Divinos

4 Jane, o poder da mente


Capítulo 04: Jane, o poder da mente

Olívia: -“O que aconteceu, Dave?”
Ícaro: -“É mano, diz o que houve. Você está um caco.” Dave: -“Eu apanhei de um velho.” Ícaro sorri. Olívia: -“Como pode ser? Um velho estava fazendo tudo aquilo?” Dave: -“Sim e se um velho estava fazendo tudo aquilo, imagine os outros?” Olívia: -“Outros?” Ícaro: -“Pelo menos já nos livramos de um, né!?” Dave: -“Não.” Ícaro: -“O quê? Devo só rir ou devo falar algo também? O cara apanha de um velho.” Olívia: -“Para Ícaro. Dave,conte tudo para nós.” Dave começa a contar tudo que houve, enquanto o trio segue em direção ao litoral.
Daiana: -“Kayle, o que faremos?” Kayle: -“Vamos voltar e pedir ajuda como o Vo Cho disse.” Daiana: -“E quanto ao Jane?” Kayle: -“Também estou preocupado com ele, Daiana.” Vo Cho (Sorrindo como nunca): -“Kayle e Daiana, parem de me
fazer rir lembrando que o Jane está se divertindo. Só de pensar no que ele está fazendo eu morro de rir.”
Victor: -“Não me levem a mal, mas eu não gosto do Jane. Uma vez ele me irritou ao ponto d’eu matá-lo. Mas ele fez algo comigo.” Kayle (Em tom irônico): -“Ele te molestou?” O grupo sorri. Victor (gritando de raiva): -“Não IDIOTAS ,ele fez algo eu não sei o que.” Vo Cho: -“Vocês não tem idéia dos poderes de Jane. Kayle, você é um líder nato, corajoso, pensa sempre à frente e acima de tudo pensa sempre pelo grupo. Por isso, te nomeei líder do nosso grupo.” Daiana: -“O Jane.” Vo Cho (entre uma risadinha): -“O Jane tem uma alma corrompida, não tem como confiar nele e ele é o cara em que mais tenho medo aqui. Ele não está aqui pela Rosa Cruz e não está aqui porque me deve favor. Ele apenas está aqui porque não tem nada para fazer. Ele é perigoso, não é bom numa luta, não precisa disto. Vocês vão conhecer um lado do Jane que nem eu mesmo conheço.”
Kayle: -“Se ele apresentar algum perigo eu o mato.” Vo Cho: -“Cuidado, Kayle, se ele sentir isso ele vai realmente ser um perigo. E você vai acabar que nem o Victor, desnorteado enfiando a cabeça dento do vaso sanitário.” Risos do grupo. Victor (berrando de raiva): -“Como você sabe,velho?”
Vo Cho: -“Às vezes eu dou uma olhada nas câmeras do nosso quartel. Eu vi o Jane falando contigo e logo em seguida você sai como um zumbi. Eu perguntei a ele e ele me contou.” Victor: -“Filho de uma puta! Eu vou matar aquele desgraçado!” Daiana (rindo): -“Como ele faz isso?” Kayle: -“Hipnose?” Vo Cho: -“É o que parece.” O Rosa Cruz vai em direção ao quartel general da seita. Ton: -“Que dia.” Randy: -“É.” Viviana: -“Randy! Aqui está o arquivo do Senhor Jane.” Randy: -“Obrigado,Viviana.” Ton: -“Vamos interrogá-lo agora?” Randy: -“Sim, mande o colocarem na sala de interrogação.” Jane: -“Que lugar depressivo..O Carcereiro me põe uma musiquinha pra ouvir.” Allan: -“Cala essa boca.” Jane: -“Uhuhu, ok.” Allan pega Jane pelo braço e o carrega até a sala de interrogação. Jane se senta na cadeira, Allan se põe na porta e por ela passam o Randy e Ton.
