Notas iniciais
Espero que agrade fizemos com todo carinho comentem se merecermos desculpem os erros eu (Ale) ando sem pratica com revisões, então perdão. Beijos e ótima leitura

Narrador

Muito a contra gosto Erik retornou com sua pequena para a superfície e o dia já começara a raiar, a levou para o quarto de Meg e se despediu afetuosamente.
Meg sentou-se na cama assim que Elise fechou a porta:

–Lhe acordei Meg me perdoe!

–Elise está tudo bem!Sabes que dia é hoje?

–Não!Não diga que é seu aniversário!

–Claro que não! Hoje suas famílias virão buscá-las e ficarão um mês de férias, neste período a ópera não abrirá ao publico!

Elise sentou-se na cama desolada e sem resposta.

–Eu não sabia!

–Elise você não sabe mais nada!Não quero ser abelhuda, mas todos já estão a comentar de seus sumiços. Entras em teu quarto e somes do no ar, entras no estúdio e todos a vêem entrando, mas quando as aulas começam não estás lá, somes antes do jantar, somes quando entras na biblioteca e as más línguas estão a comentar que és amante do Fantasma da Opera, pois no dia em que não subistes ao palco, uma das meninas lhe viu sair do camarote cinco. Vocês perderam a noção de perigo?

–Meg tem toda razão!Eu não sei o que se passa... Eu me desliguei de tudo a minha volta!

–Mamãe veio ter comigo um particular e fui forçada a contar-lhe tudo. Ela esta preocupada com os dois, Elise nos dias de apresentação as bailarinas mais antigas também notaram a marca que tens em teu ombro, todos estão a comentar que o Fantasma além de estar bem vivo a escolheu por amasia e está a submetê-la as suas loucuras!

–Não Meg por Deus!Sabes que eu o amo!

–Elise você o ama?Ama o homem por trás da mascara, o assassino?

Neste momento madame Giry entrou no quarto fazendo com que as duas se levantassem em um salto.

–Bom dia para vocês também meninas!

–Bom dia!– Responderam juntas com o olhar baixo e apreensivo.

–Meg vá tomar seu dejejum preciso ter com Elise um particular!

A loira assentiu e saiu fitando a amiga pela ultima vez. A ruiva estava tensa, com ombros encolhidos e um rubor incomum em sua face. Madame fez sinal para que se sentasse e a menina obedeceu aguardando repreensão:

–Pois bem criança!Quantos anos tens?

–Quinze!– O rubor no rosto da pequena só aumentava e sua voz era falha.

–Acho que não é necessário questioná-la sobre sua honra?

Elise sugou os lábios como se contesse uma, áspera resposta, em carinho a sua instrutora, a mais velha prosseguiu:

–Não estou a julga-la querida, já passei por meus arroubos de juventude e lhe entendo perfeitamente, entretanto quero que me esclareças seus reais sentimentos a respeito de seu Fantasma!

–Erik? Eu... Eu o amo! Eu o amo muito madame!

–Mas querida tão pouco sabes sobre ele!

–Tão pouco as esposas sabem sobre seus maridos em casamentos arranjados e tem que pertencê-los por toda vida.

A senhora deu um profundo suspiro, engolindo seco por instantes, logo retornou a postura superior:

–Escute querida, Erik passou por muitas coisas terríveis em sua vida e sua mente não é de uma pessoa normal, tanto em genialidade quanto em loucura, seu temperamento é instável, muda da calmaria plena a fúria absoluta!As marcas psicológicas dos maus tratos pelos os quais ele já passou são profundas!Quando a insegurança tomar conta dele, ele vai querer prende-la como um pássaro, sua alto estima é mínima Elise querida fuja deste destino, você esta vendo somente o lado bom, nunca o conheceu quando dominado pelo ódio, ciúmes e acredite não vais querer ver!

–Eu sinto muito, agora é tarde eu posso me arriscar e aguentar as conseqüências. Eu não posso fugir dele, eu não quero fugir!

Madame abraçou Elise dando um profundo suspiro.

