Diário De Uma Decepção, A Saga
4 Diário de uma decepção 4
Era só mais uma tarde de inverno.
-Ta quentinha meu amor?
Senti ele sussurrar em meu ouvido, eu estava quase cochilando.
-Sim…
Suspirei, o único barulho presente naquela sala eram os estalos da madeira queimando na lareira.
-Venuto il mio amore
Ele sussurrou mordisacando meu pescoço.
-Non indugiate
Supliquei vendo ele seguir para a cozinha, estávamos deitados no tapete peludo e fofo, me virei em direção a janela.
Lá fora, uma árvore, com as folhas alaranjadas, o vento as guiava lentamente para um lugar seguro no chão.
-Ecco il mio amore!
Vi ele seguir de volta a sala com duas canecas de capucchino.
-Wow, sta giá imparando a legger la mia mente?
-Talvez… Sua pronuncia está melhor…
Me virei e deitei de bruço, com as pernas para o ar e balançando os pézinhos
-Garotinha abusadinha você einh?!
-Eu sei que você gosta disso!
Supliquei com um sorriso perverso
-Céus… como ama me seduzir!
Ele me enrolou no cobertor e me pegou no colo
-Me sinto um simples bebê quando você faz isso…
-Mas… Pequena coisa…
O encarei com uma cara de duvida, lancei um leve tapa em seu braço
-Pequena coisa??Ok, agora a “Pequena Coisa” vai em bora…
Me levantei fitando meus olhos pela sala procurando minha bolsa, ele se levantou com pressa segurando meu braço
-Não…
Senti ele sussurrar em meu ouvido, algumas mechas castanhas do meu cabelo cobriam meu olhar assustado.
-Eu odeio ficar sozinho…
Completou, tirando as mechas castanhas de meu rosto, nenhuma palavra saia da minha boca, a respiração pesada dele me deu um arrepio passando por todo o meu corpo, as mãos dele escorregaram até o meu quadril, outro arrepio surgiu, senti seus dedos tirarem o resto do cabelo que cobria meu rosto, então meus olhos caramelos surgiram.
-Acho que eu…
As mãos dele apertaram meu quadril, e os lábios dele se dirigiram ao meu pescoço, segurei as mãos dele na tentativa inútil de faze-lo se afastar, minhas mãos foram subindo até chegarem na barra de sua blusa, quanto mais forte eu segurava, mais forte ele mordiscava meu pescoço, ele foi me empurrando lentamente até me encostar contra a parede, deixei minhas mãos entrarem por de baixo de sua blusa.
Ele me encarou por meros segundos, e começou a me beijar, então eu comecei a puxar a barra da camiseta para cima, e em fim eu tirei-a, já podia ver o resto de seu corpo, enquanto minhas mãos foram até seu peitoral, as dele tiraram minha blusa, segurei suas mãos em uma nova tentativa de faze-lo se afastar… foi em vão.
Passei a empurra-lo para trás até chegarmos em seu quarto, vi meu sutien voar para o outro lado do quarto, minhas mãos percorriam suas costas.
Então eu pude sentir os lábios dele fazendo um caminho de beijo por todo o meu corpo até chegar em minha barriga, as mãos dele arrancaram meu jeans, quando olhei para ele, eu via minha minha calcinha entre seus dentes, sim eu já estava nua, então ele subiu novamente, mas dessa vez sua língua me molhava suavemente, ele tirou seu jeans juntamente com sua boxer cinza, as mãos dele prenderam meus pulsos, eu me assustei, mas vi um sorriso perverso em seu rosto, ele foi se aproximando da minha orelha, senti seus lábios me tocando, então pude ouvi-lo sussurrar
-Me avise se eu te machucar…
Seu intimo penetrou em mim com muita intensidade, o que nos fez gemer juntos, meu coração acelerava conforme os movimentos dele, suas estocadas me faziam gemer cada vez mais alto, suas mãos foram soltando meus pulsos e seus movimentos foram se tornando lentos então pude sentir sua respiração ofegante em meu pescoço, ele me encarou e esticou a mão até a gaveta do criado-mudo
-Gosta de brincar com algemas?
Eu sorri meio sem folego
-Claro…
Ele me algemou na pilastra da cama, dali eu não sairia nem por vontade própria, perdi a concentração quando senti sua língua percorrendo minha barriga, e descendo até minha virilha até chegar em minha parte intima, ele me fazia gemer cada vez mais alto, enquanto eu segurava firme nas algemas sentindo o orgasmo.
Ele voltou a me encarar.
-Me faça gemer como nenhuma garota jamais fez…
Fiquei por cima dele, passei meus lábios por todo seu corpo, até chegar em sua virilha, quando cheguei em seu intimo fiz questão de deixa-lo molhadinho, minutos depois eu já podia ouvi-lo gemer, os dedos dele estavam entrelaçados em meu cabelo, minhas unhas faziam leves marcas em sua coxa, meus movimentos se tornaram lentos, voltei a encara-lo enquanto engatinhava em sua direção, sua respiração estava ofegante
-Já cansou?
Perguntei sendo irônica
Vi um sorriso em seu rosto, logo depois com movimentos rápidos ele estava novamente por cima de mim, senti seus dedos acariciando minha parte intima, fechei meus olhos, mordi meu lábio inferior e soltei um gemido baixo
-Seus gemidos me exitam…
Eu não aguentava mais nada, estava cansada, precisava de um banho
-Nossa…preciso de um banho…
Senti ele me aninhar em seus braços
-Também preciso…
Acabamos não tomando banho, ficamos um bom tempo ali deitados, até pegarmos no sono
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