Diário da Dastan
20 Capitulo 20 – sexta-feira
De manhã, o Mikoto dormia. Não sei como ele consegue… Se ninguém o acordar, ele é capaz de dormir a vida inteira. Como eu estava a dizer, o Mikoto passou a manhã toda a dormir. O que me deu oportunidade de ir correr e jogar basquete no parque.
Foi um momento inesperado, enquanto corria, encontrei um rapaz agachado a procurar algo debaixo dos arbustos. Ofereci a minha ajuda e ele deu um salto de susto. Consegui identificá-lo era o Lysandre. E estava a procura do bloco de notas… Hahaha este homem é incrível. Perde sempre a mesma coisa…
Ajudei-o a procurar o seu bloco de notas, e enquanto procurávamos, ao mesmo tempo conversávamos.
Tentamos recapitular a manha do Lysandre e voltamos a fazer o percurso que ele fez toda a manha. E, finalmente, encontramo-lo! Estava num banco ao lado de onde encontrei Lysandre agachado. Bom, ao menos interagimos um pouco. Agora sei porque é que o Castiel não procura o bloco de notas do amigo. Procurar todos os dias a mesma coisa deve ser uma trabalheira…
Lysandre contou-me que o Castiel tem andado estranho, e já não estava assim desde que namorava com a sua ex-namorada. “Ele tem andado animado demais” foram as palavras de Lysandre.
Ainda bem que ele anda assim, não é? Quer dizer, aturar o mau-humor do Castiel todos os dias … Até chego a ter pena do Lysandre.
Lysandre dizia que isto não era bom porque da última vez não correu muito bem. Eu jurei que não iria magoar o Castiel mas não pensei até agora. No final deste dia acabei por perceber. Eu tanto amo o Castiel como amo o Mikoto. Sinto o meu coração completamente dividido. O meu destino já está traçado e ele une-se ao do Mikoto. Seja qual for as possibilidades, eu ficarei com o Mikoto e vou acabar por magoar o Castiel de qualquer maneira. Preciso MESMO de ter uma conversa com ele. Mas como faço isso sem magoar os seus sentimentos…. O meu coração, mente e corpo estão completamente confusos …
A nossa conversa acabou quando ouvimos um “Hei Lysandre! Estás por aqui? E tu também melões?” Acabei por me levantar do banco em que nos sentamos e despedir-me, mas Castiel impediu-me de partir. “Espera! Que achas de tu e eu irmos dar um passeio e jogar um pouco de basquete esta tarde?” Era sem dúvida um convite muito tentador. “Gostava muito! Mas esta tarde vou passa-la com a minha avó. Desculpa, talvez outro dia?” Ele ficou um pouco desanimado mas concordou. Não me posso aproximar muito e também acho que não devia contar sobre eu e o Mikoto ter um encontro hoje, talvez para já ele não precise de saber nada até eu organizar a minha vida.
Dirigi-me a casa para tomar um banho e o Mikoto ainda dormia. Era espantoso. Tomei o meu banho e quando punha a toalha a redor do meu corpo, o Mikoto estava encostado a ombreira da porta a olhar para mim. Discuti com ele. “Não sabes bater à porta?” Ele riu-se. Esta costumava ser a sua fala. Nunca tinha visto o seu sorriso de tao perto. Ele sempre sorria para a professora Mary. Pareceu-me ver uma luminosa luz nos seus olhos e isso trouxe me memorias felizes.
Vesti-me e pus-me pronta para conhecer um novo amigo. Mikoto apenas me disse que não podia armar nenhum escândalo dentro do bar. Isso era o que o punha fora do sério.
Contou-me que o seu amigo Yata que praticava skatebord tinha deixado fugir o skate e acabou embatendo na mobília. Izumo ficou bem passado que proibiu o Yata de entrar por mais de um mês. Como castigo, obrigou-o a envernizar toda a mobília e prometer que nunca mais entrava com o skate.
As mesas do bar estavam completamente vazias. Apenas no balcão tinha algumas pessoas que conversavam entre si. Só quando chegamos é que todos exclamaram o nome do Mikoto. Pareceu que todos se conheciam. Bem estranho porque o Mikoto não é do tipo de pessoa que parece ter amigos, pelo menos na escola
Acabei por conhecer o Izumo. Ele é mesmo um querido ao aceitar-me no bar quando quisesse, mesmo que fosse menor de idade. Embora ele tenha dito que nunca me iria oferecer nada com álcool. Havia outro colega que parecia da minha idade, mas todo o dia pensei e cheguei a conclusão que nunca o tinha visto na escola. Não falamos muito porque ele me evitava. Todos brincavam e diziam que ele tinha medo de raparigas e era por isso que não saia da beira de Mikoto. Ele enervou-se completamente e estava muito mais vermelho quando se tentava explicar. Pelo que percebi entre tantos gaguejos, o nome dele era Yata. E muitos outros se apresentaram mas acabei por esquecer os nomes deles. Memória para conseguir decorar nomes, eu não tenho.
Acabei por perceber que o Mikoto não era tao antissocial como eu pensava que era. Ele tinha amigos, e dos melhores pelo que já vi. Acabava por me sentir no meio de amigos de longa data. Eram uma segunda família feliz e eterna.
Ficamos no bar todos a conversar. Parecia que tinha se passado pouco tempo mas já era de noite. Voltamos para casa quando começou a chegar gente e agora estou a escrever. As férias estão a começar bem. Quando chegamos a casa, a tia Banner quase sofria de um ataque de coração quando viu o sorriso do Mikoto. Foi muito engraçado quando ela deixou cair a jarra que tinha na mão. Hahaha agora a casa tem de sofrer sem uma rosa pois não há jarro que lhe segure.
É tudo por agora ;D
Até amanha!
DastanDrake
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