MADAME GIRY

Elise realmente o ama, mas não deixa de ser uma criança e não sabe o quão violento e possessivo o Fantasma pode ser, sua auto estima apodrecida o cega e quando ele começar a se comparar a ela as coisas podem sair do controle. O conheço há muito tempo e sei como são estas crises intensas de depressão e personalidade. Quando ele refletir sobre a pouca idade e toda beleza de Elise, seu lado sombrio vai dominá-lo e ele vai submetê-la aos mais loucos testes, vai testar seu amor e sua fidelidade e talvez feri-la severamente.Pobre criança.

Narrador

Depois da conversa com madame Giry, Elise desceu para seu desjejum e depois dirigiu-se ao seu quarto afim de pegar seus cadernos para fazer umas anotações e depois encontrar-se com Pierry e Persa.Assim ela o fez, entrou em seu dormitório – que estava um pandemônio– coisas e bolsas jogadas pelo chão e pela cama, as garotas faladeiras andando de um lado para o outro, mas quando notaram a ruiva as garotas se calaram fitando-a de forma estranha.A ruiva nem se abalou, entrou indo direto a sua cama e abrindo com sua chave o cadeado do baú onde guardara sua coisas quando uma pergunta sarcástica surgiu:

–Dormiu no quarto de Meg, Elise?

–Por que acha que lhe devo resposta! Se nem bom dia tens para mim, quais motivos a levam a crer que lhe devo esclarecimentos?

A ruiva respondeu sem deixar de organizar suas coisas, mas a bailarina curiosa e topetuda prosseguiu:

–Suponho ter sido Meg a lhe dar este colar de safiras!–Quando falou isto a moça se aproximou de Elise tocando o colar. A ruiva enfurece-se, torcendo o pulso da colega de quarto, bem mais alta que ela:

–Não admito que toques neste colar!Sei que sabotas minhas vestes, espalha rumores sobre mim, já dissestes ate que tenho piolhos e nem sei o motivo, mas as demais lhe apoiam. Saiba que não me afetas com tua inveja e nem ao pior cansa a beleza, mas não permito que toques em meus pertences!Da próxima vez quebro-lhe as asas!

Dito isto a ruiva arremessou a bailarina em meio às outras, que olhavam espantadas, pois Elise sempre fora calma e mal abria a boca mesmo diante as constantes provocações, uma delas ainda contestou:

–Então a sonsa se revelou!

–Sou o que sou e não o que julgam!–Elise saiu com seus pertences em mãos– enquanto seus cabelos esvoaçavam ao vento–, sumindo pelos corredores dos ópera em passos firmes.

Ela permaneceu na biblioteca ate o almoço logo depois, como de costume trocou-se colocando um chapéu a combinar com o vestido e a sombrinha e saiu.

Ao chegar ao clube de arco e flecha, ela foi recepcionado pelos colegas, mas em seguida Pierry chegou dispersando a todos:

–Ora apareceu a Margarida!

–Há Pierry!– Elise se jogou nos braços do irmão, que logo notou o colar de bom gosto em seu pescoço, brincando:

–Supondo que este colar quem lhe deu foi o rapaz pelo qual tu não esta apaixonada e que também não lhe tem amor?

–Pierry!– Elise sorriu corando.

–E os textos minha irmã?

–Entregarei hoje, já mandei um garoto de recado ao senhor jornalista!

–E como vão as coisas entre vocês?

–Ele esta colaborando muito bem e os espiões creem que somos meros amantes!

–Quais os motivos de tu não ter vindo nestes dois dias?

–Preciso mesmo desabafar Pierry...

–Por favor!

–Sabe o cavalheiro de quem lhe contei?

–Sim Morango diga!

–Ele é quem todos conhecem por Fantasma da Ópera!

–EstáS a zombar de mim Morango?

–Eu lhe juro meu irmão!

Pierry girou o corpo coçando a cabeça, boquiaberto, sem nem ao menos saber o que dizer a sua irmã.

–Mas ele...

–Morto! Garanto-lhe que não!

–Mas...

–É um assassino e tem um lado de seu rosto deformado, verdade, mas...

–Mas o que Morango?

–Mas eu o amo!

–Ah Morango!

Pierry não sabia o que dizer, sabia que a irmã estava encrencada, mas não queria tirar o sorriso do seu rosto então apenas a abraçou:

–Contou a ele sobre a causa?

–Ainda não achei apropriado fazê-lo!

–Confio em tua perspicácia!

