Divino Cristal

2 A Explosiva Ventania


Notas iniciais
Como os episódios não tem um roteiro fixo, eles podem ter uma leve modificada de vez em quando, nada que mude o final.

Já era de manhã, Amano não tinha conseguido dormir na noite passada:

_ Amano, estamos atrasados! – Gritava Koda da varanda da casa de Amano.

Rapidamente pegou seu material e o pão que havia na mesa e saiu:

_ Bom dia... – Amano dizia sem demonstrar emoção alguma.

_ Bom dia pra você também! O que achou da Rose? – Koda dizia alegremente.

_ Não acho nada dela, alias preciso te contar algo sobre ela.

_ Bom dia meninos! – Rose aparecia na frente de ambos, ao virar uma esquina.

_ Oi Rose, tudo bem? – Koda perguntou

_ Sim Koda, tudo... Mas parece que não está tudo bem com seu amigo... – Rose dizia, sendo um pouco falsa.

Amano apenas olhou para baixo, segurou a alça de sua mochila e continuou andando:

_ Mas diga Amano, o que ia falar aquela hora? – Koda puxando assunto.

Amano apenas ignorou, e os três seguiram até a escola sem dizer nada. Após o encerramento das aulas Koda foi para casa de Amano fazer um trabalho que havia recebi, e Rose apenas desapareceu como sempre:

_ Mas Amano, para de segredo, eu sei que você não faria um trabalho no mesmo dia que foi entregue. – Koda dizia meio nervoso com a resposta que receberia.

_ Eu já lhe disse cuidado com a Rose... – Amano dizia abaixando a cabeça.

_ Ela não faria mal a uma mosca, ela é uma pessoa amável, diferente do que você está sendo hoje. – Quase gritando Koda

_ O cristal – depois de uma pausa repentina continuou – me dê o cristal que pegamos ontem!

Koda colocou sua mão sobre o bolso de sua calça, onde provavelmente estaria o cristal:

_ Não, combinamos que cada um ficaria com um para examina-los, ainda não terminei minha investigação.

_ Isso não é brinquedo, vamos nos machucar se continuarmos com isso! – Amano gritava, já na porta de sua casa.

No meio da tensão que envolvia os dois, a porta se abriu:

_ Olá filho, ouvi um grito aconteceu algo aqui? – Perguntava Eliza, mãe de Amano – Ah, Koda, entre seja bem-vindo.

_ Obrigado dona Eliza, espero não incomodar. – Koda agradecia.

_ Mãe, por favor, mantenha a Clarice fora do meu quarto por hoje, precisamos fazer um trabalho.

Eliza entrou na casa acenando para que os garotos entrassem também, olhou a sala não via ninguém, e como uma criança brincando de esconde-esconde, fez sinais para que fossem ao quarto de Amano:

_ Obrigado mãe.

_ Sua mãe parece bem legal, a última vez que vim ela estava ocupada e nem consegui vê-la direito. – Koda dizia como se nada havia acontecido a pouco.

Ao entrarem no quarto Amano sentou em uma cadeira que ficava a frente de uma escrivaninha bagunçada e Koda se sentou na cama em frente a cadeira:

_ Sim, minha mãe é um pouco diferente das outras... – Amano dizia envergonhado

_ Mas isso é legal! – Koda se empolgava – E quem é Clarice?

_ Minha irmã menor – Dizia com desanimo – Ela fica em escola integral, mas hoje veio visitar a família, e parece que vai sair dessa escola. Ela é uma chata.

_ Talvez não seja, se sua mãe é legal ela talvez...

_ Antes de tudo – Amano interrompeu Koda – Me entregue o cristal, ele não trará boa coisa a nós, e também se afaste de Rose.

_ Se pelo menos me explicasse o porquê, talvez eu entregasse. – Koda desafiava Amano.

Amano se levantou segurou Koda pelo braço e saiu rapidamente para fora de sua casa:

_ Sabe aquele lugar? – Amano apontava para a ponte que liga o centro da vila que estavam – Acredite se quiser, ali aconteceu uma luta, entre Rose e um homem que aparentava ter vinte anos.

Houve um grande silêncio, e com um leve riso Koda começou a gargalhar:

_ O que? Pare de rir esta chamando atenção! – Amano se preocupada em ser visto – Sabe que qualquer um desses pode ser o cara de ontem?

_ Pare com isso, eu sei que lemos aquela história em que meninas salvam o mundo — Koda respirava fundo — Mas é apenas um livro!

_ Não tem a ver com isso, você tinha que ver, Rose usava um poder destrutivo, e foi com esse cristal. – Amano levantava seu cristal.

Por um momento Koda parou de rir, refletiu o que Amano disse:

_ Mesmo assim, isso não teria cabimento em nosso mundo real, isso é fantasia!

