Dividida
2 Capítulo 2
Já saia de casa, ligando meu carro, uma Mercedes prateada. Entrei no carro, quando minha mãe apareceu e me mandou levar minha irmã, Candice. Ignorei ela e “arranquei” de lá, com o meu celular tocando sem parar.
Cheguei no colégio, procurando por minha vaga, porém, quando a achei, gemi, frustrada. Havia uma multidão ao redor de alguém, cujo carro estava ao lado de minha vaga.
Tive o vislumbre de uma cor vermelha berrante e percebi que era a tão odiada Ferrari. Tentei estacionar o carro sem ser percebida, mas não funcionou. A porta do carro abriu-se e eu, ao ver quem dela saía, rosnei baixo.
Era ele, o pesadelo da minha vida, meu demônio particular. Com um sorriso arrogante e brilhante, olhos cobertos por óculos de sol Ray-Ban pretos e cabelos loiros, lisos e brilhantes, Christopher Parker parecia um modelo mirim. Ele era o maior sonho de todas as garotas desta escola... Menos o meu.
Ele me olhou e, após um segundo, retirou seus óculos, revelando grandes olhos azuis profundos, o que fez todas as garotas suspirarem, exceto eu, que resolvi ignorá-lo. Lançou-me um sorriso encantador e se aproximou.
Ao chegar perto o bastante, falou, com uma voz meio rouca, mas também sarcástica e irônica:
— Olá, Hills. Quanto tempo, hein?
Rangi os dentes e continuei a andar, tentando não prestar atenção na multidão que estava se formando. Ele continuou, como se nada estivesse acontecendo:
— O que é isso? Não vai me dar nem um “bom dia”?
As pessoas deram umas risadinhas, me fazendo ficar vermelha. Falei então, sem me virar:
— Bom dia, Parker.
Todos arregalaram os olhos, afinal, não havia uma pessoa nesta escola que chamava o loiro por seu sobrenome, no máximo, era Christopher. Porém, para a minha infelicidade, o sorriso dele nem falhou.
— Me chame de Chris, Hills.
— Tentarei lembrar disso, Parker.
Dei ênfase no sobrenome e fui embora, andando lentamente, apreciando o doce sabor da vitória.
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