Diz pra Mim

31 Tormenta - Parte 2


Notas iniciais
Olá! Por favor, leiam o epílogo logo em seguida. Boa leitura!

Quando o encontrou, Itachi estava debruçado sobre o pergaminho antigo, a frustração e descontentamento incrustados em sua face:

‒ Fizemos buscas por toda a madrugada e até agora as buscas não obtivemos resultado algum. O que tem aí?

‒ Nada que possa nos ajudar, parece tudo muito subjetivo. ‒respondeu ao pai, relendo mais uma vez a parte que mais lhe chamava a atenção: ‒ “A longa noite virá junto de um céu sem lua ou estrelas. As trevas já existentes se juntarão com uma força ainda mais suprema, e todos devem temer o que está por vir. Mas apenas aquele que guardar em seu coração sombras tenebrosas, se tornará o receptáculo de todas as angústia…” talvez seja isso, Sasuke está tomado por ódio desde os conflitos com Madara.

‒ E depois houve os ataques contra Sakura. ‒Fugaku acrescentou refletindo junto do filho.

‒ Exato, ele realmente ficou irado com Konan, Sakura nos contou a maneira mais tortuosa com a qual Sasuke decidiu acabar com a mulher. Ainda assim, não faz sentido… Essas sombras tomam as pessoas como uma peste negra, não há explicação plausível, muito menos um antídoto aparente. ‒seu olhar era de pesar, passou a mão pelo rosto e cabelos, Fugaku nunca tinha o visto tão abalado e incapaz, justo Itachi, que sempre parecia saber de tudo.

‒ Fugaku-sama! ‒um homem entrou gritando.

‒ O que há?

‒ Sasuke-sama foi visto nas imediações do palácio do Imperador. ‒noticiou.

‒ Mas o que… ‒começou o pai, mas Itachi fora mais rápido.

‒ O ódio e as sombras despertam a sede por poder. Temos de chegar até Sasuke o quanto antes.

‒ E eu irei com vocês. ‒a voz feminina se destacou, firme e decidida.

Era bem cedo ainda. Naruto já se encontrava em sua sala de audiências, atendendo a população em seus pedidos costumeiros, quando vira Sasuke adentrar o local. Não trajava sua armadura, muito pelo contrário, vestia apenas a parte de baixo do quimono, sua pele estava levemente suja e seu peito exposto, assim como as duas katanas que carregava consigo.

Teme! ‒cumprimentou-o sorrindo. ‒ Até que enfim veio fazer-me uma visita.

‒ Na verdade considere isso uma posse. ‒disse simplesmente, então Naruto observou seus olhos rubros como um rubi e no exato momento, soube o que isso significava.

Com um gesto, as pessoas que estavam em fila diante do Uchiha foram lançadas para os lados e caíram no chão, logo levantaram-se e saíram ás pressas e aos gritos, assustadas de mais para permanecerem. Alguns guardas aproximaram-se de Sasuke cercando-o, porém mais uma vez, tirou-os de seu caminho com extrema facilidade, lançando-os nas paredes.

Naruto que já havia se erguido e empunhava uma katana feita especialmente para si, com o cabo de dragão banhado em ouro, com safiras no lugar de seus olhos.

‒ Não sei o que deu em você, mas não pode continuar ferindo os inocentes. Sasuke teme, pare já com isso! ‒berrou.

‒ Essas pessoas não são os meus alvos dobe, meu objetivo é aquela cadeira e você está no meu caminho para isso. ‒alegou debochadamente.

‒ Que bicho te mordeu? Madara? Acorde baka, não seja estúpido mais uma vez. Você tem seu lar, seu clã todo para cuidar, não estregue isso mais uma vez! ‒dito isto correu em sua direção, com a espada erguida.

Sasuke sorriu de canto e bloqueou a investida do Uzimaki com uma de suas katanas, com a outra investira, mas Naruto conseguiu afastar-se a tempo, tomando uma distância segura do comprimento da arma:

‒ Não precisarei nem ao menos de poderes para derrotá-lo, sempre foi um fraco Naruto.

‒ Você sabe muito bem, em algum lugar aí no fundo que isto não é verdade. Sempre competimos no mesmo nível, meu padrinho me ensinou muito bem. ‒rebateu com o tom de voz igual.