Os dois conversaram por mais um período e depois decidiram. Elise não ficou para o treino com o arco em função de seu encontro com Persa ter ocorrido mais sedo que de costume, pois hoje sua mãe iria buscar-lhe.

Ao encontrar-se com o jornalista ele a repreendeu:

–Estás me devendo!– Disse abraçado-a como de costume.

–Eu sei, trouxe muitos textos!

–Estou a falar das flores que lhe comprei, para que me destes o bolo!

–Mil perdões, mas estive em apuros nos últimos dias!

–Apuros envolvendo Liberte?

–Ou não, apuros corriqueiros de garotas normais!

–A senhorita não é uma garota normal!

–Também lhe aprecio em demasia, mas agora que já lhe entreguei devo partir!Tem material para um mês, tempo que ficarás sem meu caloroso abraço senhor!

–Oh! Mas um mês é muito pouco, lembro-me de ter rogado a Deus que se fosse para sempre!

–Sou-lhe grata por toda estima reprimida que me tens, saiba que a recíproca é verdadeira!,

Elise passou o material ao jornalista e despediu-se acelerando o passo para a ópera afim de rever seu Fantasma por uma ultima vez, antes de ficar um mês sem ele. Seu coração estava apertado e doía muito somente em imaginar a falta que sentiria dele.

.ERIK

Depois da noite maravilhosa que passei com Elise, a levei para superfície e retornei a minha casa, eu não sabia ao certo o que fazer, ou por onde começar a fazer algo, então uma coisa incrível me aconteceu encontrei uma pintura de Cristhne que tinha feito há quatro anos, a fitei por um longo tempo aguardando meu peito doer como se milhões de agulhas envenenadas o perfurassem, porém não senti nada!Na verdade me senti um idiota idolatrando alguém que me via como um rato imundo e desprezível, não teve remorso algum e me expor friamente para o publico!O que leva uma pessoa a devotar-se por completo a alguém que o despreza!Passei a vida inteira sendo humilhado e desprezado e aprendi a aceitar tal atitude de bom grado em vez de recusa-la e me afastar?Não importa mais, foi preciso alguém que nada tem haver com isto,entrar em minha vida e me abrir os olhos!De fato Elise exorcizou Cristhine de minha mente, de meu coração!Eu nunca pensei ser capaz de sentir um desejo tão intenso e que este viria a despertar algo a mais, há três meses que tenho esta pequena em meus braços, rendida, entregue, desejosa e dependente e todas as noites e todos os momentos de loucura são como se fossem a primeira vez. Então tudo começou por causa daquele diário, o qual eu ainda não li por completo, e nem posso, pois não sei o que seria capaz de fazer.

Peguei a pintura de Cristhine destruí, pois minha ultima memória era sua felicidade plena e radiante ao lado de seu visconde, sem remorso algum –Vá pro raio que a parta condessa!– com minha adaga rasguei, sem medo, a pintura. Voltei meus olhos para pintura que fiz de Elise e senti um desejo incontrolável de vê-la .Subi a superfície a me esconder nas sombras –como sempre– vi o alvoroço das inscritas, no dormitório de Elise, meu peito apertou intensamente, já sabia o que significava aquilo.Sim um mês sem minha menina.Joguei minhas costas contra parede e deixei meu corpo escorregar ao chão sentando-me, sem importar-me com limpeza, eu tinha um nó na garganta e milhares de coisas giravam em minha mente.E se a família dela não a trouxer de volta?E se ela se for para sempre?Voltarei a definhar lenta e dolorosamente sem minha pequena?Como poderei suportar se não aguento um dia sem tem em meus braços, sentir seu perfume, ouvir sua voz suave a chamar por mim. Apenas com a ideia meu corpo começou a se contorcer de dor e meu peito se encheu de angustia.

Senti alguém a se abaixar a minha frente, enquanto eu me perdia em minha dor, Elise, seu perfume era sempre maravilhoso e marcante, e seu toque era inesquecível .

.:Elise

Estava a procurar Erik quando o achei, ele estava junto a uma parede, em um canto escuro encolhido ao chão.

