Diário De Uma Bitch
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Parei na porta da casa de Marcos e peguei meu batom vermelho, MAC, RUSSIAN RED, passando em toda minha boca, sem um único borrão. Guardei meu batom e mandei um sms a ele, " Eae, tá em casa?", a mensagem foi visualizada, porém não respondida, me escondi atrás de uma árvore e olhei para casa, vi alguém espiando pela janela. Como planejado! Mordi meus lábios com euforia.
Esperei a cortina se fechar e aproveitei para sair de trás da árvore, mas um imprevisto, vi que a porta se abria, era ele. Marcos saia olhando todos os cantos ao seu redor, ele deve alguma coisa, repeti comigo mesma.
Assim que ia atrás dele, recebi uma mensagem, " Olha vadia, não vou cair na sua, sei que você está por aí, o que quer de mim?". Vi a mensagem, mas não a respondi, ele começou a seguir em frente, o segui, até ver que ele entrava em uma rua vazia e quieta.
Olhei para o prédio que havia ao lado, era abandonado, havia somente mendigos lá dentro. Entrei no prédio e fui subindo as escadas até o terraço. Fui até o parapeito, o prédio não era tão baixo, ele estava lá em baixo.
Resolvi ligar para ele.
" O que você quer Caroline?"
" A verdade, porque está fugindo? Está com medo de alguma coisa?"
" Se tivesse alguém para ficar com medo, esse alguém devia ser você"
" Devo levar isso como ameaça? Não seria a primeira não é?"
" Você quem escolheu esse caminho."
" Eu escolhi esse caminho?", falando isso, senti um vento frio nas minhas costas. " Você vai perder de novo Marcos"
Dei um rodopio e vi um homem com um paninho branco nas mãos, olhei para ele com cara de medo, como se não soubesse o que fazer e avistei uma coisa ao longe, ao lado da porta. Fingi fazer menção de pular do outro lado e ele tentou me pegar, desviei do seus braços e sai correndo até a porta, fingi tropeçar e quando ele veio enfiar aquele pano no meu nariz, taquei o bloco na cabeça dele, sai de pressa, antes que qualquer gota de sangue espirrasse em mim.
Limpei minha bolsa e fui até onde via Marcos, mas ele não estava mais lá. Virei para frente, ele não havia chegado ainda. Coloquei minha luva e empurrei o homem até um canto, e ao ouvir os passos de Marcos, peguei o paninho que estava no chão.
– Só pode ser piada! — Marcos disse olhando para mim, escostada na parede aonde via ele.
– Não lembro de ter contado nada engraçado... — disse olhando para as mãos dele, onde havia um champagne. — Mas isso me parece bem interessante.
– Preferia o seu antigo eu, agora você é uma vadia que não presta, que só pensa em si própria.
– Eu sempre vou olhar só pra mim, ninguém aqui é digno de nenhum sentimento meu... Já desfrutaram demais dele, eu seria totalmente diferente se o sentimento fosse recíproco ou de respeito, você não deu nenhum deles, nem o respeito, pois não podia de obrigar a gostar de mim, mas nem isso...
– É só vingança? Isso é sua vingança? Você não vê que passou dos limites? Que tudo isso já está virando doença?
– Não Marcos, isso sou eu, me deixaram engarrafada a muito tempo, desde pequena sou assim, mas me tornei uma pessoa boa e me fudi muito nessa vida, então prefiro ser assim! Bonita, inteligente, esperta e sexy! — disse dando alguns passos para frente.
– Não tente me tentar. — Marcos disse me olhando de cima a baixo.
– Não estava tentando, mas se consegui provocar uma fagulha de tentação em seu coração é porque você se sentiu tentado.
– Ahh não, você não quis me tentar.
– Aceite Marcos, você não consegue resistir a mim... — disse indo ainda mais para frente.
– Caroline, se você pensa que vai escapar assim!!! — Marcos disse recuando
– Quem te disse que eu quero escapar? — perguntei sussurrando
– Carol, se você me tentar, eu te tento. — ele disse indo até mim.
Parei ele com uma mão e coloquei minha bolsa no chão, tirei minha calça e minha camiseta, ficando de calcinha e sutiã em sua frente.
– O que você? — ele perguntou perplexo
Peguei ele pela gola da camisa e o joguei no parapeito do terraço. Subi em cima dele e começei a beijá-lo, morder seu pescoço e sussurrar coisas bem pervetidas em seu ouvido. Dava para sentir o tamanho da excitação através do tecido da calça dele. Começei a fazer repetidos movimentos vai e vém sobre ele, cada vez mais rápido, fiquei como se estivesse ajoelhada sobre ele e peguei o paninho que estava logo atrás de mim, Marcos me olhou fixo nos olhos e fui abaixando sua calça e sua cueca, já via até o que não devia ver, de tão excitado que estava, fui abaixando a boca até lá, e quando ia encostar, enfiei o pano no nariz dele, ele arregalou os olhos e tentou lutar, mas logo adormeceu. Me levantei e vesti minhas roupas e coloquei minha luva, tirei a roupa deles e as joguei longe, peguei o paninho e o rasguei, colocando cada pedaço no nariz dos dois bobões, abri o champagne e joguei neles. Saí correndo tapando meu rosto, para que ninguém me visse. Assim que saí do prédio, e estava indo em direção ao café que sempre me encontrava com meu tio, recebi um sms " Você se livra de todos, inclusive deles, mas nunca vai se livrar de mim, eu vou te matar de um jeito épico sua piranha, se você só se importa com você, imagine eu!
P"
Ergui uma sobrancelha e disse em voz alta, " Me mata! Eu sempre serei uma lenda, até depois da morte! Eu sou imortal, vão se lembrar de mim com amor ou ódio no coração, e mande qualquer pessoa, passou o tempo que sentia pena de alguém, vadia!"
Abaixei minha blusa, mostrando meu enorme decote, e retoquei meu batom, um garoto que passava do meu lado mexeu comigo, olhei para ele de cima abaixo e pisquei para o garoto. Ele parou e ficou me olhando, fui até ele e sussurrei em seu ouvido, " Tem 2 min?", ele sussurrou no meu " Só isso?", olhei para ele e disse " É o que vai precisar"
Fomos agarrados até um beco, e antes que ele tocasse em uma roupa minha segurei em sua garganta, esganando-o, depois disso, dei uns bons golpes de takeondo nele, desmaindo-o, olhei pro alto e disse " P, não tenho dó de ninguém, e você será a próxima, pois quando te encontrar, vou te matar, com muita, muita dor!"
Dizendo isso sai andando, deixando o garoto lá.
Beleza é uma questão de atitude.
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