Notas iniciais
Eu sei que estou sumida, mas não me matam. Tenho um capitulo muito fofo dedicado a Bamon, espero que gostem e deixem comentários e favoritem a história. Beijos, boa leitura.

— Mas que droga Bonnie! – Damon estava muito alterado.

Suas pupilas preenchiam quase por total a íris de seus olhos. O lindo azul que iluminava seu olhar se transformou em simplesmente um poço de escuridão, e tudo por causa de um único beijo, imagina se ele tivesse feito algo a mais!

— Damon a culpa não foi minha, me deixei levar pela situação e pelos últimos dias, talvez ele tenha mesmo mudado – gesticulava ela com um pouco de esperança.

— Isso é ridículo, agora vai começar tudo de novo e quando você menos esperar ele vai enfiar uma faca no seu coração e você vai morrer, todos vão perder você – Damon se aproximou dela tentando olhar seus olhos que estavam escondido entre os cabelos – Eu vou perder você.

Sua cabeça rapidamente se levantou e Bonnie teve um pequeno momento de felicidade, aquela seria a primeira vez que ele dissera algo que sinceramente parecia ser verdade.

— Eeeu... Porque isso agora? Tantas outras oportunidades, mas agora?

— Bonnie eu não posso te perder de novo... Pelo menos não pra ele.

Algo tão egoísta para se dizer, não acha?

— Damon, eu não estou te entendendo.

— Que merda, como não... – acariciando com uma de suas mãos a bochecha dela, ele completou sem se preocupar com as consequências – Bonnie Bennett, você é minha melhor amiga e a única coisa que tenho, e é por isso que sei que você merece alguém que te ame muito, nas mesmas proporções, e que seja capaz de fazer loucuras por você.

— Assim como você faz pela Elena? – Bonnie entendia muito bem o que se passava pela cabeça dele, ela sabia o que ele queria dizer com todo aquele sentimentalismo, no entanto ela esperava que ele dissesse com todas as palavras que a amava.

Essa com certeza foi a pergunta que distanciou os dois naquele determinado instante. Damon estava em seu marco inicial, querendo socar a parede do quarto de Bonnie. Se não houvesse ocorrido aquele distanciamento, possivelmente os dois estariam se pegando, tentando satisfazer seus sonhos mais que profundos.

— Já terminaram crianças? – gritou Kai da porta, imitando Damon.

— Foda-se tudo isso, vai com ele, mas não vou ficar sentado na varanda vendo ele estragar sua vida.

"Nossa ele desistiu tão rápido da ideia de me afastar de Kai". – pensou Bonnie ao se lembrar de Elena.

Em passos silenciosos, Bonnie se aproximou de Damon, que se encontrava de costas para ela. Decepcionada, Bonnie começou a chorar. A mesma tentava por a mão em Damon para que ele se virasse e olhasse em seus olhos para mostrar o quanto ela sofria com toda aquela discussão e com a ideia de ele não se importava tanto com a vida dela.

— Você não entende Damon, eu preciso fazer isso, não por mim ou por você, mas por minha família.

— Que família? Você nem tem uma. – em um ato de fúria ele jogou o braço de Bonnie para que se afastasse dele, mas para a surpresa do mesmo aquilo o assustara tanto que ele se jogou para ver se ela estava bem.

Ao perceber que ela chorava, seu rosto se comoveu com a situação. Uma lágrima caiu de seu rosto.

***

E lá estavam todos, até mesmo Elena, jogados ao pé de Henriette, como se fossem prêmios de liquidação.

Um sorriso perverso estampava o rosto da suposta duplicata de Caroline.

— Falta apenas a bruxa Bennett.

Uma corrente de ar englobou o corpo de Henriette a tirando do local.

Meia hora antes Caroline e Henriette conversavam.

— Isso é mentira, toda essa historinha, tudo para disfarçar e consumir nosso tempo. Nos distrair.

— Para que eu inventaria uma historia dessas, pense bem nisso Caroline, enquanto você sonha com o papai.

— O que? – e mais uma vez o pescoço dela foi quebrado.

***

— Klaus acorda – Caroline batia no rosto de seu príncipe, desejando que ele voltasse logo – Mas que droga... Logo eu? – ela soluçava de tanto reprimir o choro – O que eu fiz Enzo?

Caminhando com dificuldade ele jogou-se aos pés de Caroline tentando encostar em seu rosto.

