Diário de Elena
47 Capítulo 47
Notas iniciais
Dias atuais
— Elena!!— Damon chamava a menina pelo escuro das jaulas onde eles haviam sido colocados. Seus olhos já haviam voltado a enxergar, mas ele não reconhecia aquele lugar.— Elena! Eu vou te tirar daqui. — Damon sabia que a menina estava desacordada, mas ele ouvia seu coração batendo o que o tranquilizava. Ele estava perdido na sua cabeça tentando entender o que estava acontecendo. Elena esperava um bebê e isso era estranho demais, já que ela não poderia dar à luz aquela criança sem matar a si e a todos os vampiros incluindo ele.
— Damon?! Damon Cada você?
— Estou aqui amor, estou aqui. — Eles estavam separados por jaulas como animais, porém ele podia sentir sua amada a quilômetros de distância e sabia que ela não estava nem três metros de distância dele e apesar do escuro ele a enxergava perfeitamente.
— Onde estamos, porque minha cabeça doí?
— Klaus te bateu, desculpe não consegui evitar.
— Klaus? Está tudo tão confuso. Damon me tira daqui eu não vejo nada.
—Vou tirar, só preciso de um plano. As portas estão fechadas por magia. Não posso somente usar a força.
— Estou enjoada... acho que vou.... — Elena não termina a frase e começar a vomitar.
— Você está bem?
— Na verdade não. Esse cheiro está me enjoando muito.
— Que cheio? — Damon perguntou curioso já que ele não sentia cheiro nenhum.
— Lavanda, acho que é isso.
— Lavanda? — Damon tenta entender o que sua amada está sentindo. — Elena tenta empurrar a grade.
— Como assim?
— Só chegue até ela e empurre.
— Mais...
— Faça logo antes que alguém apareça.
— Ok.... — Elena se aproxima da grade e a empurra com as mãos como se elas estivessem abertas. —Eu consegui. Como? — A menina fica espantada.
— Isso descobrimos depois que você me ajudar a sair daqui. Empurra a minha. — Elena anda até a grade de Damon e a empurra como se a magia não afetasse. — Isso está cada dia mais estranho. Elena corre até ele.
— Eu vejo você. Seus olhos azuis são tudo que eu desejo ver sempre. — Elena fala olhando para Damon que a toma em seus braços dando um beijo profundo, ele sabia que as coisas poderiam se complicar e cada momento com sua amada passou a se tornar único. — Você está bem? Tá sentindo alguma dor?
— Minha cabeça doí e estou um pouco confusa e enjoada. Mas estou enxergando bem agora.
— O cheio de lavanda passou?
— Não, ele está mais forte. Porque?
— Lavanda é uma magia muito antiga, as primeiras bruxas cultivavam um tipo de lavanda que só os deuses poderiam sentir.
— Como assim só os deuses?
— Eu não sinto cheiro nenhuma Elena, eu sou um vampiro sinto cheiro a quilômetros de distância.
— Porque eu estou sentindo então?
— Não sei... vamos tentar sair daqui, depois descobrimos. — Damon tenta achar uma saída, mas o local parecia um labirinto. — Estamos debaixo da terra, em tuneis profundos.
— Como viemos parar aqui?
— Molly E Emily, você não lembra mesmo?
— As coisas estão se apagando Damon, lembro do Stefan e Klaus, mas não sei bem o que ouve. — Damon olha para a menina, algo estava muito errado. Ele se aproxima dela e olha sua cabeça para ver se tinha ficado ferida, nada aparentemente estava machucado. Ele coloca a mão na barriga dela e seus olhos ficam vermelhos.
— O que foi Damon? — Elena sente algo estranho, como se uma energia saísse de dentro e atingisse seu namorado.
— Eu não sei... — Damon se sentia confuso, aquilo no ventre de Elena era algo que ele nunca tinha visto, sua fome aumentou de repente e seus instintos animais ficaram aflorados. Ele conseguia ouvir ainda mais longe e seu coração parecia bater como de um humano.
— O que houve Damon? Que cara é essa? — Elena perguntou se aproximando e Damon se afastou.
— Fica longe Elena.
— Como assim fica longe?
— Eu não sei o que está acontecendo, estou com fome e só escuto seu coração me chamando.
— Elena — Uma voz surgiu do escuro interrompendo aquele momento.
— Bonnie?! — Ele sorri ao ver a amiga. — O que você está fazendo aqui? — A menina estava presa em uma cela bem parecida com a que eles estavam.
— Emily me prendeu tem semanas, logo depois que vocês saíram da casa da vovó. Ela conseguiu pegar vocês. Sinto muito.
— Damon me ajude tirar ela daqui. — Elena disse, mas Damon estava salivando tentando conter suas forças para não matar sua amada. — Damon!!