_ Tudo bem, amanhã nos vemos na escola então. – Amano dizia decepcionado

Koda arrumava sua mochila e ia em direção à ponte juntamente com Amano:

_ Tchau Koda, vou voltar.

_ Até, e, sinceramente, perdi meu tempo hoje – Koda dizia com um leve riso – Mas foi engraçado.

No momento em que viraram um de costas pro outro uma figura de capa preta aparecia atrás de Koda:

_ Então duvidou do que Amano disse? Que pena. – Dizia uma voz fina e aparentemente gentil.

_ O que? – Koda se virava, mas não havia tempo de dizer mais nada.

Era Rose, que já havia usado o poder das folhas para aprisionar Koda, jogando para a parte de baixo da ponte, onde tinha apenas terra.

Enquanto Rose vasculhava o bolso de Koda procurando o cristal que queria, Koda não tinha reação, não sabia o que estava sentindo. Se era ódio por ter acreditado em Rose, se tristeza por ser traído ou se medo por estar próximo de uma morte:

_ Parada Rose! – Um grito heroico vinha de trás dos dois

_ Amano, resolveu entrar na brincadeira? – Rosa de uma cara gentil passou a ser um rosto tenebroso – Da última vez te poupei, mas agora me entregue o cristal, você já sabe demais!

_ Não, não... – Confuso Amano não sabia se entregava ou tentava descobrir o que era o cristal – Primeiro me diga de onde ele é!

_ Não gosto de pessoas curiosas. – Rose abria seu livro que já estava brilhando, e lia algo nele – Invocar: Chicotes de Cipó!

Vários chicotes estavam indo em direção à Amano:

_ Esse poder, não era isso que ela fez ontem – Amano pegou seu cristal uniu com um livro de matemática que tinha em suas mãos que brilhou – Essas palavras, não posso pensar. Invocar: Onda de vento!

Uma forte ventania começa a ser formada e o chicote é cortado:

_ Isso é... – Amano espantado não sabia o que fazer – Eu usei magia...

_ Não pode ser como você usou um poder desse nível se nunca soube do poder do cristal? – Aumentando o tom de voz Rose dizia – Isso não vai ficar assim, não deixarei mais um interromper minha justiça!

_ Espere Rose... Justiça pelo o que? – Perguntava Amano.

_ Acho que merece saber antes de morrer, alguns homens com esses cristais mataram minha família por não entregarem o cristal da explosão, que por acaso é esse que vou usar contra você! – Rose dizia pegando outro livro de sua pequena bolsa

Amano estava tentando entender o que Rose queria dizer com Justiça, já que matando os outros não é uma coisa justa:

_ Se arrependa de me contra atacar Amano! Invocar: Esfera Explosiva! – Rose invocava uma grande esfera de energia.

_ Eu, eu, preciso me defender! – O livro de Amano começa brilhar menos intensamente, mas algo novo aparecia para ler – Isso deve funcionar. Invocar: Ventania!

Uma grande ventania se formava, e “engolia” a esfera de energia. Ao tocar no extremo de um tornado que se formou a esfera explode, e vários fogos podiam ser vistos, ao mesmo tempo toda terra do local se levantou, fazendo com que não se enxergasse nada:

_ Esse é o momento, vou embora daqui. – Rose sussurrava para si mesma.

Assim que Rose dava seu primeiro passo pra fugir do lugar sentiu uma mão segurando seu ombro direito, e a figura de Amano aparecia em sua frente com a poeira abaixando:

_ A... Amano?

_ Você não entende? Ferindo as pessoas não conseguirá nada, piorará sua situação, mesmo que eu não saiba direito qual é. – Caindo no chão continuou – Se um dia quiser contar comigo e com o Koda, iremos te aju... dar...

Koda conseguiu finalmente se livrar dos cipós que o prendia, pois o poder estava mais fraco:

_ Rose, você nos paga! – Koda dizia correndo em direção de Rose.

_ Espere... Eu, sei que fiz muito errado, eu , não tive a intensão... – Já estava cansada da batalha, mas Rose continuou – Me deixe explicar, apenas leve Amano de volta pra sua casa.

_ Se me entregar o cristal, talvez sim. – Koda estava assustado, mas a enfrentava.

Rose deixou o cristal no chão e foi embora, Koda pegou o cristal e em seguida levantou Amano ainda desmaiado. Chegando à casa de Amano:

_ Dona Eliza! Abra é urgente! – Gritou Koda.

Horrorizada Eliza não sabia o que dizer, seu filho estava todo sujo, e cheio de arranhões. Koda explicou que ele tropeçou na ponte e caiu, Eliza entendeu, sempre pensou que Amano era desastrado como ela.

Koda já estava novamente na ponte, indo finalmente para sua casa, mas como Amano na noite passada, Koda não entendia nada, apenas queria acertar as contas com Rose.

Distante dali:

_ Estranho, a energia de batalha diminuiu, preciso achar aquele cristal rápido, o mundo pode estar em perigo!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.