Diário De Uma Decepção, A Saga
2 Diário de uma decepção 2
Estava tudo absolutamente calmo, eu atravessava a avenida mais movimentada de Londres, o que era absolutamente estranho, os ônibus estavam vazios, atravessei a avenida e entrei em um beco qualquer, eu podia ver o reflexo da lua em algumas possas d’água.
Andei até sair da cidade, onde havia uma floresta fria e sem vida.
Senti um vento gelado, o que fez meus ossos doerem, fitei meus olhos pelas árvores, não avistei nada que me amedrontasse.
Entrei na floresta, eu podia ouvir meus passos esmagando as folhas molhados que cobriam o chão frio da floresta, andei no minimo 10 metros, avistei um vulto preto, tentei fingir que não era nada só para não aguçar meu medo.
Continuei andando, as árvores escondiam a luz da lu.
Senti a presença de algo estranho, parei e olhei em volta, ouvi alguém sussurrar meu nome, o som parecia caminhar junto ao vento gelado.
Senti o vulto se aproximar por trás de mim, saí correndo em direção ao nada, minha preocupação naquele momento era sair dali o mais rápido possível.
Entrei em uma parte da floresta que só haviam arbustos, os galhos finos me arranhavam e rasgavam partes da minha roupa.
Senti a respiração do vulto bem perto, quase em meu ouvido, quase podia sentir sua pele tocar na minha, ele me segurou pelo casaco, tirei-o mais rápido possível, e o joguei no chão, mas ele era perssistente, continuava correndo atrás de mim, foi quando ele segurou minha blusa e me puxou para trás.
-Nem pensar, garota…
Ele acariciou meu rosto de forma delicada, como se não quisesse me machucar
-Se fugir, eu posso te alcançar, se quiser se esconder, eu vou te farejar.
A voz dele me causou um arrepio, cheguei a pensar que não teria saída, eu iria morrer ali, e provavelmente estuprada, então me lembrei de uma frase “tudo tem uma saída óbvia”, procurei o mais óbvio naquele momento, a unica saída era correr.
Consegui me soltar dos braços dele, corri o mais rápido possível, eu sabia que era inútil, mas eu teria de correr pelo o menos até chegar ao centro de Londres, e pedir ajuda.
Tropecei em um galho, realmente alguém queria que eu morresse naquele dia, não era possível, eu estava estirada no chão, em meio as folhas alaranjadas.
-Garotinha teimosa, não?!
Ele me ergueu do chão, suas mãos já abriam o botão e o zíper de meu jeans, lagrimas escorriam suavemente pelo meu rosto, era meu fim… tentei me soltar mais uma vez.
-Garota, já matei várias mulheres sem deixar uma gota de sangue… e eu posso ser bem cruel com você!
Deixei meu rosto cair para o lado, de forma que meu cabelo o cobrisse.
-Não… Por favor! Eu imploro!!
Minhas palavras não fizeram efeito algum, depois de algumas horas um grupo de adolescentes passou pelo local onde fui morta, o assassino havia deixado meu corpo lá, não sei o motivo, os adolescentes chamaram a policia, mesmo usando os melhores recursos possíveis, meu caso nunca teve solução, nunca acharam meu assassino
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