Uma das formas de castigar Enzo, pela escapatória da loirinha, foi injetar um dispositivo dentro dele que libera verbena pelo corpo a cada movimento que dá.

— Anjo, você não fez nada. Enxuga essas lágrimas, pois você tem que me ajudar achar uma saída daqui. Fica calma e acorda eles, estou planejando um plano de vingança.

Com a mão encima da de Enzo ela olhou no fundo dos olhos dele e o agradeceu, fazendo ele sorrir.

Depois de perceber o quão feliz ela estava por ter Enzo ao seu lado, a mesma voltou-se para Klaus que não se moveu nem quando ela chorou desesperadamente em cima dele.

Ela já havia feito de tudo para tentar acorda-lo, todos os outros estavam de pé, exceto o vampiro original. Alguma coisa estava acontecendo com ele.

— Klaus – ele não respirava e nem se movia.

Momentos depois que Stefan acordou, Caroline voltou-se novamente para Klaus tentando o acordar. Ele parecia drogado com uma substância muito forte.

— Quem sabe com um beijo, ele volta a ser um canalha – Stefan se irritou ao vê-la próximo demais dele.

— E quem sabe se você calar a boca ela consegue acordar ele! — Caroline tinha que agradecer Enzo novamente, pois quem sabia o que ela teria feito se ele não desse a resposta antes dela mesma.

Klaus então começou a se mover, era difícil um vampiro ou lobo conseguir derrubar um hibrido original como ele, e muito menos uma bruxa, mas com certeza Henriette devia explicações ao que havia feito com ele. Talvez tenha sido uma erva composta por algum tipo de substancia similar ao da estaca de carvalho branco, o bastante para seda-lo por muito tempo.

***

Sentada em uma velha cadeira de balanço Bonnie olhava as estrelas, enquanto pensava nos dias em que passara presa com Damon no mundo prisão de 1994. Foram momentos tristes, de solidão e desespero, porém haviam aqueles dias em que pequenas palavras transformavam tudo em um mar de rosas.

Uns três dias antes de conhecerem Kai, Bonnie e Damon haviam brigado por motivos fúteis por culpa do irmão Salvatore.

Bonnie estava dentro do quarto de Damon sentado na cama dele olhando pela janela a noite escura, por mais que ela não tivesse vivenciado aquele momento ela sentia um pouco da sensação de estar em casa, mesmo que aquela não fosse sua casa. Ela se perdeu tanto em seus próprios pensamentos que nem percebeu o instante em que Damon parou para observá-la.

— Eu sinto falta dela... – Damon lembrava de Elena ao olhar em Bonnie.

— Quem? – disse ela virando-se para olhar quem era.

— Elena.

— Eu também sinto, mas da Caroline também.

— Sabe – ele caminhou até o pé da cama sentando do lado de sua bruxa – eu fico feliz por estar preso aqui com você! – disse não olhando diretamente para o rosto dela.

Bonnie virou seu rosto, ao mesmo tempo em que Damon virou sua cabeça para olhá-la.

— Preciso contar uma coisa — Damon aproximou sua mão da cintura de Bonbon.

Foi só o momento de Bonnie ajeitar o cabelo que Damon beijou-a na boca, no inicio ela tentou resistir, mas depois ela deixou seus demônios mais íntimos dominarem seus lábios e sentimentos, foram longos minutos de beijos, eles não conseguiam mais se desgrudar.

Algo dentro do Salvatore implorava pelo corpo dela, então quase sem noção do que fazia ele a deitou lentamente na cama.

— Não Damon... – ela retomava o folego — A Elena.

Ao escutar o nome de sua namorada, Damon se assuntou, largou o corpo de Bonnie e sussurrou bem baixinho em seu ouvido desejando tanto que seus poderes de hipnose funcionasse em bruxas:

— Esquece tudo isso, isso nunca devia ter acontecido... foi tudo um erro.

Naquela noite Bonnie não conseguiu dormir e no dia seguinte tentou evitar, ao máximo, encontrar com ele nos corredores da mansão Salvatore, ela estava envergonhada pelo o que havia feito na primeira oportunidade longe de Elena.

Ao voltar em si, Bonnie encarrou Kai que olhava as árvores ao redor da casa.

— Pensando em Damon? – o tom de sua voz era sério.

— Não! – ela fechou a cara.

— Imaginei que sim, você sabe que isso é errado, um vampiro e uma bruxa. Já contou a ele?