— Elena eu não estou bem.
— O que ele tem? — Bonnie perguntou percebendo que algo estava muito errado.
— Damon olha para mim. — Elena se aproxima e Damon se afasta. — Damon eu sei que não vai me machucar.
— Elena, eu não estou no controle, algo está controlando meu corpo. Sai de perto de mim.
— Elena fica longe dele. — Gritou Bonnie.
— Como assim?
— Damon o que está sentindo? — Bonnie perguntou.
— Vontade de morde Elena... na verdade vontade de entrar nela. Eu só consigo sentir ela, na verdade eu sinto tudo, mas eu só quero ela.
— Elena, ele está enfeitiçado.
— Bonnie, impossível! Estávamos bem até a dois minutos atrás.
— Existem feitiços que precisam de algo para ser ativados, o que vocês fizeram quando se soltaram? Ele encostou nas grades?
— Fui eu que abrir as grades. — Elena falou se aproximando da grade onde Bonnie estava.
— Como você fez isso? Eu tentei toda magia, feitiço e nada.
— Ela está gravida. — Damon falou sussurrando abaixando tentando conter seus instintos confuso.
— Meu Deus! Emily conseguiu. — Bonnie sabia dos planos de Emily, ela tinha passado muito tempo presa ouvindo as irmãs conversarem. — Há magia no bebê. Elena canaliza o bebê e faça Damon parar.
— Que bebê? Ficaram loucos?
— Elena me faça parar agora, eu não estou conseguindo resistir. — Damon levantou e começou a andar em direção a Elena.
— Eu não tenho bebê dentro de mim. Pare de Damon! — Elena começava a sentir medo, mas algo dentro dela estava diferente. Damon se aproximava.
— Eu não consigo parar! — Damon se joga no chão tentando não ir para cima de sua amada, mas seu corpo se arrastava. — Bonnie me ajuda eu não posso matá-la.
— Elena você precisa correr! — Bonnie grita percebendo que Damon estava realmente muito enfeitiçado. — Ele não vai resistir mais. Corre!
— Olha que teatro temos por aqui, — Emily apareceu na frente de Elena. — Parece que minha magia não conteve vocês.
— O que você fez com ele? — Elena perguntou sendo parada pela magia de Emily que a proibia de mover as pernas.
— Eu? Dessa vez nada! — A bruxa caminhava sorrindo. — Vamos ver o que temos aqui. — Ela se aproxima de Damon que estava jogado no chão tentando conter sua força e vontade. — Uau! O que fizeram com você? Não vejo isso desde que minha mãe me levou para a primeira convenção de bruxas.
— Eu preciso!!! — Damon levantou e correu em direção a Elena que estava presa no chão por magia.
— Pare! — Emily gritou.
— Damon continuou se movendo
— Pare!
— Ele não vai parar! — Gritou Bonnie. — Elena diga para ele parar!
— Como assim minha magia não estar funcionando? — Emily aperta os olhos e Elena respira focando seus olhos nos de Damon que pulava em cima dela como um animal selvagem.
— Pare eu amo você! — Os olhos vermelhos voltaram a ser azuis e Damon sente um lagrima escorrer pelo seu rosto o medo de matar Elena foi tão forte que ele sabia que preferia morrer ao matar sua amada.
— Elena! Me desculpe! — Ele abraça a menina que sorrir de alivio.
— Vão para cela. — Emily grita tentando separar os dois, mas sua magia é falha novamente. — O que vocês fizeram? — A bruxa solta suas palavras magicas e nada acontece. Damon sorrir.
— Acho que a bruxa ficou sem magia.
— Impossível! — Emily arregala os olhos. — Cães apareçam! — Emily chama e logo três cães negros aparecem. Damon olha para Elena, ainda segurando a mão da menina, tudo parecia muito estranho. — Acho que não seu vampiro idiota! Dispenso seus serviços. Mate-o... — Emily ordena para os cães e Elena grita entrando na frente por instinto.
— Parem!
— Elena! — Damon tenta puxar a menina, mas magicamente os cães pararam e sentaram. Durante alguns segundos todos ficaram procurando respostas.
— O que é isso? — Emily olhou para os olhos de Elena e naqueles olhos ele conseguiu entender a menina não estava mais sozinha a magia do Deus estava dentro dela. — A criança... Ela está te dando magia.
— Que? Não existe... — Antes que Elena pudesse terminar a frase ela percebeu a força que crescia dentro dela.
— Não pode ser, essa criança é minha! — Emily tentou se aproximar, mas seus próprios cães mágicos rosnaram para ela. — O que é isso, animais idiotam. Sumam!
