- Meu anjo, você acordou, como você esta? Com certeza esta bem, confortável eu já não sei.

Ela estava vendada e na boca havia um pedaço de fita, as mãos e os pés estavam amarrados em uma cadeira, eu sabia que ela gostaria de falar algo, talvez me xingar ou algo do tipo.

Onde ocorrem todos os meus trabalhos é em um galpão no meio de uma floresta, este galpão é velho, enferrujado e sujo, era pelo menos o que aparentava, por dentro era arrumado, em uma das paredes havia todos os tipos de armas, desde adagas a AK-47, as paredes são de cor preta, um local pouco iluminado, em um dos cantos havia instrumentos de tortura quase todos medievais, torturas medievais as melhores que existe, e no meio estava Sam tentando falar, mas só saiam grunhidos.

Eu ainda estava pensando em um jeito de matá-la, havia tantas possibilidades, mas eu prefiro as torturas. Ouvir gritos de dor, ver o olhar que pede piedade, ver o sangue escorrendo.

- Minha querida, como você gostaria de morrer? Só tem as torturas medievais, você prefere a donzela de ferro ou a cadeira inquisicional? Você deve esta se perguntando o que são, a donzela de ferro é como um sarcófago com pontas no interior que perfuravam diversas partes diferentes do corpo, mas nunca os órgãos vitais isto para manter a vítima viva. Já a cadeira inquisional como o próprio nome diz e uma cadeira coberta de espetos afiados no assento, nas costas, nos braços, nas pernas e nos pés. Era um instrumento básico no arsenal dos inquisidores. A parte ruim da donzela é que eu não posso ouvir seus gritos. – disse tirando a fita da boca de Sam.

-Eu te odeio! Eu não quero morrer, eu ainda tenho muito que viver – Disse Sam.

- E quais são os motivos para você viver? Diga-me.

- Vários, eu ainda quero me casar, ter filhos, ser feliz, ter uma ótima casa, um ótimo emprego. – Sam estava com os olhos cheios de água

- A vida não é um conto de fadas, minha querida. Agora eu irei colocar a fita novamente a fita em sua boca, quer falar mais alguma coisa? – disse pegando o pedaço de fita

- Quando eu sair daqui, eu irei te matar – Gritou ela.

- Não fale besteiras – disse colocando a fita novamente na boca de Sam – Eu irei pensar em uma tortura para você, já que não quis escolher.

Quando estou trabalhando não use mascaras ou algo do gênero, eu acho desnecessário, já que a pessoa que eu irei matar que no momento é Sam, não ira contar a ninguém ou me denuncia, porque ela não vai fugir.

Eu sou um homem de cor branca, tenho cabelos pretos lisos que não são muito grandes, devo ter 1,77 de altura, sou magro, mas não tão magro, tenho até um bom físico, meus olhos são de cor azul esverdeado, idade entre 23 a 29 anos, eu desejo e amo mortes, sangue, armas, esses tipos de coisas, não é a toa que trabalho com isso, as pessoas me contratam para matar, ou melhor, torturar pessoas que fizeram algo de errado ou algo contra essas, no caso da Sam, ela traiu o namorado dela, mas quem me contratou não foi seu namorado e sim o amigo do namorado dela, pois ele descobriu e não quis contar para seu amigo, mas também não queria deixar do jeito que estava.

- Sam, você sabe que não tem chances de viver, como eu sou bonzinho vou te dar outra chance. Donzela ou cadeira? Vou te dar outra opção, que tal você mesmo se matar? – eu disse sorrindo e retirando a fita da boca de Sam

- Eu não irei matar, prefiro à donzela.

- Isso vai ser interessante, eu estou feliz por você ter escolhido, a maioria das pessoas não escolhe, esperam eu decidir por elas, você tem atitude – disse em um tom triste ─ Você sabe não é? Como a vida é... Temos que trabalhar para poder sobreviver, é uma pena que você não viverá para saber como é isso, acho que estou te poupando disso, o que você acha?

─ Acho que você é um louco! Anda me solte eu quero sair daqui, se você não me soltar eu vou...

─ Você não vai fazer nada porque é impossível alguém sair daí e principalmente do jeito que você está presa. Vamos deixar de conversa eu já te dei muita liberdade já enjoei da sua voz.

Então eu peguei a fita e a coloquei na boca de Sam, adorei ver aqueles olhos cheios de desespero, aflição, ódio, medo e decepção. Como ela ficou encantadora, agora eu estou morrendo de ansiedade de poder ouvir os seus suplicas seus gritos de dor e pedidos de misericórdia.

Hora de preparar a Donzela, por um lado não era muito bom, pois não poderei ouvir seus gritos, ver sangue, mas por outro lado é ótimo, pois não quero a ver chorando, ela é tão linda. Sam tem os cabelos loiros, olhos verdes, altura mediana, sorriso perfeito, o sorriso que estava quase me fazendo solta-la, mesmo se eu quisesse não poderia, prometi a mim mesmo que não soltaria nenhuma pessoa a qual era contratado para matar. A Sam me lembra a minha mulher a qual eu mesmo matara, foi a partir daí que eu virei o que eu sou hoje.

“meu amor, por que fizera isto comigo? Não deixe – me morrer. Eu te amo” Essas foram as ultimas palavras de Elizabeth.

Eu a amava, mas fui obrigado a matá-la se não fizesse isto eu que iria morrer, em muitos romances as pessoas morrem por amor, na vida real não é tão fácil assim, pelo menos pra mim. Não me imagino morrendo por causa de ninguém, me imagino morrendo de uma forma um tanto cruel, mas é o que eu mereço depois de matar tantas pessoas...

- Sam, você quer comer? Aproveite esta será a sua ultima refeição – sorri enquanto levava uma bandeja com comida, nela havia um prato onde tinha um hambúrguer gigante, ao lado um copo cheio de refrigerante e perto do copo havia um pedaço de bolo de chocolate o qual nem eu estava resistindo, pois o cheiro estava ótimo. Puxei uma mesa e coloquei a frente de Sam, então pus a bandeja em cima, tirei a fica que estava em sua boca e soltei as mãos de Sam, apenas deixei os seus pés presos à cadeira — Bon appetit .

– Obrigada, não sabia que você falava italiano. — Sam riu enquanto apreciava aquele delicioso hambúrguer, deveria esta faminta.

– Não falo, só queria descontrair um pouco. Tenha um bom apetite, eu irei preparar a donzela.

Preparar a Donzela não é difícil, pois eu só precisava limpa-la um pouco e posiciona–la. Pode demorar dias para a Sam morrer, pois na Donzela a morte é lenta e dolorosa, mas eu quero acelerar a morte da Sam. Olhei para algumas prateleiras onde havia venenos, ácidos, vários instrumentos usados para fazer experiências químicas, para ter o mesmo trabalho que eu, não é só matar as pessoas, mas tem que saber um pouco de tudo desde historia a química. Então vi um veneno que seria perfeito para passar nas laminas da Donzela, este veneno não mata instantaneamente demora horas para agir.

Eu estava relembrando dos meus trabalhos, o primeiro foi o mais difícil, pois matar alguém não é algo tão fácil.

Primeiro passo: passe por uma decepção que mudara a sua vida.

Segundo passo: seja uma pessoa fria.

Terceiro passo: tenha armas, instrumentos de tortura ou apenas uma faca.

Quarto passo: use luvas.

Quinto passo: se livre do corpo e de todas as possíveis provas.

Sexto passo: nunca seja descoberto.

Isso fará com que se torne um profissional.