Randy: -“Estou aqui com sua ficha, senhor Jane.. Nenhuma passagem pela polícia,não foi visto no enterro do pai. Última vez que foi visto trabalhando foi como médium.” Jane: -“É. Pesquisaram direitinho” Randy: -“Você teve a sua mulher e sua filha assassinadas. Eu sinto muito.” Jane aperta os olhos tristes que vão ficando vermelhos e molhados. Jane: -“Sim, todo mundo sente.” Jane aperta um sorriso no rosto e seu semblante volta ao triste normal. Randy: -“Você não me parece o maluco que se faz passar. Por que não me diz o que estava fazendo lá e com quem estava?” Jane: -“Estava sozinho.” Randy: -“Eu acho que não, não é mesmo,Ton?” Ton: -“Sim senhor. Jane, sabemos que estava com outras pessoas, sabemos que ficou lá de ‘bucha’ para que os outros pudessem fugir.” Jane: -“Nossa! Até que o ‘palhaço’ do governo é esperto.” Ton: -“Seu imbecil,vou fazer você apodrecer aqui, seu lixo.” Randy: -“Ton, mesmo com toda sua inteligência você o deixa manipular?” Jane: -“Mais um espertinho. Pena não ter sido esperto o suficiente para dar um soco na cara do merda do seu pai, aquele bêbado imundo.”
Randy aperta os olhos de raiva, cerra seu punho e, ao prestar atenção na cara triste de Jane, levanta a cabeça e sorri. Randy: -“Ton, Ton. Vamos sair daqui, tomar um calmante e voltar porque esse cara sabe como nos tirar do sério.” Ton: -“Como desejar, senhor.” Randy: -“Allan,vigia esse filho da mãe de perto.”
Randy e Ton passam pela porta e seguem em direção ao refeitório do exército.
Ton: -“Esse cara é uma figura. De fato, eles estavam fazendo merda lá.” Randy: -“Parece que sim, mas o quê? Roubo de órgãos?” Ton: -“Uma coisa é certa, eles não são normais. Ninguém foge tão rápido de um lugar. Matando e destruindo paredes tão silenciosamente.” Randy: -“Um grande problema.” Jane: -“Sabe, Allan. Seu nome é Allan, né?” Allan: -“Por favor, não fale comigo.” Jane: -“Que isso, Allan? .Estou entediado.Você também, então porque não conversa comigo?” Allan nada diz. Jane: -“Há quanto tempo trabalha aqui?” Allan: -“Há cinco anos.” Jane: -“Hum.”
Allan: -“E você? Há quanto tempo é um louco varrido?” Jane: -“Desde que a minha família foi brutalmente assassinada .” Allan: -“Sinto muito.” Jane começa a molhar os olhos e cerrar os lábios. Jane: -“Eu mereço. Sabe? Foi tudo culpa minha.” Allan: -“Sempre acham isso, mas nunca é.” Jane: -“O que quer dizer?” Allan: -“Coisas ruins acontecem e não tem culpado.” Jane (sorrindo): -“Você é um cara legal.” Jane olha para Allan com seu olhar triste de choro, olhos nos olhos então Jane abaixa a cabeça e Allan põe uma mão em seu ombro e se abaixa perto da cadeira de Jane. Allan: -“Fala para gente. O que estava fazendo lá? Com quais pessoas? Podemos te ajudar? Posso te mandar num psicólogo? Ajudar-te?” Jane: -“Tudo bem, tudo bem.” Jane põe suas mãos algemadas no antebraço de Allan. Jane: -“Amanhã você vai se olhar no espelho e vai lembrar da nossa história. O que temos em comum. E vai ver que eu tenho que estar livre, solto! Você sabe da dor que eu sinto e do que eu preciso. Somos iguais.” Jane põe suas mãos no ombro dele e aperta-o com um de seus dedos.
Jane: -“Você precisa me ajudar, Allan.” Allan: -“Você é maluco, maluco de pedra. Não preciso te ajudar e nem sou igual a você. Acabei de crer que você é perda de tempo. Um louco varrido.” Allan olha nos olhos de Jane que mantém seu olhar triste. Allan pega seu rádio. Allan: -“Preciso que alguém me cubra na sala do senhor Jane.” Rádio: -“Copiado.” Saindo da sala observado por Jane, Allan fecha a porta depois de sair. Com isso, Jane solta um sorriso sutil. O grupo Rosa cruz chega em sua cede. Vo Cho: -“Oh,templário. Que bom ver você aqui. Precisamos falar.” Templário: -“Sobre?” Vo Cho: -“O Anticristo.”
