Divino ser eterno
2 Uma rosa a se desabroxar... parte 2
Notas iniciais
Depois daquilo acontecer ela passou a noite inteira em claro. Sua vida, seu futuro, e todas as coisas que predeterminara fazer antes de se suicidar para que este pesadelo não iniciasse acabaram sendo falhos. Tudo o que ela lutou para ter uma vida pacífica poderia cair ao abismo se alguém descobrir sua descendência. Enquanto estava em seu quarto naquela noite em claro ela abriu e forjou sua claymore junto com a espada amaldiçoada enquanto deixava uma cúpula que não passará luz de nenhuma forma. Era quase 5 da manhã quando ela terminou de forjar e pensou em ter uma pequena soneca antes de iniciar seu serviço de manhã como guarda.
—Nathaly, acorde! Disse seu parceiro. -Não é desculpa passar o final de semana todo sem fazer nada e agora ficar assim! Nathaly? Pergunta ele, percebendo que havia algo diferente em seus olhos. Era como se ela estivesse morta por dentro.
—O-oi? Disse Nathaly, quando recobrou a consciência. -Já estou indo!
—Nathaly, se você não está se sentindo bem, pode ir descansar. Eu consigo cuidar da nossa parte da cidade sozinho, afinal de contas aqui é a capital de santa Renoryn! O que de mal acontecer as próprias pessoas dão um modo de fazer algo, nossa missão aqui é só não deixar elas matarem o ladrão de tanto sugar suas almas, não é mesmo?
—Keyn... Disse Ela, com um falso sorriso e um olhar cabisbaixo
—Nathaly?
—Você sabe uma forma de matar seu passado?
Ele entende a situação. Afinal de contas, são amigos de infância. Ele responde de uma forma sarcástica:
—Se eu soubesse, eu já teria me matado, não é mesmo?
—Sim, é mesmo... Diz ela, enquanto lágrimas caem sobre seu rosto. Até ela estar completamente em prantos.
—Como eu vou conseguir encostar nos deus dos deuses? Como eu poderia conseguir retirar essa maldição se eu nem ao menos consigo um namorado?
—E-ei! Disse Keyn, um pouco irritado. -Não jogue esta responsabilidade para o seu filho!
—Minha mãe fez a mesma coisa! Assim que eu nasci simplesmente me deixou nas ruas e eu morri várias vezes! Até hoje eu esqueço de respirar às vezes, sabia? Já tentei parar o cheiro de podre que meu corpo exala às vezes quando eu estou nervosa, mas é impossível! Me diga alguma coisa então que eu possa fazer? Pensei que se eu me matasse a maldição pararia, mas antes de eu tentar, a porcaria da espada estava em minha mão enquanto eu era possuída!
—N-nossa.... Nathaly, não se preocupe tanto assim. Entendo o que você está sentindo, mas...
—Não! Não entende! Seu ancestral não mandou você esmurrar um ser onipotente!
—Não ele me mandou matar a mão direita desse deus para o seu fazer isso, não é mesmo? Sabia que até hoje eu ODEIO TODAS AS MULHERES APAIXONADAS por causa desta coisa!? Agora todas as vezes que alguém começa a sentir alguma coisa por mim, eu apenas sinto asco e ódio! Sabe o que é você não conseguir se relacionar com ninguém por mais do que uma noite!?
—Keyn! Disse Nathaly, desesperada. -Você pode ter um filho meu, assim podemos finalmente descansar sem todos esse problemas em nossas vidas!
—Você está maluca! Eu não passarei esta minha maldição a ninguém! Diferente de seus ancestrais, não sou insensível para destruir uma vida humana apenas para me libertar!
—Você está me chamando de egoísta!?
—Claro.
Ela pega sua espada e seu corpo começa a queimar. Ela enfia sua espada no corpo de seu amigo, e começa a cortá-lo em vários pedaços, mas ela não conseguia, pois seu corpo regenerava tão rápido que não conseguia fazer nada. Ela tentou várias vezes, até que suas forças se esvaírem.
—Está mais calma agora? Pergunta ele.
Ela cai no chão, em prantos com suas mãos em seu rosto. Ele tenta acalmá-la, porém era inútil.
Fale com o autor