Corri para seus braços e ao ve-lo, ele estava desolado, me abaixei ltocando-lhe a face, o puxei para mim precisávamos sair dali, todos iriam nos ver nos escondemos em uma de suas passagens, me jogei em seus braços, eu não queria deixá-lo, queria ficar com ele o amo demais e quero que ele nunca se esqueça disso então lhe falei

–Eu te amo Erik, te amo meu Fantasma, eu irei, sabes que não quero, mas e preciso, mas juro voltar para ti!

Dizendo isso não resisti a roubar lhe os lábios em um amargo beijo, um beijo de despedida que se tornava doce era impossível não revelarmos um ao outro, mesmo que sem palavras, o que aquela distancia significava, em determinado momento que já nem descrevo ao certo, pois estava extasiada por seu amor e carinho meu Fantasma tomou-me nos braços e todo o mundo parou, eu sabia que era ali que eu queria estar e que era com ele, pois eu o pertencia de corpo alma e coração.

Erik

Nem me dei conta de como chegamos a minha casa com tanta velocidade, eu precisava toma-la,aquela talvez fosse a ultima vez, beijos vorazes e roupas jogadas ao chão, a excitação era extrema assim como a dor em meu peito, que me queimava a alma, hoje eu não queria chegar ao clímax, não tinha vontade em me derramar tao cedo, eu queria apenas estar dentro dela pelo maior tempo o possível, desfrutar e decorar a sensação de sermos um só e em meio a todos os beijos que trocávamos e palavras sem sentidos, frases inacabadas, caricias, juras eu a perguntava:

–Promete que vais voltar para mim?Promete, não importa o que aconteça?

–Eu prometo que voltarei!

–Diz-me que és minha!

–Sou sua para sempre, não importa o que aconteça!Sou sua!

Deitei Elise em minha cama e explorei seu corpo com loucura, cada cantinho,cada centímetro de pele, precisava daquele gosto, daquele cheiro, a dor da perda–mesmo que temporária– me corroía por dentro, eu já não sabia mais viver sem ela,mesmo com todas as loucuras as quais eu a submeto, eu sei que o único escravo desta relação sou eu, ouvir minha pequena chamando meu nome com desejo enquanto a torturo pela ultima vez me deixa em êxtase.Deslizei meus lábios por todo seu belo corpo, o qual eu já conhecia muito bem cada detalhe e mesmo assim afastei meus lábios e sentei-me, contemplando a visão magnífica de minha ninfa, ela se sentou e perguntou-me:

–Posso beijar-te?

Sorri, adoro vê-la submissa isso me causa tanta segurança mas hoje sabendo de sua partida isso me soou como um presente, um conforto, a puxei para o meu colo,encaixando-a ao meu membro dizendo-lhe:

–Podes beijar-me!

Ela começou a morder suavemente meus lábios depois explorava minha boca com sua língua, de forma lenta e enlouquecedora, em sincronia com os movimentos que fazia sobre meu membro,eu apenas queria saboreá-la para sempre,queria preenche-la e ter uma forma de fundi-la a mim para que nunca pudesse perde-la, inalar o perfume de seus cabelos,me perder na maciez de sua pele,saciar seus perigosos apelos.Era mais que desejo e luxuria,era amor e toda aquela loucura,aquela procura ,embriagante,alucinante, me fez dizer a ela algo que jamais pensei que diria novamente:

–Eu te amo pequena!–Ela parou por um momento e olhou em meus olhos, seus olhos azuis se encheram de lagrimas e ela disse:

–Eu também te amo Erik!

Trocando tais palavras, eu a joguei na cama e a penetrei com vontade, queria ouvi-la gritando,gemendo aos meus ouvidos o que acabara de me dizer, e ela gemeu alto varias e varias vezes aquelas preciosas palavras, minha pequena dizendo que me amava em pleno clima de despedida,despedida essa ao qual eu esperava ser breve, tudo isso me fazia penetrá-la bruscamente, intensamente até sermos abatidos por um intenso orgasmo, que por um momento fez com que o tempo parasse para que pudéssemos desfrutar de toda aquela indescritível sensação,nossos corpos estavam trêmulos e entregues aos lençóis,nossa ofegância sincronizada,repetimos ao mesmo tempo aquelas palavras acompanhadas por lagrimas de despedida:

–Eu te amo!

