Diário De Uma Loira Cientista
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Por conta disso, pra ver se eu melhoro um pouquinho, eu resolvi postar a fic. Vcs devem ta pensando "vc não ta deprimida, porque quem ta deprimido não quer fazer nada" então e não to deprimida estando deprimida. Nossa, quer merda que eu falei hein... Eu nem sei porque eu to falando isso, acho que por causa do tamanho da nota da autora ninguém vai ler e foda-se. Acho tbm que ninguém nunca lê a nota da autora, nem sei porque me dou o trabalho de escrever essa merda, porra.
Eu sempre desejo boa leitura e hj eu não quero desejar boa leitura pra ninguém não, quer que todo mundo se foda. Mentira, não todo mundo (mas algumas pessoas eu quero).
Diário de uma loira cientista…
14 de maio de 2012-05-15; 6:14 P.M.; Quarto; Cama.
Diário,
Hoje eu acordei com uma sensação de que o mundo vai ficar todo contra a mim. Acredite, isso realmente aconteceu.
Bem, tudo começou assim...
“Filha levanta dessa cama, já ‘ta’ atrasada pro colégio!!!” É minha mãe deu a louca e começou a berrar isso. Em fim, me levantei rapidamente, escovei os dentes, vesti o uniforme e desci. Ela estava tomando chá quando pareci na sala. “Mãe to indo para o colégio, beijo” quando eu ia saindo minha mãe me chamou e disse “não dê atenção a ninguém na rua, se cuida, te amo” Por que ela SEMPRE tem que falar isso?
Depois de uns minutos andando cheguei ao colégio. Fiquei enrolando para entrar, a final, matar aula sempre é bom! Mas não colou. O inspetor tava passando e me viu para fora, ele me puxou para dentro e me levou para a sala do diretor. O que não é bom, lógico.
O diretor é um sujeito muito calado. Não fala com ninguém, ninguém fala com ele, ele raramente sai daquela sala que cheira a mofo, e quando sai, SEMPRE está segurando uma xícara de chá. Muita gente tem medo dele. Eu não tenho, acho que ele só é sozinho, e quer se isolar mais do mundo. Ele sempre usa terno. Só que eu não entendo isso. Ele pode usar a roupa que ‘quiser’, porque ele deve ganhar uma grana alta, e com certeza ele não vive só de terno...
Então, assim que entrei na sala dele, ele me lançou um olhar vazio. E fez menção para eu me sentar. Me sentei em uma cadeira que tinha em frente a mesa e ouvi o inspetor dizer “ela estava lá fora matando aula”
O diretor me ficou e ficou falando o quanto era importante as aulas e que eu deveria dar mais valo ao dinheiro que minha mãe investe em mim e blábláblá. Aí ele me mandou pra sala de aula e disse que ia informar minha mãe sobre aquilo.
Foda-se.
Enquanto eu ia pra sala de aula algo chamou minha atenção. Eu escutei barulhos vindos de uma sala fechada. Ninguém mais usava aquela sala. Eu a abri um pouquinho e vi uma cena horrível.
Um garoto alto, moreno, da minha sala – eu acho – estava batendo num outro menino, que era um pouco mais novo, ruivo e sardento.
Ele continuou a bater no menino, eu fiquei extremamente mal ao ver aquela cena, então eu entrei na sala, e empurrei o garoto moreno e me agachei no chão. O ruivo estava vomitando sangue, e tinha um olho inchado.
Eu olhei para o moreno e disse bem assim: “Escuta aqui playboy, ta vendo isso o que você fez? Pois é, se você se acha fodão por bater em pessoas, se acha o melhor, o bam-bam-bam?! Te dou uma notícia, você não é fodão, você não é o melhor... Quando você morrer, tenho certeza que vai para o mesmo lugar dele! Pra debaixo da terra! Você nem deve ter tido um motivo pra bater nele, tenho certeza! Vou levá-lo a assistência médica da escola, e eu vou falar quem fez isso, Warrick Brown”
Que raiva daquele moreno, alto e gostoso. Ta né. Aí o Warrick saiu da sala e fugiu da escola. Eu vi. Eu peguei o menino no colo (com muito esforço, porque eu sou fraca e a criatura era pesada) e o levei para a assistência médica do colégio.
A mulherzinha da assistência ligou para a ambulância e agora eu tenho que relatar pro diretor o que eu sabia... Foi tenso.
Eu fiquei com medo do Warrick se fuder de vez então eu disse que não sabia quem tinha feito aquilo com o menino sardento. Disse que tinha escutado gemidos de dentro da sala e fui ver o que era, e vi o menino ensangüentado. E daí o levei para assistência médica.
Era bem convincente a minha história. Tinha tudo pro Warrick não se ferrar.
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