— Não! — Elena grita e os cães permanecem. — Com saímos daqui?
— Que? Vocês não vão sair.
— Matem-na! — Elena gritou para os cães que se moveram em direção a Emily.
— Ficou louca! Eles são minha magia, minha criação. — Ela se afastava andando para trás mantendo o olhar nos cães. Damon assistia aquela cena junto com Bonnie e ambos compartilhavam o espanto e surpresa.
— Eles eram sua criação. Não são mais. — Elena soltou a mão de Damon e se aproximou mais da bruxa que tinha na face o medo e espanto. — Eu lembro de tudo Emily. Lembro de você na minha casa colocando suas ervas em volta dela para que eu ficasse doente, lembro como ficou desapontada ao perceber que a magia pegou em Klaus. — Conforme Elena lembrava Damon sentia seu coração bater forte como se retomasse a vida de um humano, sua cabeça o levava para cada palavra de Elena com uma regressão. — Lembro de como enfeitiçou Stefan para me morde naquela noite que você me invejava por ter o amor de seus dois irmãos queridos.
— Nina? — Emily arregalou os olhos assustada com o que via a sua frente. — Como pode?
— Assustada querida? Vou fazer você lembrar...
— Elena! — Damon caiu sobre seus joelhos sentindo um forte dor de cabeça.
— Depois que Stefan me mordeu eu não estava morta, você sabia disso, sabia que ainda existia vida em mim, mas mesmo assim enganou eles e levou meu corpo para floresta onde partiu meu corpo no meio dividiu minha alma entregou metade de meu corpo para o pântano e a outra metade....
— Como você? — Emily não sabia o que estava acontecendo. Mas a cada palavra de Elena seu corpo enfraquecia.
— Agora já chega! Você vai pagar por tudo que me fez...
— Elena! — Bonnei grita e Elena olha para trás vendo Damon se debater no chão.
— Meu Deus! — Elena correr até ele. — Damon! Damon!!! Bonnie o que eu faço? O que houve?
— Não sei! Não consigo fazer magia aqui dentro.
— O que você fez com ele? — Elena vira para onde estava Emily e para sua surpresa a bruxa não está mais lá nem os cães. — Merda! O que eu faço? Damon me escuta! Fica comigo.
— Seu sangue Elena, tenta dar seu sangue para ele. — Falou a Bonnie. — Elena respira fundo e tenta morde seu próprio pulso com seus dentes, mas não consegue.
— Não consigo me morder.
— Tenta com mais força. — Elena fecha os olhos de quando estava pronta para enfiar seus dentes em seu punho, Damon segura em seu braço.
— Estou bem!
— Graças a Deus! — Elena agarra ele. — O que aconteceu? Não me deixa, tá ouvindo, não me abandone. Eu te amo! — Damon sorrir ao ver os olhos dela e a beija sabendo que nada pode os separar.
— Não vou, pode ter certeza. Não vou te a deixar! Eu sei de tudo, eu vi tudo, conforme você falava tudo ia aparecendo dentro de mim, eu e você sendo a mesma pessoa pedaço de nossa alma se dividindo, foi tudo tão forte, meu corpo não conseguia aguentar o que minha cabeça via. Por isso não posso viver sem você. Nunca pude. Você sou eu e eu sou você. Éramos uma alma apenas, você tinha falado, mas sentir é muito diferente. Eu sinto agora. Emily vai pagar!
Naquele momento Damon e Elena se encontraram como apenas uma alma e tudo passou a fazer sentido. Porque ele amou Katherine e porque ela o amou, porque ele ama Elena e ela o ama, mesmo quando tudo era para ser diferente. As almas caminham para o encontro e quando se juntam se transformam em algo muito mais forte.
— Olha agora está ficando estranho vocês ai fora e eu aqui dentro assistindo. — Bonnie falou.
— Desculpe Bonnie. — Elena levanta de cima de Damon e tenta puxar a grade. — Não consigo.
— Como assim? — Damon se levanta do chão.
— Não sei! Só não consigo!
— Isso está cada minuto mais estranho. — Resmungou Damon.
— Calma ai... Tive uma ideia. — Bonnie sorriu. — Damon encosta na Elena.
— Que? Quer brincar desse tipo de coisa agora? — Damon debochou.
— É sério seu palhaço. — Bonnie reclama. — Encosta.
— Ok, mas o que nisso isso muda? — Damon segura a mão de Elena.
— Elena empurra a grande.
— Bonnie não consigo. — Elena não entendia onde a amiga queria chegar.
— Já entendi. — Bonnie respira fundo e pega uma pedra ponte aguda no chão. — Damon pega na minha mão?
— Oh! bruxinha, você bateu a cabeça foi isso?
— Faz logo.