O Templário arregala os olhos e logo os aperta olhando nos olhos de Vo Cho. Templário: -“Pare de besteiras, Vo Cho.” Kayle: -“Mais respeito com quem já foi o triplo do templário que você já foi.” O Templário olha para Kayle repreendendo-o. Vo Cho: -“Desculpe-o, Templário. Sabe como estão os novos de hoje em dia. E ainda mais Kayle que me viu derrotado pelo Anticristo.”
Templário: -“O Jane foi morto?” Kayle: (em pensamento): -“O Templário sentiu falta de Jane. Será que Jane é tão especial assim?” Vo Cho: -“Ele se sacrificou para que pudéssemos fugir sem problemas com o exército.” Templário: -“Parece que vamos ter muito trabalho porque o Jane tem que morrer.” Todos os olhos arregalados no recinto. Templário: -“Vamos, Vo Cho e Kayle, sem demora, para a minha sala.” Os três se dirigem para uma sala passando por um corredor repleto de guardas. Templário: -“Entrem. Podem se assentar.” Kayle: -“Obrigado, senhor.” Vo Cho: -“Está feliz, Kayle? São poucos que entram por essa porta.” Templário: -“É sua primeira vez aqui, Kayle. Você verá o mundo em outro ângulo, terá dez vezes mais responsabilidade e perigo de vida.” Kayle: -“Eu agradeço a confiança, senhores.”
Vo Cho: -“Por que quer que matemos Jane?” Templário: -“Foi a última ordem que eu recebi. Entenda, Vo Cho. Não podemos esperar mais nada dele. Ele não está em são.” Vo Cho-“Desde que ele chegou aqui.”
Templário: -“Exatamente.”
Vo Cho: -“E mesmo assim quantas coisas o Jane fez? Jane foi capaz de nos ajudar em missões que, sem ele, nunca teriam sido concluídas.” Templário: -“Vo Cho, todos nós sabemos da capacidade de Jane, mas ele é descontrolado a qualquer momento. Pode nos trair.Mas é claro, podemos falar sobre isso com ele.” Vo Cho: -“Que assim seja. Será bom para o Kayle.” Eles se dirigem para uma sala com várias cadeiras, rodeada por desenhos de naves, seres não desse planeta, enchem a cabeça de Kayle de dúvidas. Kayle: -“O que significam essas imagens?” Vo Cho: -“São os grandes seres,que nos guiam.” Templário: -“Sentem-se.” Os dois sentam nas estranhas cadeiras enquanto o Templário os amarra as mãos nas cadeiras e tampa as suas cabeças num capacete ligado a cadeira. Allan acorda se sentindo bem disposto, salta de sua cama e, chegando no banheiro, se olha no espelho. De frente paro espelho, seus olhos vão perdendo o foco. Allan: -“Eu preciso ajudar o Jane. Ele tem os mesmos problemas que eu. Só precisa de ajuda. Um bom homem, eu preciso fazer alguma coisa.” Allan tira sua roupa, toma banho, põe a farda e segue para o quartel. Enquanto isso na casa de Randy. Ele acorda no susto, suado e em desespero.
Randy: -“Por que venho tendo esses sonhos? O que eles significam?” Ton: -“Vamos, Randy!” Randy: -“Entre, Ton. Tem café.” Randy e Ton se dirigem ao quartel enquanto Allan já está bem mais perto do destino. Allan chega e segue em direção a sala de Jane. Viviana estranha a ação de Allan e vai falar com ele. Viviana: -“Allan!” Allan pulsa os olhos.. Allan (Em pensamento): -“Eu tenho que me livrar dela. Ela vai atrapalhar tudo.” Viviana: -“Allan!” Allan: -“Oi.” Viviane: -“Está avoado hoje, hein?” Allan: -“É, Viviane, pode me entregar a pasta do Jane? Eu vim cedo pra ver isso.” Viviane: -“Esta na minha sala, vamos lá!” Allan: -“Sim.” Os dois entram na sala de Viviane.Viviane foi abrindo a gaveta de arquivos. Allan segurou Viviane por trás tampando sua boca. Viviane vai sentindo o cheiro do formol e vai caindo sonolenta, então, Allan a algema presa a mesa e passa uma fita em sua boca; um jeito que ela ficasse sentada e presa em sua cadeira. Então ele sai da sala e segue em direção a Jane. Allan passa pelo corredor vazio e entra na sala de Jane.
