Dividida
14 Capítulo 14
Notas iniciais
- AMOR! – Harry gritou para mim assim que me abriu a porta do seu apartamento. Eu saltei-lhe para o colo e beijei-lhe levemente os lábios.
– Hm... Sophie? – Uma voz apagada, parecida com a de Louis, chamou-me. Sim, era ele, completamente acabado. Deitado no sofá, com a roupa mais velha e amarrotada que eu alguma vez tinha visto em alguém. Tinha a cara inchada de tanto chorar e deu-se-me um aperto no coração. Louis tinha-se tornado um bom amigo nos últimos tempos e eu saltei do colo do Harry para ir abraçar Louis e embalá-lo nos meus braços, como se fosse um bebé. Tinha apoiado Eleanor, mas não podia deixar de admitir que Louis tinha toda a razão do mundo. – Onde é que ela está?
- Foi ao hotel buscar as malas, Lou. — Tranquilizei-o. Continuava a embalá-lo nos meus braços e já tinha a camisola encharcada das suas lágrimas. – Ela vai lá ficar em casa por uns tempos.
- Tomas conta dela? – Louis soltou-se do meu abraço e olhou sério para mim. Harry, sentado no sofá ao meu lado, apertou-me a mão, como se pedisse para eu responder afirmativamente. – Eu amo-a..
- Claro que tomo, Louis.
- E do bebé? Eu sei que ele não é meu, mas eu sempre sonhei em ter um filho da Eleanor... Achei que íamos ter a nossa própria casa, e três bebés. A Martha, o John e a Louise... Mas ela e o Josh... – Louis voltou a chorar e caiu com a cabeça nas minhas pernas.
- Louis... O bebé, se HOUVER um bebé, pode ser teu, tu sabes disso não sabes? – Eu perguntei, mas Harry beliscou-me a coxa na hora.
- Logo vemos. – Louis respondeu-me, seco e levantou-se. – Fazes o que eu te pedi? Eu gosto dela, Soph.
- Claro, Lou. – Levantei-me também e abracei-o com força. Ele foi para o quarto e eu voltei para o sofá para namorar um pouco com Harry.
- Amor? – Harry mordeu-me o nariz e olhou para mim sério. – Precisamos de conversar.
- Sim...? – Tirei a minha cabeça do colo dele e sentei-me ao seu lado no sofá.
- Eu...ham... – Ele estava atrapalhado e eu poderia pensar o pior dele naquele momento. Contudo, e mesmo sem saber porquê, não o fiz. – Eu...tenho uma banda e nós...hum...
- Harry, eu sei que tu tens uma banda. – Ri e ele passou a mão pelos cabelos, nervoso. – Agora, anda, o que se passa?
- Nósvamosemtourdurantesetemesessempausaspelocontinenteamericano.
- Boa. Agora devagar.
- Sophs... nós vamos em tour durante sete meses sem pausas pelo continente americano. – Harry disse mais pausadamente, enquanto que uma lágrima lhe escorria pelo rosto. O meu coração partiu-se em 156675345353253523455357654 pedaços naquele momento. – Vamos amanhã, já agora. – Eu tinha dito 156675345353253523455357654 pedaços? Queria ter dito 234654323456787654323456654323456.
- Harry... – Murmurei, com as lágrimas já a cairem-me rosto abaixo. – E nós?
- Eu não vou repetir a gracinha, prometo. – Ele murmurou baixinho. – Até podes ir visitar-me, a Dani costuma ir ter com o Liam algumas vezes. E podes ir passar o teu aniversário comigo, até o Natal. Na altura do Natal estaremos pelo Brasil, é verão lá. Por favor...
- Prometes? – Levantei a cara e olhei para ele, o meu rosto favorito no mundo inteiro. Ali à minha frente estava o amor da minha vida, o meu melhor amigo de sempre, o menino que me tinha visto crescer e o homem que me tinha feito mulher. Não o ia deixar escapar desta vez.
- Prometo. Vamos sair para jantar?
. Claro. Quero aproveitar. – Fiz tenções de me levantar, mas ele puxou-me para o pé dele e tirou o telemóvel do bolso.
- Tira uma fotografia, quero pôr no twitter. – Ajeitei o cabelo, sentei-me ao seu colo e sorrimos os dois. Perfeito, de certeza. Beijámo-nos e saí, para tomar um banho e trocar de roupa antes de irmos jantar. Peguei no telemóvel e tinha imensas mensagens da Eleanor.
“Sophie, já comprei os testes. Podes fazê-los comigo? xx El”
“Posso ir ter a tua casa? Estou desesperada, por favor. X El”
Entre outras...respondi-lhe de imediato.
“Estava com o Harry. Vou agora para casa, vai lá ter e já fazemos isso juntas. Tem calma. Xx Sophie”
Cheguei a casa de táxi, portanto muito rápido, e tinha Eleanor e uma data de malas à minha porta. Ajudei-a a levar as malas para cima e, quando ela tirou os testes de gravidez da mala, estendeu-me um e uma caneta.
- Isto pode parecer parvo, mas... podes fazer um comigo? – Ela mordeu o lábio e corou. Eu ri. – Desculpa, eu sei que é parvo, mas... não queria fazer isto sozinha...
- Claro. – Aceitei, escrevendo o meu nome num dos testes de gravidez com uma caneta de acetato e ficando com ele; Eleanor escreveu também o seu nome no dela e fizémos os testes. Tinhamos de esperar dez minutos e não sei quem estava mais ansiosa: eu ou ela.
Sabia que o meu teste ia dar negativo, por isso pousei-o na bancada do lavatório e sentei-me com Eleanor no tapete da casa de banho. Para a distrair, propus jogarmos à sardinha e foi o que fizémos, durante os dez minutos.
- Olha, Sophie... – Ela chamou-me, depois de ver o seu teste de gravidez. Uma risquinha = negativo. – Bolas, estou tão feliz! – Abraçámo-nos. – É melhor fazer outro para confirmar, não é? – Eu acenei que sim. – Vê o teu, Sophie.
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