— Eu nem te conheço. Por mim poderíamos ir embora.
— Damon! — Elena reclama. — Não vamos deixar Bonnie aqui com a Emily.
— Saco! Acabei de passar por uma regressão, descobrir que eu transei com Klaus e o Stefan, e meu corpo foi esquartejado por uma bruxa com problemas de autoestima, eu preciso de tempo para digerir isso.
— Damon para de drama! — Bonnie sorrir e fala palavras que as poucos começam fazer a cabeça do vampiro queimar.
— Para com isso bruxa maldita! — Damon exclama.
— Bonnie o que é isso? Vai machucar ele. — Elena grita.
— Elena me tira daqui agora ou vou fritar o cérebro dele.
— O que é isso Bonnie ficou louca? — Elena se assusta com atitude da amiga.
— Pensei que não pudesse usar magia. — Elena retruca sentindo raiva da amiga.
— Não enquanto Emily tivesse perto. Agora me tira daqui.
— Solta ele, Bonnie, agora.
— Abre essa grade.
— Eu já disse que não consigo.
— Ok, então vou matá-lo, isso vai evitar que ele te machuque de novo, com sua amiga preciso fazer isso. — Bonnie aumentava a frequência da dor e Damon começava a gritar mais sentindo a queimação em todo seu corpo.
— Bonnie não! Ele não vai me machucar e nem você vai machucar ele. Você não faria isso.
— Elena muita coisa mudou. Semanas dentro de uma cela, eu não sou mais a mesma. Emily me usou para muitas magias eu vi ela fazendo milhões usando meus ancestrais, Elena eu não sou mais a mesma. Me tira daqui ou Damon vai morrer...
— Odeio Bruxas! Vou rasgar sua garganta seu filhote de bruxa. — Damon falou e elena empurrou a grade.
— Pare agora!
— Eu disse que você conseguiria. — Bonnie sorriu soltando e Damon que antes que a dor passe por completo pulou em cima a menina com um lobo.
— Se me ameaçar novamente você vai acorda sufocada com seu próprio sangue. — Bonnie respirou fundo tentando fingir que não sentiu medo, mas o olhar compenetrado de Damon era assustador.
— Eu só queria provar que Elena está conectada com você e a magia dela só funciona se você estiver envolvido. Agora sai de cima de mim vampiro nojento. — Damon sai de cima de Bonnie segurando sua vontade de morder a menina.
— Vamos sair daqui Bonnie, chega de magia e bruxas por hoje, — Elena olhou no fundo dos olhos de Bonnie.
— Elena você tá bem? Eu só fiz o que era necessário.
— Não estou bem, você queria ser solta não queria, então está solta....
— Elena eu não mataria o Damon...
— Você ainda tem magia, mas não usou contra Emily quando ela tentou nos matar. Então não sei que tipo de amiga é você
— Ela não pode te matar.
— Chega você duas, vamos sair daqui e depois vocês discutem.
— Não posso, não consigo parar! Tem um ódio muito forte dentro de mim por bruxas. Ele está crescendo toda vez que eu lembro... — Elena começa a ver imagens e junto com ela Damon também.
— Elena! — Bonnie grita percebendo que os olhos da amiga viram. — Damon ! — Ela percebe que o mesmo aconteceu com o vampiro. — Meu Deus! O que eu faço? — Os dois pareciam ter entrado em um mundo de visões. Bonnie tenta um feitiço de bloquear imagens do passado, mas nada funciona era como se eles estivessem atualizados a vidas deles. Imagem que nunca acessaram estava surgindo a eles. — . Onde foi que eu me enfiei. Molly preciso falar com você. — Bonnie começa a chamar pela bruxa que instante aparece em sua cabeça.
— Não posso te atender, estou com Emily.
— Elena e Damon entraram em um mundo paralelo. Estou presa nesse labirinto com duas almas que parecem possuídas. O que eu faço?
— Elena e Damon estão unidos por serem parte um do outro. A crianças é um Deus ele está dando poderes a Elena que só é forte o suficiente para receber porque Damon está perto. A criança está deixando eles mais conectados para pode ter força para nascer, desconcentre o bebê. Preciso ir. — Molly e Bonnie se falavam escondido de Emily em realidades distintas.
— Bebê Deus malvado vamos olhar para titia. — Bonnie tocou na barriga de Elena e solta uma magia que fez a menina ser jogada do outro lado do corredor desmaiada.
Elena e Damon estavam em um mundo paralelo recebendo todo a vida de Nina e seus ancestrais, como um computador fazendo um download nada poderia atrapalhar aquele momento. Pois era isso que aquele Deus que Elena carregava desejava, unir a menina com seu amado os transformando em apenas um, para assim ela ter força de gera-lo.
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