Jane: -“O bem que viu o bem te vi A sabiá sabia já A lua só olhou pro sol A chuva abençoou.” Allan: -“Eu vou te libertar. Eu sei que você é um bom homem.” Jane olha para Allan com seu olhar mórbido Jane: -“Obrigado, Allan.” Allan: -“Vamos, Jane!” Os dois vão saindo da sala com o Allan na frente e Jane de roupão laranja atrás. Jane: -“Aonde eu posso arrumar um terno?” Allan: -“Está maluco, Jane? Jane: -“Ora, Allan. Eu não posso sair daqui desse jeito. Seria muito mais fácil eu sair com uma boa roupa ao teu lado, chamaria muito menos atenção.” Allan: -“SIM, É MESMO! Siga-me!” Os dois seguem para o vestiário do quartel, onde há dois soldados tomando banho, Jane tira a roupa escondido e já segue em direção aos dois homens tomando banho. Allan sem entender muito foi procurar um terno para Jane. Jane: -“Sou novo aqui, não quero confusões. Só queria dizer que não curto isso.” Os dois soldados olham enfurecidos para Jane. Jane: -“Desculpe se falei alguma besteira é que já rolaram boatos e eu vi vocês conversando. Ele estava olhando fixamente para
você.” Cris: -“Como é?” Fernando: -“Muito engraçado você, né?” Fernando vai andando pra cima de Jane. Cris: -“Calma, Fernando.” Fernando: -“Calma o caralho, Cris.Você está calminho porque realmente estava me manjando. Será que o novato não está dizendo a verdade?” Cris: -“Para de falar merda!” Cris acerta um soco em Fernando que cai e vê Cris indo para cima, os dois se embolam em socos rolando no chão. Jane: -“Desculpem, desculpem!” Jane sai dos chuveiros e segue para aonde está Allan que já tem um terno na mão. Jane: -“Parece ser o terno do Fernando. Um bonito terno.” Allan: -“Coloque depressa antes que eles venham!” Jane (sorrindo de canto de boca): -“OK”
Jane veste a calça e a blusa social azul e põe por cima o colete preto. Allan: -“Não vai pôr a outra?” Jane: -“Não faz muito meu estilo, só o colete já está bom. Allan: -“Temos que sair, antes que Randy chegue.”
Os dois vão para a entrada do quartel até que Randy e Ton entram. Jane pula para trás da parede e volta a andar pelo corredor e logo atrás o Allan. Allan: -“Eu vou chamar os dois para o corredor de lá e você passar, ok?” Jane: -“Está bom.” Allan segue e chama Randy e Ton e os três seguem para o corredor. Jane passa e ainda acena para os guardas que estavam guardando a entrada do quartel. Randy percebe a alteração no Allan. Randy: -“Merda! Merda! Cadê o Jane? Ton vai atrás do Jane?” Ton: -“Mas o que houve?” Randy: -“Não está vendo que o Allan não está normal?” Ton então percebe que Allan está em algum tipo de transe. Ton: -“Merda! Aquele desgraçado.” Randy: -“Andem, alertem a todos, procurem fora e dentro daqui e Prendam o Allan em alguma cela. Allan cai no chão enquanto vai sendo preso, desmaiado. Ton acha a Viviane e a solta. Ela vai explicando o que aconteceu e, enquanto isso, Jane pega um ônibus com o dinheiro da carteira no bolso do terno dele. Templário: -“Fiquem com suas mentes limpas e conversem com nossos senhores.” Vo Cho: -“Amém!” Kayle: -“Amém.”

Capítulo 05 — Os denominados Senhores Do Mundo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.