Diz pra Mim
32 Epílogo
Jamais imaginei que voltaria àquele cenário. A casinha simples, no meio aos campos verdes, pode parecer estranho, mas confesso que sinto ali o conforto que jamais tivera em meus dias de gueixa, ou morando na casa grande dos Uchiha. Era como estar de volta ao meu lar, minhas origens. Não tinha de fingir o que não era ou monitorar-me a cada gesto, existia simplesmente eu e minha família.
Sei que Sasuke é um líder nato e , por mais que não admitisse, sabia que aquele não era o seu lugar, entretanto o Uchiha se prontificara a tentar e aceitou de bom grado a calmaria e a simplicidade do campo, de certo modo, aquilo fizera bem á ele.
Sem preocupações, inimigos, katanas e armaduras. Todos os dias ele me acordava aos beijos, dizendo o quanto me amava e pedia perdão pelo que fez, mas eu entendia e queria que o próprio também soubesse que nada daquilo foi culpa dele, Sasuke estava tomado por forças além de nossa compreensão, porém encontrou sua cura bem mais próximo do que imaginávamos: no amor.
Para a minha recuperação, viemos parar ali. De vez em quando Mikoto e Fugaku vinham nos visitar, assim como o ilustre imperador em pessoa e sua lindíssima imperatriz Hinata, os dois se encontravam muito apaixonados. Itachi era a visita menos frequente, pois mesmo á contragosto ficou incumbido das maiores funções no clã, por isso sempre pedia para Sasuke voltar e assumir o lugar que não lhe pertencia.
Por sorte o ferimento não havia acertado nenhum de meus órgãos vitais, Naruto providenciou os melhores curandeiros e monges para tratar-me. O que mais me aliviara, no entanto, foi descobrir que a pequena vida, extensão dos sentimentos nutridos por mim e Sasuke estava a salvo.
Sarada Uchiha veio ao mundo meses depois, uma menina linda e saudável que a cada dia nos enchia ainda mais de alegria. De mim não possuía nada, era uma autêntica Uchiha em cada detalhe, desde o negro dos cabelos e dos olhos até a altivez de sua pele.
‒ Sakura! ‒a voz de Sasuke chamou.
Me deparei com um Uchiha totalmente perdido, sempre ficava assim quando Sarada começava a chorar. Assim que a peguei em meus braços, seu choro cessou, provavelmente sentindo o acalento materno. A expressão de Sasuke era contrariada, mas diante de meu riso, ele deixou-se levar também, caminhou, envolvendo ambas em seus braços enquanto plantava um beijo em minha testa.
Agora mais do que em qualquer momento, me sentia completa. Descobri que meu lugar não era no distrito ou até mesmo naqueles campos, meu lugar era ali: no seio de minha família, das pessoas que mais amava e sempre seria assim. Entre minha pequena princesa e o meu amado imperfeito, que com sua alma de guerreiro, devotava-se totalmente á mim e ao nosso amor.
FIM!
Fale com o autor