04 de fevereiro de 2013, tarde.

Você sabe, eu não queria ter feito aquilo, você sabe não é? Mas a Lindsay estava pedindo.

Essa é a terceira vez que meus poderes saem de controle, eu... eu não queria ter isso, eu queria ser normal, fazer compras, conversar com amigas, rir, ir a festas, mas não, tenho que ficar o mais distante possível de tudo e todos.

Porque eu tenho que ter esses poderes? Porque eu tenho que ser estranha?

Eu não agüento mais, eu preciso sair daqui, não posso mais me esconder, tentar ser normal, EU NÃO SOU. Eu não sou normal!

Lágrimas começaram a pontilhar o papel do diário, Sophie começara a chorar, ela não agüentava mais ter que se esconder ser fria, para não ter amigos e não correr o risco do que aconteceu hoje acontecer novamente.

Ela se deitou de bruços e gritou, seu grito abafado pelo travesseiro que ela colocara sobre o rosto.

Depois que as janelas quebraram, Sophie ficou paralisada, aquilo não podia ter acontecido, seus poderes voltaram a acordar, a maior parte dos estilhaços tinham caído em cima de Lindsay e amigas, elas gritaram e empurraram as carteiras para frente, derrubando assim Sophie, Erick e outro garoto, amigo de Erick, Sophie achava que ele se chamava Matthew.

– Sua louca, aberração, anormal – gritara Lindsay, seu corpo estava cheio de estilhaços e cortes que sangravam muito – Olha o que você fez, sua coisa estranha!

– Srtas. Jytre, Autterbluck e Sr. Stoower, o que aconteceu? – perguntara a professora horrorizada.

Então Lindsay disse que Sophie tinha destruído as janelas – ela mesma não soube explicar como – e que a garota (Sophie) tinha trato com o demônio, a maioria das pessoas de Londres era cristã, que odiava qualquer coisa fora do normal.

Então a professora deixou os três com trabalho extra (Lindsay ficou indignada), Sophie voltara casa e não comentara com o pai o que acontecera.

“Tal idéia a divertira se imaginou chegando a sua casa com um sorriso no rosto, seu pai sentado no sofá lendo o jornal.

– Oi filha, o que aconteceu na escola hoje? Tudo bem? – ele perguntaria retribuindo o sorriso.

– Ah pai, hoje não, eu destruí uma janelas na escola e tive trabalho extra,o que faço papai?”

Isso fez com que ela desse um largo sorriso, algo raro de se acontecer.

– Filha? Sophie, você está aí? – chamou seu pai da porta, batendo na mesma, Sophie bufou e disse:

– To, o que quer?

– Quero conversar com você! – ele gritou.

– Mas eu não – gritou de Sophie de volta – Pai me deixa em paz, eu não quero conversar, quero ficar quieta e sozinha.

Ele insistiu, mas finalmente desistiu e parou de bater na porta, Sophie abriu a gaveta do móvel ao lado de sua cama e pegou seu celular e fone, colocou os fones no ouvido e colocou uma musica para tocar.

– Garota, venha aqui agora!

Ah não, a Srta. Cenoura não. Gritou Sophie internamente, ela pegou uma almofada e mordeu-a, abafando sua voz.

– Que foi? – mas não recebeu outra resposta, bufando ela se levantou e saiu de seu quarto, desceu as escadas e viu seu pai e sua madrasta sentados nos sofás.

– Que foi? – repetiu Sophie.

– Querida – Sophie fez uma careta ao ouvir a palavra sair da boca de seu pai – O que aconteceu na escola hoje?

Sophie fez uma cara de horror.

– N-Nada – ela gaguejou – P-Por quê?

– Sophie, tem certeza? É que ele nos contou outra coisa – ele apontou para a porta que levava a sala de jantar, Sophie olhou para lá e seu rosto ruborizou de raiva, Erick vinha andando, seu rosto abaixado.

Ele não podia ter feito isso, Erick, seu traidor, pensou Sophie.

– Aquilo aconteceu de novo? – suspirou seu pai.

– E se aconteceu? – disse Sophie em Tom de desafio.

– Hã... Elizabeth pode nos deixar a sós um pouco?

– Amor, o que está acontecendo? – perguntou Elizabeth fazendo um biquinho, Sophie revirou os olhos.

– Elizabeth, por favor...

– Tá, só porque você pediu – ela deu um beijo leve nele e saiu, mas não antes de esbarrar em Sophie e sussurrar em seu ouvido:

– Eu vou descobrir o que está acontecendo sua diabinha – em resposta Sophie pisou em seu pé.

– Filha, me escute, se o que estou pensando aconteceu... – Sophie interrompeu seu pai.

– Eu me descontrolei tá legal? Eu não queria ter feito isso – gritou a garota – E você – ela apontou para Erick – Porque contou? Hein? Por quê? Você não era meu amigo?

– Eu sou – ele falou assustado.

– Não, se você fosse meu amigo não contaria para meu pai, eu não quero ter isso, eu quero ser normal. NOR–MAL, dá para entender? – ela falou, agora com lágrimas nos olhos.

– Minha filha, eu sei que você queria ser normal, eu sempre quis que você fosse, mas...

– Mas o que? – gritou Sophie, sua voz cada vez mais alta – Você não tem isso, você não tem essa coisa ruim que chama de poder, tem?

Seu pai ficou quieto.

– Tem? Não né?

– Erick – falou o pai de Sophie calmamente – Por favor, eu preciso ficar sozinho com minha filha.

– Mas Sr. Autterbluck – disse Erick.

– Por favor.

O garoto assentiu e saiu.

– Então? – Sophie se jogou em um sofá e cruzou os braços e as pernas.

– Sophie, primeiro você tem que saber uma coisa: eu não posso lhe contar muitas coisas, fiz um juramento...

– Pra quem? – perguntou Sophie – Primeiro me explica isso: pra quem você fez um juramento?

Edgar suspirou e abriu a boca, mas então fez uma cara confusa e fechou-a.

– Então? – perguntou a garota novamente.

– Sophie vá para seu quarto – a garota franziu as sobrancelhas – Agora, e não discuta.

Ela se levantou e subiu as escadas.

Primeiro ele me chama para conversar, manda Erick e a Srta. Cenoura embora, então me manda ir para meu quarto? Ele é doido.

A garota entrou em seu quarto e bateu a porta s jogando na cama, o que estava acontecendo? Porque seu pai não lhe contava o que acontecia?

No andar debaixo...

Elizabeth escutou todas as palavras atrás de uma das portas, sorriu. Então suas suspeitas eram verdades, a garota tinha mesmo poderes? Seu mestre adoraria saber disso.

Notas finais
E ai? O que vcs acham que a Srta. Cenoura é? e quem é seu mestre?