Levei Elise para um banho–como de costume– trocamos as ultimas caricias e após o banho retornei com ela para superfície tomei-lhe os lábios uma vez mais, eternizando em minhas lembranças aquele momento.Se acaso minha ninfa nunca mais voltasse eu teria que ter a certeza de que ela não foi uma ilusão da minha mente solitária.

Deixei minha pequena em seu dormitório, agora deserto e logo Meg entrou dizendo

–Que milagre eu ter lhe encontrado pois tua mãe já lhe aguarda!

–Vou trancar meu baú e já vou!

–Sentirei saudades Elise, tu és uma louca mas és verdadeira , saiba que lhe quero muito bem!

–Ah Meg!Também lhe quero muito bem, nem sei como agradecer-lhe por me tirar dos apuros!

As duas se abraçaram, mas logo saíram do quarto e Elise levara apenas uma pequena mala,antes de fechar a porta a ruiva deu uma longa pausa olhando para o espelho,onde se encontra minha passagem,seguido de um profundo suspiro, ela fechou a porta .

Segui por entre as passagens chegando a recepção avistando aquela que certamente deveria ser mãe de Elise.Ela estava a conversar animadamente, com Firmim, aproximei-me para ouvir o assunto e qual não foi minha surpresa ao ver que se tratava de Elise ou melhor de um futuro casamento para minha pequena.

–Achei muita semelhança em Elise com minha falecida Lucy, mas jamais imaginei que a senhora viesse a ser prima de minha esposa!

–Pois sim e quando se casaram o senhor levou para longe minha única amiga!

–Ela já estava em idade de se casar como sua Elise!

–Eu a coloquei aqui para que encontre um bom marido!Mesmo que não tenha nome um bom dote já esta de bom tamanho!

–Garanto que não faltarão pois Elise é muito formosa!

Elise e Meg chegaram interrompendo o assunto.Meu sangue fervia de ódio ao ouvir as palavras da perua, que queria vender minha pequena como se a mesma fosse um gado.Perdido em pensamentos de puro ódio e revolta, me distrai e quase perdi minha pequena entrar em seu couché .Corri para onde a visão me fosse perfeita, a pequena olhou uma vez mas para ópera, com seus olhos tristes,uma fina chuva se iniciara,o vento fazia os cabelos de minha pequena se lançarem a sua face delicada,era evidente que ela continha um choro, levou sua mão ao colar que lhe dei,retirando com a outra,os atrevidos cabelos que insistiam em cobrir o rosto,olhou com pesar e entrou enfim em seu couché.

Nunca me senti tão inútil e impotente,dizia que Elise era minha,mas tinha que vê-la partir a contra gosto sem,nada poder fazer,não passo de um rato imundo que se esconde nas sombras sem coragem de fazer o que deveria ser feito,se minha menina não voltar a culpa é toda minha.E se eu fizesse algo, o que eu teria para ela?O que eu poderia dar a ela se não uma vida de fugas e esconderijos?Mas não posso ficar sem ela, não consigo imaginar uma existência em que ela não venha para os meus braços, ela ainda é tão criança, talvez se arrependa da loucura que fez?Talvez entenda o peso de nossa real situação, se ela perceber a criatura amaldiçoada que sou, talvez nunca retorne para mim!Talvez...

O couché se distanciava, pouco a pouco e minhas lágrimas rolavam por minha face, em minha boca eu sentia o amargo sabor de minha impotência perante a vida daquela que chamo de minha, eu chamo de minha mas não tenho capacidade de mante-la ao meu lado.Meu coração se dilacera a cada passo dos malditos cavalos que levam minha pequena para longe,uma dor intensa e aguda,me sinto lançado ao abismo,as trevas que me rondam debocham da minha dor mas eu não desvio o olhar,eu continuo olhando ate que o couché se perca de vista, me sinto saqueado,torturado e humilhado,minha pequena ninfa se foi e tudo que fiz foi derramar patéticas lagrimas de ódio, dor e abandono!

Notas finais
Digam o que acharam. beijos nos duas Queria agradecer a LeCorvalim uma de minhas autoras preferidas, responsavel por Erik e Sandrine, que e´lindo e eu recomendo as amantes do Fantasma que leiam, bem voltando, chorei baldes com a linda recomendação, fiquei super feliz, obrigada mesmo, recomendação sua não é qualquer coisa, bjs!(Laynet) (Ale)