— Eu preciso respirar.

Bonnie saiu de perto de Kai e caminhou para dentro da floresta, sua mente estava uma confusão.

A cada passo que dava as vozes em sua mente aumentavam, todas diziam para que ela matasse Damon, pois aquele era o único caminho para a sua sobrevivência. As bruxas estavam com raiva e dispostas a condenar o futuro da família Bennett por um simples beijo do passado.

Uma forte corrente de vento começara a circular pelo ambiente e as árvores rangiam devido a força do ar.

— Acho que vai chover – era Damon encostado em uma árvore olhando algumas galhas caírem.

— Damon, você não devia estar aqui – disse ela, sentindo uma enorme energia magia pelo ar – tem alguém aqui! — Bonnie colocou a mão na frente de Damon tentando o proteger.

— Que eu saiba nunca precisei que ninguém me protegesse.

— Mas você vai querer – Henriette tirava o cabelo dos ombros se gabando — Bonnie venha comigo.

— Nem pintada de ouro – disse rindo estendendo sua mão sobre a terra.

— Acho melhor você vir se não Enzo e Klaus terão que morrer — ela contava nos dedos como se o número de pessoas fosse bem maior.

— Então faça isso, nenhum dos dois importa pra ela – disse Damon se colocando na frente de Bonbon.

— Mas ai o que vou fazer com Stefan, Caroline e sua preciosa Elena – a cara de Henriette era de vitória, pois sabia que o ponto fraco dele estava entre essas três pessoas.

Sem esperar alguém dizer mais alguma coisa Bonnie começou a recitar um feito para prender o corpo de Henriette dentro do mundo prisão de 2038.

Com a mão segurada na de Damon ela usou o feitiço de invisibilidade e foi para a cabana onde Kai estava, grudou ele e o ascendente na mão e saíram do mundo prisão.

Quando eles voltaram para o mundo real, Bonnie se viu em um lugar diferente da onde haviam ficado para entrar no ano de 2038, de longe Damon conseguiu escutar gritos de socorro, que na verdade vinham de seu irmão, Enzo, Klaus, Caroline e Elena.

— Vou tirá-los de lá – disse Bonnie se apoiando no braço de Kai.

— Você está muito fraca, tem que descansar – ele tentava colocar ela sentada no chão.

— Não vou deixá-los como prêmio para a demoníaca loira.

Recitando um feitiço de desbloqueio Bonnie caiu ao chão, antes que Stefan e Enzo pudessem passar.

Após resgatar todos que podia, Klaus resolveu levar Bonnie para um lugar seguro em que pudesse descansar sem que alguém tentasse a usar para abrir uma porta direto para o inferno.

***

Damon e Kai a vigiaram por longas horas esperando que ela acordasse, mas nada adiantava. Kai com sua habilidade de absorção resolveu fazer uma reuniãozinha com o clã Gemini, para tentar ajudá-la. Enquanto isso no cômodo de cima da casa Damon se deitava do lado de sua bruxinha tentando ter algum contato para que acordasse.

— Eu nunca te contei, o que pensei quando te beijei pela primeira vez...

Disse ele imaginando que ela se mexia e olhava em seus olhos perguntando o que seria.

— É estranho admitir isso pra você, desse jeito, mas não vejo outra forma de dizer sem que você demonstre algo que eu não possa retribuir – ele pausou por alguns minutos relembrando momentos de quando ainda era humano – Minha mãe uma vez me disse que quando me apaixonasse por uma garota, talvez ela não seria a pessoa com quem envelheceria. Eu me questionei como sabia disso, então ela me contou que a verdadeira forma de amar era um cativeiro, no qual não enganamos a nós mesmos, mas a pessoa que amamos também – ele acariciava os cabelos dela – de início eu não havia entendido nada, porém quando conheci você eu descobri o que realmente significava, pois "quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre...".

Ao vê-la se mexendo ele limpou rapidamente seus olhos que estavam em lágrimas. Damon estava surpreso consigo mesmo, nunca imaginou que se derreteria por uma garota como Bonnie. No entanto percebendo que ela estava realmente acordando ele saiu do quarto espantando parte de seus pensamentos, parando apenas na porta para olhá-la por mais uma vez:

— Mas dessa vez de longe – ele completou sem saber que aquele seria um dos últimos momentos que a veria tão viva.

Notas finais
Até a próxima
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.