele momento, carinho, mas eu estava com raiva, queria me vingar, eu tentei beijar o Omar, e ele fez uma coisa, que me fez ter certeza que ele havia mudado, ele me afastou.

— Isa, não.....por mais eu quisesse, não vou me aproveitar, você está frágil, com raiva, e eu tenho certeza que amanhã você ficaria arrependida de ter me beijado.

— você é um ótimo amigo.

— então não estrague a amizade, agindo por vingança.

— você viu.

— sim, mas eu acho que vi uma coisa, que você não prestou atenção.

— eu não quero mais falar do Téo, nunca mais.

— mas Isa, a Camila.... bem ela....

— não.....Omar....chega, se você não quiser que eu te deixe falando sozinho, não fala mais nada.

— tudo bem, e o que você vai fazer.

— não sei, a única coisa que eu tenho certeza é que amanha bem cedo eu vou voltar pra cidade.....daqui a poucos dias nos vamos entrar de férias, e eu já passei de ano, então minha mãe não vai reclamar.

— ela vai querer ir junto, a Manu.

— a Manu vai ter que ficar, ela ainda precisa fazer provas de recuperação, se não vai repetir de ano, e a minha mãe esta toda envolvida com a compra de uma casa nova, agora com o Otávio a casa ficou pequena demais, mesmo com a Helena, morando com o Pedro, e o Otávio e a mamãe terem um quarto só deles, nada se compara a uma casa nova.

— eu entendo......mas você vai ficar sozinha na cidade.

— não me importo, meu padrinho com certeza vai me visitar, e tem os empregados.

— eu vou com você....... eu também já passei de ano..... e estou com saudade da cidade.

— é serio.

— eu sou seu amigo, você me fez perceber o quanto eu era.....

— idiota, arrogante, mimado.

— eu ia dizer sozinho, mas concordo com você.

Eu sorri, ele me acompanhou até em casa, dei um abraço bem forte nele, ele disse que ia arrumar as coisas dele e bem cedo estaria aqui pra ir comigo.

Quando entrei em casa, minha mãe e o Otavio, estavam na sala, eu ainda estava com os olhos inchados e o rosto vermelho, ela correu ao meu encontro, e me abraçou.

— o que houve filha.

O Otávio se aproximou, e a Manu veio correndo, quando minha mãe me soltou eu disse.

— tomei uma decisão, amanha estou indo pra cidade.

— mas....não..

— não adianta falar nada, eu vou, já passei de ano, as férias vão começar, e eu vou.

— mas filha....eu não posso.....

— não precisa ir comigo, quando eu chegar na mansão eu ligo pro meu padrinho, e tem a Laura......e o Omar vai comigo.

— que....o Omar.

— não começa..... ele se mostrou um grande amigo.

Deixei os três na sala, não sei a expressão deles, porque não olhei pra trás, entrei no meu quarto, e comecei a arrumar as malas.

— Isa.....você quer conversar...

— não.

— mas...

— amanha, depois de eu ter ido, vai lá e pergunta ao seu amiguinho de infância o que ele fez.

— o que foi que o Téo fez........ele pode ser meu amigo, mas você é minha irmã.

Eu olhei pra ela e comecei a chorar de novo, contei pra ela, e ela ficou apavorada.

— eu não acredito que o Téo fez isso.

— mas fez.

— amanhã eu vou brigar com ele, quem ele pensa que é pra magoar a minha irmã......Isa, assim que terminar a escola, eu vou pra cidade ficar com você.

— você quer ir por minha causa, ou pra ficar perto do Joaquim.

— Isa.....eu amo o Joaquim, mas amo você muito mais, quando você vai entender, que a família é o mais importante.

— tá...

— e o Omar...

— ele se tornou um grande amigo.......eu tentei beijar ele.

— O QUE !

— mas ele não deixou..... ele disse que por mais que ele gostasse de mim, eu estava querendo vingança.....e não era o certo.

— nossa....quem diria.....não esperava uma atitude assim.

Arrumei as malas, com a ajuda da Manu, depois tentei dormir, demorei, mas acabei adormecendo, cansada de tanto chorar.

No dia seguinte, fui a primeira a levantar, peguei as minhas malas e fui levando pra rua, liguei pro Ofélio, e ele não demorou a aparecer com o carro pra me levar pra cidade. Quando o Ofélio estava colocando a ultima mala no carro o Omar chegou.

— tem certeza que quer fugir em vez de enfrentar a situação. – ele me disse.

— tenho..... e se for pra falar bobagens, então pode ficar por aqui.

— eu prometo que não vou falar nada que te lembre desse vilarejo, ok.

— tudo bem.

O Ofelio colocou as mochilas que o Omar tinha trazido no carro, me despedi da Manu e da mamãe, ela me disse que quando ela tivesse uma oportunidade, iria pra cidade me ver, mas que se eu precisasse era só ligar que ela iria correndo.

E então fomos pra cidade, de volta a mansão, o Omar sentado do meu lado, me dando apoio, e dizendo que iriamos nos divertir, que me faria esquecer as coisas ruins e quando eu voltasse pro vilarejo, eu estaria preparada, pra enfrentar tudo de cabeça erguida.

Notas finais
comentem.....