Irritado pelo enfrentamento de Naruto, Sasuke aproximou-se deferindo uma sequência de golpes que visavam pegar o loiro com a guarda baixa e mesmo com sua astúcia, em dado momento conseguiu acertar-lhe no braço esquerdo. O Imperador afastou-se por um momento, tocando o corte e vendo o líquido escarlate escorrer.

‒ E então, o que me diz? ‒indagou confiante.

‒ Ah! ‒com um grito de guerra, foi a vez de Naruto contra-atacar com disposição semelhante a demonstrada por seu rival anteriormente. Como resultado, o loiro fizera-lhe um corte raso no peito desnudo, o olhar de Sasuke indicava cada vez mais que a ira tomava conta de si.

Nesse momento, Itachi e Sakura adentravam a sala se deparando com a desordem e os dois samurais, um diante do outro.

‒ Será que não percebe Sasuke? Este não é você. Algo só tomou conta de sua mente, mas sei que está aí. ‒alegou, na esperança de fazer o amigo voltar á si.

‒ Parece que Naruto já percebeu a lógica das coisas. ‒comentou Itachi, assistindo a cena. ‒ Sasuke! ‒chamou, no entanto foi ignorado pelo irmão, que se aproximava mais de Naruto.

Investiu mirando seu pescoço, mas Naruto segurou seu punho com o braço machucado e torceu o membro do Uchiha, a ponto de fazê-lo jogar a katana no chão, então socou-lhe na altura do estômago com toda a sua força. Sasuke curvou-se por um momento se recuperando, mas logo retrucou dando um murro no rosto do loiro e um chute, que fez com que seu corpo batesse contra a parede.

Empunhando uma de suas katanas, caminhou na direção do mesmo, que pronunciava:

Teme, acorde! Onegai… Você é o meu melhor amigo, aquele que me aceitou quando eu era um deslocado e que me ensinou que é possível ser amigo mesmo com uma arma em mãos. ‒pediu-lhe.

O moreno pareceu hesitar por um instante, contudo brandira a katana, Naruto vira que Itachi e Sakura já se encontravam próximos, Sasuke como se sentisse suas presenças, virou-se rapidamente:

‒ Já chega Sasuke, lute contra isso! ‒seu irmão pronunciou em tom de ordem.

O caçula então, apenas utilizou de seus poderes mais uma vez e lançou-o contra a parede oposta, com o baque em sua cabeça, Itachi caiu inconsciente. Ia fazer o mesmo com Sakura, mas esta começou a dizer:

‒ Itachi tem razão, só você pode lutar contra isso Sasuke. Se lembra do quanto odiava ser comparado com Madara? Mas acredite, você não é como ele, é muito mais forte. ‒disse-lhe ternamente.

Sasuke abaixou os braços, os olhos negros novamente. Sakura decidiu prosseguir:

‒ Você sabe não é? Assim como eu sei que consegue passar por isso, o homem justo pelo qual eu me apaixonei ainda está aí. ‒sorriu e deu três passos adiante, ficando próxima o bastante para tocar seu rosto. ‒ Aquele jovem rebelde que conheci ainda menina, que se transformou em meu tutor e me protegeu nos instantes em que eu mais precisei… Eu te amo, Sasuke—kun.

Um impacto. Uma lágrima descera rolando por sua face, passando sobre a cicatriz recém-adquirida, a boca abriu e dela o líquido vermelho foi cuspido, as pupilas de seus olhos verdes dilataram-se e naquele momento, sua aparência já se tornava menos vívida.

A última cena que viu foi os olhos de Sasuke se arregalarem em um choque, sentiu a lâmina sendo retirada de seu corpo, mas a dor lhe parecia algo distante agora, ao menos a física, pois sofria por ver o Uchiha segurá-la em seus braços, as lágrimas quentes caiam em seu rosto, queria ter forças para acalmá-lo e dizer que tudo estava bem, porém a escuridão tomou suas vistas e os gritos de Sasuke foram ecoando cada vez mais fracos e longínquos em seus ouvidos.

Notas finais
Por favor, continuem no epílogo :)